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02/10/2012 | Versão para Impressão

Pesquisa em teses da Faculdade de Medicina tero acesso facilitado

Foram assinados pelo Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul (MUHM) e seu mantenedor, o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS), convênios com o Instituto Histórico e Geográfico do RS (IHGRS) e com o Centro Acadêmico Sarmento Leite (CASL) - que está completando 100 anos e também ganhou uma exposição. A parceria com o instituto permitirá que mais teses da Faculdade de Medicina da UFRGS, em especial as da primeira turma, de 1904, possam ser consultadas online no site do Museu por pesquisadores. Em convênio anterior, com a própria faculdade, mais de 150 teses já foram disponibilizadas. Na mesma noite, com a presença de familiares, médicos e ex-colegas, foi homenageado o médico João Carlos Haas Sobrinho, desaparecido há 40 anos, em 30 de setembro de 1972, durante a luta contra a ditadura, no Araguaia. A irmã do médico doou imagens para o acervo do Museu.


(Clique na foto para ver mais imagens)

No ato o presidente do Instituto Histórico e Geográfico do RS, Miguel do Espírito Santo, lembrou que a entidade é guardiã de uma série de documentos e acervos e que a sua missão é guardar e dar acesso ao público. "É nesse sentido que comemoramos este convênio com o Museu e o Sindicato. Esses acervos devem ser divulgados, devem ser acessíveis, e era uma obrigação firmar este termo de cooperação, ainda mais que tratam-se de raridades". O presidente também lembrou que o acervo é bastante apreciável na área de História da Medicina. "Temos diversas obras vindas da Europa, de onde vinham os materiais de estudo na época", relatou.

O presidente do SIMERS, Paulo de Argollo Mendes, falou sobre a importância da data para o Museu de História da Medicina. "É uma data marcante e é uma honra para o Museu e para nós como Sindicato. Nós temos muito orgulho desta iniciativa de criar o Museu de História da Medicina, pois é uma história extremamente entrelaçada com a história política do nosso estado", disse o médico. Argollo também saudou a parceria com o Centro Acadêmico, relatando que foi representante dos alunos na faculdade e que considera um local que oportuniza discutir não só questões da universidade, mas do país, filosóficas, humanísticas. "O Centro Acadêmico sempre foi uma oportunidade de irmos além do conhecimento técnico-científico, tão maravilhosamente ministrado pelos nossos professores", lembrou o médico.

O médico Bruno Costa, que foi colega de Haas Sobrinho, fez um relato e manifesto contra atos como os praticados na ditadura, em que adversários políticos eram tratados como inimigos. "A partir do AI-5 nenhuma outra opção de luta se apresentava. A crueldade da ditadura tirou a vida de milhares de nossos jovens, obstruiu os caminhos normais e democráticos", lamentou o médico.

O presidente do Centro Acadêmico Sarmento Leite, acadêmico de Medicina Artur Píccaro, agradeceu o apoio do Museu e do Sindicato nas comemorações dos seus 100 anos e a oportunidade de formalizar essa parceria. "Foram parceiros inseparáveis e muito solícitos e essa chance de homenagear Haas Sobrinho nesses 100 anos de história é muito importante para nós como Centro Acadêmico. É uma honra conhecer familiares de pessoas que definitivamente representam o verdadeiro espírito acadêmico", disse o Píccaro, que entregou placa homenageando o médico João Carlos Haas Sobrinho. 

O diretor do MUHM, Germano Bonow, salientou a importância histórica do momento e falou sobre a missão de preservar a história, em especial, pelas gerações que chegam. "Eu vislumbro quase que a passagem de um bastão, em que uma geração entrega para a outra a missão de fazer história", disse o médico ao acadêmico Artur Píccaro.

Entre os familiares e amigos do médico João Carlos Haas Sobrinho estiveram as irmãs Tânia, Elena e Sônia Haas, quem procurou o MUHM e no ato entregou um álbum denominado "Nenhum sacrifício terá sido em vão", com fotos, histórico e documentos do médico desaparecido no Araguaia em 30 de setembro de 1972. Sônia Haas falou das emoções, da angústia da família e do processo de valorização e preservação da memória do familiar e das tratativas com relação à busca por mais informações do Estado sobre o caso. "É algo que é mais forte que a dor, mais forte que a saudade: o momento em que passamos a nos sentir mais como cidadãos brasileiros, que acho que é o que todos vieram fazer aqui hoje. Estamos aqui cumprindo um dever de cidadãos, temos uma série de outras histórias esquecidas nessa jornada", chamou a atenção Sônia.

Convênios
O convênio com o CASL estabelece que o MUHM ficará responsável pelo acervo Arquivístico do órgão, pelo prazo de 5 anos, podendo ser renovado. Desta forma o MUHM fica responsável pela guarda, organização e divulgação do material, importante fonte de pesquisa para os trabalhos na área de história e medicina, principalmente no que diz respeito ao movimento médico estudantil.

Já o convênio com o IHGRS visa digitalizar teses dos formandos na Faculdade de Medicina de Porto Alegre. Este material irá complementar o acervo de cerca de 240 teses listadas, destas, mais de 150 já foram digitalizadas por meio de outro convênio, com a Biblioteca da Faculdade de Medicina da UFRGS. Importante salientar que as teses da 1° turma, formada em 1904, serão digitalizadas a partir deste convênio, pois a Biblioteca da Famed/UFRGS não possui essas teses. O acesso se dará pelo site do Museu - www.muhm.org.br

Homenagem
Finalmente, o Movimento Médico Estudantil será lembrado por meio de homenagem ao Dr. João Carlos Haas Sobrinho, desaparecido e dado como morto há 40 anos - completos em 30 de setembro - durante a luta contra a ditadura, com entrega de placa a sua irmã, Sonia Haas, que entrega no momento fotos digitalizadas do irmão para compor o acervo do Museu. 




Exposição
Inaugurada no sábado, durante o Jantar-Baile do Centenário do CASL, realizado na Sogipa, a exposição "Centro Acadêmico Sarmento Leite - 100 anos", apresenta em painéis a trajetória do centro, o jornal O Bisturi, discussões sobre a formação médica e o acompanhamento de obras como o Hospital de Clínicas pelos alunos. 

Mais informações, inclusive sobre doações de fotos e documentos que complementem a história do CASL podem ser direcionados para o e-mail caslmedicina@gmail.com. Depoimentos e informações também são bem-vindos.







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