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ABBOTT, Fernando (Fernandes).

São Gabriel, RS, 1857 – 13 ago. 1924. F.: Jônatas Abbott Filho e Zeferina Fernandes Abbott. Estudos primários na cidade natal; Humanidades em Porto Alegre; Doutor pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1897. Após início no Ceará, na vigência de grande seca, voltou para sua terra em 1899. Polílico, foi fundador do Clube Republicano de São Gabriel e membro destacado do PR. Deputado à Constituinte Federal em 1891, governou interinamente o Estado por duas vezes entre 1891 e 1893, tendo criado a Brigada Militar. Deputado federal pelo Rio Grande do Sul de 1894 a 1896 e ministro plenipotenciário do Brasil na Argentina de 1894 a 1897. Dissentiu dos republicanos em 1907, quando concorreu ao governo, sendo derrotado pelo também médico Carlos Barbosa. Sua tese sobre histeria obteve muita repercussão. Produziu diversos outros trabalhos científicos. Conferencista, escreveu artigos políticos e de costumes para jornais da época, como O Precursor, de São Gabriel. Ficou famoso pela criação de frases e aforismas ainda hoje repetidos.

ABREU (Pereira), Florncio Carlos de.

Porto Alegre, RS, 31 maio 1889. F.: Olinto Nunes Pereira e Antônia de Abreu Pereira. Médico pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1911. Co-proprietário do Diário da Tarde, São Gabriel, 1918-1919; médico militar residente no Rio de Janeiro; dir. do Corpo de Saúde do Exército.

Bibl.: A Nevrose dos Intelectuais, tese médica, 1a. ed. 1911, 90 p., Livraria do Globo, Porto Alegre. O Papel das Cozinhas Dietéticas na Puericultura, ensaio, 1940, publ. número 47 de Brasil Médico, Rio de Janeiro, 1940 (separata), 7 p., Tip. Granz Timon, Rio de Janeiro. Palavras da Maturidade, conferência, 1a. ed. 1943, 12 p. s/edit., Rio de janeiro. "A Medicina militar", discurso, Revista Médica Brasileira, Rio de Janeiro, v. 13, n. 2, ago. 1942. "Impressões profissionais colhidas nos EUA", Revista de Medicina Militar, v. 33, n. 4, out./dez. 1944. "Os diretores de Saúde do Exército", id., v. 37, n. 1, jan../mar. 1948.

ABREU, Ennio Farias de.

Santa Maria, RS, 19 mar. 1927 – 18 abr. 2001. F.: Pedro Abreu e Orphila Farias de Abreu. Médico. Cronista.

Bibl.:

Bom Jesus – Histórias de uma Cidade – Crônicas, parceria de Marisa da Costa Abreu, 1.ed. 1977, 135 p. Co-edição EST-Universidade de Caxias do Sul, Porto Alegre-Caxias do Sul, 2.ed. 1981, 135 p., s/ed. e local.

BACCI, Adolfo Di Giuseppe.

Diplomado pela Regia Universidade de Pisa. Revalidou diploma na Universidade de Porto Alegre, em 17-10-1913.

BALDONI, Giuseppe.

Nascido a 30-11-1894, em Budrio – Bolonha. Filho de Luigi Baldoni. Diplomado em 04-04-1921 pela Real Universidade de Bolonha. Exerceu a profissão no município de Rio Grande/ RS. Reg. Na Diretoria de Higiene e Saúde em 06-10-1933.

BAPTISTA, Amaro Augusto de Oliveira.

P. Alegre, RS, 4 jun. 1891 – Porto Alegre, 31 dez. 1946. Médico. Foi diretor regional dos Correios e Telégrafos.

 

        Bibl.: “Organização do 18o Distrito Telegráfico Nacional – Esquema administrativo”, 1921, publ. número 2, Revista do I.H.G.R.G.S, Porto Alegre.O Telégrafo Nacional – Dados históricos, 1935, publ. número 60, revista citada. Elementos de Higiene – Medicina, 1941, 174 p., ilust., Liv. do Globo, Porto Alegre, prefaciada pelo Dr. Bonifácio Costa.

BAPTISTA, Digenes.

P. Alegre, RS, 3 nov. 1891 – P. Alegre, 3 jun. 1962. Médico espiritualista. Poeta.

 

        Bibl.: Aguapés, versos, P. Alegre, Selbach, 1932. Poemas Espiritualistas, versos, plaqueta comemorativa do 1o aniversário de fundação do Centro Espiritualista Redentor, P. Alegre, Tip. Cosmos, 1937.

BARBIERI, Vicco.

Nascido em Modéna (Mo). Filho de Architte Barvieri. Diplomado em 08-07-1901 pela regia universidade de Módena. Visto consultar em Porto Alegre a 07-03-1916. Clinicou em Caxias, até 1925, transferindo-se para Bento Gonçalves. Exerceu atividades no Hospital "Bartholomeo Tachini", até 1932. era bom violonista. Não gostava de ver ninguém sem trabalhar. Reg. na D. H. S./RS a 10-03-1933.

CABRAL, Nei (da Costa).

 

Pelotas, RS, 23 ago. 1895 – P. Alegre, RS, 4 dez. 1963. F.: Júlio da Costa Cabral e Isaura Newton da Costa Cabral. Est. prim. na casa paterna. Secundário no Ginásio Gonzaga, Pelotas. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre em 1917. Médico em P. Alegre. Prof. de Física Biológica da Fac. de Med. de P. Alegre a partir de 1918, estando aposentado quando faleceu.

Bibl.: Física Médica, P. Alegre, Globo, 1935, v.1; id, 2.ed., inclusive v. 2, ibid, 1943; id, 3.ed., Rio de Janeiro, Ed. Guanabara, 1956. Ruy e a Medicina, estudo, P. Alegre, Globo, 1949 (parte já saíra no Correio do Povo, P. Alegre, 4 maio 1947). "Ultra-sons", Anais Científicos, S. Paulo, v. 14, n. 66, 1957.

CAETANO (da Silva), Joaquim.

Jaguarão, RS, 2 set. 1810 – Niterói, RJ, 27 fev. 1873. F.: Antônio José Caetano da Silva e Ana Maria Floresbina da Silva. Curso de Humanidades na França. Médico pela Fac. de Montpellier, França, em 1837. Prof. de Gramática Portuguesa, Retórica e Grego no Colégio Dom Pedro II, Rio de Janeiro, 1838; e reitor do mesmo em 1839. Encarregado dos Negócios do Brasil (1851) e Cônsul Geral do Brasil (1854) na Holanda. Prof. do Liceu Provincial de Niterói, RJ. Foi Diretor da Instrução da Corte e do Arquivo Nacional. Cientista. Irmão de Antônio José Caetano da Silva Júnior. Co-fundador do IHGB, da Societé d’Histoire Naturelle de Montpellier e do Círculo Médico de Paris. Oficial da Ordem da Rosa e Cavaleiro da Ordem de Cristo. Segundo o Barão do Rio Branco, propiciou conhecimentos que asseguraram para o Brasil o território ao sul do Rio Oiapoque.

Bibl.: Suplemento do Dicionário de Antônio de Morais e Silva, Rio de Janeiro, 1827. Fragments d’une Mémoire sur la Chute des Corps, apresentada ao Cércle Médicale de Montpellier, Montpellier, 1836. Quelques Idées de Philosophie Médicale, tese de formatura, id, 1837. L’Oyapock et L’Amazone, Paris, R. Martinet, 1861; 2.v; id; 2.ed., Rio de Janeiro, 1893; v. 1, 1895; v. 2; id; 3.ed., Paris, Al Lahure, 1899. "Memória sobre os limites do Brasil com a Guiana Francesa", Revista do IHGB, Rio de Janeiro, tomo 16, 1851. "Apêndice ao parecer do Sr. Diogo Soares da Silva de Bivar sobre o índice cronológico do Sr. Agostinho Marques Perdigão Malheiro", ibid; tomo 15, 1852. "Antilia", ibid, 1863. "Sobre a gravidade", rev. Minerva Brasiliense, Rio de Janeiro, tomo 1. "O Oyapock", Revista Popular, id.

CALDRE E FIO, Jos Antnio do Vale

 

Porto Alegre, 15 out. 1821 – Porto Alegre, 19 mar. 1876. F.: José Antônio do Vale e Inácia Joaquina de Almeida Vale. Órfão de pai aos dois anos de idade, aos treze teria começado a trabalhar numa farmácia de Porto Alegre. Em 1837, requereu e foi admitido como auxiliar de botica da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. Buscava aprender e recebia como pagamento apenas ração diária de carne e farinha. Com a chegada de um novo boticário do Rio de Janeiro, foi despedido o praticante José Antônio do Vale, antes de completar um ano de atividade, em fevereiro de 1838. Pouco se sabe de José Antônio do Vale entre 1838 e 1845, período em que houve a sua ida para o Rio de Janeiro. Em 1846, aos 25 anos, já era bem conhecido como entusiasta do sistema terapêutico estabelecido por Hahnemann. Nesse ano, publicou Elementos de Farmácia Homeopática para uso da Escola de Medicina Homeopática do Rio de Janeiro e da curiosa mocidade brasileira e portuguesa que quiser estudar este ramo de ciência médica. Rio de Janeiro, Tipografia Brasiliense, F. M. Ferreira, Rua do Sabão, 117. Na ocasião já era membro do Instituto Homeopático do Brasil, fundador e membro efetivo do Liceu Médico-Homeopático, lente substituto da mesma escola e redator-chefe da Enciclopédia dos Conhecimentos Úteis. No prefácio da obra, ele alude aos seus doze anos de prática farmacêutica. Pouco se conhece de sua formação intelectual e médica que se completou na Escola Hahnemanniana de Medicina, fundada em 1844 no Rio de Janeiro. Nessa linha, publicou Enciclopédia dos Conhecimentos úteis e História das Funções da Vida Humana, servindo-se da editora já mencionada. Em1847, sem anúncios, lançou o primeiro romance de autor gaúcho e segundo na literatura brasileira: A Divina Pastora: Novela Rio-Grandense. Rio de Janeiro, 1847. 2 vols., 188 e 200p. O editor foi o mesmo das obras anteriores. O livro ficou desaparecido por 145 anos e gerou mistério e desconfiança quanto à sua existência, afinal comprovada com o surgimento de um exemplar no Uruguai em 1992. Antes disso a obra existia através de anúncios de venda e pela notícia do aproveitamento das palavras churrasco, guaiaca e picanha, pinçadas do livro por Antônio Pereira Coruja em Coleção de Vocábulos e Frases Usados na Província de São Pedro do Rio Grande do Sul. Sua segunda e última obra de ficção, o romance O Corsário, na mesma linha de produção do primeiro, também sofreu com o quase completo desaparecimento por muitos anos. Após isso, José Antônio do Vale escreveu poesia, teatro, ensaio e jornalismo, mas sobretudo foi notável orador e conferencista. Apesar dos poucos dados concretos, é certo que a permanência na corte muito cooperou para o enriquecimento da sua cultura, que foi considerada enciclopédica. Em 1851 defendeu tese perante a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Entre 1847 e 1851, casou, foi professor e virou jornalista, sendo que nesta atividade acresceu as palavras Caldre e Fião ao seu nome. O casamento com Maria Isabel Lemos foi para toda a vida e sem descendentes. Ela era proprietária do Colégio da Estrela e nele Caldre e Fião foi professor de quase tudo: Francês, Italiano, Latim e Filosofia Comparativa, em que estabelecia relações entre esses idiomas e o Português. Também lecionou: Filosofia Moral e Racional, Ciências Naturais e explicação dos fenômenos físicos mais importantes. No jornalismo foi muito atuante e fundou um jornal abolicionista, O Filantropo, que funcionava à Rua do Lavradio, 44, iniciou suas atividades em 6 de abril de 1849, anunciando-se como "humanitário, científico e literário". O jornal tornou-se o órgão oficial da Sociedade Contra o Tráfico de Africanos e Promotora da Colonização e Civilização dos Indígenas, fundada em 1850. Também escreveu para mais dois jornais abolicionistas e o seu livro O Corsário foi publicado em folhetim pelo jornal O Americano, do Rio de Janeiro, a partir de janeiro de 1849. A segunda edição foi em livro, pela Editora Filantrópica do Rio de Janeiro em 1851. Uma terceira edição ocorreu através do jornal O Pelotense, na forma de folhetim, e uma quarta através da Editora Movimento, de Porto Alegre, em colaboração com os Institutos Nacional e Estadual do Livro. A introdução foi do professor Guilhermino Cesar. Em dezembro de 1851, Caldre e Fião defendeu tese perante a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro com o seguinte tema: Considerações sobre os três pontos dados pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro: 1.- Quais as condições para que a água seja potável? Meio de reconhecer o ferro nas águas ferruginosas: quais os estados em que ele se acha. 2.- Versão e evolução espontânea. 3.- heterogenia. A tese aprovada e publicada permitiu uma atualização dos títulos do autor. Até então era: membro e primeiro secretário do Ginásio Brasileiro; membro conselheiro da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional; relator da Comissão de Aulas da Imperial Sociedade Amante da Instrução; membro da Sociedade Contra o Tráfico e Promotora da Colonização dos Indígenas e tantos outros. Ao formar-se em Medicina, considerou atingida a principal meta do seu deslocamento para o Rio de Janeiro. Além disso, a própria temática dos romances autoriza a pensar em saudade dos pagos e vontade de voltar ao Rio Grande, aspiração reforçada pelas ameaças de morte e de bloqueio de seus livros desde que chamara o comerciante Manoel Pinto da Fonseca de "traficante de carne humana". Retornou como pretendia e veio com ambições políticas, que incluíam uma utópica recuperação de São Nicolau, o primeiro dos Sete Povos das Missões, fundado em 1626 pelo padre Roque Gonzáles. Versos e dramatizações de ocasião constam da biografia de Caldre e Fião e, sem valor literário maior, cooperaram para torná-lo conhecido e aspirante à política. Um exemplo dessa atividade é Elogio Dramático do Faustosíssimo Batizado do Príncipe Imperial Dom Pedro. Tanto esta peça, quanto A órfã ou a Herdade em leilão, comédia dramática de 1847, O Coronel Maciel dos Santos, drama trágico de 1848, e Ramalhete Poético, de 1849, foram representados no Salão da Floresta, Rio de Janeiro. Ainda no Rio, escreveu: Curso de Poesia Brasileira, edições diversas de O Americano, Rio de Janeiro, 1847. A substituição dos braços escravos pelos livres, Rev. Auxiliadora da Indústria Nacional, Rio de Janeiro, a partir de 7.12.1849, e Memória sobre a conveniência de adotar-se no Brasil o projeto de um estabelecimento agrícola, ibid. out.1850. Já na recepção no Porto de Rio Grande, Caldre e Fião fez veemente discurso contra a escravidão e disse das perseguições que sofrera como abolicionista, mas nunca relacionou o desaparecimento de seus romances a atitudes alheias. Foi jornalista já no Porto de Rio Grande com O Rio-Grandense. Em Porto Alegre foi o redator principal de O Conciliador e depois passou a trabalhar no importante A Reforma, órgão oficial do Partido Liberal. Neste jornal de circulação diária conviveu com Carlos von Koseritz, Florêncio de Abreu, Timoteo Pereira da Rosa, Felix da Cunha e Eleutério de Camargo. Elegeu-se deputado provincial em 1854. Embora desde sua chegada praticasse a Medicina, só passou a ser notado por ocasião do surto epidêmico de cólera que atingiu Porto Alegre em 1867. O jeito de cuidar dos doentes revelou o destino que lhe estava reservado como médico dos pobres na capital gaúcha e em São Leopoldo. Aquiles Porto Alegre registrou: "À noite, na embocadura das ruas e praças, enormes fogueiras, alimentadas pelo alcatrão, davam ao povoado uma aparência sinistra, como se um medonho incêndio lavrasse, ao mesmo tempo, em diversos pontos. E ainda para mais impressionar o espírito já abatido da população, ouvia-se, de quando em quando, o ranger da grilheta dos encarcerados que cruzavam as ruas, conduzindo em padiolas as vítimas da peste. E esse som áspero e penetrante, quebrando o silêncio das horas mortas da noite, ressoava tristemente como dobres de finados. E, à luz apavorante das labaredas das fogueiras, que ardiam nas ruas desertas e silenciosas, via-se passar, apressado, ao lado de um ou outro, o Dr. Caldre e Fião, para ir socorrer os atacados da epidemia, sobre cujas cabeças ele espalmava as asas do seu carinho e da sua caridade infinita." Até o fim da vida, Caldre e Fião morou e comportou-se pobremente. Guilhermino Cesar disse que "o médico matou o romancista", mas Carlos Reverbel ressaltou que a Medicina não matou o abolicionismo em Caldre e Fião. Não apenas escrevia artigos candentes contra a escravatura, desenvolvia atividades práticas em favor dos escravos, como quando acolheu no sítio de sua propriedade, próximo de São Leopoldo, crianças negras abandonadas em função da Lei do Ventre Livre, já que os senhores mantinham as mães no cativeiro. Caldre e Fião foi investido como presidente honorário pelos jovens integrantes no Parthenon Literário, mas poucos trabalharam tanto quanto ele, que se tornou um símbolo vivo da instituição. Discursou na sessão magna de 19 de junho de 1869 do Parthenon e a revista dessa sociedade publicou de Caldre e Fião, em diferentes datas e em prosa e verso: O escravo brasileiro, poesia; A libertação das crianças, crônica; Esboço biográfico de Rita Barém de Mello; Ibicuí-Retan, topografia e etnografia; Padre Feliciano J. R. Prates, escorso biográfico; Um lírio, poesia; Canção da filhinha, poema; A Múcio Teixeira, poesia; Canto à cítara, poesia; Joaquim M. de Lisboa, esboço biográfico; Dona Luciana T. de Abreu, biografia; Um amor, poesia; Manoel de A. Porto Alegre, comentário; A aurora, poema; A manhã, poesia; O passeio, poema; O incógnito, poesia; O canto do cisne, poesia; O adeus, poema; Conde de Porto Alegre, escorço biográfico; Clotara, poesia; O despertar da alma, poesia, e A dália, poesia. Pobre, sem poderes, envelhecido, continuava a viver o ideal de servir aos outros "como jornalista e escritor, como abolicionista e educador, ou na sua vigília de médico eternamente de plantão". José Antônio do Vale Caldre e Fião faleceu em Porto Alegre no dia 19 de março de 1876. Dona Maria Isabel, a esposa carioca, sobreviveu-lhe sem filhos. Ainda em vida, Caldre e Fião teve seu nome dado a uma rua de Porto Alegre e a um bairro de São Leopoldo.
(Blau Souza)

trecho de caldre e fião

É São Leopoldo uma graciosa vila situada à margem do Rio dos Sinos, quinze léguas acima da boca que o deságua no Guaíba. Seu chão é baixo e sujeito a freqüentes inundações no tempo das chuvas. Suas casas são regulares e de arquitetura gótica. Sem edifícios públicos além de uma pequena igreja que está entre a Praça da Igreja e a Praça da Alegria, ela atesta essa simplicidade e essa mocidade risonha e aprazível de todas as nossas povoações modernas. Na margem oposta em que ela está assentada começam as habitações dos colonos alemães, que, estendendo-se por uma vasta porção de terreno, vão terminar na encosta da Serra Geral e para as bandas do Fachinal e Pinhal, tomando o nome de Colônia de São Leopoldo. As línguas alemã e portuguesa são faladas simultaneamente até pela baixa classe do povo. Existiam aí, em 1834, duas casas destinadas ao culto particular do Protestantismo, da religião luterana; duas escolas alemãs, uma das quais freqüentei pelo curto espaço de dois meses; e uma aula nacional. A indústria alemã, aí levada pelos colonos, prospera sem entraves, no meio de uma liberdade constante que é partilha dos brasileiros e que a ela bafeja agradavelmente. A agricultura, essa primeira mãe da felicidade dos homens, única e verdadeira riqueza dos estados novos, é exercida pelos seus habitantes e de seus contornos com admirável desenvolvimento. Entre alguns dos colonos, expatriados de sua terra por motivos talvez bem justos, encontra-se uma pura e adiantada ciência; conversei com muitos que conheciam de perto as ciências físicas, as matemáticas, a história natural, as ciências morais e muitas aplicações desses conhecimentos abstratos aos usos da vida, como, por exemplo, um que tão bem me desenvolveu a causa da elasticidade dos gases e de sua aplicação às máquinas de navegação e outros princípios de mecânica que me maravilhou, a ponto de acreditar ser ele, como apregoavam, filho de um conde alemão, cujo nome é bem conhecido nos gabinetes políticos da Europa. Aí todos os domingos, descansando das fadigas da semana, dançava-se e brincava-se com grande alegria. Havia casas de pasto que nestes dias tornavam-se salas de baile. (Trecho de O Corsário)

DE LORENZO, Affonso.

Diplomado em medicina pela Real Universidade de Nápoles.revalidou seu diploma em 11-03-1913 na Faculdade de Medicina de Porto Alegre.

DE LUCCIA, Olindo.

Diplomado em medicina pela Real Universidade de Nápoles. Revalidou seu diploma em 06-03-1912 na Faculdade de Medicina de Porto Alegre.

DE PATTA, Michele.

Diplomado em medicina. Tenente médico do 203° Regimento de Infantaria do Exercito Italiano. A 30 de setembro de 1921, chagou a Encantado e Anta Gorda/RS. Era casado com Ersília D’Acunte Oliva.

ECHENIQUE, Oscar da Cunha.

Pelotas, RS, 4 maio 1902. Médico. Poeta.

Bibl.: Rimas do Dia a Dia, trovas, 1983, 184 p., Ofs. Gráfs. Liv. Mundial (Meira & Cia.), Pelotas.

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ELIA, Ricardo dCassane Leone.

(Itália), 16 abr. 1859 – Castelo (ES), 12 jun. 1933. Médico, veio para o Brasil em 1889, chegando ao Rio de Janeiro no dia da Proclamação da República. Por isso seguiu para Buenos Aires e viveu alguns anos na Argentina e no Paraguai. Após algum tempo em Corumbá, veio para o para o sul do Brasil. Chegou em Rio Grande em 1902 e dirigiu-se, sucessivamente, a Bagé, São Gabriel, São Vicente, Jaguari, Santiago do Boqueirão, Porto Alegre, São Francisco de Assis e novamente São Vicente. Essas andanças deram origem ao livro Argentina, Paraguay e Brasile. Dott. Ricardo d’Elia. Ricordi; impressioni e consigli. Torino. Mommo e C., 1906, 197p. com retratos (O Estado está entre as páginas 134 e 175 com muitos elogios e ilustrações). Publicou vários livros de Medicina.

EPP, Franz Heidelberg.

(Alemanha), 7 fev. 1812 – Pastat (Alemanha), 4 ago. 1867. Médico pela Faculdade de Heidelberg em 1841. Sua tese tratou de febres nas Índias. Escreveu Rio Grande do Sul oder Neudeutschland von Dr. F. Epp. Mannheim, Verlang voa Franz Bender, 1864, IV-124p. Fez descrições de Porto Alegre, em que dedica seis páginas a uma Procissão de Corpus Christi. Escreveu sobre São Leopoldo e São Lourenço e tratou da saga dos Rheingantz.

HAMPE, Oswaldo.

 

São Jerônimo, RS, 14 set. 1890 – Antônio Prado, RS, 5 maio 1977. Médico. Memorialista. Formou-se pela Fac. de Med. de P. Alegre em 1914. Fundou hospital em Antônio Prado.

Bibl.: Reminiscências de um Cirurgião, memórias, 1974, 219p., Ofs. Gráfs. Liv. Globo, Porto Alegre.

ABREU, Francisco Ferreira de.

Barão de Teresópolis. P. Alegre, RS, 18 nov. 1823 – Paris, França, 14 jul. 1885. F.: Guilherme Ferreira de Abreu e Felisberta Luísa de Abreu. Médico pelas Acad. de Med. de Paris, 1846-49, e Acad. de Med. do Rio de Janeiro em 1845. Preparador do laboratório de Pelouse, França. Representante do Brasil no Congresso de Genebra em 1884. Médico do Imperador Pedro II. Prof. das princesas imperiais. Prof. de Med. Legal, em 1885, na Fac. de Med. do Rio de Janeiro, que dirigiu. Membro da Soc. Auxiliadora da Indústria Nacional, da Acad. Imp. de Med. do Brasil, do IHGB e do Conselho do Imperador. Comendador da Ordem da Rosa, Cavaleiro da Ordem de Cristo e condecorado com a Legião de Honra. Cientista.

 Bibl.:

Discriminação Geral dos Corpos Orgânicos, tese de formatura, Rio de Janeiro, 1845. De La Recherche des Principaux Poisons Métalliques, tese de doutoramento, Paris, 1849. História das Indicações e da Prática da Broncotomia, med., Rio de Janeiro, 1851. Considerações Médico-Legais Sobre um Caso Controverso de Infração do Artigo 223 de Nossa Legislação Criminal, mem. à Acad. Imp. de Med., id., 1857. Novo Processo para a Pesquisa dos Principais Venenos Metálicos, mem. à Acad. de Ciências, id., 1878. De l’Antogonisme de la Morphine et des Alcaloides des Solanées Vireuses, sep. do Journal de Hygiène, Paris, 1882. Publicou na imprensa: "Méthode sur rechercher pa une seule opération l’arsenic, l’antimoine, le mércure, le cuivre, le plomb, le zinc et l’argent", Journal de Chimique Médicale, Paris, 1848. "Breves considerações sobre as inspirações de éter sulfúrico, consideradas como meio capaz de servir a suspender a suscetibilidade dos enfermos operados", Arquivo Médico Brasileiro, n.3/4, Rio de Janeiro, 1851. "Inspiração do éter sulfúrico na cirurgia como anestésico", mem. à Acad. Imp. de Med., Anais Brasilienses, n.20, id., 1852.

ABREU, Henrique Tammr de.

Jaguarão, RS, 12 out. 1870 – Rio de Janeiro. Médico. Biógrafo. Escreveu sobre leis, moral e religião.

Bibl.:

Jurisprudência Médica, Rio de Janeiro, Tip. América, 1938. "Do Exame Médico Pré-Nupcial", in: Conferência Nacional de Defesa Contra Sífilis, 1, Rio de Janeiro, 1941, v. 2. "O Exame do Delinqüente", Imprensa Médica, Rio de Janeiro, v. 17, n. 333, ago. 1941. "Prof. Agostinho José de Souza Lima", Gazeta Clínica, Rio de Janeiro, v. 41, n. 556, maio/jun. 1943. "O suicídio", Imprensa Médica, id, v. 20, n. 253, mar. 1944. "Em Torno da Esterilidade da Mulher", Anais Brasileiros de Ginecologia, id, v. 17, n. 3, mar. 1944. "Gêmeos Univitelinos e Criminalidade", Imprensa Médica, id, v. 20, n. 371, nov. 1944. "A vida nobre e edificante de Louis Pasteur", ibid, v. 20, n. 369, 1944. "Ciência e Religião", ibid, v. 21, n. 374, fev. 1945. "Os progressos da ciência e a Igreja Católica, ibid, v. 21, n. 384, dez. 1945. "Da orientação profisional dos futuros médicos...", ibid, v. 22, n. 393. set. 1946. "As curas miraculosas ou os acontecimentos de Urucânia", ibid, v. 24, n. 485, jun. 1948. "Socialização da Medicina e problemas correlatos", ibid, v. 24. n. 486, jul. 1948. "O consentimento do ofendido", Revista Médica Brasileira, Rio de Janeiro, v. 27, n. 6, dez. 1948. A Justa Retribuição do Trabalho. Imprensa Médica, id. v.24, n. 121, jan. 1949. O Problema da Moralidade em Arte, ibid, v. 24, n. 423, mar. 1949. Sacerdócio Médico, ibid. v. 25, n. 429, set. 1949. Eugenia Pré-Matrimonial, ibid, v.26, n. 434, fev. 1950. Psicanálise e Psicossíntese, ibid, v. 26, n. 444, dez. 1950.

ABS DA CRUZ, (Andr) Agostinho.

Campinas, SP, 20 jun. 1879. Estudos prim. na cidade natal e secundários em Lorena, SP. Médico pela Escola Médica Cirúrgica de Porto Alegre. Médico clínico em Bagé, RS. Professor de Física e Química no Ginásio N. Sa. Auxiliadora, Bagé. Médico da Brigada Militar durante e Revolução de 1923. Chefe da Clínica de Senhoras da Santa Casa de Misericórdia, Bagé.

Bibl.: A Auto-Hemoterapia, tese de formatura, P. Alegre. As Paixões e sua Aplicação na Pedagogia, conferência.

AGOSTO, Flvio Moura de.

     Rio de Janeiro, Bairro da Tijuca, 24 jan. 1933 - Porto Alegre, 28 nov. 1999. F.: Nestor de Agosto e Jesuína Moura de Agosto. Veio para Bagé em 1941, acompanhando o pai transferido. Fez o primário e o secundário em Bagé e em Porto Alegre. Na capital gaúcha, formou-se médico pela Faculdade de Medicina da URGS em 1957. Especializou-se em Anestesiologia e ocupou importantes cargos na Santa Casa de Misericórdia de P. Alegre. Líder sindical, presidiu por vários anos o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul e a Sociedade de Anestesiologia. Também foi membro do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande de Sul. Amava Porto Alegre e a Vila Assunção. Considerou o título de cidadania concedido pela Câmara Municipal e Prefeitura da capital gaúcha como a maior homenagem recebida em sua vida. Professor universitário ligado à formação de anestesistas, foi ativo articulista em jornais médicos e da imprensa de Porto Alegre. Participou em quatro dos livros Médicos (Pr)escrevem: no segundo, com Catarreira; no terceiro, com As árvores da vila; no quarto, Sobre telhados, danças e comidas, ou URGS/UFRGS, um reitor, um marco; e no quinto, com cinco histórias curtas. Viúvo desde 1995, deixou quatro filhos.

ALBERNAZ, Paulo Mangabeira.

      Bagé, RS, 25 jan. 1896. F.: José Garcia Albernaz e Cecília Mangabeira Albernaz. Estudos prep. na Bahia, Ginásio da Bahia, Ginásio N. Sa. do Carmo e Ginásio Ipiranga. Diplomado pela Fac. de Med. da Bahia em 1919. Otorrinolaringologista na Bahia, em Jaú, SP, na capital paulista e em Campinas, SP. Catedrático de Clínica Otorrinolaringológica da Escola Paulista de Med., SP, e de Anatomia Descritiva da Fac. de Odontologia da PUC, Campinas, SP. Foi Presidente da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores (SOBRAMES).

                Bibl.: De que Morreu Napoleão, ensaio médico-histórico, Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1929. Otorrinolaringologia Prática, Rio de Janeiro, Científica, 1930; várias edições até 1956. Questões de Linguagem Médica, Rio de Janeiro, Ateneu, 1944. “Lições de Terminologia Médica”, Revista de Portugal, Lisboa, 1959. “Termos médicos...”, Volume da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas, Campinas, v. 2, n. 3, dez. 1941; v. 2, n. 2, set. 1942; v. 7, n. 1, mar. 1942 e v. 7, n. 3, set. 1949. “Síndrome ou Síndromo”, Boletim do Sanatório S. Lucas, v. 19, n. 11, maio 1958.

ALMEIDA, Manuel Lopes de.

Nascido em Benavente (Portugal) em 16 ago.1900. Médico, escreveu sobre fatos históricos ocorridos em Portugal e no Brasil. Biografado na Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Lisboa, s/d, vol. XV, p. 439-440. Noticiou, por exemplo, a promoção de José da Silva Paes ao posto de sargento-mor de batalha, o mais alto na hierarquia militar portuguesa de então. Registrou a visita de Rafael Pinto Bandeira à Lisboa em 1789, quando foi feito brigadeiro. Descreveu extensamente as festas realizadas em Rio Pardo, pelo tenente-coronel Patrício José Corrêa da Câmara, comandante daquela fronteira, de 4 a 8 de janeiro de 1794, por motivo do nascimento da princesa da Beira, bem como o surgimento de xifópagos na mesma povoação.                

 Bibl.: Notícias Históricas de Portugal e Brasil (1715-1750), Coimbra, Coimbra Editora, 1961, XI-360-(1) p. Notícias Históricas de Portugal e Brasil (1751-1800), Coimbra, Coimbra Editora 1964, (3)-519-(1) p.

ALVES, Protsio (Antnio).

Nasceu em Rio Pardo, no dia 21 de março de 1858. Médico pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1881. Especializou-se em ginecologia e obstetrícia. Fundador do Curso Livre de Partos onde lecionou em 1894 e depois dirigiu. Realizou, com êxito, a primeira cirurgia cesariana no Estado.
Exerceu papel fundamental para a criação da Faculdade de Medicina de Porto Alegre, instituição da qual foi o primeiro diretor (1898-1907).
Na política, foi o vice-presidente do Estado (de Borges de Medeiros), 1918-1923 e 1923-1928. Faleceu em Porto Alegre, em 5 de junho de 1933.

ANDRADE, Hugolino (Leal) de.

 Livramento, RS, 8 nov. 1905 – Livramento, 12 jun. 1990. F.: Hugolino Cruxen de Andrade Faria e Elisa Leal de Andrade. Estudou no Liceu Rio Branco, Rio de Janeiro. Médico pela Fac. de Med. do Rio de Janeiro, em 1927. Médico radiologista em Livramento. Presidente do Colégio Brasileiro de Radiologia. Membro da Soc. Santanense de Med. e do Rotary Clube de Livramento. Grande estudioso da hidatidose, participou ativamente de congressos nacionais e internacionais. Foi professor visitante da Faculdade de Medicina da PUC em Porto Alegre. Recebeu a Ordem do Mérito Médico pelas entidades médicas do Rio Grande do Sul. É patrono da cadeira 32 da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina, hoje ocupada pela Dra. Lígia Maria B. Coutinho. Literato. Orador. Político, também formou-se em Farmácia.

                Bibl.: Discurso na Homenagem que a Cidade Presta às Forças Armadas, em 14 de agosto de 1964, 5 p. s/n., s/ed., Editora Folha Popular S/A, Livramento. Hidatidose – Conceitos Gerais e Radiologia – Medicina, 1982, 164 p., Sociedade Gaúcha de Radiologia, AMRS Gráfica Editora, Porto Alegre. Um Mundo Melhor Através de Rotary, conferência em 18 de abril de 1967, Livramento, Ed. Livramento, 1967. Crônica da Vida de um Radiologista de Província – Palestra na abertura do IX Congresso Brasileiro de Radiologia, Rio de Janeiro, 1983, 1.ed., 1984, 42 p., Gráfica Editora A Platéia Ltda., Livramento, 2.ed., 1985, 59 p., s/ed. e local. Discurso de Agradecimento às Homenagens pelo 80o Aniversário, 1985, 15 p., s/ed., Livramento. Publicou o livro de poemas Ressurreição, em 1987, pela Editora Movimento (145 páginas).

ANNES DIAS, Heitor.

Nasceu em Cruz Alta, RS, em 19 de julho de 1884. Diplomou-se em Farmácia, em 1902, e em Medicina, em 1905, pela Faculdade de Medicina de P. Alegre.
Entre as décadas de 1920 e 1930 foi catedrático de medicina legal das Faculdades de Medicina e de Direito de P. Alegre. Em 1933 foi eleito deputado federal pelo Partido Republicano Liberal. Em 1934 foi transferido da Faculdade de Medicina de Porto Alegre para a do Rio de Janeiro, onde seguiu como catedrático.
Faleceu no Rio de Janeiro, em 7 de novembro de 1943.

AQUINO, Celso (Machado de).

P. Alegre, RS, 27 maio 1912 – P. Alegre, 26 maio 1982. F.: Afonso de Aquino e Marieta Machado de Aquino. Est. no Ginásio Anchieta, P. Alegre. Médico pela Fac. de Med. P. Alegre, 1935. Iniciou atividades de ensino como assistente da 4a cadeira de clínica médica da Faculdade onde se formou. Logo passou para a cadeira de Clínica Neurológica em que foi aprovado como livre docente. Assumiu a cátedra em substituição ao professor Fábio de Barros que a exerceu de 1940 até 1957. Tornou-se professor titular de Neurologia na URGS e da antiga Faculdade Católica de Medicina, FFFCMPA, de que foi fundador. Ocupou muitos cargos na Santa Casa, onde fundou o Instituto de Neurologia. Sócio Fundador da AMRIGS e da Sociedade de Neurologia. Foi presidente destas duas últimas entidades. Foi membro titular do Instituto Sul-Rio-Grandense de História da Medicina. Poliglota, conferencista, deixou muitos trabalhos científicos e participou de muitos congressos no país e no exterior. É o patrono da cadeira 14 da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina, ocupada pelo doutor João Baptista Fernandes.

                Bibl.: O PH na tuberculose pulmonar evolutiva e nos tifos morfológicos a ela predispostos e resistentes, tese de doutoramento, P. Alegre, 1935. “Considerações sobre a chamada epilepsia cardíaca”, Medicina. Hemorragia Cerebral, estudo etiopatogênico, tese para concurso à livre-docência. “Evolução do conceito patogênico da hemorragia cerebral”, Medicina. “Polioneurite anêmica”, Anais da Faculdade de Medicina de P. Alegre, P. Alegre, n. 3, 1942. “A dança como expressão patológica na Idade Média, Medicina e Cirurgia, P. Alegre, v. 9, n. 2, maio/ago. 1947.

ARROYO, (Angel) Antnio Gmez Del.

Espanha, 2 out. 1908 – Porto Alegre, 4 nov. 1997. F.: Jacinto Gomez e Josefa Gutierrez Del’Arroyo e Gómez. Iniciou seus estudos em Lavras, tendo-os completado em Bagé e Porto Alegre. Formou-se pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1933. Nos tempos de estudante criou o jornal O Colibri em Lavras (ainda não era do Sul), onde também ajudou a fundar o bloco carnavalesco Os Relaxados, considerado o mais antigo, em atividade, no Brasil. Fez Clínica Médica e Tisio-Pneumologia em Porto Alegre, cidade em que foi diretor e co-proprietário do Hospital Petrópolis. Presidiu por muitos anos a Associação Gaúcha de Hospitais e participou ativamente das entidades médicas.

                Bibl.:Esboço histórico da tisiologia no Rio Grande do Sul”, in: A Face Literária da Pneumologia Gaúcha, Bruno Carlos Palombini e outros, Livraria e Editora Revinter, Rio de Janeiro, 2001. Publicou trabalhos científicos, de divulgação médica, de política assistencial e de literatura em revistas e jornais.

ASSIS BRASIL, Anto de.

Alegrete, RS, 6 out. 1893 – P. Alegre, 6 out. 1971. F.: Bartolomeu de Assis Brasil e Alice Paixão de Assis Brasil. Est. prim. em Taquari, com a profa. Ana Job, depois Ginásio S. Maria, S. Maria, Colégio Apeles P. Alegre, P. Alegre, e Ginásio N. Sa. da Conceição, S. Leopoldo, onde concluiu os preparatórios em 1910. Fac. de Med. de P. Alegre e, a seguir, Universidade de Lausane, Suíça. Nesta diplomou-se em 1917. Médico especialista em Bacteriologia e Higiene, fundou e dirigiu em Genebra a rev. Ecos do Brasil, 1916. Assistente do Instituto de Higiene e Bacteriologia da Universidade de Friburgo, Suíça. Clinicou em S. Ângelo e P. Alegre. Fundou e presidiu a Soc. de Med. de S. Ângelo e pertenceu à Soc. de Med. e Cirurgia do Rio de Janeiro.

                Bibl.: Observations Sur la Régression des Cartillages Viscéraux Elastiques et Hyalins, tese de doutoramento, Lausane, 1917. Homenagem ao Prof. Ernest Haeckel, monografia, P. Alegre, 1920. “La Chirurgie et la Guerre Actuelle”, Ecos do Brasil. Genebra, v. 1, n. 3. 15 set. 1915.

ASSIS BRASIL, Eduardo de.

 Alegrete, 29 ago. 1905. Estudos primários em São Paulo e secundários em P. Alegre. Formou-se pela Faculdade de Med. de P. Alegre em 1928. Especialista em oftalmo-otorrino laringologia, foi chefe de clínica oftalmológica da faculdade.

                Bibl.: Etiologia das Afecções Flictenulares e O Tracoma no Rio Grande do Sul.

ASSIS BRASIL, Mrio de.

 São Gabriel, RS, 24 ago. 1892. F.: Diogo de Assis Brasil e Mariana Gonçalves de Assis Brasil. Est. primários em Taquari, RS; Secundário no Ginásio dos Maristas, S. Maria, e no Instituto Ginasial Júlio de Castilhos, P. Alegre. Faculdade de Medicina de Porto Alegre até 1914 e Fac. de Med. do Rio de Janeiro até a formatura, em 1917. Foi médico em São Gabriel por 15 anos e após radicou-se em Porto Alegre. Especializado em Pediatra e Puericultura.

        Bibl.: Contribuição ao Estudo da Febre do Parto, tese de doutoramento. Rio de Janeiro, 1917. “Idéias atuais sobre a epidemiologia e o tratamento da paralisia infantil”, conferência proferida em 3.7.1936, separata do Arquivo Rio-Grandense de Medicina, P. Alegre, Gundlach, no 7, jul 1936. Como Devo Cuidar meu Filho, Puericultura. P. Alegre. Globo, 1940. Fundamentos de Puericultura Pré-Natal, Jornada Brasileira de Puericultura e Pediatria, P. Alegre. Leite de Vaca para Crianças, tese no 1o Congresso de Medicina, P. Alegre, 1926.

AV-LALLEMENT, Robert (Christian Berthold).

Lübeck (Alemanha), 25 jul. 1812 – Lübeck, 13 out. 1884. Estudou Medicina em Berlim, Heidelberg, Paris e Kiel, formando-se nesta última em 1837. Veio para o Rio de Janeiro, onde foi diretor de hospital na luta contra a febre amarela. Retornou à Alemanha em 1855. Voltou ao Brasil com Humboldt e em 1857 foi nomeado médico do Hospital dos Estrangeiros. Nos anos seguintes, fez viagens ao sul e ao norte do país. Em 1859, voltou à Lübeck, de onde apenas saiu para uma excursão ao Egito por ocasião da abertura do Canal de Suez. Publicou vários livros, nem todos traduzidos para o português e foi um defensor da emigração de alemães para o sul do Brasil. O Instituto Nacional do Livro traduziu Viagem pelo Sul do Brasil no Ano de 1858, por Robert Ave-Lallement. Rio de Janeiro, INL, 1953, XIII – 398 e 360 p., com gravuras fora de texto, incluídas na edição. Na revista Província de São Pedro, Livraria do Globo, 1951, número 15, p. 93-101, foi antecipada a publicação de um trecho dessa versão brasileira, sob o título “Os Sete Povos em 1858”. O autor chegou ao Porto de Rio Grande em 1858 e partiu para Porto Alegre, São Leopoldo, Rio Pardo, Santa Cruz, Cruz Alta, Cachoeira, Colônia de Santo Ângelo, Santa Maria, São Martinho, Missões, Rio Uruguai, São Borja, Itaqui, Uruguaiana, São Gabriel, Caçapava, outra vez Cachoeira, Cruz Alta e Rio Pardo, Taquari, Porto Alegre e Pelotas, sem deixar de visitar as minas de carvão de São Jerônimo. Segundo Abeillard Barreto, este livro é um verdadeiro hino de amor ao Rio Grande do Sul.

VILA, Csar (Augusto da Costa).

Lajes, SC, 26 jul. 1906 – P. Alegre, 19 fev. 1974. F.: João Otávio da Costa Ávila e Maria Siebert da Costa Ávila. Est. no G. E. Vital Ramos, da cidade natal, 1913-1914, Ginásio Catarinense, Florianópolis, 1915-1922, Escola de Guerra do Realengo, 1923-1924 (curso incompleto). Médico pela Fac. de Med. do Rio de Janeiro em 1930. Médico do Hospital de Caridade de Florianópolis, SC, 1931. Diretor do Hospital Nova Veneza, SC, 1932, e da Casa de Saúde São José, Antônio Prado, RS, 1936. Médico em P. Alegre a partir de 1939. Livre-Docente da Fac. de Med. de P. Alegre a partir do mesmo ano. Diretor do Hospital de Ibirama, SC, 1943. Catedrático da Fac. de Med. de P. Alegre a partir de 1944, aposentando-se em 1967. Político, poeta e conferencista. Pintor autodidata. Médico especialista em Ortopedia e Clínica Cirúrgica Infantil em P. Alegre, onde desenvolveu técnicas operatórias próprias. Patrono da cadeira 15 da Acad. Sul-Rio-Grandense de Medicina, ocupada pelo prof. Ivo A. Kuhl.

                Bibl.: Revelações de um Médico, P. Alegre, 1954. Publicou diversas separatas de artigos de Medicina a partir de 1935. Publicou na imprensa: “Poesias satíricas”, rev. A Academia, com o pseudônimo de Blastoma dos Anjos, Rio de Janeiro, 1930. “Evolução histórica do médico”, ibid, v. 3, fasc. 18, jul./ago. 1947. Divulgou através da tribuna: César Sartori, o Médico e o Homem, conferência em Lajes, 1958. “O médico: uma análise dialética”, id, Fac. de Med. P. Alegre, mar. 1961. Inéditos: A Pensão de Dona Sinhá, romance. Miss Mac Gill e os Cinco Companheiros, id.

AZAMBUJA, Mrio Escobar.

 P. Alegre, RS, 19 set. 1901 – Porto Alegre, 31 ago. 1956. Médico. Poeta.

                Bibl.: É Inacreditável, mas é... Uma Nova Ciência – Ensaio sobre Espiritismo, 1a. ed., 1942, 76 p. Ofs. Gráfs. Liv. Globo, Porto Alegre.; 2a. ed., 1948, 100 p., Federação Espírita Brasileira, Rio de Janeiro. Poesias da Mocidade, 1a. ed., 1950, 169 p. Tip. Esperança, Rio de Janeiro. Nota: É atribuída a este autor a responsabilidade autoral do folheto O Espiritismo e a Energia Atômica, editado em 1946 nas Ofs. Liv. Continente, Porto Alegre, sob o pseudônimo de Aurélio Modesto

AZEVEDO, Astrogildo (Cesar) de.

P. Alegre, 30 jan. 1867 – Santa Maria, 22 maio 1946. F.: Felicíssimo Manoel de Azevedo e Maria Leocádia de Azevedo. Fez os preparatórios no Instituto Brasileiro de Apolinário Porto Alegre. Concluiu o curso na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1889. Iniciou clínica em Santa Maria no ano de 1890, quando pontificavam na cidade os médicos Pantaleão José Pinto e o alemão Henrique Graves. Teve intensa participação no combate a epidemias: peste bubônica, peste pneumônica, varíola e gripe espanhola.. Construiu um hospital que hoje leva o seu nome. Foi intendente de Santa Maria e trouxe o engenheiro Saturnino de Brito para estabelecer projeto de saneamento que serviu de modelo para outros municípios (1916-1918). Fez a primeira cirurgia cesariana em Santa Maria, no hospital que construiu, em 1911. Escreveu trabalhos científicos e artigos sobre política, medicina e atividades rurais para diversos jornais. Foi colaborador de A Estância, órgão da União dos Criadores do Rio Grande do Sul. Foi fundador e presidente das Sociedades Agropastoril e de Medicina de Santa Maria. É patrono da cadeira 5 da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina, ocupada pelo professor Alberto T. Londero.

Fonte: SOUZA, Blau. Médicos (Pr)escrevem: vidas e obras. Porto Alegre: AGE/AMRIGS/SIMERS, 2001.

Nasceu em 30 de janeiro de 1867, em Porto Alegre, onde freqüentou o Instituto Brasileiro de Apolinário Porto Alegre. Doutorou-se pela Faculd. De Medicina do Rio de Janeiro, a 24 de Dezembro de 1889, com defesa de tese sobre “Estudo Clínico da aphasia”. A 25 de janeiro de 1890 veio para Santa Maria, onde iniciou a clínica. Em 1908 empreendeu demorada viagem aos grande centros europeus, cujas diversas clínicas freqüentou. Retornando a Santa Maria, consagrou-se por inteiro a tarefa da direção do Hospital de Caridade de que ele é o maior benemérito. Ocupou, mais tarde, o cargo de Intendente do Município, tendo tipo oportunidade de prestar mais um relevante serviço a comuna, chamando para dirigir os estudos de engenharia sanitária, água e esgotos de Santa Maria, ao eminente brasileiro Saturnino de Brito. É filho de Felicíssimo Azevedo, o 1º intendente de Porto Alegre no período republicano e Dª Maria Leocácia de Azevedo. No ano de 1894, no dia 6 de Junho, casou-se com a Exma. Sra. Dª Aurea Becker Pinto (nascimento 1874, filha do médico Pantaleão José Pinto e de Ana Becker), de cujo matrimônio, teve os filhos Aracy, estela e Fernando.

Fonte: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhorinha Maria. Panteão Médico Rio-Grandense. Síntese Cultural e Histórica. Progresso e Evolução da Medicina no Estado do Rio Grande do Sul. S. Paulo: Ramos, Franco Ed., 1943.

 

 

AJELLO, Manlio.

Nascido a 20-05-1898 em Nápoles. Filho de Giuseppe Ajelolo e Anna Ajello. Diplomado em 14-08-1922 pela Real Universidade de Nápoles – Revalidou seu diploma na Universidade de Roma, com visto do cônsul de Porto Alegre, Sr. Marlo Carli. Veio para o Brasil em 1931. Registrou-se na Diretoria de Higiene Saúde, em 31-08-1933, em caráter definitivo. Exerceu medicina em Ana Rech, Caxias do Sul e em Porto Alegre, onde faleceu a 8-07-1972.

ANGELI, Gino.

Nascido em San Marino – República. Filho de Giuseppe Angeli. Diplomado em 07-07-1909 pela real Universidade de Modena. Vindo de Florianópolis, clinicou em Cacique Doble, Paim Filho e Lagoa Vermelha de 1922-1930 e em Guaporé e Erechim desde 1931. foi o primeiro medico de São José do Ouro, sendo sucedido pelo Dr. Salvador Mac Donald Caruso.

BARBOSA (Gonalves), Carlos.

Pelotas, RS, 8 abr. 1849 – Jaguarão, jan. 1934. Médico. Político. Foi Governador do Rio Grande do Sul (1908-1912), Senador, Deputado e Secretário de Estado. Sabia de cor Os Sertões, de Euclides da Cunha. Durante seu governo, a Fac. de Medicina de Porto Alegre deixou de sofrer hostilidades e teve paz para progredir. Foi seu professor honorário. É nome de rua em cidades gaúchas e em Melo, no Uruguai, mas sobretudo leva seu nome um dos mais progressistas municípios gaúchos.

 

Bibl.: Tese Apresentada à Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, 21.9.1875, 1875, 47p., tip. de A Reforma, Rio de Janeiro. Mensagem Presidencial à Assembléia Legislativa do RGS, 1908, 50p., Ofs. Gráf. Liv. do Globo, P. Alegre. Discursos e artigos esparsos.

 

BARBOSA, Adamastor Santana.

P. Alegre, RS, 21 out. 1894 – Rio de Janeiro, 7 fev. 1964. F.: Rafael Pedro Barbosa e Ana Leopoldina Santana Barbosa. Est. no Instituto Ginasial Júlio de Castilhos, P. Alegre. Médico pela Fac. de Med. de P.Alegre em 1917. Médico assistente da Policlínica de Crianças, Rio de Janeiro, 1920-1926. Professor de Higiene Infantil do Instituto Nacional de Puericultura. Inspetor sanitário do Departamento Nacional de Saúde Pública, 1926. Médico puericultor do Departamento Nacional da Criança. Foi membro da Soc. Brasileira de Pediatria, que presidiu por várias vezes; da Soc. Brasileira de Med. e Cirurgia, desde 1916; da Soc. de Pediatria de Niterói, RJ. Cunhado de Clóvis Pestana e tio de Catulo Pestana de Magalhães.

 

        Bibl.: Regimes e Doenças, Rio de Janeiro, Liv. Leite Ribeiro, 1923. Guia Popular de Alimentação à Criança, id., MEC, 1939; id., 2.ed. do Departamento Nacional da Criança, 1945. Muitos trabalhos de pediatria, puericultura e divulgação científica.

BARBOSA, Renato (Rodrigues).

Jaguarão, RS, 1o mar. 1885 – P. Alegre, RS, 29 dez. 1965. F.: João Rodrigues Barbosa e Arminda Condessa Barbosa. Est. na Escola Brasileira, P. Alegre. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre em 1911. Trabalhou em Cruz Alta e P. Alegre, especializando-se em Tisiologia. Diretor da rev. Hygia, P. Alegre. Médico da Missão Médica Brasileira na Grande Guerra, 1914-1918. Deputado Constituinte em 1933. Dep. Federal pelo RS, 1934. Cônsul do Brasil no Chile e no Uruguai. Min. do Tribunal de Contas do RS. Conferencista e economista. Irmão do poeta Barbosa Neto.

        Bibl.: Valorização da Terra e do Homem: Baixada Fluminense, conferência proferida na Universidade do Chile, P. Alegre, Globo, 1943. Ascensão Industrial, conferência, Rio de Janeiro, Tip. C. Mendes Júnior, 1950. A Terra e o Homem, Rio de Janeiro, gráf. do IBGE, 1951 (sep. da Revista Brasileira dos Municípios, v. 4, n. 16). Publicou artigos no jornal O Aliado, sob o pseudônimo Paranhos, P. Alegre, 1917.

BARBOSA, Severo.

Bagé, RS, 11 jan. 1884 – Rio de Janeiro, RJ, 29 ago. 1973. Médico Militar. Também era Dentista. Poeta. Genitor de Yolanda da Costa e Silva.

        Bibl.: Cascalho – Poesias parnasianas. 2.ed. 1967, 80 p. Gráfica Muniz, Rio de Janeiro. Nota: Consta que a primeira edição é de 1949.

 

BARCELLOS, Ramiro Fortes de.

Nasceu Ramiro Fortes de Barcellos em Cachoeira, RS, no dia 23 de agosto de 1851. Estudou as primeiras letras em sua cidade natal e transferiu-se aos 14 anos de idade para Porto Alegre, onde cursou humanidades. Mas aos 17 anos já o vemos matriculando-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1868. Ao completar o curso, em 1873, defendeu a tese “Alianças Consangüíneas e sua Influência sobre o Físico, o Moral e o Intelectual do Homem”. Recebeu o diploma em 1874 e voltou à província natal para clinicar em Cachoeira.

A carreira política começou no Partido Liberal, do grande tribuno gaúcho Gaspar Silveira Martins, elegendo-se deputado. Mesmo tendo simpatia pela causa republicana, foi deputado provincial por várias legislaturas, vindo a divergir de seu líder somente em 1881. No ano seguinte o vemos ocupar as funções de provedor e, a seguir, a de chefe dos serviços de clínica cirúrgica da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. Nesse mesmo ano publicou o estudo histórico A Revolução de 1835 no Rio Grande do Sul.

Segundo Augusto Meyer, foi Guilhermino Cesar quem descobriu na Biblioteca de Rio Grande o jornal O Novo Mundo, onde Ramiro Barcellos vem a usar pela primeira vez o pseudônimo de Amaro Juvenal, que a partir deste ano de 1883 o tornará um satirista dos mais notáveis de nossa literatura.

Sua carreira política prosseguiu, ao lado da geração republicana de Júlio de Castilhos, Borges de Medeiros, Demétrio Ribeiro, Venâncio Aires, Barros Cassal, Assis Brasil e outros, escrevendo no jornal A Federação. Ali publicou sua Carta a D. Isabel, em que ataca a política da Regente.

Tendo participado do primeiro congresso republicano de 1887, é deputado constituinte em 1889. Trabalhou no Uruguai como Ministro Plenipotenciário tratando da questão do contrabando. Em 1891, junto com Pinheiro Machado, foi eleito senador. Debate com Rui Barbosa e publica no ano seguinte seu discurso contrário ao Ministro da Fazenda.

Na Revolução de 93 lutou na tropa de Pinheiro Machado e vindo a receber de Floriano Peixoto a patente de Coronel do Exército. Em 1895 o Dr. Ramiro Barcellos investiu na indústria do charque, tendo estabelecimento com o nome de A Meridional à margem do rio Jacuí. De 1900 a 1906 exerceu mandato de senador. Depois trabalhou para o Plano Ferroviário do Estado e para a abertura da Barra de Rio Grande.

Nesses anos Ramiro Barcellos, que em seus estudos e viagens à Europa, assumira a postura de Pasteur em relação à causa microbiana das doenças, entrou em choque direto com a filosofia positivista. Lutou no Senado a favor da vacinação em 1904 – lembrem que sua aplicação levou à chamada Revolta da Vacina –, e, dois anos antes, escreve vários artigos no Correio do Povo sobre a peste bubônica, que estava acometendo Porto Alegre, com a mesma posição científica, assinando com o pseudônimo de Dr. Raphael de Mattos.

As desavenças com Pinheiro Machado, líder republicano no congresso, e com Borges de Medeiros, todo-poderoso Presidente da Província, começaram na campanha de 1915, em que o Partido Republicano apóia a candidatura do General Hermes da Fonseca. A partir desse momento, Ramiro Barcellos vai sair da cena política, sendo derrotado na eleição ao Senado contra a candidatura oficial, mas vai bandear-se para a literatura com o delicioso e mordaz poema Antônio Chimango, sátira contra Borges de Medeiros, publicado nesse mesmo ano.

A morte de Ramiro Barcellos ocorreu no dia 29 de janeiro de 1916, em Porto Alegre. No livro anteriormente citado, de onde foram tirados os dados biográficos, diz-se que tendo atendido a um paciente com infecção grave, perto de Cachoeira, teria se infectado através de um corte no dedo. Sabendo da gravidade do seu caso, aceitou de maneira estóica o desenlace. Terminou sua vida como médico, numa situação que o enobrece.

ANTÔNIO CHIMANGO, UM POEMETO CAMPESTRE

  Tendo tido uma vida repleta de atividades, tanto na política quanto na medicina, pouco tempo teve Ramiro Barcellos para a literatura. Fora seu trabalho sobre e Revolução Farroupilha e alguns discursos políticos, pouco publicou antes do poema Antônio Chimango. Pedro Villas-Bôas propõe-se a buscar nos jornais Correio do Povo e outros os artigos para possível publicação, mas, segundo consta, os triolés, os sonetos, os artigos e as crônicas só vieram a lume, de forma mais completa, na edição de Luis Augusto Fischer.

Jorge Luis Borges, no seu livro sobre o Martín Fierro, diz que a fama do livro obscureceu de certa forma a vida de José Hernández, que também pouco mais fez na literatura. Borges, porém, não aceita a fato de menosprezarem o autor de uma das mais importantes obras do gauchismo platino. Teve também Hernández vida agitada, tendo escrito o seu poema, segundo acreditam alguns, quando no exílio em Santana do Livramento. Os paralelos entre os dois autores são muitos, o que, no entanto, não leva a que se entenda que o gaúcho rio-grandense é devedor do argentino. Diz Augusto Meyer, na introdução ao poema Antônio Chimango, já citada acima, que a vida campestre, a geografia e os costumes se parecem, mas os poemas devem ser entendidos como autônomos.

No Martín Fierro o autor canta um mundo que luta para não acabar, de uma maneira melancólica e sentenciosa. A conquista ainda não havia terminado, como bem dizia Borges no livro citado, e a luta de extermínio contra os índios e os gaúchos foi sem quartel na Argentina do século XIX. Em Amaro Juvenal é outro o motivo e o tema, duas histórias são contadas, uma a cena da vida gaúcha, os costumes dos peões levando pelos campos a tropa, e na outra a sátira contra Borges de Medeiros, personificado no Antônio, Chimango por sobrenome. A primeira história é narrada pelo próprio Autor e na segunda, esse deixa ao encargo do Tio Lautério, um payador pampeano, contar a triste história do personagem principal, ao som de sua gaita. Não se pode esquecer o outro narrador, que ensina ao Chimango as artes de mandar na estância, o Aureliano, personificação do Secretário de Governo Aureliano Veríssimo de Bittencourt. O dono da estância, que depois passará para o Chimango, o Coronel Prates, é nem mais nem menos do que Júlio Prates de Castilhos. É bom lembrar que Pinheiro Machado está no livro como o personagem Turuna. Diz Donaldo Schüler, com muita propriedade, que “A narração do Juvenal provoca um deslocamento no espaço; a de Lautério, no tempo, e as duas narrativas se enleiam numa só unidade, no mesmo nível de linguagem, o que evita o olhar de cima, a delícia do pitoresco”.

As duas partes do poema estão de tal forma encadeadas, que a narrativa flui com naturalidade e leveza, e os versos de temática e linguagem gauchescas soam aos nossos ouvidos como algo muito próximo. Pois se o poema é lingüística e tematicamente um poema regional, gauchesco, ele não é um poema feito por homens do campo. Borges, no livro já citado, falando sobre os criadores da poesia gauchesca, Hidalgo, Ascasubi, Lussich, Estanislao del Campo, diz que criaram sua retórica e convenção sendo citadinos. Homens da cidade com experiência campeira criaram a poesia gauchesca. E diz também Borges que, paradoxalmente, tornaram-se populares por sua espontaneidade.

  ESTRUTURA DO POEMA

  O Poemeto Campestre escrito por Amaro Juvenal foi dividido pelo Autor em cinco Rondas ou Cantos. É um longo poema narrativo, com 1.278 versos. Dentro da tradição gauchesca, é composto por 213 sextilhas em heptassílabos, que foi a usada por José Hernández, fugindo do verso de oito sílabas e da décima com sete sílabas, mais ao gosto popular, dos payadores, como ainda usava o excelente poeta Jayme Caetano Braun. A rima é feita na composição abbccb. No entanto, a rima usada na poesia gauchesca é mais complexa do que, por exemplo, as sextilhas de rimas simples, que rimam só nos versos pares, como nas Sextilhas de Frei Antão, de Gonçalves Dias, que está escrita no esquema abcbdb.

  O POEMA

  Para mostrar a obra de Ramiro Barcellos para o leitor que não a conhece, ou para o que já a leu ou já ouviu e gostaria de relembrá-la, vamos ler a Primeira Ronda, onde nas primeiras sextilhas de número 1 a 9 se mostra o ambiente e os hábitos da gauchada, o cenário do poema, e Tio Lautério faz sua apresentação. Da 10a sextilha à 32a Tio Lautério conta ou canta a história do Chimango. O texto é o da edição de 1961, comentada por Augusto Meyer, cotejado com a edição de Luis Augusto Fischer, de 2000. Não será acompanhado por glossário; para quem estiver interessado, remeto às citadas edições e mais à de Marcelo Backes, de 1999.

(José Eduardo Degrazia) 

BARCELLOS, Ramiro Frota.

Santiago, RS, 20 abr. 1905 – P. Alegre, 22.09.83. F.: Ramiro de Barcellos e Margarida Frota Barcellos. Est. no Colégio Militar de P. Alegre. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre em 1932. Médico em Montenegro e São Leopoldo. Chefe do Posto de Higiene do DES em S. Leopoldo, 1964-1967. Diretor da 2a Delegacia Regional Sanitária, com sede em Canoas, a partir de 1967. Membro da Acad. Sul-Rio-Grandense de Letras e da Estância da Poesia Crioula, P. Alegre. Romancista e conferencista. Sócio do Rotary Clube de S. Leopoldo.

                Bibl.: Estância Assombrada, novela, P. Alegre, Tip. Thurmann, 1947; id, 2.ed.; id; Liv. P. Alegre, 1948. Flauta de Pan – Tradicionalismo, conferência, P. Alegre, Rotermund, 1955. Romanceira Gauchesca, roteiro poético, ibid; 1966. “60 Anos de Academia”, Revista da Academia Sul-Rio-Grandense de Letras, P. Alegre, dez. 1963. “Botas de Sete Léguas” – Três crônicas de viagem, Correio do Povo, P. Alegre, ago. 1967. “Alcides Maya Tradicionalista”, crônica, ibid; 15 dez. 1967. “Aculturação Continentina”, artigo histórico, ibid, 8 ago. 1968. “Academia Rio-Grandense de Letras”, artigo, ibid; 29 nov. 1968.A Comunicação na Sociedade Moderna”, ibid; 17 dez. 1968. “Indumentária Gauchesca”, ibid; 16 nov. 1969. “Campos Neutrais”, ibid; 16 set. 1970. Tornemos o Rotary mais Atuante – Parecer sobre tese rotária, 1.ed. 1963, 7 p., Ofs. Gráfs. Rottermund, São Leopoldo. O Tradicionalismo e sua Carta de Princípios – Palestra, 1.ed. 1969, São Leopoldo. Rio Grande – Tradição e Cultura – Artigos e ensaios, 1.ed. 1970, 339 p., Edições Flama, Porto Alegre. Presenças Literárias – Discursos e conferências, 1.ed., 1972, 186 p., Editora Bells, P. Alegre. Vida na Morte (Antropofagia nos Andes) – Ensaios em parceria com Guy Paulo Bisi, Mozart P. Soares e Maria Dinorah Luz do Prado, 1.ed. 1973 (maio), 187 p., Editora Bels, P. Alegre. Santos Dumont – Plácido de Castro – Ensaios biográficos de Sérgio D.T. Macedo e do Autor, 1.ed. 1973 (jun.), 183 p., Editora Bels – Distr. Record, Rio de Janeiro. Visão do Ópio – Conferência no lançamento do livro de mesmo título, de Zeferino Brasil no Paço Municipal, 1.ed. 1976, 10 p., ilustr. Fundação Cultural do S.C. Internacional (Gráfica Mascote), Porto Alegre. José Feliciano Fernandes Pinheiro – Visconde de São Leopoldo Elogio patronímico, 1.ed. 1976, 22 p., Skol Editora Ltda., São Leopoldo. Castro Alves, Poeta de Todos os Tempos – Conferência de 6.7.1971, 1.ed. 1978, 15 p., co-edição Flama-Giss-Ca, P. Alegre, RS. Divulgou através da tribuna: “Carlos Ferreira – João Henrique”, elogios acadêmicos, proferidos na Acad. Sul-Rio-Grandense de Letras, P. Alegre, 29 abr. 1954; “Elogio Fúnebre de Olinto de Oliveira”, id, id, 16 ago. 1956; “A Evolução Econômica do Rio Grande do Sul”, id, id, 23 ago. 1962; “A Mulher Gaúcha na História, na Medicina e nas artes,” conferência proferida na Acad. Literária Feminina do RS, P. Alegre, 7 out. 1967.

BARROS, (Braz de) Revoredo.

Cruz Alta, RS, 5 jun. 1887. F.: José Carrilho de Revoredo Barros e Rita de Cássia Prates de Castilhos de Revoredo. Est. no Colégio Acadêmico, Lisboa; Escola Militar, Rio Pardo; médico pela Fac. de Med. da Universidade do Brasil, Rio de Janeiro; cursos de especialização em Paris e Berlim. Médico em S. Paulo. Proprietário rural. Jornalista, fundou em P. Alegre, em 19 nov. 1907, com Alcides Maia, o Jornal da Manhã. Cunhado de Annes Dias e sobrinho de Júlio de Castilhos.

BARROS, Fbio (Nascimento) de.

Uruguaiana, RS, 28 ago. 1881 – P. Alegre, RS, 5 mar. 1952. F.: João Rodrigues de Barros e Corina Nascimento de Barros. Est. prim. na cidade natal e no Colégio Corseuil, P. Alegre; secundário no Ginásio São Pedro, id; Escola Militar, id; curso iniciado na Fac. de Med. de P. Alegre e terminado no Rio de Janeiro em 1906. Funcionário público estadual em P. Alegre, onde foi diretor da Higiene. Médico neurologista; catedrático de Fisiologia e depois de Clínica Neurológica da Fac. de Med. de P. Alegre a partir de 1908. Médico da 19a Secção da Santa Casa de Misericórdia, P. Alegre. Jornalista, fundou e dirigiu a rev. Máscara, 1918. Dirigiu A Manhã, 1920-1921, e o Correio do Povo, 1929-1930; redator deste, de O Diário e de A Federação. Foi membro do Conselho Penitenciário do Estado, da Soc de Neuro-Psiquiatria do RS e da Acad. de Letras do RS – 2a fase. Cronista e crítico de arte. Usou os pseudônimos de J. da Ega, Victor Marçal e Victoriano Serra. Pai de João Júlio de Barros e genro de José da Costa Gama.

        Bibl.: Esmeralda – Ópera, 1898 (fev.), cantada por Stela Teixeira no Teatro São Pedro, P. Alegre. Nota: Música de Fábio de Barros e João C. Fontoura. Libreto: de V. Oliveira, Arnaldo Damasceno Vieira e Velasco Vereza. A Dor, tese de doutoramento, Rio de Janeiro, 1906. O Ritmo na Arte, conferência, P. Alegre, Globo. 1908. A Liberdade Profissional no Rio Grande do Sul: A Medicina e o Positivismo, ibid, 1916. Saudação ao Prof. Georges Dumas, discurso na Fac. de Med. P. Alegre, Globo, 1917. Palavras Ocas, crônicas e comentários, ibid, 1923. Abertura Oficial dos Cursos, discurso, ibid; 1923. Colheita, 1a série, crônicas e contos, P. Alegre, Globo, 1944.Palestras Médicas”, série de artigos, Correio do Povo, P. Alegre, a partir de 1911. “Crônica dos Sete Dias”, comentários semanais, sob o pseudônimo de Victoriano Serra, ibid, de 1938-1952. “Eduardo Guimaraens”, rev. Lanterna Verde, Rio de Janeiro, n. 8, jul. 1944.

 

BARUFFA, Giovanni.

Nascido a 24-03-1927 em Vicenza (VI). Filho de Septimo Baruffa e Maria Marconi Baruffa. Diplomado em medicina a 03-11-1952 pela real Universidade de Pádua. A convite do Bispo Diocesano D. Antonio Zattera chegou a pelotas em 1965 para lecionar na Universidade CATÓLICA de Pelotas e na Fundação Universidade de Rio Grande. Antes de chegar ao Brasil, trabalhou na África em doenças tropicais.

BELTRO, Romeu.

S. Maria, RS, 26 jun. 1913 – S. Maria, 16 nov. 1977. F.: Pedro da Silva Beltrão e Henriqueta Calderan Beltrão. Est. no Ginásio Santa Maria, S. Maria, 1920-1928. Médico pela Fac. Med. de P. Alegre em 1934. Prof. do Ginásio Estadual Santa Maria, 1931-1937. Capitão-médico do 4o Corpo Auxiliar da Brigada Militar, 1932. Médico interno da Enfermaria Santa Luzia, P. Alegre, 1934. Clínico e cirurgião em S. Pedro do Sul, RS, 1935-1937. Médico da Caixa de Aposentadoria e Pensões dos Empregados da VFRGS, S. Maria, 1935-1945. Oculista e otorrinolaringologista, id, desde 1937. Catedrático de Botânica Aplicada à Farmácia da Fac. de Farmácia, id, 1938-1961. Chefe e prof. do Departamento de Oftalmologia da Fac. de Med., id, 1957-1965. Diretor do Instituto de Ciências Naturais da UFSM, desde 1962. Prof. de Botânica Agrícola e Botânica Sistemática da Fac. de Agronomia da UFSM, 1962-1963. Catedrático de Botânica da Fac. de Farmácia e Bioquímica da UFSM desde 1966. Historiador, cronista, comentarista, botânico e paleontologista. Membro da Soc. de Med. de S. Maria desde 1937; e do Ateneu Graça Aranha, 1940. Fundador da Soc. Filatélica, id, 1941. Membro da Soc. de Botânica do Brasil, Rio de Janeiro, desde 1954. Sócio fundador do IHGSM, 1960. Irmão de Pedro Calderan Beltrão e Odacir Beltrão.

                Bibl.: Estudioso da doença de Chagas no Rio Grande do Sul, publicou vários trabalhos sobre o assunto. “Discurso de Inauguração da Placa Nominativa da Rua Roque Callage”, in: Um Momento da Vida do Município de S. Maria, P. Alegre. Globo, 1941. A Evolução do Cinema em Santa Maria, folheto, S. Maria, 1956; id, 2.ed. Folheto sob o título Um Pouco da História do Cinema em Santa Maria, id, 1959. Cronologia Histórica da Santa Maria e do Extinto Município de São Martinho, S. Maria, Palotti, 1958. Posse de Zózimo Lopes dos Santos no Instituto Histórico e Geográfico de Santa Maria, opúsculo com os discursos do empossado e do seu recebedor, Romeu Beltrão, S. Maria, 1961. “A Guerra dos Farrapos e suas causas”, artigo histórico, Diário do Interior, S. Maria, set. 1935. “Animais venenosos”, artigos do Diário do Interior, S. Maria, 9 a 15 maio 1937, “Venenos animais”, artigos, ibid, jul. 1937. “Notas de Arte”, coluna sobre acontecimentos artísticos de S. Maria, a princípio sob o pseudônimo de Lilian, A Razão, S. Maria, a partir de 1 jul. 1944; “Bom dia!”, 14 artigos sob o pseudônimo de PV, ibid; a partir de 14 nov. 1944. “Do meu tonel”, crônicas, ibid, 1 maio 1947 – ago. 1961. “O Monge João Maria”, artigos, ibid, jan. 1949. “Pelas ruas e praças da cidade”, ibid, jul./ago. 1949. “A Fundação de Santa Maria”, crônica histórica, ibid, out. 1949. “O Carnaval de 1914 em Santa Maria”, ibid, 1 fev. 1950. “A Peste de 1912 em Santa Maria”, artigos de história, ibid, mar./abr. 1950. “O monge do campestre”, artigos, ibid, S. Maria, jun./jul. 1950. “O engenheiro e astrônomo José de Saldanha”, artigos, ibid; out./nov. 1950. “A primeira Biblioteca Pública de Santa Maria”, crônica histórica, ibid, 3 jan. 1951. “A Imprensa Santa-Mariense”, artigos de história, ibid, abr. 1951. “Cronologia Histórica de Santa Maria”, 80 publicações, ibid, 6 jun. 1951 a 10 maio 1952. “Santa-Marienses na Guerra do Paraguai”, artigo de história, ibid, 17 jan. 1952. “A primeira igreja de Santa Maria e a Paleontologia”, artigos, ibid, out. 1952. “Dicionário geográfico do Município de Santa Maria”, ibid, 29 abr. 1953 a 27 mar. 1954. Sinopse Histórica de Santa Maria: Guia Geral do Município de S. Maria, S. Maria, maio 1953. “O primeiro centenário da instalação do Município de Santa Maria”, artigo de história. “Origem do nome de Santa Maria”, Jornal do Dia, P. Alegre, 16 fev. 1958. “Pré-história santa-mariense”, A Razão, S. Maria, 17 maio 1958. “O centenário de João Daudt Filho”, ibid, 20 jun. 1958. “Santa Maria em 1910”, crônica, ibid, 27 mar. 1960. “Santa Maria na Enciclopédia dos Municípios”, crônica em três artigos, ibid, 29 mar., 1 abr. e 6 abr. 1960. “A criação da Comarca de Santa Maria”, crônica, ibid, 1960. “A criação da Freguesia de Santa Maria da Boca do Monte”, id, ibid, 19 out. 1960. “A vila e cidade de Santa Maria da Boca do Monte”, id, ibid, 28 out. 1960. “Apontamentos para a história da Faculdade de Farmácia de Santa Maria”, 16 artigos, ibid, 20 maio a 12 out. 1961. “História de Santa Maria”, seção permanente, Revista Rainha, S. Maria, a partir de 1967. “O vanguardeiro de Itororó (biografia do Coronel João Niederauer Sobrinho, herói da Guerra do Paraguai), 52 artigos, A Razão, S. Maria, 21 jun. 1968 a 13 maio 1969. “A música como remédio”, id, Colégio Centenário, id, 14 set. 1943. “Os eclipses e a história”, id, “Grêmio Castro Alves”, id, 15 maio 1947. “A música folclórica gaúcha”, id, Conservatório Santa Cecília, maio 1949. “A evolução do teatro”, id, Escola de Teatro Leopoldo Fróis. “Grêmio Castro Alves”, id, 22 set. 1949. “Influências indo-africanas na música brasileira”, ibid, set. 1950. “Aspectos civis da vida de Caxias”, conferência, Escola Normal Olavo Bilac, S. Maria, 25 ago. 1953. “As Nações Unidas”, id. “Rotary Clube de Santa Maria”, id, 24 out. 1956. “Os Estados Unidos e as lutas pela liberdade das Américas”, ibid, 4 jul. 1957. “Alguns aspectos da arte de ensinar”, conferência na Associação dos Professores Secundários do RS, Santa Maria, 1 jul. 1958. “Sobre a História de S. Maria”, id, Colégio Centenário, abr. 1958. “A erva-mate na história e no folclore gaúchos”, id, Fac. de Farmácia da Universidade do Pará, Belém, 7 ago. 1958. “Os militares e a fundação de S. Maria”, id, Centro Cultural de S. Maria, 20 nov. 1958. “O espírito republicano através dos tempos”, id, Rotary Clube de S. Maria, 15 nov. 1961. “O separatismo na Revolução Farroupilha”, id,19 set. 1962. “Shakespeare redivivo”, ibid, 3 jun. 1964. “Reflexões sobre a Guerra do Paraguai”, conferência, Fac. de Filosofia de S. Maria, S. Maria, 20 nov. 1964. “A metodologia geral da pesquisa histórica”, ibid, ago. 1965. “Mosaico da história santa-mariense”, conferência, Patrono: Antônio Alves Ramos, S. Maria, 1965. “Plantas melíferas”, Universidade Federal de S. Maria, id, 6 out. 1965. “Paleontologia e evolução”, id, Caçapava do Sul. 8 jul. 1968. “Alguns aspectos do triássico sul-rio-grandense em S. Maria”, id, Fac. de Filosofia da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, S. Leopoldo, 2 set. 1968: “A Revolução de 93”, id, UFSM, S. Maria, 23 set. 1968. “Manuel Ribas e sua obra”, id. Colégio Manuel Ribas, id, 25 set. 1968. “Sinopse da Guerra do Paraguai”, ibid, 5 nov. 1968 “As Missões e seu significado na história do Rio Grande”, conferência, Caçapava do Sul, 14 jul. 1969. “Principais artigos históricos – Imprensa: a Guerra dos Farrapos e suas causas”, 1935, publ. set. no Diário do Interior, Santa Maria, RS. “A eleição do Papa”, 1939, publ. edição 12.02 do Diário do Interior, Santa Maria. “Gibraltar”, 1939, publ. edição 30.7 do Diário do Interior, Santa Maria. “Dantzige” 1939, edição 19.7 do Diário do Interior. “O Monje João Maria”, série de 3 artigos, 1949, publ. edições 10, 11 e 15.01 de A Razão, Santa Maria. “Ruas e praças de Santa Maria”, 1949, publ. edição 2.8 de A Razão, Santa Maria. “A conquista das Missões Orientais”, 1949, publ. edição de 9.8 de A Razão, Santa Maria. “Carnaval de outrora”, 1950, edição de 1.2 de A Razão, Santa Maria. “Carlos Polaco”, 1950, publ. edição de 18.1 de A Razão. Nota: Este item foi publicado também no jornal da Soc. União Caixeiros Viajantes, edição com. do centenário do município. “Falso centenário”, 1950, publ. edição 12.2 de A Razão, Porto Alegre. “A peste de 1912”, 1950, publ. edições de 30.3 e 12.4 de A Razão. “Dr. Frederico Vitor Teltz”, 1950, publ. edição de 14.4 de A Razão, publ. edição 17.3 de A Razão, Santa Maria. “A travessa do Maximiano”, 1950, publ. edição 4.6 de A Razão, Santa Maria. “A Picada do Canabarro”, 1951, publ. edição 30.3 de A Razão, Santa Maria. “O Cônego Marcelino”, 1951, publ. edição 12.4 de A Razão, Santa Maria. “A imprensa santa-mariense”, série de 3 artigos, 1951, publ. edições 15, 19 e 23/4 de A Razão. “O berço natal do Cel. Niederauer”, 1951, publ. edição 6.6 de A Razão, Santa Maria. “Uma viagem a Porto Alegre”, 1951, publ. edição 6.6 de A Razão, Santa Maria. “O velho Colégio Distrital”, 1951, publ. edição 26.8 de A Razão, Santa Maria. “O visitante de 1907”, 1951, publ. edição 2.9 de A Razão, Santa Maria. “A evolução social de Santa Maria”, 1951, publ. edição 11.10 de A Razão, Santa Maria. “O lançamento da pedra fundamental do Império do Divino”, 1951, publ. edição 28.12. de A Razão, Santa Maria. “O atentado ao Cônego Marcelino”, 1952, publ. edição de 2.1 de A Razão, Santa Maria. “Santa-marienses na Guerra do Paraguai”, 1952, publ. edição 17.1 de A Razão, Santa Maria. “Passado em Pílulas”, 1952, publ. edição 20.1 de A Razão, Santa Maria. “O primeiro centenário de Caceros (Batalha)”, 1952, publ. edição 27.2 de A Razão, Santa Maria. “Delenda Caceros”, 1952, publ. edição 3.2 de A Razão, Santa Maria. “Futebol do passado”, 1952, publ. edição 23.5 de A Razão, Santa Maria. “A velha Matriz”, 1952, publ. edição 25.5 de A Razão, Santa Maria. “Um pouco dos Vacarias (rios)”, 1952, publ. edição 28.9 de A Razão, Santa Maria. “Padre Mestre Santa Bárbara”, 1952, publ. edições 5 e 19/10 de A Razão, Santa Maria. “Santa Maria e a paleontologia”, 1952, publ. edição 19/10 e 23/10 de A Razão, Santa Maria. “Sinopse histórica de Santa Maria – Guia geral do Município e álbum do centenário de... Cezimbra Jacques”,. 1953, publ. no 1 da revista Sinuelo, Santa Maria. “Aquela Placa”, artigo, 1953, publ. edição 22.9 de A Razão, Santa Maria. “Fundada a Federação das Associações Rurais em Bagé ou Santa Maria?”, 1953, publ. edição 1.10 de A Razão, Santa Maria. 1953; publ. edição de 8.11 do Diário de Notícias, Porto Alegre. “O cinqüentenário do Colégio São Luís”, 1954, publ. edição 3.2 de A Razão, Santa Maria. “Regionalismo em José de Saldanha”, 1954, publ. n. 2 da revista Sinuelo, Santa Maria. “A lenda de Imenbuí”, 1954, publ. edição de 29.10 de A Razão, Santa Maria. “Um gaúcho de bom termo: Brigadeiro Portinho”, 1955, publ. edição 17.7 de A Razão, Santa Maria. “Sesquicentenário de nascimento de José Garibaldi”, 1957, publ. edição 4.7 de A Razão, Santa Maria. “Padre Caetano Pagliuca”, 1957, publ. edição 11.7 de A Razão, Santa Maria. Nota: o artigo acima foi também inserido nos Anais da Assembléia Legislativa do Estado. “Os Alves Valença”, 1958, publ. edição 19.5 de A Razão, Santa Maria. “O Padre Caetano”, 1958, publ. n. 8, de maio, da revista Rainha dos Apóstolos, Santa Maria. “A morte de Maneco Pedroso”, 1959, publ. edição 24.2 de A Razão, Santa Maria. “Sobre o Combate do Passo da Cruz (1924)”, 1959, publ. edições de 22 e 24.3 de A Razão, Santa Maria. “O primeiro vôo comercial”, 1959, publ. edição 1.8 de A Razão, Santa Maria. “Novos dados sobre a fundação de Santa Maria”, 1959, publ. edição de 18.8 de A Razão, Santa Maria. “Instituto Histórico e Genealógico de Santa Maria”, 1959, publ. edição 5.12 de A Razão, Santa Maria. “Santa Maria da Boca do Monte”, 1959, publ. edição de 12.12 de A Razão, Santa Maria. “O Anjo Gabriel da Universidade (de Santa Maria)”, 1960, publ. edição de 15.3 de A Razão, Santa Maria. “Uma promessa a Santo Antão”, 1960, publ. edição de 26.5 de A Razão, Santa Maria. “A criação da Comarca de Santa Maria”, 1960, publ. edição de A Razão, Santa Maria. “Polícia de outros tempos”, 1960, publ. edição de 7.6 de A Razão, Santa Maria. “José Alves Valença na Revolução Farroupilha”, 1960, publ. edições de 16 de 29.9 de A Razão, Santa Maria. “A criação do Curato de São Martinho”, 1960, publ. edição 6.10 de A Razão, Santa Maria. “Assuntos diversos: a Amazônia – Impressões de viagem”, 1936, publ. edições de 26/7 e 2/8 do jornal O Comércio, São Pedro do Sul. “Crematórios ou cemitérios?”, artigos polêmicos, 1937, publ. edições diversas do Diário do Interior, Santa Maria. “Ensino decadente”, comentário, 1939, publ. edição 18.3 de Diário do Interior, Santa Maria. “Um pouco da história dos selos”, 1947, publ. edição 11.11 de A Razão, Santa Maria. “A ortografia da língua”, 1947, publ. edições de 9 e 14.9 de A Razão, Santa Maria. “A filosofia existencial”, 1948, publ. edição 13.6 do Diário do Estado, Santa Maria. “Emílio de Menezes”, 1948, publ. edição 10.7 do Diário do Estado. “O outro Pitigrilli”, 1948, publ. edição 27.6 do Diário do Estado, Santa Maria. “Franz Lehar”, crônica de música, 1948, publ. edição 27.10 de A Razão, Santa Maria. “A profissão farmacêutica”, 1949, publ. edição 16.2 de A Razão, Santa Maria. “Rui e a religião”, 1949, publ. edição de 31.3 do Diário do Estado, Santa Maria. “Rui e língua”, 1949, publ. edição 1.3 do Diário do Estado, Santa Maria. “Rui e o jornalismo”, 1949, publ. edição 15.5 do Diário do Estado, Santa Maria. “Rui e liberdade”,1949, publ. edição de 6.10 de A Razão, Santa Maria. “Rui, exemplo de trabalho”, 1949, publ. edição 5.11 de A Razão, Santa Maria. “Richard Strauss”, crônica sobre música, 1949, publ. edição 23.8 de A Razão, Santa Maria. “Um pouco da evolução do teatro”, 1950, publ. edição de 23.3 de A Razão, Santa Maria. “A localização da Universidade de Santa Maria”, 1951, publ. edição 18.3 de A Razão, Santa Maria. “O poder da imprensa”, 1950, publ. edição de 10.6 de Informação Ferroviária, Santa Maria. “George Bernard Shaw”, 1950, publ. edição de 4.11 de A Razão, Santa Maria. “Infortúnios de um Colombo”, crônica, 1952, publ. edição de 5.12 de A Razão, Santa Maria. “Bilhete de saudade a Mário Tota”, 1952, publ. edição de 5.12 de A Razão, Santa Maria. “A boa e a má imprensa”, comentários, 1953, publ. edição de 24.11 de A Razão, Santa Maria. “Um marco e duas eras”, 1954, publ. edição de 31.10 de A Razão, Santa Maria. “Cai mais uma Bastilha”, 1957, publ. núm. de O Estetoscópio, Santa Maria

BENONI, Francesco.

Diplomado em medicina a 30-11-1906 pela real Universidade de Bolonha. Desde 1928 clinicou em Passo Fundo. Mais Tarde em Caxias do Sul. Em 1938-40, transferiu-se para Porto Alegre com consultório em frente à estação de hidroaviões da "Condor Sindikat".

BERETA, Enrico.

Diplomado em medicina pela Real Universidade de Milão. Revalidou diploma em 22-12-1934 na Faculdade de Medicina de Porto Alegre/RS.

BERLIM, Flvio (Jos).

Porto Alegre, 19 fev. 1948 – Porto Alegre, 27 dez. 1996. F.: Israel Maurício Berlim e Betty Buchaim. Cursou a então Faculdade Católica de Medicina de Porto Alegre (FFFCMPA), em que se formou no ano de 1972. Foi pediatra e sanitarista.

Bibl.: A Revolta do Anjo (1992); O Vento das Areias Vivas (1993); Histórias de Médicos e seus Pacientes (1993); O Grito (1994) e Agonia Cósmica (1996). Participou postumamente do terceiro Médicos (Pr)escrevem, com “A formatura”.

BERNARDI, Oreste.

Nascido a 13-08-1906. filho de Fortunato Bernardi e Giordana M. Cannela. Diplomado em medicina a 19-11-1931 pela Real Universidade de Nápoles. Revalidou diploma em 12-08-1934 na faculdade de Medicina de Porto Alegre. Reg. na D. H. S./RS a 05-12-1933.

BERND, Mrio (Piagetti).

Itaqui, RS, 15 ago. 1899 – P. Alegre, 16 maio 1956. F.: Adolfo Bernd e Hermelinda Piagetti Bernd. Est. Seminário Provincial de São Leopoldo, 1913-1916. Ginásio Anchieta, P. Alegre, 1917-1919. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre, em 1926. Médico da Diretoria de Higiene do RS. Assistente do Laboratório Central das Clínicas da Fac. de Med. de P. Alegre; do Laboratório Bacteriológico do Estado do RS. Redator dos Arquivos Rio-Grandenses de Medicina. Diretor do Laboratório de Análises Clínicas Dr. Mário Bernd. Livre-Docente da Fac. de Med. desde 1929. Cientista, filólogo e conferencista. Foi membro da Acad. Rio-Grandense de Letras, 1936-1944, e da Acad. Sul-Rio-Grandense de Letras, 1944-1956, delas tendo sido presidente; e da Soc. de Med. de P. Alegre.

                Bibl.: A Origem Simiesca do Homem, Petrópolis, RJ, 1929. Química Geológica do Cálcio Sul-Rio-Grandense, Rio de Janeiro, 1932; id. 2.ed., P. Alegre, 1940. Extrato Histórico da Vida de Santa Teresinha, P. Alegre, 1932. A Casa do Médico, id, 1933. Higiene Moderna de Matadouros e Charqueadas, Cruz Alta, 1933. Centenário de Finlay, P. Alegre, 1934. Estudo Biológico da Família, id, 1934. Variações sobre a Infância, id, 1935. Educação Física como Promotora da Saúde, id, 1935. Porto Alegre de Ontem e de Hoje, Congresso Sul-Rio-Grandense de Geografia e História, Anais, P. Alegre, Globo, v. 3, 1940. A Questão Homérica, P. Alegre, Tip. do Centro, 1943. As Necessidades do Brasil, conferência, P. Alegre, 1916. O Valor do Sobrenatural na Modificação da Conduta Humana, ibid, 1916. Relações da Ciência com a Revelação, ibid, 1917. História das Congregações Marianas, ibid, 1921. Memórias de um Retiro, ibid, 1925. Elogio da Medicina, ibid, 1925. A Evolução da Moda Feminina em Paralelo com as idéias de Descendência Simiesca do Homem, ibid, 1926. Elogio da Fraternidade, ibid, 1934. Elogio de Apolinário Porto Alegre, palestra proferida na Acad. Rio-Grandense de Letras, P. Alegre, 8 set. 1936. O Dever das Mães Modernas, conferência pelo rádio, id, 1936. A Geração Equívoca, conferência, id, 1937. O Partenon Literário e seu Tempo, conferência no Curso de História Literária Caúcha, id, jul. 1937. O Princípio Vital, id, 1937. Crítica do Energetismo, id, 1937. Células Artificiais, id, 1937. A Moralidade na Literatura Contemporânea, id, 1938. A Filantropia na Antiguidade, conferência na Acad. Sul-Rio-Grandense de Letras, P. Alegre, 24 jul. 1947. No Centenário de Goethe, id, 13 dez. 1949. L’Esprit Français, id, 16 nov. 1950. O Platonismo Aparente de Camões, id, 14 jun. 1951. Protásio Alves: Médico, Professor e Político, id, 31 ago. 1951. No Cinqüentenário da Morte de Apolinário Porto Alegre, id, 3 abr. 1954. Inéditos: Estudos Tupi-Guaraníticos; Estudo da Formação das Palavras no Latim Pós-Clássico.

BERTONI, Piero Francesco.

Filho de Leopoldo Bertoni. Diplomado em medicina a 06-07-1900 pela Real Universidade de Módena. Exerceu sua atividade no município de Rio Grande/RS. Reg. na D. H. S./RS a 11-07-1933.

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943. Também há informação de fonte desconhecida.

BIASATTI, Daniel.

Nascido em 13-11-1888 em La Spezia (SP). Filho de Carlo Biasatti. Diplomado em medicina a 21-07-1923 pela Real Universidade de Gênova. Exerceu funções de Interno do Hospital Casale em Monferrato, It. imigrando para o Brasil, radicou-se em Mussum (Guaporé) RS. Reg. D. H. S./RS a 24-08-1933.

BITTENCOURT, Feliciano Pinheiro de.

Santa Maria, RS, 9 jun. 1854. F.: Eugênio Francisco de Bittencourt e Alexandrina Pinheiro de Bittencourt. Formado pela Fac. de Med. do Rio de Janeiro em 1878. Médico no Rio de Janeiro. Professor do Liceu de Artes e Ofícios, id; Professor de História e Corografia do Brasil no Colégio Dom Pedro II, Rio de Janeiro. Foi membro do IHGRS e da Soc. Brasileira de Geografia. Cavaleiro da Ordem da Rosa.

Bibl.: Hemorragia Cerebral, Falsificação do Sulfato de Quinino; Ressecções em Geral, Funções do Fígado, tese de doutoramento, Rio de Janeiro, 1878. Do Uso e Abuso do Tabaco, id. Descobrimento do Brasil e seus Primeiros Exploradores, tese de concurso para o magistério, id, 1882. Origem das Espécies e América Pré-Histórica, conferência, id, 1889.

BITTENCOURT, Jos Bernardino da Cunha.

Nascido em Porto Alegre em 3 de janeiro de 1827. Estudou na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, onde formou-se em Homeopatia, aos 23 anos de idade. Durante sua formao, trabalhou como revisou do Correio Mercantil do Rio de Janeiro, e aps um concurso que ficou em primeiro lugar, alcanou o cargo de interno no Hospital da Marinha. Em 1952, retornando a Porto Alegre, foi candidato a Assembleia Provincial, iniciando aqui, sua vida poltica. Em 1868 foi eleito Deputado Geral. Dentre seus projetos, destacam-se a criao da Escola Normal e do curso de infantaria da Escola Militar e ajudou na construo do Seminrio Episcopal. Foi Mdico da Beneficncia Portuguesa de Porto Alegre e pro seus servios prestados, foi condecorado pelo governo portugus com a comenda de Vila Viosa. Tambm por servios prestados por ocasio da Clera-morbus, o governo imperial o agraciou com o hbito Ordem da Rosa. Faleceu no dia 25 de novembro de 1901, na cidade de Porto Alegre. Bibl.: Algumas Consideraes sobre o Clima e suas Influncias sobre os Operados, tese de doutoramento, Rio de Janeiro, Tip. do Arquivo Mdico, 1849. Discursos Pronunciados na Assemblia Provincial nas Sesses de 6 e 27 dez. 1866, P. Alegre, 1867. Fonte: PORTO-ALEGRE, Aquilles. Homens Ilustres do Rio Grande do Sul. Livraria Selbach, Porto Alegre, 1917.pg. 105.

BITTENCOURT, Raul (Jobim).

Porto Alegre, RS, 2 jan. 1902 – P. Alegre, 20 mar. 1985. F.: Oscar Muniz Bittencourt e Francisca Jobim Bittencourt. Médico pela Fac. de P. Alegre em 1923. Professor de Psicologia e Filosofia em P. Alegre, 1922-1923. Médico da Intendência Municipal de P. Alegre, 1924-1926. Docente de Fac. de Med. de P. Alegre, 1925. Professor da Escola Normal de P. Alegre, 1927-1928. Médico da Assistência a Alienados do RS, 1927-1933. Chefe da Clínica Psiquiátrica da Fac. de Med. de P. Alegre, 1932-1933. Diretor da Instrução Pública do RS, 1933. Deputado Constituinte, 1933-1934. Dep. Estadual no RS. Dep. Federal pelo mesmo Estado, 1934-1937. Fundador e diretor do Educandário Rui Barbosa, Rio de Janeiro, 1938-1941. Professor da Fac. de Ciências Médicas da GB, que dirigiu; da Fac. de Educação da UFRJ, que dirigiu de 1967-1970. Orador, economista e sociólogo. Pertenceu à Acad. Sul-Rio-Grandense de Letras, P. Alegre; ao Instituto Brasileiro de Cultura; à Soc. Brasileira de Economia Política e à Soc. de Psicologia Individual, Rio de Janeiro.

Bibl.: "Psicologia dos Delírios; Psicologia Sintética"; "Educação Moral e Cívica no Ensino Secundário"; "A Sindicalização da Classe Médica", Congresso de Higiene e Medicina Social. Anais, Rio de Janeiro, 1926; "Medicina do Estado", Congresso Médico Sindicalista, 1, Anais, P. Alegre, 1931. "Escorço Histórico da Educação no Brasil"; "Psiquiatria Infantil e Saúde Escolar", Congresso Nacional de Saúde Escolar, 1, Anais, Rio de Janeiro, 1942. "Discurso de Paraninfo", Rev. Hospital, S. Paulo, v. 23, n. 3, mar. 1943. "Alcides Maya: o homem e o escritor", discurso na inauguração da herma desse escritor em P. Alegre, out. 1963, Correio do Povo, P. Alegre, dez. 1963. O Passado Econômico como Base da Compreensão para o Brasil, conferência no BERGS, P. Alegre, 26 jul. 1967. A Colaboração Pessoal na Prosperidade do Brasil, ibid, 27 jul. 1967.

 

BLESSMANN, (Lus Francisco) Guerra.

 

Alegrete, RS, 10 jul. 1891. F.: João Blessmann e Maria da Conceição Guerra Blessmann. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre em 1911. Assistente de Clínica Cirúrgica na Santa Casa, P. Alegre. Subchefe do Laboratório Central das Clínicas, P. Alegre. Catedrático de Clínica Cirúrgica da Fac. de Med. de P. Alegre. Diretor da referida Fac. 1935-1938 e 1944-1956. Provedor Sta. Casa de Misericórdia Dep. à Assembléia Legislativa do RS, da qual foi presidente. Diretor da Cia. Previdência do Sul, P. Alegre. Pertenceu à Soc. de Med. P. Alegre, à Soc. de Med. e Cirurgia do Rio de Janeiro, ao Conselho Nacional de Educação e à Acad. de Med. Militar do Rio de Janeiro. Professor emérito da Fac. Med. de P. Alegre e membro honorário da Academia Nacional de Medicina. É patrono da cadeira 43 da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina.

Bibl.: A profissão médica e sua função social – ver. Dos cursos da Fac. De Med. De P. Alegre, 1926. “Ensino Médico”, Congresso Médico do Cinqüentenário da Fac. De Med. Anais. P. Alegre, 1950. “Histórico da Fac. De Medicina de Porto Alegre”, IBID, 1950. “O Ensino Médico e o Exercício Profissional”, discurso, IBID, jan./dez. 1951.

 

BONPLAND, Aim.

La Rochelle (França), 28 ago. 1773 – Corrientes (Argentina), 11 maio 1858. Médico e naturalista, foi companheiro de Humboldt em sua viagem à Amazônia. Instalou-se em Corrientes e foi prisioneiro-hóspede do ditador Francia, no Paraguai. Viveu por vinte e um anos em São Borja em pequena propriedade rural às margens do Rio Uruguai. Aí exerceu a Medicina, cultivou plantas, criou ovelhas Merino, fez incursões científicas e se absteve de envolvimento na Guerra dos Farrapos. Entusiasta do cultivo da erva-mate, procurou interessar o Presidente da Província, General Andrea, na plantação de bosques planejados da erva. Tais planos a serem desenvolvidos na área de Santa Cruz – Rio Pardo foram prejudicados pela utilização das terras quando da chegada de novos colonos alemães. Deixou ricos diários, correspondência e observações de grande interesse. Retirou-se do Brasil já envelhecido e faleceu na Argentina aos 85 anos de idade. Foi biografado em diferentes línguas.

BORGES FORTES, Amyr.

São Gabriel, RS, 28 out. 1906 – Rio de Janeiro, RJ, 11 ago. 1984. F.: Jônatas Borges Fortes e Sara Rego Monteiro Borges Fortes. Est. no Instituto Ginasial Júlio de Castilhos, P. Alegre. Escola de Guerra do Realengo, Rio de Janeiro. Diplomado em Medicina pela Fac. de Medicina de P. Alegre em 1939. Fez pediatria e foi assistente da cadeira por algum tempo. Oficial do Exército na reserva, posto de General. Secretário de Energia e Comunicações no RS, 1963. Diretor da Cia. Estadual de Energia Elétrica, P. Alegre, 1964-1966 e presidente no último ano. Diretor Administrativo da Eletrobrás, Rio de Janeiro, desde 1967. Historiador e geógrafo. Irmão de Ariosto Borges Fortes, pai de Marcelo Borges Fortes.

Bibl.:Metodologia para a Formulação do Conceito Estratégico Nacional, Rio de Janeiro, 1954. Aspectos dos Transportes no Brasil, id, 1956. Aspectos Fisiográficos, Demográficos e Econômicos do Rio Grande do Sul, P. Alegre, Globo, 1958. Geografia Física do Brasil, ibid, 1959. Panorama Econômico do Rio Grande do Sul, P. Alegre, Sulina, 1959. Compêndio de Geografia Geral do Rio Grande do Sul, ibid, 1960 (cinco edições até 1969). Compêndio de História do Rio Grande do Sul, ibid, 1961 (quatro edições até 1969). História Administrativa, Judiciária e Eclesiástica do Rio Grande do Sul, colaboração com João Baptista Santiago Wagner, P. Alegre, Globo, 1963. Dicionário Geográfico Brasileiro, com outras colaborações, ibid, 1966. Compêndio de Geografia do Rio Grande do Sul, id, Sulina, 1967. "O Primeiro Assalto à Colônia do Sacramento", Revista do IHGRS, P. Alegre, n. 78, 1940. "Tiradentes", ibid, n. 87/88, 1942. O Brasil e o Problema da Integração na América Latina, conferência dos Advogados, P. Alegre, 4 ago. 1970.

BORGHETTI, Emilio.

Diplomado na Itália, revalidou seu diploma na Guatemala, Bolívia, Estados Unidos e Nova Zelândia. Chegou ao Brasil com 60 anos de idade. Escreveu o livro sobre questões sociais The impending Struggle (guerra iminente), um estudo da situação européia. Obra publicada na Nova Zelândia. Quando irrompeu a guerra, o Dr. Broghetti se encontrava na Austrália. Escreveu Caporetto e la terza Itália uma critica ao governo italiano de então. Este livro foi publicado na Itália em 1921, um estudo da situação política nacional e estrangeira. Esse estudo serviu de precursor do "fascismo". Escreveu um outro livro: Abasso il parlamento – a Benito Mussolini, lettera aperta di um rimpatriato, em 1923. escritor e conferencista, possuidor de vasta cultura e muito talento. Foi um autentico patriota.

BORNANCINI, Vicenzo.

Nascido em Veneza, diplomou-se em Medicina em 1905 pela Real Universidade de Pádua. Especializou-se nas Universidades de Modena e Roma. Foi assistente do Professor Ovio, durante seis anos. Sua especialidade era a Oftalmologia e trabalhou em Caxias do Sul de 1916 a 1930. Foi um dos diretores do Hospital Nossa Senhora da Pompéia. Publicou artigos de divulgação científica. Ficaram como trabalhos científicos entre outros: Guaratose congênita do epitélio da conjuntiva e da córnea; Sobre o poder migratório do plasmazellen; Observações sobre metaplasia óssea e medular nos olhos.

BOTTINI, Antnio (Pinto).

Campos Novos, SC – Porto Alegre, RS, 30 nov. 1969. F.: Salvatore Bottini e Balbina Pinto Bottini. Est. no Ginásio N. Sa. da Conceição, S. Leopoldo. Fac. de Med. Porto Alegre: diplomado em Farmácia, 1916, e em Medicina, 1925. Farmacêutico em seu estado natal e diretor da Higiene e Saúde Pública, 1930-1932. Secretário da Fazenda de SC, 1932-1933. Catedrático da Fac. de Farmácia da UFRGS, P. Alegre, 1935. Professor de História Antiga da PUC.

Bibl.: Werner S. J.: Subsídios para a sua biografia", rev. Estudos, P. Alegre, v. 1, n. 2, 1940. "Sugestões para a reforma do ensino farmacêutico, Anais do Congresso Médico do Cinqüentenário da Fac. de Med. P. Alegre, 1950. "Meu Cantinho", seção no Jornal do Dia, P. Alegre.

BRAUNER, Joo Baptista.

Bibl.: Ilca, o Vampiro Disfarçado, romance realista, Rio de Janeiro, Ed. Alba, 1932; id, 2.ed., idid, 1933. Sarfan (Serviço Autárquico de Reabastecimento das Forças Armadas Nacionais): Serviços Civis, id, Tip. Borsoi, 1941; id, 2.ed.; ibid, 1944. Para o Exército e pelo Brasil!, id, Imprensa Nacional, 1944. Publicou contos em diversos jornais e revistas do país.

São Lourenço do Sul, RS, 3 set. 1901. F.: Teodoro Brauner Sobrinho e Rosalina Sojoll Brauner. Médico pela Escola de Med. e Cirurgia do Rio de Janeiro em 1934. Curso de Administração do Exército, saindo oficial em 1924. Oficial do Exército, tendo-se reformado no posto de General. Médico Civil. Prefeito de sua terra natal, 1958. Secretário da Revista do Clube Militar, Rio de Janeiro. Romancista e contista.

BRITO, Severino de S.

Alegrete, RS, 19 jan. 1869 – P. Alegre, RS, 1932. F.: Francisco de Sá Brito. Médico pela Fac. de Med. do Rio de Janeiro, 1891. Médico em P. Alegre. Pecuarista. Prosador.

Bibl.: Educação Física, tese de doutoramento, Rio de Janeiro, 1891. "A cultura do trigo no Brasil", recolta em livro de uma série de artigos (aparecidos em 1891 no Jornal do Comércio, P. Alegre), P. Alegre, 1896. Os Interesses do Estancieiro – Economia Rural, 1896, 62p., Soares & Niemeier, Rio de Janeiro. Trabalhos e Costumes dos Gaúchos – Sociologia, 1928, 219p., Livraria do Globo, Porto Alegre; 2.ed., 1979, 151p., Col. ERUS – Cia. União Seguros Gerais, Porto Alegre, RS.

BRITTO VELHO, Carlos de.

Porto Alegre, RS, 4 set. 1912 – P. Alegre, 1 dez. 1998. F.: Júlio de Souza Velho e Carlota de Britto Velho. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre, 1934. Cursos supletivos nas Universidades da Paris e Genebra. Deputado à Constituição Estadual de 1947 e à Assembléia Legislativa do RS, 1947-1951. Médico em P. Alegre. Prof. da UFRGS. Secretário da Educação e Cultura do RS, 1960-1961. Dep. Federal pelo RS, com mandato cassado em 1966. Responsável pela regulamentação de diversas profissões, entre as quais a de médico-veterinário. Neto de Vítor de Britto e cunhado de Dâmaso Rocha.

Bibl.: Medicina e Filosofia Moral. Valor Nutritivo dos Alimentos. Educação para a Democracia. Bases e Diretrizes para a Reforma Agrária no Brasil.

BRITTO, Vtor de.

Valença, BA, 15 out. 1856 – P. Alegre, RS, 24 out. 1924. Médico pela Fac. de Med. da Bahia em 1878. Médico em sua terra natal até 1891, quando se transferiu para Pelotas, RS. Veio em 1902 para P. Alegre, onde dirigiu, em princípios deste século, a Casa de Saúde Porto-Alegrense. Co-fundador da Fac. de Med. de Porto Alegre, de que foi vice-diretor de 1912-1914 e Professor de Clínica Oftalmológica. Dep. Federal pelo RS, 1912-1914. Co-fundador da Soc. de Med. de P. Alegre. Foi membro da Acad. Nacional de Med. Pai de Alberto de Britto e avô de Carlos de Britto Velho.

Bibl.: Gaspar Martins e Júlio de Castilhos, estudo crítico de psicologia política, P. Alegre, Liv. Americana, 1908. "O tracoma no Rio Grande do Sul"; "O sufrágio proporcional e a democracia representativa"; "Profilaxia do tracoma: Santa Casa de Misericórdia", artigos publ. Correio do Povo, P. Alegre, 13 a 14 jan. 1903. "A tuberculose", ibid, a partir de 20 dez. 1905. "Paradoxos do gênio", ibid, 1906. A Reforma do Ensino, conferências na Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro. A Personalidade de Olavo Bilac, conferência no Coliseu, P. Alegre, 6 out. 1916.

 

BRUGGER, Jos.

Farroupilha, RS, 24/05/1930. Filiação: José Aloísio Brugger e Margarida Brugger. Formação: Faculdade de Medicina da UFRGS em 1954. Especialidade: Cirurgia Geral, Ginecologia e Obstetrícia. Atuação: Em Caxias do Sul e região, como médico, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Caxias do Sul (UCS), médico-chefe do SANDU, perito do IAPI, cirurgião credenciado do IAPI, posteriormente INPS e atualmente INSS, presidente da Associação Médica de Caxias do Sul (1975-1977), Diretor clínico e administrativo do Hospital Nossa Senhora de Pompéia.

BRUGGER, Jos.

Farroupilha, RS, 24/05/1930. Filiação: José Aloísio Brugger e Margarida Brugger. Formação: Faculdade de Medicina da UFRGS em 1954. Especialidade: Cirurgia Geral, Ginecologia e Obstetrícia. Atuação: Em Caxias do Sul e região, como médico, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Caxias do Sul (UCS), médico-chefe do SANDU, perito do IAPI, cirurgião credenciado do IAPI, posteriormente INPS e atualmente INSS, presidente da Associação Médica de Caxias do Sul (1975-1977), Diretor clínico e administrativo do Hospital Nossa Senhora de Pompéia.

BRUGGER, Jos Aluisio.

Nascido a 27-08-1897 em Chiusa (Tirol). Diplomado em medicina pela Universidade de Viena. Chiusa, com o nome de Klausen, pertencia à Áustria. Hoje faz parte do território da Itália. Chegou ao Brasil no ano de 1929. iniciou sua atividade médica em farroupilha, seguindo para Sanaduva, Erechim e Veranópolis. A convite do Dr. Vicenzo Bornancini, trasnferiu-se para Caxias, em 1933. dedicou-se a clinica, cirurgia e radiologia. Foi diretor do Hospital N. S. da Pompéia e fundador da Sociedade de Medicina de Caxias do Sul, 1958-1960. progenitor de três filhos médicos: Walter Brugger, José Brugger e Herbert João Brugger. Todos radicados, exercendo a profissão em Caxias do Sul/RS.

BRUNET, Giorgius.

Diplomado a 15-12-1923 pela real Universidade de Turim. Exerceu medicina no município de Encantado e no distrito de Ilópolis, hoje município, entre 1930-50.

BUDIANSKI, Estela.

Santa Maria, RS – Rio de Janeiro, 14 maio 1969. Est. no Curso de Aplicação da Escola Normal de B. Aires. Escola Normal e Ginásio Sevigné, P. Alegre. Frofa. pública estadual de 1923-1930. Médica pela Fac. de Med. da UFRGS, P. Alegre, em 1939, Curso de Pediatria do Prof. Décio M. Costa, P. Alegre. Curso de Tisiologia do DES, id. Chefe do Serviço de Clínica de Crianças da Santa Casa de P. Alegre. Médica do Serviço de Higiene Infantil do DES, id. Livre-Docente de Pediatria da Fac. de Med. da UFRGS, id. Médica da UNICEF, 1962-1969, tendo servido na Tailândia, na Índia e em Nova Iorque.

Bibl.: "A assistência médica aos escolares", em colaboração com Poli M. Espírito, in: Panteon Médico Rio-Grandense, S. Paulo, Ramos, Franco Ed., 1943. "Infância desajustada", Revista Médica do PR, Curitiba, v. 17, n. 6, nov./dez. 1948.

BURZIO, Francesco.

Diplomado pela real Universidade de Turim. Revalidou seu diploma a 23-01-1908, na faculdade de Medicina de Porto Alegre/RS. Foi o primeiro medico italiano aprovado plenamente.

BUYS, Cristiano Frederico.

P. Alegre, 14 jun. 1895 – P. Alegre, 28 maio 1973. F.: Frederico Cristiano Buys e Matilde Feijó Buys. Médico pelas Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1932. Médico sanitarista e primeiro diretor do SESME no RS. Irmão de Frederico Cristiano Borges.

Bibl.: Armas e Munições de Caça. P. Alegre, Globo, 1934. Saúde Pública e Assistência Social, comentários, ibid., 1948. "Tuberculose Humana e Bovina no Rio Grande do Sul".

CAMPELLI, Giovanni.

Chegou a Encantado/RS em 1906. exerceu sua profissão, também em Estrela, até o ano de 1922. Possuía o titulo de "Cavaliere". Faleceu na Itália, quando pretendia voltar ao Rio Grande do Sul.

CANDAL DOS SANTOS, Carlos.

Cruz Alta, 27 set. 1914 – Porto Alegre, 24 mar.1989. F.: Ormuz Jardim dos Santos e Celina Candal dos Santos. Iniciou os estudos em sua cidade natal e fez o secundário em Santa Maria. Formou-se médico pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1938. Sempre atuou na cadeira de Patologia Geral, em que chegou a professor titular. Fez clínica, trabalhou em laboratório e foi líder entre os docentes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Foi diretor da Faculdade de Medicina. Presidiu a comissão de defesa de classe da AMRIGS. É patrono da cadeira 10 da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina, que teve como primeiro ocupante o Dr. Roberto Medaglia Marroni e é, atualmente, ocupada pelo Dr. Sérgio Roberto Haussen.

Bibl.: Trabalhos científicos e de divulgação relacionados à Cibernética e à teoria geral dos sistemas. "Teoria geral do biocampo", matéria original nas publicações da Universidade. "O ano de 1931", Correio do Povo, 22 jul.1978:16-17.

CANESSA, Giuseppe.

Nascido a 13-03-1885 em Gênova, comuna de Voltri. Diplomado pela real Universidade de Gênova. Iniciou seus estudos primários em Carcare e Savona.  Defendeu a tese "Tubercolosi articolari inflamatoria" aprovada com distinção. Foi oficial médico durante a Guerra Líbica (1911-1913) e Cap. Médico na Guerra Européia durante os anos de 1915 a 1919. Em 01-09-1922, começou a clinicar no município de Garibaldi/RS. Transferiu-se para Erebango, na época distrito do Município de Getulio Vargas, afim de prestar seus serviços às forças revolucionárias, em abril de 1923. Em Erebango também trabalhou no Hospital N. S. da Saúde.

CANEVA, Dino.

Nascido em Recoaro-Vicenza. Diplomado em 07-07-1910 pela real Universidade de Pádua. Seu diploma recebeu o visto do cônsul da Itália em Porto Alegre, Mario Carli. Exerceu sua profissão no município de Garibaldi, entre 1914 e 1932, quando se transferiu para Passo Fundo. Atendia, também, Viadutos e Erechim. Reg. D. H. S./RS a 23-12-1932.

CANSTATT, (Emil Arthur) Oskar.

Ansbach (Alemanha), 30 out. 1842 – Tienfebach im Allgäu (Landkreis Sonthofen, Alemanha), 13 ago.1911. Naturalizou-se brasileiro em Porto Alegre, a 21 out. 1869, e casou em Santa Cruz em 1870. Foi diretor da Colônia de Montalverne. Voltou para sua terra natal e instalou-se em München. Cerca de 1895 vivia como escritor em Wiesbaden. Publicou muito na imprensa alemã sobre suas vivências sul-rio-grandenses. Foram assuntos: a terra e a gente, geologia, botânica, os Muckers, a Guerra Guaranítica, caçadas, viagens por rios e a cavalo, aspectos da cozinha e o dia-a-dia numa colônia. Foi um entusiasta da continuação da emigração alemã para o sul do Brasil.

Bibl.: Brasilien. Land und Leute. Von Oscar Canstatt. Mit 13 Holzschnitten und 13 Steindrucktafeln, zum Theil nach Originalaufnahmen von Dr. R. Canstatt. Berlin, Ernst Siegfried Mitler & Sohn, 1877, XIII-456 p., 13 pl. (traduzido por Eduardo de Lima Castro. Rio de Janeiro, Irmãos Pongetti, 1954, 420p.). Repertório Crítico da Literatura Teuto-Brasileira, Rio de Janeiro, Editora Presença, 1967, 294p. Também tradução de Eduardo de Lima Castro e prefácio de Abeillard Barreto.

CARBONE, Lorenzo.

Revalidou diploma em 12-11-1921.

CARBONE, Rmulo.

Nasceu a 19-11-1879 em Priocca – Cúnco. Diplomado a 03-07-1903 pela real Universidade de Módena. Chegou a Caxias do Sul em 20-09-1913, fundando o hospital "Dr. Carbone", tombado como Patrimônio Histórico. Entre novembro de 1914 e maio de 1915, junto com o Dr. Picro Polccnigo, clinicaram em Porto Alegre. Executou todas as intervenções cirúrgicas com êxito. Revolucionou, introduzindo novas técnicas, o que marcou uma época. Contou com alguns assistentes, entre eles o medico Enrico Fracasso. Foi cônsul da Itália. Progenitor de Ferrúcio F. Carbone, um dos primeiros comandantes da Varig em linhas internacionais.

CARDELLI, Luigi.

Diplomado pela Real Universidade de Bolonha. Foi assistente do Professor Calzolari, Hospital Castel-Franco Emilia. Chegou a Caxias em 1908. Dedicava-se também à poesia.

CARDELLI, Luigi.

Diplomado pela Real Universidade de Bolonha. Foi assistente do Prof. Calzolari, Hospital Castel-Franco Emilia. Chegou a Caxias do Sul em 1908. dedicava-se também à poesia.

CARDOSO, Licnio (Athanzio).

Lavras, RS, 3 maio 1852 – Lisboa, Portugal, 1 jun. 1926. F.: Vicente Xavier Cardoso e Felisbina Barcelos dos Santos Cardoso. Est. em aula pública do Prof. Libânio Pereira, em Lavras. Escola de Guerra do Rio de Janeiro, da qual saiu bacharel em Matemática.

Bibl.: Teoria da rotação dos corpos, tese de concurso, Rio de Janeiro, 1887. Teoria Elementar das Funções, ibid, 1881. Concepção de Medicina, tese de doutoramento, Rio de Janeiro, 1899. Doutrina Homeopática, Rio de Janeiro. Preito a Samuel Hahnemann, id. Dinioiterapia Autonósica ou Tratamento das Doenças pelos Agentes e Produtos dela Dinamizados, Rio de Janeiro, Casa Leuzinger, 1923; id, 2.ed; em francês, tradução de Antoine Nebel Fils, Genebra. "Um caso de igualdade dos triângulos", Revista Acadêmica da Escola Militar, Rio de Janeiro, 1885. "Teoria do máximo e mínimo", ibid; 1885. "A verdadeira estática na mecânica, Revista da Escola Politécnica, Rio de Janeiro, 1897. "Equações diferenciais da mecânica, Revista dos Cursos da Escola Politécnica, id, 1909. "Em torno do ensino". Jornal do Comércio, id, 24 jan. 1930. "Condição geral da existência de função de forças", Revista da Soc. Brasileira de Ciências, id, 1920. "Teoria geral da mecânica dos fluidos", ibid, 1920. "Relatividade imaginária: o ensino que nos convém", sociologia, Rio de Janeiro, ed. do Anuário do Brasil, 1924. "O Positivismo e o ensino oficial", O Jornal, 16 maio 1925, Rio de Janeiro. Inédito: Mecânica Sintética.
o tenente, em 1879. Lente da Escola Militar do Rio de Janeiro, a partir de 1880, e de Mecânica Racional da Escola Politécnica do Rio de Janeiro, de 1887-1924. Capitão Honorário do Exército. Médico pela Fac. de Med. do Rio de Janeiro em 1899. Médico Homeopata desde 1900. Fundador da Fac. de Homeopatia do Rio de Janeiro, 1912, e do Hospital Hahnemaniano, 1915. Presidente do Instituto Hahnemann, 1912-1926. Matemático, educador e propagandista da medicina homeopática. Pai de Vicente Licínio Cardoso e de Leontina Cardoso, primo de Crispim R. de Souza, tio de Peri Souza.

CARNEIRO, Jos Fernando (Domingues).

Nasceu em 1908, no Ceará. Formou-se no Rio de Janeiro, onde exerceu a Tisiologia por alguns anos. Indicado por Raul Pilla, foi convidado pelo professsor José Carlos Milano para assumir a Cátedra de Tisiologia da Faculdade de Medicina da UFRGS. Mais tarde fez o concurso para Livre-Docência, no qual foi aprovado cum laudae.

Aos trinta anos sofreu grande decepção amorosa que o levou a viajar para a Inglaterra de navio em plena Segunda Guerra, quando o oceano Atlântico se encontrava infestado por submarinos nazistas e Londres era diariamente bombardeada. Na capital inglesa trabalhou nos melhores serviços de pneumologia e lá também conheceu sua futura esposa. Casou-se com Joan, uma enfermeira, mas somente juntou-se a ela no Brasil, alguns anos depois. E com receio de não reconhecê-la no aeroporto, pediu auxílio a um colega que tinha regressado há pouco de Londres. Suas aulas eram recheadas de observações inteligentes, quase sempre satíricas em relação a pessoas, acontecimentos e instituições. Pertenceu a um agrupamento de intelectuais católicos liderado por Jackson de Figueiredo, Gustavo Corção, Alceu de Amoroso Lima e outros que na década de trinta apoiaram o Integralismo e portanto o Fascismo no seu nascedouro. O golpe militar de 1964 acabou por dividi-los. Gustavo Corção, por exemplo, engenheiro de formação, apoiou a política e os métodos repressivos da ditadura. José Fernando Carneiro, médico com visão humanística de sua profissão, tornou-se incisivo crítico do regime de violência institucional imposta ao país e rompeu os vínculos que o ligavam com aquele grupo. Carneiro definia-se como um anarco-socialista-cristão e foi essa postura política que o tornou um destacado lutador contra a morte causada por doenças como a tuberculose e o câncer de pulmão e o transformou num impertinente defensor da vida em quaisquer circunstâncias. Por isso era contra a violência consubstanciada na tortura, na pena de morte, no aborto e na eutanásia. Sua monografia sobre esta última prática, "a abreviação caridosa da vida", constitui-se num apaixonado apelo para que os médicos, historicamente sempre agentes de vida, não se tornem portadores da morte, verdugos e carrascos de seus pacientes. Segundo a voz profética de José Fernando Carneiro, se um dia a eutanásia se tornar uma conduta legalizada, as relações médicos-pacientes, já tão conturbadas pela visão tecnocrática da prática médica atual, se deteriorarão a um ponto de não-retorno dos princípios éticos e filosóficos estabelecidos na antiga e luminosa Grécia. Afora inúmeros trabalhos científicos, escreveu sobre assuntos tão diversos como a colonização alemã no RS, sobre a vida e obra do jornalista teuto-gaúcho Karl von Koseritz e também sobre o papel dos fazendeiros na História do Brasil. Sua admiração pela Inglaterra se refletiu em sua obra e vida. Tal como o britânico C.P. Snow (1905-1980), Carneiro foi um homem das duas culturas: a ciência e as humanidades, feliz e proveitosa associação, tão avaramente representada em nossa pós-moderna e sofisticada prática médica. Em 11 de novembro de 1968, o Professor José Fernando Carneiro, faleceu. Aos 60 anos, foi fulminado por um insulto vascular no que ele tinha de melhor: seu cérebro.
(Franklin Cunha)


EXTRATOS DE TEXTOS DE JFC
ANALFABETOS E DEMOCRACIA

"Enquanto não sairmos desse subdesenvolvimento econômico e cultural em que estamos afundados, o Parlamento Nacional continuará a ser o que tem sido: um poder que o Povo não respeita nem ama, exatamente porque não avalia bem a natureza de suas funções, o alcance e a utilidade delas."O MÉDICO E A EUTANÁSIA"Imaginemos a classe médica investida dessa terrível atribuição de matar legalmente os doentes incuráveis que o solicitassem. A partir desse momento a economia de relações entre nós e nossos clientes estaria profundamente alterada.
Por enquanto, o paciente sabe que o médico toma posição ao lado da vida, invariavelmente. O paciente sabe que poderá vir a ser vítima, na sua saúde ou até na sua vida, de uma eventual imperícia médica; mas, ao menos, ele tem certeza de que, por profissão, por obrigação, por interesse ou por vaidade, o médico fará tudo que estiver ao alcance de sua inteligência, de sua cultura, em prol da saúde do cliente. É essa convicção que faz os próprios doentes incuráveis, diria melhor, sobretudo os incuráveis, se rejubilarem quando o médico lhes aparece no quarto. É como se entrasse um raio de esperança.
Na hipótese da existência legal da eutanásia, o médico passaria a ser olhado com suspeição, mesmo nos seus gestos mais inocentes. O paciente compreenderia que todo aquele desvelo em prol de sua saúde poderia tomar rumo contrário se ele assim o desejasse. No médico, ele veria a figura do seu possível matador."

CARNEIRO, Manoel Gonalves.

Nasceu e faleceu em P. Alegre, RS. F.: Manuel Timóteo Carneiro e Josefa Gonçalves da Silva Carneiro. Médico pela Fac. de Med. do Rio de Janeiro em 1894. Cursos de especialização em Berlim, Paris, Viena (1895-1898) e Estados Unidos (1920-1922). Assistente do Serviço de Clínica de Crianças da Santa Casa de P. Alegre, 1894. Professor da Fac. de Med. de P. Alegre a partir de 1899, sendo catedrático de Microbiologia, 1899 a 1918, e de Clínica Pediátrica, 1918-1930, jubilando-se nesse último ano. Médico especializado em Pediatria. Pertenceu à Soc. de Med. de P. Alegre.

Bibl.:Tratamento da Febre Tifóide, tese de doutoramento, Rio de Janeiro, 1894. "Modernos pontos de vista na alimentação artificial dos lactentes sãos", conferência em 8 abr. 1926, Revista dos Cursos da Fac. de Med. de P. Alegre, P. Alegre, 1926. "Relatório de uma viagem de estudos à Europa em 1927-1928", Relatório da Fac. de Med. de P. Alegre, id, 1929. "Tratamento pelas frutas da disenteria bacilar das crianças de mais de um ano de idade, rev. Arquivos de Pediatria, Rio de Janeiro, set. 1932.

CARNICINI, Domenico.

Diplomado em medicina em 1896 pela Real Universidade de Bolonha. Fixou residência em Porto Alegre.

CARONE, Carlos.

P. Alegre, RS, 26 set. 1913. Est. no Ginásio Júlio de Castilhos, P. Alegre. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre em 1938. Chefe do Gabinete Médico Legal da 5a Região Policial, Cruz Alta, e da 4a Região Policial, Alegrete. Diretor do Instituto Médico Legal de P. Alegre. a Jornada Brasileira de Puericultura e Pediatria, Rio de Janeiro, 1950.

Bibl.: Dos Métodos de Verificação da Idade no Vivo, no Morto e no Esqueleto, tese de doutoramento, P. Alegre, 1938. "O sol, a água e o homem", Arquivos Rio-Grandenses de Medicina, id, v. 21, jan. 1942 "Medicina e cirurgia", id, n. 4, fasc. 1. jan./abr. 1942. "A missão do médico na hora atual", Arquivos Rio-Grandenses de Medicina, id, v. 21, n. 9, set. 1942. "Dos modernos métodos de verificação da idade", ibid. "Alguns casos de mortes violentas e naturais", Medicina e Cirurgia, id, n. 8, fasc. 3, set./dez. 1946. "Mente sã em corpo são", Revista Brasileira de Medicina Pública, Rio de Janeiro, n. 2, fasc. 9, set./out. 1946. "Conjunção carnal (himens íntegros, rompidos e dubitativos)", Medicina e Cirurgia, P. Alegre, n. 9, fasc. 1, jan./abr. 1947. "Perícias para verificação de idade", ibid, n. 9, fasc. 3, set/dez. 1947. "A prática dos socorros de urgência por leigos", Revista Brasileira de Medicina Pública, Rio de Janeiro, n. 4, fasc. 17/18, jan./abr. 1948.

CAROTENUTO, Giuseppe.

Nasceu em 14 de abril de 1900 em Npoles. Filho de Domenico e Rosina Carotenuto. Diplomado em medicina em 01 de outubro de 1923 pela Real Universidade de Npoles Federico II (Universit degli Studi di Napoli Federico II). O inicio de sua atuao ocorreu em Paris e Bruxelas. Carotenuto chefiou uma misso de combate da tripanossomase na frica Equatorial, como encarregado do governo Belga. Sua formao um exemplo de uma formao mdica em vrias reas, tendo feito tambm cursos de especializao na Frana em Urologia, Obstetrcia, sobre sfilis, doenas de pele, Pediatria, Cirurgia, sobre tuberculose, Clnica e doenas hepticas, Antropologia Criminal e Qumica Biolgica. Quando chegou ao Rio Grande do Sul, na dcada de 1930, iniciou suas atividades mdicas nos municpios de Santo ngelo e Iju, com o registro profissional D.H.S. 363 obtido em 25 de julho de 1933. Naturalizou-se cidado brasileiro com o nome de Jos Carotenuto. Casou-se com Anna Frey Carotenuto, descendente de famlia alem da cidade de Santo ngelo, com quem teve dois filhos, Paulo Roberto Adriano da Silva Carotenuto e Lgia Beatriz Carotenuto. Na dcada de 1940, mudou-se com a sua famlia para Porto Alegre, na Av. Cristvo Colombo, 369, clinicando at meados de 1980. Faleceu, em 29 de junho de 1987, na cidade do Rio de Janeiro. Dados fornecidos pela famlia (Adriano Carotenuto).

CARUSO, Piero.

Nasceu no ano de 1876. diplomado em medicina em 1896 pela Faculdade de Medicina de Messina. Chegou ao Rio grande do Sul no ano de 1909, no município de Garibaldi. Foi medico do Exercito e da Viação Férrea do RGS, desenvolvendo suas atividades nos municípios de Carazinho e Santa Maria. Revalidou seu diploma no ano de 1913. o Presidente Getulio Vargas deferiu petição e registro em 1934.

CARUSO, Salvatore Mac Donald.

Nasceu a 28-12-1871. filho de Giovanni Caruso. Diplomado em medicina em 02-02-1900 pela Real Universidade de Palermo onde trabalhou no Hospital São Francisco Xavier com o Prof. Higino Tonsini, ainda, como assistente, em Nápoles e Pavia. Medico da comuna de Trapani, Diretor do Telégrafo. Medico em Monte San Giuliano. Chegando ao Brasil, iniciou suas atividades no Estado de Santa Catarina, transferindo-se para o Rio Grande do Sul, no município de Alfredo chaves, hoje Veranópolis, e em José Bonifácio, entre 1911 e 1932. foi decano do corpo medico. Reg. D. H. S./RS 01-02-1933.

CARUSO, Vicenzo


Nasceu a 09-03-1881 em Roccagloriosa-Salerno. Filho de Luigi Caruso e Ângela Maria Croosso. Revalidou diploma em 09-12-1909 na Faculdade Livre de Medicina de Porto Alegre/RS.

CARVALHO, Alcides (L. Feij) Chagas de.

Pelotas, RS – P. Alegre, RS, 25 dez. 1958. F.: Maximiano Chagas de Carvalho e Maria Galdina Chagas de Carvalho. Médico pela Escola Médico Cirúrgica de P. Alegre em 1916. Médico e diretor da Higiene Municipal em Montenegro, RS. Especializado em Pediatria.

Bibl.: Pela Liberdade Profissional, P. Alegre. Medicina e Médicos: Papel Social na Atualidade Brasileira, P. Alegre, 1930.

CARUSO, Vicenzo


Nasceu a 09-03-1881 em Roccagloriosa-Salerno. Filho de Luigi Caruso e Ângela Maria Croosso. Revalidou diploma em 09-12-1909 na Faculdade Livre de Medicina de Porto Alegre/RS.

CARVALHO, Mrio Texeira de.

Porto Alegre, RS, 4 fev. 1906 – Porto Alegre, 20 jul. 1945. F.: Miguel Teixeira de Carvalho Filho e Maria Martins Ferraz de Carvalho. Est. no Ginásio Anchieta, P. Alegre. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre em 1932. Médico do Hospital São Pedro, P. Alegre. Médico especializado em Fisioterapia, com instituto próprio em P. Alegre. Historiador e genealogista. Membro do IHGRS, a partir de 1937, e da Acad. Rio-Grandense de Letras, 2

Bibl.: "Memória relativa à criação dos serviços de correios na Província de São Pedro do Rio Grande do Sul", in: Congresso Sul-Rio-Grandense de Geografia e História, 1. Anais, P. Alegre, v. 3, 1936. "O nascimento de Gaspar Silveira Martins", ibid, 1936. Nobilitário Sul-Rio-Grandense, genealogia, com prefácio de Ramiz Galvão, P. Alegre, Globo, 1937. Da Nobreza, P. Alegre, 1938. "A família Pinto Bandeira", in: Congresso Sul-Rio-Grandense de Geografia e História, 3. Anais, P. Alegre, v. 4, 1940. "Posse no Instituto Histórico", discurso, Revista do IHGRS, P. Alegre, n. 68, 1937. "Regimento de Dragões: notas documentais", Revista do Museu e Arquivo Histórico do RS, P. Alegre, n. 4, 1954 (póstuma). Irineu Trajano, elogio patronímico proferido na Acad. Rio-Grandense de Letras, P. Alegre, 21 dez. 1938. Inédito: História da Colonização Italiana no Rio Grande do Sul.

CATALDI, Gino.

Nasceu em Lucca. Filho de Stefano Cataldidiplomado em medicina a 27-03-1924 pela Real Universidade de Pisa. Desde o ano de 1926, exerceu medicina na cidade de Santa Maria/RS. Era genro do medico Nicila Turi. Reg. D. H. S./RS n. 98 em 27-09-1934.

CHAVES, Bruno (Gonalves).

Pelotas, RS – falecido em 10 abr. 1923. F.: Antônio José Gonçalves Chaves e Marcolina Chaves. Médico pela Fac. de Med. da Bahia em 1887. Médico, Enviado Extraordinário e Min. Plenipotenciário do Brasil na Áustria-Hungria, 1899-1902, e na Santa Sé, 1902. Provedor da Santa Casa de Pelotas, 1919-1920. Pertenceu ao Instituto Histórico do CE.

Bibl.: Da Hemiplegia Sifilítica pelo Prof. Pitres, de Émile Bitot, traduziu, Paris, G. Steinhel, 1885. Tese de doutoramento, BA, Imprensa Popular, 1887. Du Salycilate de Mércure et de son Action Thérapeutique Dans les Maladies Venériennes et Syphilitiques et Dans Quelques Dermatoses et Afféctions Oculaires, Paris, G. Masson, 1888. La Régulamentation de la Prostitution ao Brésil, Bruxelas, H. Lambertin, 1899.

CHAVES, Jos Maria Gonalves.

Pelotas, RS, 13 nov. 1831 – Rio de Janeiro, 26 out. 1864. F.: Antônio José Gonçalves Chaves e Maria do Carmo Secco Chaves. Est. no Colégio Vitório, Rio de Janeiro, 1841-1844. Médico pela Fac. de Med. do Rio de Janeiro em 1850. Bacharel em Ciências Físicas e Matemáticas pela Acad. de Paris em 1856. Médico em comissões do Governo Imperial em SP e no RS. Diretor do Serviço de Cirurgia da Santa Casa de Pelotas. Lente da Fac. de Med. do Rio de Janeiro desde 1861. Cavaleiro da Ordem da Rosa. Foi membro da Acad. Imperial de Medicina.

Bibl.: Da Audição: Serão Sempre Mortais as Lesões Profundas, Quer da Caixa Craniana, Quer dos Diversos Órgãos nela Contidos?. Será Possível Conhecer-se as Diferentes Enfermidades do Coração e Distinguir-se umas das Outras?, tese de doutoramento, Rio de Janeiro, 1850. Dissertação sobre o Envenenamento pelo Gás de Iluminação e Teoria Geral dos Antídotos, tese de concurso, id, 1856. Breve Dissertação sobre as Vantagens e Inconvenientes do Esmagamento Linear de Chassaignac, tese de concurso, id, 1857. Sobre os Melhores Meios de Tratamento das Diferentes Espécies do Pé-Bot, tese de concurso, id, 1857.

CHAVES, Julio Edy.

Porto Alegre, 15 ago.1943 – Porto Alegre, 17 set. 1999. F.: Paulo de Oliveira Chaves e Corália Edy Chaves. Formou-se pela Faculdade de Porto Alegre (UFRGS) em 1972. Nela, fez residência em Ginecologia e Obstetrícia, especialidades que passou a exercer na capital gaúcha. Também fez pós-graduação em Mastologia e Administração Hospitalar. Completou sua formação em Londres. Publicou muitos trabalhos científicos, presidiu a Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Sul e participou da formação de médicos residentes, tanto no Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas quanto no Fêmina. Participou dos cinco primeiros livros da série Médicos (Pr)escrevem: Aborto, bisbilhotando o mito, no primeiro; A mais velha..., no segundo; Telefonemas do hospital, no terceiro; O primeiro sutiã, no quarto, e Presentes gregos, no quinto.

CHAVES, Tlio (de Sabia).

Santana do Livramento, RS, 27 nov. 1894. F.: Ulisses da Rosa Chaves e Cândida Augusta Pereira Chaves. Est. Humanidades na cidade natal. Doutor em Ciências Médicas pela Universidade de Genebra. Suíça, em 1917, após passar pela Fac. de Med. de Nápoles. Redator da rev. Ecos do Brasil, Genebra, de O Maragato e A Pátria (1932), em Livramento. Professor da Escola Médica Cirúrgica do Rio de Janeiro. Médico na terra natal, a partir de 1918. Redator de A Manhã e da rev. Vitrina, Rio de Janeiro. Médico no Rio de Janeiro. Membro da Soc. Santanense de Med., da qual foi presidente. Membro do Grêmio Santanense de Letras, 1938; do Pen Clube do Brasil; da Soc. Brasileira de Filosofia; e do Instituto Hahnemaniano do Brasil. Cientista, cronista e poeta.

Bibl.: À Propos d’um cas de Lipémie Diabétique, menorial médico, Genebra. Profilaxia das Doenças Mentais, Rio de Janeiro. Como se Deve Curar, divulgação médica, prefácio de Maurício de Medeiros, id, A Noite, 1941; id, 2.ed, Irmãos Di Giorgio, 1954. Medicina Cosmopsicomática, ibid, 1949. Viva Certo: Noções de Honomicultura, ibid, 1959. Cine-Vida, crônicas em jornais de Livramento. Inéditos: Amor-Rex, poemas; Na Onda Carioca, comédia. Poesias de Túlio Chaves – póstumo. Esperantistas, Rio de Janeiro.

CHIOCCHETTI, (?).

Clinicou em Caxias do Sul, em 1907. Especialidade: O. R. L. e Oftalmologia.

CICHERO, Lorenzo.

Diplomado em medicina a 22-07-1893 pela Real Universidade de Gênova. Clinicou em Porto Alegre e em Torres, onde fundou um Centro Educacional para filhos de pescadores. Reg. na D. H. S./RS 417 a 30-05-1934.

CIERI, Vinicius.

Nasceu a 21-11-1921. filho de Rômulo Cieri. Diplomado em medicina a 09-05-1953 pela Faculdade de Medicina de Siena. Casou em Porto Alegre com Fé Emma Piccoli. Reg. na DIFEP/RS, em 21-03-1962. revalidou seu diploma em 14-01-1959.

CINI, Arrigo.

Nasceu em Pisa (PI). Diplomado em medicina em 04-12-1890 pela Real Universidade de Pisa. Sua especialidade era Oftalmologia. Visto consular em Porto Alegrea 17-04-1901 pelo Cônsul S. Ceroni.

CIULLA, Luiz Pinto.

Porto Alegre, RS, 21 jul. 1911 – Porto Alegre, 16 mar.1979. Médico Psiquiatra. Membro fundador da Sociedade de Psiquiatria do RS e da Associação de Saúde Mental. Desempenhou vários cargos ligados à sua especialidade.

Bibl.: Saúde Mental nas Etapas da Vida, estudo, 1.ed., 1976, 209p., Movimento, Porto Alegre. Livro lançado em Fortaleza em 4.9.1976, por ocasião do 4 Congresso Brasileiro de Psiquiatria.

CLAUSEL, Domingos Telechea.

Uruguaiana, RS, 16 abr. 1913. Est. no Ginásio Santana, Uruguaiana, 1918-29. Médico pela Fac. Nac. de Med., Rio de Janeiro, 1935. Secretário da redação de Arquivos Médicos do DES, P. Alegre. Secretário da Educação e Saúde do Município de Uruguaiana, RS. Médico da Higiene Escolar. Assistente de Laboratório do DES e assistente técnico de Pesquisas Parasitológicas do DES. Membro da Soc. de Higiene e Saúde Pública do RS. Médico especialista em Parasitologia e Micologia.

Bibl.: Notas em Torno de um Novo Caso de Cromomicose no Rio Grande do Sul; As Tinhas do Meio Escolar; Espiroquetose Íctero-Hemorrágica; O Surto de Influenza Devido ao Vírus A. Asia 57 no Rio Grande do Sul; Varíola e Alastrim, ver. Hospital S. Paulo, jul. 1965.

CONTU, Paolo.

Nasceu a 17-08-1921 em Orani, Sardenha. Filho de Priamo Contu e Maria Ângela Zicchi. Fez seus estudos primários e secundários em Romadiplomado em medicina em 1947 pela Faculdade de Medicina de Cagliari, Sardenha. Defendeu tese de Livre Docência, em Bolonha no ano de 1953, tornando-se membro da Academia de medicina daquela cidade. Chegou ao Brasil, em 1954, a convite da Universidade de Pernambuco para assumir a cadeira de Anatomia da Faculdade de Medicina, até 1957. naquele ano, transferiu-se para oRio Grande do Sul. A convite do prof. Taufick Saadi, passou a lecionar Anatomia na Faculdade de Medicina de Porto Alegre, UFRGS, em 15-08-1958. publicou "Anatomia de uma Imigração", no Diário Correio do Povo de 09-09-1973. dedicou-se inteiramente a atividade docente. Casado com Dra. Sônia A. Carvalho, deixou os filhos Daniela e Paulo, ele, estudante de medicina. O Prof. Contu faleceu em 24-12-1987, em Porto Alegre.

CORREA, Guilherme Jos.

Médico pela Universidade de Coimbra. Viveu no início do século XIX em Rio Grande, RS, onde foi jornalista.

Bibl.: Publicou artigos no jornal O Noticiador, Rio Grande, do qual foi redator em 1832, e no jornal O Observador, que dirigiu em Rio Grande nos anos de 1832-1834.

CORRA, Joo Piaguau Garcia.

Uruguaiana, RS, 21 jul. 1897 – Porto Alegre, 5 jul. 1966. Médico. Biógrafo. Escritor.

Bibl.: Vida e Obra de Romaguera Corrêa – Escorço biográfico, 1.ed., 1962, 25p., Liv. Globo, Porto Alegre. Antigos e Novos Vocábulos Gaúchos, ensaio, 1.ed., 1965, 105 p. La Salle, Canoas.

CORRA, Jos Romaguera da Cunha.

Livramento, RS, 19 jan. 1863 – Uruguaiana, RS, 27 set. 1910. F.: José Bento Correa e Ana da Cunha Correa. Est. Humanidades no Curso do Prof. Laquintinie, Pelotas, até 1881. Médico pela Fac. de Med. do Rio de Janeiro em 1888. Médico na terra natal e em Quaraí. Conselheiro municipal nesta última cidade, 1891-1896. Médico militar, 1893-1895. Deputado à Assembléia Legislativa do RS, 1895. Médico em Uruguaiana. Intendente municipal dessa cidade, 1900-1904. Foi fundador da Soc. Abolicionista Rio-Grandense, Rio de Janeiro, 1884. Jornalista no Rio de Janeiro, redator da Revista Federal, 1885. Pertenceu à Acad. Rio-Grandense de Letras, 1ª fase, 1902. Foi da Soc. De Med. De P. Alegre. Membro do PR Rio-Grandense. Pesquisador do folclore e do liguajar gaúchos. Irmão de Oscar da Cunha Correa e Rivadávia Correa, pai de Piaguaçu Correa e tio de Ernani Dias Correa e Tasso Correa.

Bibl.: Da Trepanação: Suas Indicações e Contra-Indicações nos Casos de Fratura de Abóbada Craneana, tese de doutoramento, Rio de Janeiro, 1888. Protesto!, panfleto político, Uruguaiana, 1896. Vocabulário Sul-Rio-Grandense, Pelotas, Liv. Universal, 1898; id, 2.ed, P. Alegre, Globo, 1964. Dados estatísticos sobre o Município de Uruguaiana, Uruguaiana, Liv. Guarani, 1902. "Discurso na Assembléia dos Representantes em 25 nov. 1895", in: Vida e Obra de Rivadávia Correa, de seu filho Piaguaçu Correa, P. Alegre, Globo, 1962. "Sobre poesia popular rio-grandense, ibid, 1962. "Júlio de Castilhos e a reorganização do Partido Republicano Brasileiro", artigos, Correio Uruguaianense, Uruguaiana, 1898. "Poesia popular sul-rio-grandense: antologia e estudo", Anuário do RS, P. Alegre, 1889-1890 e 1904. Inédito: Dicionário Geográfico-Histórico e Biográfico do Rio Grande do Sul, iniciado em 1902 (segundo Piaguaçu Correa, o manuscrito está no Instituto Histórico e Geográfico Militar).

CORRA, Nelson Bitencourt.

Porto Alegre, RS, 7 set. 1915. Médico oftalmologista e laringologista. Cronista. Filiado ao CIPEL – Círculo de Pesquisas Literárias, Porto Alegre.

Bibl.: Guaíba: O Rio e a Gente, crônicas, 1.ed., 1974, 176p., Bels, Porto Alegre; 2.ed., 1974, id, ibid. Roteiro de Aventura nas Antigas Fortalezas do Brasil, relato de viagem, 1984, 198p., Metrópole, Porto Alegrre. Nota – Os dois livros foram publicados em parceria com sua esposa, Josina Pereira Corrêa.

CORRA, Peri Riet.

Rio Grande, RS, 20 abr. 1915. Est. no Ginásio Municipal Lemos Júnior, Rio Grande. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre em 1937. Curso de especialização em Pediatria e Higiene Infantil com o Prof. Florêncio Ygartua. Livre-Docente de Fisiologia da Fac. de Med. da UFRGS, P. Alegre. Técnico do Laboratório Gayer. P. Alegre. Prof. de Ciências Fisiológicas da Fac. de Med. da cidade natal, 1970.

Bibl.: "Moderno conceito de clima no tratamento da tuberculose pulmonar", Arquivos Rio-Grandenses de Med., P. Alegre: Enciclopédia do Curso Secundário, em colaboração, P. Alegre, Globo.

COSTA FILHO, Jos Borges Ribeiro.

Rio Grande, RS, 19 fev. 1840 – Rio de Janeiro, 29 jun. 1910. F.: José Borges Ribeiro da Costa e Adelaide Borges Soares. Est. Humanidades na cidade natal e na Escola Central do Rio de Janeiro, por dois anos. Farmacêutico e médico (1875) pela Fac. de Med. do Rio de Janeiro. Preparador de Química Médica e Mineralogia na Fac. citada, 1883. Diretor do Laboratório Nacional de Análises, Rio de Janeiro, 1889. Prof. de Química no Colégio Dom Pedro II, Rio de Janeiro. Membro da Comissão Encarregada de Análises das Águas Minerais de Baependi, MG, da de Poços de Caldas, MG, e da de Caxambu, MG. Membro da Junta Central de Higiene Pública do Rio de Janeiro. Químico. Cavaleiro da Ordem da Rosa.

Bibl.: O Valor das Investigações Termométricas no Diagnóstico, Prognóstico e Tratamento das Pirexias que Reinam no Rio de Janeiro, tese de doutoramento, Rio de Janeiro, 1875. Relatórios sobre as Águas de Baependi, de Campanha e de Caldas, na Província de Minas Gerais, em colaboração com Ezequiel Correia e Souza Lima, Rio de Janeiro, 1875. Teoria dos Radicais, tese de concurso, Rio de Janeiro, 1880. Breve Instrução para a Análise Quantitativa das Substâncias Minerais, em colaboração com Morais e Vale, id, Imprensa Nacional, 1885. "Apontamentos para a análise de vinhos, sep. da Revista dos Cursos Práticos e Teóricos da Fac. de Med. do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1885. A Questão Castro Malta, em colaboração com C. Barata e G. Bulhões, id, Imprensa Nacional, 1888. Análise da Água Mineral da Paraíba do Sul, ibid, 1888. Análise Quantitativa e Qualitativa das Águas Minerais de Caxambu, em colaboração com Augusto César Diogo, Rio de Janeiro, 1894.

COSTA, (J.) Bonifcio (Paranhos da).

Pelotas, 30 nov.1889. Falecido em Porto Alegre. Estudou no Colégio Gonzaga de sua cidade natal. Diplomou-se em Farmácia (1910) e Medicina (1915), sempre pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Tornou-se sanitarista. Participou de muitos congressos e viagens de estudos que incluíram o nordeste do país, o Paraguai e a França. Ocupou posições de chefia no serviço público e foi diretor-geral do Departamento Estadual de Saúde no governo Daltro Filho, quando revolucionou a estrutura, a fiscalização e as ações práticas na área da higiene e da saúde pública no Estado.

Bibl.: "A epilepsia Bravais-Jacksoniana", tese de doutoramento; "A luta contra a tuberculose no Rio Grande do Sul", discurso de encerramento do 2 Congresso Nacional de Tuberculose, realizado em Porto Alegre; muitos trabalhos científicos e de divulgação de conhecimentos de higiene e saúde pública para a população.

COSTA, Pedro Luiz (Belchior da).

Pelotas, 8 jul. 1918 – Porto Alegre, 19 maio 2001. F.: João Paranhos da Costa e Cecília Belchior da Costa. Estudou no Colégio Pelotense e na Escola Normal na cidade em que nasceu e foi professor primário. Fez o pré-médico no Colégio Júlio de Castilhos e formou-se pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1946. Como acadêmico, presidiu a União Estadual de Estudantes e foi orador na cerimônia de lançamento da pedra fundamental do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Cedo iniciou as atividades na Maternidade Mário Totta, em que chegou a diretor. Foi Livre-Docente na faculdade em que se formou e professor Titular da Faculdade Católica (atual FFFCMPA). Participou da organização dos serviços obstétricos no Hospital Ernesto Dornelles e no Hospital de Clínicas, em que foi assessor da direção. Fez parte de 27 comissões julgadoras de defesas de teses de doutoramento e de concursos de docência livre e foi coordenador da assistência médica do INPS. Em 1979 recebeu o título de cidadão de Porto Alegre. Ocupou a cadeira 13 da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina, cujo patrono é o Professor Celestino de Moura Prunes.

Bibl.: Publicou nove livros e muitos trabalhos científicos. Escreveu texto sobre a História da Obstetrícia no Rio Grande do Sul. Participou de congressos, mesas-redondas e escreveu artigos de divulgação de conceitos e cuidados médicos.

COSTA, Rubens Mena Barreto.

Nasceu em P. Alegre, RS. F.: Cantalício Costa e Hermelinda Mena Barreto Costa. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre em 1940. Médico especialista em nutricionismo e divulgador dos bons hábitos alimentares. Prof. da Fac. Católica de Med. de P. Alegre, 1966. Consultor da Seção de Dietética da Secretaria de Educação e Cultura. Irmão de Esther e Marieta Mena Barreto Costa.

Bibl.: Alimentação e Saúde, em colaboração com Joaquina Muniz Reis, P. Alegre, Globo, 1940. Dietética Escolar, P. Alegre, SEC, 1965. "Subnutrição e refeitórios escolares", Arquivos do DES, P. Alegre, n. 5, 1944. "Dietética hospitalar", ibid, n. 6, 1945. Efeitos da Má Nutrição, conferência na Fac. de Med. da UFRGS, P. Alegre, 11 jun. 1968. Alguns Aspectos da Subnutrição, conferência no Rotary Clube de P. Alegre, 15 jul. 1970.

COSULICH, Ricardo Giuseppe.

Nasceu a 23-07-1900 em Gênova. Diplomado em medicina em 19-07-1924 pela Real Universidade Gênova. Desde o ano de 1927, clinicou em Tucunduva, na época pertencente ao Município de Santa Rosa/RS. Em julho de 1942, transferiu-se para Ivorá. Reg. D.H.S./RS em 25-11-1933.

CROSO, Edgardo.

Nasceu a 28-06-1915 em Serravalle Sesia-Vercelli. Filho de Enrico Croso e Alessandrina Croso. Diplomado pela Real Universidade de Turim. Revalidou diploma em 30-09-1949 na Faculdade de Medicina de Porto Alegre.

CRUZ, Jairo (Fernandes).

Porto Alegre, RS, 18 dez. 1918. Médico. Esportista. Trabalhou no Grêmio Futebol Porto-Alegrense, do qual foi diretor.

Bibl.: História do Esporte – Síntese, 1.ed., 1979, 23p. ilustr. Edição do SESI – Serviço Social da Indústria – Difusão Cultural, Porto Alegre. Setenta Anos de Grenal – História do clássico gaúcho, 1.ed., 1980, 72p., ilust., Palloti, Porto Alegre.

CRUZ, Rubens Paim.

Alegrete, RS, 05/05/1911 – 19/10/ 1998. Filiação: Isidro Mattos Cruz e Márcia Alvez Paim Cruz. Formação: Faculdade de Medicina da UFRGS em 1942. Antes da entrada na faculdade, participou da Revolução Constitucionalista. Foi residente na Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre e especializou-se em neuro cirurgia, ginecologia e obstetrícia. Exerceu funções, em Torres e na região, tais como: médico chefe do Posto de Higiene de Torres. Foi o responsável pela primeira maternidade e gabinete odontológico, bem como pela organização e fundação do primeiro hospital da região, o Hospital Nossa Senhora das Graças.

CUNHA, Francisco de Paula Ferreira da.

Rio Grande, RS, 12 set. 1892. Est. prim. no Ginásio Anchieta, P. Alegre; secundário no Instituto Ginasial Júlio de Castilhos, concluído em 1912. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre em 1925. Médico militar por concurso, desde 1927. Chefe de Clínica do Sanatório de Proletários e do Hospital S. José, B. Horizonte. Médico clínico em S. Ângelo, RS, 1943. Foi grande estudioso da tuberculose.

Bibl.: Exame da Incompatibilidade Sangüínea nas Fusões de Urgência, tese de concurso, 1927. "A tuberculose e o Exército", Revista Militar, Rio de Janeiro. "O serviço de saúde na Campanha Italiana da África Oriental", conferência, ibid. "Médicos da tropa e médicos de hospitais", ibid. "O seguro contra a tuberculose a favor das classes armadas do País", Revista da Associação dos Tuberculosos Proletários, B. Horizonte, 15 mar. 1940.

CUOCO, Luigi Almande.

Diplomado pela Real Universidade de Roma. Revalidou diploma em 09-05-1944 na Faculdade de Medicina de Porto Alegre.

CUOCO, Romeu.

 Revalidou diploma em 20-12-1938 na Faculdade de Medicina de Porto Alegre.

CZAKI, Jzef.

Sannik (perto de Varsóvia, Polônia), 1857 – Araucária (PR), 22 maio 1946. Médico pela Universidade de Varsóvia em 1883, dedicou-se às ciências naturais, especialmente à Zoologia e à Mineralogia. Depois de acidentada vida profissional e política em seu país, transferiu-se para Chicago, colaborando no jornal Dziennik Ludowy e fundando a Universidade Popular Polonesa naquela cidade. Em 1914 veio para o Brasil e trabalhou em Curitiba, Porto Alegre e Araucária, tanto na profissão como em assistência social aos seus patrícios e escrevendo para jornais da Polônia e do Brasil. Reuniu um valioso acervo zoológico e etnográfico, que enviou ao Muzeum Przyrodnicze Panstwowe w Warszawie e que se encontra em sala batizada com seu nome.
Bibl.: Co powinnismy wiedziec o wezach Poludniowej Ameryce, Kurytyba, Naklad Wiasny, 1929, 33 p. Segundo o Padre Jan Pitón, escreveu outras obras, sobre doenças tropicais, as cobras venenosas no Brasil, etc.

DE SIMOMI, Andra.

     
Nasceu em 16-06-1900 em Turim. Filho de Attilio de Simoni. Diplomado em medicina a 31-12-1924 pela real Universidade de Pavia.desde o ano de 1926 executou medicina no Município de Santo Ângelo/RS

DE SIMONI, Vicenzo.

  
Diplomado em medicina pela Real Universidade de Nápoles. Revalidou seu diploma em 24-03-1913 na Faculdade de Medicina de Porto Alegre. Clinicou em Aratiba e Erechim/RS.

DEL MESE, Renato.

    
NASCEU A 06-12-1899 em Bruciatti, Lanciano, Chicti. Diplomado em 1924 pela Real Universidade de Roma. Especializou-se em radiologia na Bélgica. Era clinico e cirurgião de renome. Trabalho no Hospital Nossa Senhora da Pompéia. Exerceu a direção do Hospital "Dr. Del Mese", fundado em 14-10-1939. transferiu-se para o município de Getulio Vargas/RS. Faleceu no ano de 1960, em Caxias do sul. Progenitor de Flávio Lupo Trimalcione Del Mese, residente em Porto Alegre.
 

 

DEL PRETE, Giulio.

 
Nasceu a 28-12-1897 em Lucca. Diplomado em medicina pela Real Universidade de Pisa. Em 1916, em Modena inscreveu-se como voluntário no curso para oficiais, seguindo para o front de guerra. Em 1918, foi enviado para combate na Macedônia pelo que foi condecorado com medalha de mérito de guerra. Foi o primeiro médico italiano a chegar a Alfredo Chaves (Veranópolis), no ano de 1921. clinicou também em Nova Prata e Lagoa Vermelha. Construiu casa de saúde. Em 10-11-1923, revalidou seu diploma na Faculdade de Medicina de Porto Alegre. Mário Gardelin descreve os traços marcantes de sua personalidade, Não somente como médico competente, mas humanitário com virtudes de intelectual e médico.

DI DONATO, Donato.

   
Nasceu a 10-12-1882 em Castelnuovo di Cxonza-Salermo. Diplomado em medicina a 30-07-1900 pela Real Universidade de Nápoles. Filho de Francesco e de Camila Ricciardi. Revalidou seu diploma em 14-11-1908, na Faculdade de Medicina de Porto Alegre. Aprovado plenamente. Reg. da D.H.S./RS em 05-12-1932.
 

DI PRIMIO, Raul (Franco).

 Nasceu no RS. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre. Diplomado em Microbiologia pelo Instituto Osvaldo Cruz, Rio de Janeiro e em Higiene e Saúde Pública pela Universidade do Brasil, Rio de Janeiro. Médico especializado em Parasitologia. Catedrático de Antropologia da PUC, P. Alegre. Catedrático da Fac. de Med. e da Fac. de Farmácia da UFRGS, P. Alegre. Dirigiu o Leprosário Itapuã, Viamão, e o Amparo Santa Cruz, Belém Velho, P. Alegre. Prof. emérito da UFRGS, 1969. Membro do Rotary Clube de P. Alegre, da Soc. de Biologia do Rio de Janeiro, da Soc. de Higiene e Med. Tropicais do Rio de Janeiro. Aluno de Carlos Chagas, foi o grande estudioso da doença de Chagas no Rio Grande do Sul.

Bibl.:

Doença de Chagas e Regionalismo Gaúcho, estudo, P. Alegre, Globo, 1959. Da Influência dos Fenômenos Meteorológicos e das Condições Geográficas sobre os Parasitas Animais e as Parasitoses, id. Estudo sobre os Sinos Pneumáticos da Ilha das Cobras, id. O Hospital; Colônia de Curupaiti; Operações de Guerra e Malária, estudo médico. "Triatomídeos do Rio Grande do Sul", id, Anais da Fac. de Med. de P. Alegre, P. Alegre, n. 11, jan./dez. 1951. "Habitação rural à prova de triatoma", ibid, v. 8, n. 45, jan./fev. 1952. Estudo sobre a Recuperação Sanitária e Elevacão do Nível Econômico da Zona Malarígena de Torres, P. Alegre, 1953. O Fazendeiro Gaúcho e a Doença de Chagas, estudo médico. Aspectos da Situação Sanitária de Torres, conferência proferida na Boite Marisco,

DIFINI, Felicssimo.

 
P. Alegre, RS, 14 maio 1900. Est. no Ginásio Anchieta, P. Alegre, 1908-1915. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre em 1921. Médico especializado em Química e Pediatria. Assistente de Clínica Pediátrica Médica e Higiene Infantil da Fac. citada, 1922-1931. Livre-Docente de Química Fisiológica e chefe de Laboratório da mesma Fac., 1932. Titular da Divisão Administrativa do DES. P. Alegre. Diretor desse órgão em 1943. Clínico em P. Alegre.

Bibl.: Da Reação de Noguchi, tese de doutoramento, P. Alegre, 1921. Classificação Periódica dos Elementos, tese de concurso, id, 1932. "Formação da consciência sanitária no Rio Grande do Sul", in: Panteon Médico Rio-Grandense, S. Paulo, Ramos, Franco Ed., 1943. 

DONADIO, Giuseppe Nicola.

Diplomado pela Real Universidade de Nápoles em 1938.
 

DONATELLI, Guido.

Diplomado em medicina. Clinicou no Município de Guaporé, sendo o diretor do "Sanatório Vespasiano Correa".  

DOURADO, ngelo (Cardoso).


Salvador, BA, 6 nov. 1857 – Rio Grande, RS, 23 out. 1905. F.: Ângelo Custódio Pereira e Filomena da Silva Dourado. Médico pela Fac. de Med. da BA em 1880. Como médico, prestou serviços ao Exército. Presidente da Junta Administrativa de Bagé, 1890. Participou da Revolução Federalista de 1893. Médico em Bagé, 1902. Médico oculista em Rio Grande. Político e teatrólogo.

Bibl.: O Médico dos Pobres, drama, BA, 1876. Operação Cesariana, tese de doutoramento, id, 1880. Voluntários do Martírio: Fatos e Episódios da Guerra Civil, no livro há versão apaixonada da revolução federalista e o relato da agonia de Gumercindo Saraiva. Pelotas, Liv. Americana, 1896. As Minas de Ouro, dramas sertanejos, Rio Grande, Tip. Trocadero, 1897. O Impaludismo no Rio Grande do Sul, estudo, id, Liv. Rio-Grandense, 1900. A Situação Política do Brasil, Jaguarão, Tip. do Comércio, 1905. Reforma Constitucional, discurso, publicação póstuma, Gráf. da Gazeta do Povo, BA, 1912.

DUARTE, Eduardo

P. Alegre, RS, 4 fev. 1874 – Veranópolis, RS, 9 dez. 1962. Est. secundários na Escola Normal de P. Alegre. Médico pela Escola Médico-Cirúrgica de P. Alegre em 1919. Conselheiro Municipal em Alfredo Chaves, 1906. Funcionário público estadual no RS desde 1916. Serviu no Arquivo Público do Estado, P. Alegre, e como inspetor escolar. Foi professor em Veranópolis a partir de 1898 e diretor do Departamento de História do Museu do Estado. Historiador e biógrafo. Assinava às vezes com as iniciais E.D. Co-fundador do IHGRS, do qual foi secretário perpétuo.

Bibl.:

A Epopéia Farroupilha, P. Alegre, 1935; id, 2.ed., id, UGES, 1957-1958. "A opulência do Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul", conferência em 19 fev. 1926, sep. da Revista do Arquivo Público, P. Alegre, 1928. "Garibáldi, Rosseti e Zambecari", artigo histórico, sep. da Revista do IHGRS, id, 1932. O Centenário da Colonização Alemã no Rio Grande do Sul, coletânea, P. Alegre, Tip. do Centro, 1946. "O passo inicial da Grande Revolução", Congresso Sul-Rio-Grandense de Geografia e História, 4. Anais, P. Alegre, 1946. "Tributo de sangue: Batalha do Passo do Rosário: Guerra do Paraguai", Congresso de História e Geografia de S. Leopoldo. Anais, P. Alegre, 1947. Luís Rosseti, in memoriam, P. Alegre, Tip. Alemã, 1948. A Eucaristia e o Sentimento Religioso no Velho Rio Pardo, P. Alegre, 1948. Pe. Mateus Pasquali e seu Curato (1886-1906), conferência, Veranópolis, Tip. Pessato, 1953. Síntese Histórica de Veranópolis, comemorativa do 60o aniversário de sua emancipação, P. Alegre, Ed. S. Maria, 1958. "Ofícios de Bento Manoel Ribeiro ao Barão de Caxias", Revista do IHGRS, P. Alegre, n. 19/20, 1925. "Arquivo particular do Cap. Joaquim Gonçalves da Silva", ibid, n. 21/22, 1926. "Os canhões de Garibáldi", ibid, n. 27, 1927. "A fundação de São Sepé", ibid, n. 37, 1930. "Poetas da Grande Revolução", ibid, n. 43/44, 1931. "Os primórdios da Grande Revolução", palestras, ibid, n. 43/44, 1931. "A navegação a vapor no Rio Grande do Sul", ibid, n. 48, 1932. "Um vulto da Revolução de 1835", Correio do Povo, P. Alegre, 18 maio 1933. "Sete de Setembro", conferência, Revista do IHGRS, P. Alegre, n. 72, 1938. "Velhos documentos rio-grandenses", ibid, n. 96, 1944. "General Souza Docca", necrológio, ibid, n. 98, 1945. "Retrospecto da vida do Instituto", discurso, ibid, n. 99, 1945. "No 27o Aniversário do Instituto", id, ibid, n. 105/108, 1947. "Visconde de São Leopoldo", conferência, ibid, id, 1947. "A Eucaristia e os sentimentos religiosos", id, ibid, 1947. "Velhos fortes", Revista do Museu e Arquivo Histórico, P. Alegre, n. 5, 1955. "Francisco Pinto Bandeira: sertanista e soldado", ibid; n. 7, 1957. "Meu encontro com Assis Brasil", memórias, ibid, n. 9, 1958. "A blasfêmia na vida colonial", artigo, Correio do Povo, P. Alegre, 24 out. 1959.
 

DUPRAT (Filho), Augusto.

 Recife, PE, 14 maio 1865 – Rio Grande, RS, 10 abr. 1940. F.: Augusto Duprat e Marie Louise Octave Mazeron Duprat. Est. em Paris desde 1883. Doutor em Medicina pela Fac. de Med. de Paris. Externo em hospitais de Paris. Veio para Rio Grande, RS, em 1893, após revalidar seu diploma na Fac. de Med. do Rio de Janeiro em 1892. Clínico geral e pediatra. Subinspetor da Saúde dos Portos do RS, 1921-1935. Membro da Comenda Brasileira de Estudos na Exposição Universal de Paris. Especialização em Pesquisa de Patologia Experimental. Grande apóstolo da Santa Casa de Misericórdia de Rio Grande. Portador das Palmas Acadêmicas de França, recebidas em 1907. É patrono da cadeira 6 da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina, de que é titular o doutor Laviera B. Laurino.

Bibl.:

Contribution à L’Étude des Troubles Moteurs Psychiques, tese de doutoramento, Paris, 1892. A Ação Fisiológica da Jurubeba, do Cabecinho e do Salicilato de Mercúrio, comunicação médica. Notas de Terapêutica Infantil, prefácio do Dr. Moncorvo, Rio Grande, Liv. Americana, 1894. Reflexões Sobre a Defesa Sanitária da Cidade do Rio Grande, em colaboração com Leonel Gomes Velho, Rio Grande, 1905.

 

DUTRA, Arnaldo.


P. Alegre, RS, 1 jul. 1888 – P. Alegre, 20 maio 1929. F.: Miguel Antônio Dutra e Leopoldina Dutra. Médico pela Escola Médica Cirúrgica, P. Alegre, 1926. Médico e funcionário dos Correios e Telégrafo em P. Alegre. Jornalista, diretor de O Imparcial, 1916-1918, e Gazeta do Povo, 1920, ambos em P. Alegre. Teatrólogo. Irmão de Otávio Dutra, cunhado de Waltrudes Paes e tio de Voltaire Dutra Paes.

Bibl.: Tipos Tipas, comédia-revista, parceria com P. Dutra, 1918 (9/8), rep. pela Cia. Nacional de Comédias e Revistas no Teatro Coliseu, Porto Alegre. Ai, o meu Cacete, revista com P. Dutra, 1918 (?), rep. pelo Grupo Teatral do Cordão Carnavalesco "Rei da Pândega", Porto Alegre.

 

DUTRA, Joo (Fialho).

Pinhalzinho, município de Gravataí (então Aldeia dos Anjos), RS, 29 mar. 1862 – S. Leopoldo, RS, 20 mar. 1939. F.: Manoel Inácio Dutra e Justina Inácia de Jesus Fialho Dutra. Est. no Colégio N. Sa. Conceição, S. Leopoldo. Médico pela Fac. de Med. do Rio de Janeiro em 1887. Médico em S. Leopoldo. Abandonou cedo a profissão para se dedicar por inteiro aos estudos de Botânica, ciência em que adquiriu renome internacional. Propagandista da República. Irmão de José Fialho Dutra.

Bibl.: A Medicina na Alopatia, tese de doutoramento, Rio de Janeiro, 1887. "A flora pteridófita do Rio Grande do Sul", obra póstuma, sep. da Reunião Sul-Americana de Botânica, 1. Anais, Rio de Janeiro, tip. Jornal do Comércio, v.2, 1940. "As árvores do Rio Grande do Sul", em colaboração com Hermann von Ihering, Anuário do RS, P. Alegre, edições de 1892 e 1900; id, 2.ed., Revista do Arquivo Público do RS, id, n. 21, dez. 1928. "Relação científica de árvores brasileiras", Anuário do RS, id, edições de 1902 a 1910. "As árvores do Rio Grande do Sul", trabalho homônimo ao de 1892 e 1900, mas de sua exclusiva autoria, ibid, edições de 1906 a 1910. Inédita: Filicíneas do Rio Grande do Sul, estudo botânico.

 

DUTRA, Otvio.

 
P. Alegre, RS, 3 dez. 1884 – P. Alegre, 9 jul. 1937. F.: Miguel Antônio Dutra e Leopoldina Dutra. Médico. Prof. de Música em P. Alegre. Compositor de música popular dos mais conceituados da época no RS. Teatrólogo. Irmão de Arnaldo Dutra, cunhado de Waltrudes Paes e tio de Voltaire Dutra Paes.

Bibl.: Tipos e Tipas, rev. de parceria com Arnaldo Dutra, estreada pelo Conjunto Teatral do C. C. Rei da Pândega, P. Alegre. Ai, o meu Cacete!, id, ibid, P. Alegre. Como é o Tempero?, id, em parceria com Waltrudes Paes, estreada pela Cia. Adolfo Aveiro, Teatro Coliseu, P. Alegre. O Coronel Pereira, id, estreada em P. Alegre. Rancho Abandonado, burlesca, id, 1936. Todas essas peças tiveram música do próprio Otávio Dutra.

 

 

DUTRA, Oswaldo Passos.

Cachoeira, BA, 5 dez. 1912. F.: Pedro Rodrigues D’Utra e Albertina Passos D’Utra. Est. na cidade natal e em Salvador, BA, onde concluiu os preparatórios. Médico pela Fac. de Med. da BA. Médico do Pronto Socorro do Rio de Janeiro.Realizou cursos de aperfeiçoamento na Cruz Vermelha Brasileira e no Hospital de Pronto Socorro, no Rio de Janeiro. Publicou um trabalho intitulado “Atrepsia vaginal- Utero didelfo”, à Sociedade Acadêmica Alfredo Brito de  Salvador.  Médico auxiliar do Posto de Higiene do DES, S. Gabriel, RS. Médico e cirurgião em S. Gabriel desde 1939. Membro da AMRIGS. Especializou-se em clínica cirúrgica.

 

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

 

DUTRA, Viriato (Pereira).

S. Borja, RS, 16 jul. 1891. F.: Florentino Pereira Dutra e Perpétua da Rocha Dutra. Est. prim. na cidade natal; secundário no Instituto Ginasial Júlio de Castilhos, P. Alegre. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre em 1916. Cursos de aperfeiçoamento em Paris, 1918-1919. Médico especializado em Clínica e Cirurgia Geral. Diretor do jornal O Popular, Júlio de Castilhos, 1917-1926. Membro do Conselho Municipal de Júlio de Castilhos, o qual presidiu de 1928 a 1930; do Conselho Consultivo local, 1931-1934. Dep. à Assembléia Constituinte do RS, 1935 e à Assembléia Legislativa do RS, 1935-1937. Secretário da Agricultura do RS, 1937-1938. Tio de Tarso Dutra.
 Bibl.: Diagnóstico e Tratamento das Pneumopotias Hunterianas, tese de doutoramento, P. Alegre, 1916. “A terra onde nasceu Júlio de Castilhos”, Revista do IHGRS, P. Alegre, n. 83, 1941. “Adagiário gaúcho” (comentário com contribuições), rev. Província de São Pedro, id, n. 14, 1947. “Vila Rica”, Revista do IHGSM, S. Maria, n. 2, jul. 1964. “Como nasceu Antônio Chimango”, artigo, 1972 (2/8), publ. no Correio do Povo, Porto Alegre. “Jorge Luís Borges e seu ensaio biográfico”, artigo, 1973 (13/6), publ. no Correio do Povo, Porto Alegre. Na Estrada da Vida – Memórias, 1973, 109 p., s/ed., Júlio de Castilhos, RS.

DUVAL, Paulo (dos Santos).

Pelotas, RS, 17 dez. 1913. F.: José Fernandes Duval Júnior e Ercília Galibern dos Santos Duval. Médico oculista na cidade natal. Crítico de arte e pesquisador.
 Bibl.: “A barca a vapor Liberal: o início da navegação a vapor no Rio Grande do Sul e na Marinha de Guerra no Brasil”, Congresso Sul-Rio-Grandense de Geografia e História, 4. Anais, P. Alegre, v. 1, 1946. “A barca a vapor Liberal na Guerra dos Farrapos... Incorporados e primeiros vapores, tese, 1946, publ. vol. 1 dos Anais citados. “Apontamentos sobre o teatro no Rio Grande do Sul e síntese histórica do Teatro 7 de abril de Pelotas”, Revista do IHGRS, P. Alegre, n. 97, 1945. “As duas primeiras radiografias feitas no Brasil: cinqüentenário da segunda”, rev. Medicina e Cirurgia, v. 10, n. 2, maio/ago. 1948. “Síntese histórica de Pelotas”, rev. Sul Ilustrado, id, 1949. “Documentos navais existentes no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro”, Revista Marítima Brasileira, Rio de Janeiro, 4o trimestre, 1946, 3o de 1951, 2o de 1952 e 3o de 1953. “Hipólito da Costa e o Rio Grande do Sul”, artigo, Correio do Povo, P. Alegre, 10 ago. 1958. “Hipólito da Costa e o Rio Grande do Sul”, artigo, Correio do Povo, P. Alegre, 16 ago. 1958
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DUVAL, Paulo (dos Santos).

Pelotas, RS, 17 dez. 1913. F.: José Fernandes Duval Júnior e Ercília Galibern dos Santos Duval. Médico oculista na cidade natal. Crítico de arte e pesquisador.
 Bibl.: “A barca a vapor Liberal: o início da navegação a vapor no Rio Grande do Sul e na Marinha de Guerra no Brasil”, Congresso Sul-Rio-Grandense de Geografia e História, 4. Anais, P. Alegre, v. 1, 1946. “A barca a vapor Liberal na Guerra dos Farrapos... Incorporados e primeiros vapores, tese, 1946, publ. vol. 1 dos Anais citados. “Apontamentos sobre o teatro no Rio Grande do Sul e síntese histórica do Teatro 7 de abril de Pelotas”, Revista do IHGRS, P. Alegre, n. 97, 1945. “As duas primeiras radiografias feitas no Brasil: cinqüentenário da segunda”, rev. Medicina e Cirurgia, v. 10, n. 2, maio/ago. 1948. “Síntese histórica de Pelotas”, rev. Sul Ilustrado, id, 1949. “Documentos navais existentes no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro”, Revista Marítima Brasileira, Rio de Janeiro, 4o trimestre, 1946, 3o de 1951, 2o de 1952 e 3o de 1953. “Hipólito da Costa e o Rio Grande do Sul”, artigo, Correio do Povo, P. Alegre, 10 ago. 1958. “Hipólito da Costa e o Rio Grande do Sul”, artigo, Correio do Povo, P. Alegre, 16 ago. 1958
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ESCOBAR, Caio (Csar Fontoura).

 P. Alegre, RS, 29 jan. 1902. F.: Pedro Escobar e Maria da Conceição da Fontoura Escobar. Est. no Instituto Ginasial Júlio de Castilhos, P. Alegre e no Colégio Militar de P. Alegre. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre em 1936. Chefiou a Estância de Águas de Iraí.
 Bibl.: Esboço para um Plano de Colonização de Terras do Brasil, S. Ângelo, Tip. Becker, 1941. Proposta para a Organização de um Serviço de Técnica Químico-Bateriológica para o Controle do Funcionamento das Construções Sanitárias: Água e Esgotos.

ESCOSTEGUY, Pedro Geraldo.

 Médico, poeta e artista plástico. Nascido em 14 de julho de 1916, em Santana do Livramento; faleceu em Porto Alegre, em 28 de junho de 1989.
Cedo veio estudar na capital, formando-se em Medicina em 1938, pela Universidade Federal do RS. Em 1940, casa-se com Marilia Utinguassu, filha do médico Octávio S. Utinguassu, com quem terá duas filhas: Norma, também médica e Solange, artista plástica.
Como médico, foi clínico e gastrenterologista, tendo sido fundador, como referiu Ernesto Liopart Castro, com detalhes, junto com Salvador Gonzales e Manoel Loforte Gonçalves, em 1952, da Sociedade de Gastrenterologia do RS, da qual foi membro ativo até sua transferência para o Rio de Janeiro, em 1960. Teve participação em congressos nacionais e internacionais, apresentando trabalhos em sua especialidade. Médico concursado do ex-IAPI, exerceu por vários anos a chefia da Perícia Médica.
Sua trajetória artística concomitante é peculiar no contexto de nossas letras, pois migra da poesia para o conto, chegando às artes plásticas, retornando ao verso, num constante movimento que desenha um percurso bastante inquieto. No início dos anos cinqüenta, publicou Entre Imagens e Canções e Adágio. Da sua participação no Grupo Quixote resultaram Canto à Beira do Tempo, Poesia Quixote (1956), A Palavra e o Dançarino, deixando inéditos os poemas de Madrugadas Primitivas. Raymundo Faoro, na apresentação de Poesia Quixote, observa que o artista, vigia e controla o poeta, na justa medida, refletindo o pudor do extravasamento lírico. Nessa fase, engajou-se em projetos da área cultural, que alcançaram sua expressão máxima no Primeiro Festival Brasileiro de Poesia, realizado em Porto Alegre, RS, seguido do evento Praça Pública para Poesia, sob o slogan “O povo tem direito à poesia”.
Na década de sessenta, transferiu-se para o Rio de Janeiro, para fazer o curso do ISEB (Instituto Superior de Estudos Brasileiros), onde defendeu a tese intitulada Autenticidade e Nacionalismo, aprovada com louvor, enquanto seguia suas atividades médicas no IAPI.
Nesse período, passou a escrever anticontos, na revista O Cruzeiro. A propósito desses, Donaldo Schüler, em A Poesia no Rio Grande do Sul, afirma que “entramos em um terreno em que poema e conto já não se distinguem mais”. Iniciou então uma estreita convivência com artistas plásticos e integrou o movimento Nova Objetividade. Comentando a sua atuação no grupo, Hélio Oiticica diz, em Aspiro ao grande labirinto: “Pedro propõe-se ao objeto semântico, onde impera a lei da palavra, palavra-chave, palava protesto, onde o lado poético encerra sempre uma mensagem social.(...) É ele uma espécie de anjo bom da Nova Objetividade”. Tomou parte em mais de dez salões de Arte Moderna de âmbito nacional e em duas Bienais de São Paulo. Participou ainda de Opinião 65 e 66, no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro, em cujo catálogo, o crítico de arte Frederico Moraes escreve que “o artista, primeiramente poeta, usou a imagem para confirmar a palavra”.
No início dos anos oitenta, retornou a Porto Alegre, já aposentado na Medicina, e se reencontrou com antigos (e novos) companheiros do Grupo Quixote. Foi em meio à organização do Livro dos Haicais e da criação do Tarô Poético que faleceu. Desde 1990, todo seu arquivo pessoal foi disponibilizado para pesquisa desenvolvida no Curso de Pós-Graduação em Letras da PUCRS, criando-se o Acervo Literário Pedro Geraldo Escosteguy – ALPGE – que tem dado origem a várias publicações.
Foi homenageado no II e III Poetar, promoção da Secretaria Municipal de Cultura, em P. Alegre, nos anos de 1991 e 1993.
Sua obra poética encontra-se em Poesia Reunida (1996), edição póstuma, organizada por Marta Goya, que recebeu Menção Honrosa no Prêmio Açorianos de 1997.
Ao exercer tão diferentes atividades, como a medicina, a poesia e as artes plásticas, mostrou-se sempre arejado e arrojado, ao percorrer seus vários espaços de criação.
(Franklin Cunha)

ANTICONTO
(Publicado na revista O Cruzeiro, em 1960)

Papel de cor. Taquara seca. Novelo e barbante.
Grude de farinha de trigo cozido no canto do fogão.
Papel de cor.
A pandorga nasceu das mãos do menino,
entre armação e rabo-de-cometa.
Lá fora a várzea de sol e vento
exigia um morro.

Se eu fizesse
uma pandorga
bem grande
passearia por cima
do mundo

Tensa e brilhante, a pandorga subiu
entre o céu e o menino. Íntima das gaivotas e dos aviões.
As gaivotas evoluíam admiradas do seu corpo
colorido pairando sobre o mar. Os aviadores
abanavam para a infância perdida.

Gaivotas Gaivotas
Pandorga
Verdes-canais-de-vento

Serena e tensa, sua volúpia de altura consumiu
os braços de cordão. Tensa e brilhante
arrastou o menino para os limites da árvore.
E fez explodir a idéia de perseguir seus galhos.
Com muito cuidado, para não enredar-se
nas folhas. Primeiro o mais baixo,
Como um degrau para a imensidão.
Depois o segundo degrau, menos rugoso. O terceiro.
O quarto, onde surpreendeu um ninho. Mas os olhos estavam na pandorga. Serena e tensa.
Subindo. Mensagem para as estrelas.
Galgou outro degrau.
Não se sabe como foi.

À noite, gente inquieta procurava o menino
que fora soltar pandorga
alguém se lembrou de olhar o céu.
Alta e serena, sim, lá estava a pandorga,
resíduo de sonho de um menino silencioso.
Frágil Menino Jesus ante Reis Magos despojados.

ESCOSTEGUY, Pedro Geraldo.

 Médico, poeta e artista plástico. Nascido em 14 de julho de 1916, em Santana do Livramento; faleceu em Porto Alegre, em 28 de junho de 1989.
Cedo veio estudar na capital, formando-se em Medicina em 1938, pela Universidade Federal do RS. Em 1940, casa-se com Marilia Utinguassu, filha do médico Octávio S. Utinguassu, com quem terá duas filhas: Norma, também médica e Solange, artista plástica.
Como médico, foi clínico e gastrenterologista, tendo sido fundador, como referiu Ernesto Liopart Castro, com detalhes, junto com Salvador Gonzales e Manoel Loforte Gonçalves, em 1952, da Sociedade de Gastrenterologia do RS, da qual foi membro ativo até sua transferência para o Rio de Janeiro, em 1960. Teve participação em congressos nacionais e internacionais, apresentando trabalhos em sua especialidade. Médico concursado do ex-IAPI, exerceu por vários anos a chefia da Perícia Médica.
Sua trajetória artística concomitante é peculiar no contexto de nossas letras, pois migra da poesia para o conto, chegando às artes plásticas, retornando ao verso, num constante movimento que desenha um percurso bastante inquieto. No início dos anos cinqüenta, publicou Entre Imagens e Canções e Adágio. Da sua participação no Grupo Quixote resultaram Canto à Beira do Tempo, Poesia Quixote (1956), A Palavra e o Dançarino, deixando inéditos os poemas de Madrugadas Primitivas. Raymundo Faoro, na apresentação de Poesia Quixote, observa que o artista, vigia e controla o poeta, na justa medida, refletindo o pudor do extravasamento lírico. Nessa fase, engajou-se em projetos da área cultural, que alcançaram sua expressão máxima no Primeiro Festival Brasileiro de Poesia, realizado em Porto Alegre, RS, seguido do evento Praça Pública para Poesia, sob o slogan “O povo tem direito à poesia”.
Na década de sessenta, transferiu-se para o Rio de Janeiro, para fazer o curso do ISEB (Instituto Superior de Estudos Brasileiros), onde defendeu a tese intitulada Autenticidade e Nacionalismo, aprovada com louvor, enquanto seguia suas atividades médicas no IAPI.
Nesse período, passou a escrever anticontos, na revista O Cruzeiro. A propósito desses, Donaldo Schüler, em A Poesia no Rio Grande do Sul, afirma que “entramos em um terreno em que poema e conto já não se distinguem mais”. Iniciou então uma estreita convivência com artistas plásticos e integrou o movimento Nova Objetividade. Comentando a sua atuação no grupo, Hélio Oiticica diz, em Aspiro ao grande labirinto: “Pedro propõe-se ao objeto semântico, onde impera a lei da palavra, palavra-chave, palava protesto, onde o lado poético encerra sempre uma mensagem social.(...) É ele uma espécie de anjo bom da Nova Objetividade”. Tomou parte em mais de dez salões de Arte Moderna de âmbito nacional e em duas Bienais de São Paulo. Participou ainda de Opinião 65 e 66, no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro, em cujo catálogo, o crítico de arte Frederico Moraes escreve que “o artista, primeiramente poeta, usou a imagem para confirmar a palavra”.
No início dos anos oitenta, retornou a Porto Alegre, já aposentado na Medicina, e se reencontrou com antigos (e novos) companheiros do Grupo Quixote. Foi em meio à organização do Livro dos Haicais e da criação do Tarô Poético que faleceu. Desde 1990, todo seu arquivo pessoal foi disponibilizado para pesquisa desenvolvida no Curso de Pós-Graduação em Letras da PUCRS, criando-se o Acervo Literário Pedro Geraldo Escosteguy – ALPGE – que tem dado origem a várias publicações.
Foi homenageado no II e III Poetar, promoção da Secretaria Municipal de Cultura, em P. Alegre, nos anos de 1991 e 1993.
Sua obra poética encontra-se em Poesia Reunida (1996), edição póstuma, organizada por Marta Goya, que recebeu Menção Honrosa no Prêmio Açorianos de 1997.
Ao exercer tão diferentes atividades, como a medicina, a poesia e as artes plásticas, mostrou-se sempre arejado e arrojado, ao percorrer seus vários espaços de criação.
(Franklin Cunha)

ANTICONTO
(Publicado na revista O Cruzeiro, em 1960)

Papel de cor. Taquara seca. Novelo e barbante.
Grude de farinha de trigo cozido no canto do fogão.
Papel de cor.
A pandorga nasceu das mãos do menino,
entre armação e rabo-de-cometa.
Lá fora a várzea de sol e vento
exigia um morro.

Se eu fizesse
uma pandorga
bem grande
passearia por cima
do mundo

Tensa e brilhante, a pandorga subiu
entre o céu e o menino. Íntima das gaivotas e dos aviões.
As gaivotas evoluíam admiradas do seu corpo
colorido pairando sobre o mar. Os aviadores
abanavam para a infância perdida.

Gaivotas Gaivotas
Pandorga
Verdes-canais-de-vento

Serena e tensa, sua volúpia de altura consumiu
os braços de cordão. Tensa e brilhante
arrastou o menino para os limites da árvore.
E fez explodir a idéia de perseguir seus galhos.
Com muito cuidado, para não enredar-se
nas folhas. Primeiro o mais baixo,
Como um degrau para a imensidão.
Depois o segundo degrau, menos rugoso. O terceiro.
O quarto, onde surpreendeu um ninho. Mas os olhos estavam na pandorga. Serena e tensa.
Subindo. Mensagem para as estrelas.
Galgou outro degrau.
Não se sabe como foi.

À noite, gente inquieta procurava o menino
que fora soltar pandorga
alguém se lembrou de olhar o céu.
Alta e serena, sim, lá estava a pandorga,
resíduo de sonho de um menino silencioso.
Frágil Menino Jesus ante Reis Magos despojados.

ESPNDOLA, Joo Evangelista (Batista).

 Rio Grande, RS, dez. 1860 – Curitiba, PR, 9 jan. 1934. F.: Francisco de Abreu Espíndola e Ana Gomes de Oliveira Espíndola. Médico pela Fac. de Med. do Rio de Janeiro em 1883. Médico em Paranaguá, PR, 1885-1895 e diretor da Santa Casa local. Inspetor de saúde do Porto de Paranaguá e diretor da Higiene Municipal na mesma cidade. Médico em Curitiba desde 1895, tendo sido ali diretor da Santa Casa, por mais de 20 anos. Médico adjunto da Guarnição Federal. Inspetor federal do Ensino. Suplente de Juiz Federal. Diretor da Higiene Municipal. Membro do Conselho Penitenciário do Estado. Prof. da Fac. de Med. do PR. Diretor do Hospital Osvaldo Cruz. Deputado à Assembléia Legislativa do PR. Diretor da Casa de Saúde Dr. Espíndola, Curitiba, 1912. Jornalista, fundou e dirigiu O Século, Paranaguá, 1894, e A Razão, id. Co-fundador da Associação Médica do PR. Secretário-geral da filial da Cruz Vermelha do PR.
 Bibl.: Da Isquemia Cirúrgica e de sua Influência sobre os Resultados das Operações Cirúrgicas, tese de doutoramento, Rio de Janeiro, 1883. A Tuberculose: Superalimentação, artigos de imprensa coletados em livro, Curitiba, 1901. Universidade do Paraná, discurso no 1o aniversário de sua fundação, 1914. Folhas Volantes, com o pseudônimo de Oliveira Duarte. Notas a Lápis, com o pseud. de Olívia Dias. Fagulhas, com o pseud. de Ribaixinho. Silhuetas, com o pseud. de Helênio. Notas Contemporâneas, com o pseud. de Caio Mário. Notas, com o pseud. de Repórter.

ESPRITO, Poli Marcelino.

Porto Alegre, 3 jan.1903. Falecido em Porto Alegre. F.: Poli Adolpho Victorio e Jesuína Faller Poli. Formou-se pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1931. Médico sanitarista, trabalhou no Serviço de Proteção à Infância. Foi chefe do Serviço de Higiene Escolar do DES. Foi o primeiro chefe do Departamento de Medicina Social da Faculdade de Medicina da URGS (1971), quando era chamado Departamento de Medicina Preventiva, Saúde Pública e Medicina do Trabalho. Também foi professor de Anatomia na Escola Superior de Educação Física.
 Bibl.: “Assistência médica aos escolares”, em colaboração com a Dra. Estela Budianski, in: Panteão Médico Rio-Grandense – síntese cultural e histórica – Franco e Ramos, São Paulo, 1943. Artigos de divulgação científica, palestras, ação em comunidades e escolas.

ESTEVES, Aldehir Luiz. Curitiba,

 PR, 4 mar. 1913. F.: Galdino Esteves e Maria da Luz Esteves. Est. prim. em Caçapava, S. Paulo, e no Rio de Janeiro; secundário no Rio de Janeiro, com o prof. Alfeu Portela, e no Curso Freycinet. Médico pela Fac. de Med. do Rio de Janeiro em 1936. Médico interno do Serviço de Otorrinolaringologia do prof. Sanson, Rio de Janeiro; do Asilo Santa Isabel, 1937; e do DES do RS, Porto Alegre, desde 1938, tendo no mesmo chefiado o Serviço de Tracomologia. Médico especialista de Otorrinolaringologia em P. Alegre. Membro da Soc. de Otorrinolaringologia do Rio de Janeiro; da Soc. Brasileira de Oftalmologia do Rio de Janeiro; e da Soc. de Oftalmologia de P. Alegre.
 Bibl.: “Conselhos de Saúde”, A Federação, P. Alegre. O Tracoma: Sua Difusão no Rio Grande do Sul e seu Combate, tese ao IV Congresso Interiorano de Oftalmologia, P. Alegre. A Ação do DES na Luta Contra a Cegueira, Rio de Janeiro, 1941. “O combate do tracoma no Rio Grande do Sul, in: Panteão Médico Rio-Grandense, S. Paulo, Ramos Franco Ed., 1943.

FABRCIO, Afonso Macedo.

Lavras (ainda não era do Sul), 7 dez. 1910 – Herval do Sul. F: Frederico Nemo Fabrício e Rita Amália Macedo Fabrício. Fez o curso primário na cidade natal e secundário em Bagé e no Colégio Júlio de Castilhos em Porto Alegre. Formou-se na Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1934. Exerceu a Medicina em Caçapava do Sul e em Herval. Por ocasião do Centenário Farroupilha, em Caçapava, uma das capitais farrapas, e perante o  governador Flores da Cunha, fez memorável discurso. É nome de rua em Caçapava do Sul.
 Bibl.: Ainda no final do secundário participou com os colegas da quinta série do Julinho, Raul Cauduro, Lourenço  M. de Carvalho Prunes e Ernani Moreira, da antologia Vello, Oficinas gráficas da Escola de Engenharia, 95p., Porto Alegre, 1927. Esta antologia foi comentada por Carlos Reverbel, quando de efeméride do Colégio Júlio de Castilhos.

FABRCIO, Afonso Macedo.

 Lavras (ainda não era do Sul), 7 dez. 1910 – Herval do Sul. F: Frederico Nemo Fabrício e Rita Amália Macedo Fabrício. Fez o curso primário na cidade natal e secundário em Bagé e no Colégio Júlio de Castilhos em Porto Alegre. Formou-se na Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1934. Exerceu a Medicina em Caçapava do Sul e em Herval. Por ocasião do Centenário Farroupilha, em Caçapava, uma das capitais farrapas, e perante o  governador Flores da Cunha, fez memorável discurso. É nome de rua em Caçapava do Sul.
 Bibl.: Ainda no final do secundário participou com os colegas da quinta série do Julinho, Raul Cauduro, Lourenço  M. de Carvalho Prunes e Ernani Moreira, da antologia Vello, Oficinas gráficas da Escola de Engenharia, 95p., Porto Alegre, 1927. Esta antologia foi comentada por Carlos Reverbel, quando de efeméride do Colégio Júlio de Castilhos.
 

FAGUNDES, dison Barcellos.

Bragança, SP, 24 maio 1893. F.: Albino Fagundes e Corina Barcellos Fagundes. Est. no Ginásio Polotense, Pelotas, a partir de 1903. Médico homeopata por muitos anos em Pelotas. Médico chefe do Posto de Higiene do DES em Getúlio Vargas, RS, 1943. Membro da Soc. de Med. Hahnemaniana do RS.
 Bibl.: Homeopatia, tese de doutoramento, P. Alegre, 1914. Comprimidos, humorismo, Echenique e cia., Pelotas, 1925.

FAILLACE, Jandyr Maya.

P. Alegre, RS, 15 maio 1898 – P. Alegre, 1o maio 1975. F.: Vicente Faillace e Carlinda Maia Faillace. Est. no Instituto Ginasial Júlio de Castilhos, P. Alegre. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre em 1918. Livre-Docente de Higiene da mesma. Médico do DES a partir de 1923. Diretor do Instituto de Pesquisas Biológicas do RS, P. Alegre, 1926-1959, quando se aposentou. Diretor do DES, 1947; e do Laboratório de Biologia Clínica Faillace. Médico especializado em Biologia. Fundador, em 1939, da Soc. de Higiene e Saúde Pública do RS, da qual foi presidente efetivo e honorário. Membro da Soc. de Med. de P. Alegre e da Ordem do Mérito Médico. Pertenceu ao Conselho Estadual de Educação do RS. Sobrinho de Alcides Maya. É patrono da cadeira 36 da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina, cujo ocupante é o doutor João Carlos Prolla.
 Bibl.: Do Conflito Atual da Profilaxia da Lepra, tese de doutoramento, P. Alegre, 1918. Curso de Aperfeiçoamento e Especialização, P. Alegre, Tip. Gundlach, 1940. A Luta Contra a Lepra no Rio Grande do Sul, ibid, 1940. “Notas sobre a hidatidose no Rio G. do Sul”, Panteão Médico Rio-Grandense, S. Paulo, Ramos Franco Ed., 1943. “A raiva no Rio Grande do Sul”, Anais do Congresso Médico da Fac. de Med. de P. Alegre, P. Alegre, 1950. “Bases e sugestões para a Campanha Nacional de Educação Sanitária”, em colaboração com Pedro de M. Mitchell, Congresso Brasileiro de Higiene, 7. Anais, S. Paulo, v. 1, 1950. “Hidrologia”; “Alcoolismo”; “O problema social da lepra”; artigos, Correio do Povo, P. Alegre, a partir de 15 jul. 1931. “Pela educação sanitária da criança”, Revista do Ensino do RS, id, n. 10, jun. 1940. “Epidemiologia e profilaxia da tuberculose em Porto Alegre”, Medicina e Cirurgia, v. 3, n. 3, set./dez. 1941. “Evolução e novos rumos dos Serviços de Saúde Pública no Rio Grande do Sul”, Arquivos do DES, n. 9/10, 1948-1949. Prevenções de Acidentes e Alcoolteste, conferência em 26 jul. 1968. “Embriaguez inaparente e acidentes de trânsito”, Correio do Povo, 13 jun. 1969.

FARIA, Tasso Vieira.

P. Alegre, RS, 18 nov. 1915 – P. Alegre, 2 de julho de 1972. F.: Osvaldo Vieira de Faria e Alice M. de Faria. Est. no Ginásio Anchieta, P. Alegre, até 1933. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre em 1939. Médico especializado em Clínica Médica e Ginecológica. Assistente de Clínica Médica Propedêutica Cirúrgica da Fac. citada. Diretor do ambulatório de homens da Santa Casa de Misericórdia de P. Alegre. Vereador em P. Alegre, 1945-1952. Ensaísta, conferencista e cientista. Membro da Soc. de Med. e Cirurgia de P. Alegre; da Acad. de Letras do RS, 2a fase, e da Acad. Sul-Rio-Grandense de Letras, da qual foi um dos idealizadores, em 1944.
 Bibl.: Curiosidades Médicas, 1a série, prefácio de Eliseu Paglioli, 1940. A Ronda dos Sacrifícios, crônicas da Santa Casa de Misericórdia, 1943. Excursão ao Paraná, P. Alegre, 1943. O Pensamento e a Arte Contemporânea na Concepção Dinâmica do Universo, discurso, P. Alegre, Globo, 1943. “A Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre”, Panteão Médico Rio-Grandense, S. Paulo, Ramos Franco Ed., 1943. “No 1o Aniversário de falecimento do Prof. Dr. Mário Totta”, ibid, 1948. Elementos Psicopedagógicos e os Meios de Informação, P. Alegre, 1956. As Funções Sexuais e o Envelhecimento do Homem, P. Alegre, Globo, 1957. Introdução à Cirurgia Contemporânea, conferência, Revista de Medicina do RS, P. Alegre, n. 1, jan./jun. 1941. “Esboço histórico dos processos de exploração cirúrgica”, ibid, 1942. “A psicologia individual”, conferência. ibid, v. 5, n. 6, jul./ago. 1945. “A descoberta dos Raios X”, ibid, v. 2, n. 8, nov./dez. 1945. “Nótulas para a história da Neurologia clínica e cirúrgica”, ibid, v. 4 n. 22, mar./abr. 1948. “O exame pré-nupcial em face da lei e do ginecologismo”, ibid, v. 5, n. 28, mar./abr. 1949. “Considerações anatômicas, fisiopatológicas e médico-legais em torno do hímen”, ibid, v. 5, n. 30. jul./ago. 1949. “Problemas da vida sexual da mulher”, ibid, v. 5, n. 29, maio/jun. 1949. “As mamas sob o ponto de vista anatômico e ginecossexológico”, ibid, v. 5, n. 30, jul./ago. 1949. “Sobre o climatério feminino”, ibid, v. 5, n. 30, jul./ago. 1949. “Sobre a impotência sexual masculina”, ibid, v. 5, n. 32 e 34, nov./dez. 1949 e mar./abr. 1950. “Psicopatologia sexual feminina”, ibid, v. 6, n. 36, jul./ago. 1950. “Aspectos da assistência social em Porto Alegre”, ibid, v. 7, n. 38, nov./dez. 1950. “Apontamentos para a história da libido através dos tempos”, ibid, v. 7, n. 39, jan./fev. 1951. “Conceitos, preceitos e preconceitos em clínica ginecológica”, ibid, v. 8, n. 46 e 47, mar./abr. 1953, maio/jun. 1952. “Psicopatologia sexual feminina: frigidez sexual feminina”, ibid, v. 9, n. 48, jul./ago. 1951. “As primeiras teses spresentadas e defendidas da Faculdade de Medicina de Porto Alegre”, ibid, v. 13, n. 75, jan./fev. 1957. “Notícia sobre o primeiro trabalho histórico publicado na imprensa médica do Rio Grande do Sul, ibid, v. 13, n. 77, maio/jun. 1957. “As origens da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre”, RS, ibid, v. 13, n. 78, jul./ago. 1957. “Enciclopédia e dicionário das ciências médicas”, ibid, v. 14, n. 81 e 88, jan./mar. 1958. “Provérbios eternos, poemetos”, Correio do Povo, Bric-a-Brac, P. Alegre, a partir de mar. 1967. “O mundo da química”, crônicas históricas, ibid, a partir de 15 jul. 1967. “Reflexões que a vida sugere”, Revista da Academia Rio-Grandense de Letras, P. Alegre. O meu Elogio a Graça Aranha, discurso na Acad. de Letras do RS, P. Alegre, 1941. Concepção Unitária do Universo, id, Acad. Sul-Rio-Grandense de Letras, id, 5 maio 1945. A Ciência e a Natureza Humana, id, ibid, 30 jun. 1945. Organização do Trabalho Intelectual, id, ibid, 28 set. 1962. Em Busca da Cultura Integral, id, ibid, 20 jun. 1964. Os Elementos Psicopedagógicos e os Meios de Informação, estudo, s/data, 409p., Globo, Porto Alegre. A Vida Sexual do Homem a Partir dos 40 Anos, educação sexual, 1968, 206p., Edições de Ouro, Tecnoprint Gráfica, Rio de Janeiro.

FARIA CORREA, Geraldo de.

S. Gabriel, RS, 3 nov. 1853 – S. Gabriel, 17 jan. 1889. F.: Joaquim de Faria Correa e Fortunata Rodrigues Fernandes de Faria Correa. Diplomado em Medicina. Jornalista na cidade natal, onde foi redator de A Pátria e de A Resistência, em 1885. Deputado à Assembléia Provincial do RS, 1885-1889. Vereador em S. Gabriel, cuja Câmara presidiu. Major da Guarda Nacional. Prosador e orador. Membro da Soc. Literária Cabrielense e do Partenon Literário.
 Bibl.: Horas Desocupadas, preleções, tip. de O Mercantil, Pelotas, 1876. “Discurso”, proferido em Pelotas, Revista da Instrução Pública, P. Alegre, 1877. “Educação moral”, preleção, Revista do Partenon Literário, id, v. 1, 4a. série, n.3, 1879. Inédito: Educação, manuscrito pertencente à Biblioteca Pelotense, segundo informa Alfredo Ferreira Rodrigues no seu Almanaque Literário e Estatístico do RS, ed. de 1890. Arnaldo, drama.

FARIA CORREA, M(anoel) J(oaquim).

S. Gabriel, RS, 5 nov. 1874 – P. Alegre, RS, 11 maio 1954. F.: Acácio de Faria Correa e Eugênia Jobim de Faria Correa. Aspirante pela Escola de Guerra de P. Alegre em 1907. Diplomado em Odontologia pela Fac. de Med. de P. Alegre em 1912 e em Med. Homeopática. Oficial do Exército, reformado no posto de coronel ao falecer. Redator, quando estudante militar em P. Alegre, da rev. Ocidente. Major-fiscal do Colégio Militar de P. Alegre, 1924-1926. Professor da Escola Normal Gen. Flores da Cunha, P. Alegre. Poeta, contista, regionalista, teatrólogo e conferencista. Co-fundador da Acad. de Letras do RS, 1a fase, tendo pertencido à mesma também em sua 2a fase. Co-fundador do IHGRS. Pertenceu à Acad. Sul-Rio-Grandense de Letras, a qual presidiu.
 Bibl.: Amor e Conflagração – Revista de Costumes Locais, 1915 (12/8), repr. no Teatro Recreio Ideal, Porto Alegre. Halos, versos líricos, Pelotas, oficinas do Diário Popular, 1909. Pátria, episódio dramático em verso, P. Alegre, gráf. de A Federação, 1918. Às Armas!, peça em verso, P. Alegre, Globo, 1921. Portas a Dentro, revista, estreada no Teatro Coliseu, P. Alegre. Agüenta Firme!, id, Cia. Brandão Sobrinho, ibid. A Vingança do Forte Perdido, drama em verso. Inéditos: A Tapera, comédia regional, 1923 (3/5), repr. por Sara Nobre, Alaicidi e Carlota Sousa no Teatro Coliseu, Porto Alegre. Rumo aos Pagos, poemeto regional, 1925, 120 p., ofs. gráfs. Liv. do Globo, Porto Alegre. A Bandeira, peça cívica, 1926 (19/11), repr. Grupo Dramático Militar em Cachoeira do Sul, RS. Libreto da Ópera “Farrapos”, música de R. Eggers. 1936 (20/9), repr. no Teatro São Pedro, Porto Alegre. Nota: Segundo informes, o elenco era formado por artistas líricos estrangeiros e nacionais. Palestra Cívica, Semana da Pátria, 1939 (sep.), 8p., Tipografia do Centro, Porto Alegre. Nota: A revista foi publicada somente em 1941, correspondendo ao ano de 1939. A Bandeira Farroupilha, episódio dramático, 1945. Publ. número 18/16 Revista da Academia Rio-Grandense de Letras, Porto Alegre, RS. Diz que..., contos gauchescos. Sia Dona, comédia. Alma em Flor, educação escolar. Missões, ópera lírica. Tapera, comédia regionalista. Praias do Brasil, peça teatral.

FARINHA (FILHO), Joo Pires.

Nasceu em Bagé, RS; falecido. F.: João Pires Farinha. Est. na Escola Militar do Rio de Janeiro. Médico pela Fac. de Med. do Rio de Janeiro, 1876. Médico do Asilo de Mendicidade da Corte, Rio de Janeiro, 1882. Demografista da Inspetoria Geral de Higiene, id, 1886-1888. Médico da Casa de Correção, id, 1890. Fez a Campanha do Paraguai. Cavaleiro da Ordem da Rosa. Pertenceu à Soc. de Geografia do Rio de Janeiro.
 Bibl.: Do Atual Sistema de Esgotos da Cidade do Rio de Janeiro e de Sua Influência Sobre a Salubridade Pública, tese de doutoramento, Rio de Janeiro, 1876. Esgotos do Rio de Janeiro, memória, id, 1880. Questões Higiênicas, id, 1883 (publicados antes em forma de artigos na rev. União Médica, id, e no Jornal do Comércio, id). Bases para o Regulamento Provisório do Asilo da Mendicidade, id, 1887. A Respeito da Demografia Médica na Cidade do Rio de Janeiro, id, 1889. Relatório Sobre as Prisões da França e da Itália, id, 1890.

FERREIRA, lvaro Barcelos.

P. Alegre, RS, 25 set. 1906 – P. Alegre, 8 out 1978. Est. no Colégio Dona Cecília Pasquier, P. Alegre; Ginásio Anchieta, id; Instituto Ginasial Júlio de Castilhos, id. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre em 1927. Médico da Diretoria de Higiene do Estado do RS. Prof. de Clínica Médica da Fac. citada, catedrático a partir de 1924. Médico especializado em Clínica Médica e em Geriatria. Diretor da Fac. de Med. de P. Alegre, Membro da Soc. de Med. de P. Alegre, da qual foi presidente, bem como do Sindicato Médico. É patrono da cadeira 2 da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina, hoje ocupada pelo Dr. Joel Barcellos.
 Bibl.: “O problema social do cardíaco”, in: Panteão Médico Rio-Grandense, S. Paulo, Ramos, Franco Ed., 1943. Propedêutica Respiratória, Buenos Aires, El Ateneo, 1947. Discurso na Posse da Cátedra de Clínica Médica Propedêutica na Fac. de Medicina de Porto Alegre, P. Alegre, 1934. Médico: “De Instituições de Caridade, Beneficências e Fundações”, Revista Brasileira de Medicina Pública, S. Paulo, v. 1, fasc. 7, jul./ago. 1945.

FERREIRA, Jos Henriques.

 São Miguel de Castelo Branco (Beira Alta, Portugal), 1740. Falecido em 1780. Formou-se médico pela Universidade de Coimbra em 1762. Veio para o Brasil com o Marquês de Lavradio e casou no Rio de Janeiro em 1772. Escreveu sumário sobre a existência de cochonilho no Brasil e no Rio Grande do Sul. Exemplares do inseto passaram a desenvolver-se no Rio de Janeiro.

FIGUEIREDO, Adair (Graio Romero) de.

P. Alegre, RS, 16 dez. 1907 – P. Alegre, 25 abr. 1965. F.: Artur Figueiredo e Manoelita Graiño Figueiredo. Médico pela Fac. de Med. da Bahia em 1932. Clínico em S. Jerônimo e P. Alegre. Redator de O Exemplo e A Federação, P. Alegre. Contista e cronista. Membro da Acad. Rio-Grandense de Letras e da Soc. de Med. de P. Alegre.
 Bibl.: “Meus cantos”, versos, 1926/1927, edições diversas de O Exemplo, Porto Alegre, RS. “Crônicas impressionistas”, A Federação, P. Alegre, 1933-1934. “A educação sexual da mulher”, Revista do Globo, P. Alegre, v. 5, n. 22, 18 nov. 1933. “A derrota da eutanásia”, ibid, v. 6, n. 4, 28 fev. 1934. “Ordem dos Médicos do Brasil”, comentários, Jornal da Manhã, P. Alegre, 1934. “Os males dos banhos de sol, Correio do Povo, id, 16 jan. 1934. “A saúde nas escolas gaúchas”, ibid, 11 fev. 1934. “Fiscalização eficiente do exército da Medicina”, tese médica, Boletim Oficial do Sindicato Médico do RS, 1935.

FIGUEIREDO, Adair (Graio Romero) de.

 P. Alegre, RS, 16 dez. 1907 – P. Alegre, 25 abr. 1965. F.: Artur Figueiredo e Manoelita Graiño Figueiredo. Médico pela Fac. de Med. da Bahia em 1932. Clínico em S. Jerônimo e P. Alegre. Redator de O Exemplo e A Federação, P. Alegre. Contista e cronista. Membro da Acad. Rio-Grandense de Letras e da Soc. de Med. de P. Alegre.
 Bibl.: “Meus cantos”, versos, 1926/1927, edições diversas de O Exemplo, Porto Alegre, RS. “Crônicas impressionistas”, A Federação, P. Alegre, 1933-1934. “A educação sexual da mulher”, Revista do Globo, P. Alegre, v. 5, n. 22, 18 nov. 1933. “A derrota da eutanásia”, ibid, v. 6, n. 4, 28 fev. 1934. “Ordem dos Médicos do Brasil”, comentários, Jornal da Manhã, P. Alegre, 1934. “Os males dos banhos de sol, Correio do Povo, id, 16 jan. 1934. “A saúde nas escolas gaúchas”, ibid, 11 fev. 1934. “Fiscalização eficiente do exército da Medicina”, tese médica, Boletim Oficial do Sindicato Médico do RS, 1935.

FLORES SOARES, Jos Luiz (Tavares).

Porto Alegre, 30 mar. 1906 – Porto Alegre, 1 fev. 1977. F.: Alcides Flores Soares e Maria José Tavares Flores Soares. Formou-se pela Faculdade de Porto Alegre no ano de 1929. Sempre fez Medicina Interna e teve rápida ascensão no ensino universitário, chegando a chefe de clínica da Primeira Cátedra de Clínica Médica da Faculdade em que se diplomou. Eloqüente tribuno, dedicou muitos anos à defesa da Medicina e dos médicos. Participou da fundação e foi presidente das Associações Médicas do Rio Grande do Sul e Brasileira. Foi membro fundador e registro número um do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul e do Conselho Federal de Medicina. Recém-formado, foi secretário de redação dos Arquivos Rio-Grandenses de Medicina e deixou muitos discursos e artigos em jornais e revistas, médicas ou não, em defesa da ética, da livre escolha do médico pelo paciente, contra a mercantilização e a socialização da Medicina, e defendendo a união dos médicos em torno de suas entidades. Representou a AMRIGS em conclaves brasileiros e a AMB no exterior. Irmão da Santa Casa de Misericórdia, membro honorário de várias sociedades, recebeu muitas honrarias, entre elas a Ordem do Mérito Médico, outorgada pelo governo federal. É o patrono da Cadeira 41 da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina, hoje ocupada por seu primo César Bernardi.

FONSECA JNIOR, (Francisco) Loureno da.

 Rio Grande, RS, 1848 – Lisboa, Portugal, 7 jul. 1902. F.: Francisco Lourenço da Fonseca. Curso primário com o Prof. Eugênio Magno Peixoto, Rio Grande. Médico pela Escola Médica Cirúrgica de Lisboa, 1876. Médico oculista em Lisboa, onde sempre residiu. Membro da Acad. Real de Ciências de Lisboa; da Acad. Rio-Grandense de Letras, 1a fase. Cavaleiro da Ordem de São Tiago, Portugal, e da Ordem de Cristo, Portugal. Poeta. Romancista. Teatrólogo.
 Bibl.: Lendas do Universo, 1o vol., 1877, 146 p., Imprensa de J.G. Souza Neves, Lisboa. Anita, romance. 3.ed., 1928, 167p. Imprimérie A. Maillet, Paris. De Alguns Espécimes da Flora Brasileira que entre nós são Aplicados nas Enfermidades dos Olhos, id, 1892. Cabelos nos Olhos, id, 1892. Goivos da Aldeia, romance; No Douro e Tejo; Azul e Negro; Na Rede; Lendas do Universo. Publicou artigos sobre oftalmologia nos 6 volumes do Boletim de Clínica Oculística, que dirigiu em Lisboa, 1880-1891. No Arquivo Oftalmoterápico de Lisboa, 8 volumes, que fundou e redigiu, Lisboa, 1880-1888. Na Revista Brasileira de Oftalmologia, da qual foi redator, Rio de Janeiro, 1889. Anita Garibaldi, excerto do poema “Piratini”, Almanaque Literário e Estatístico do RS, Rio Grande, 1899. “O Oceano”, “Bento Gonçalves”, “Naufrágio” e “O Gaúcho”, id, ibid, 1902. “O Oceano” (II), id, ibid, 1903.

FABRCIO, Afonso Macedo.

Lavras (ainda não era do Sul), 7 dez. 1910 – Herval do Sul. F: Frederico Nemo Fabrício e Rita Amália Macedo Fabrício. Fez o curso primário na cidade natal e secundário em Bagé e no Colégio Júlio de Castilhos em Porto Alegre. Formou-se na Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1934. Exerceu a Medicina em Caçapava do Sul e em Herval. Por ocasião do Centenário Farroupilha, em Caçapava, uma das capitais farrapas, e perante o  governador Flores da Cunha, fez memorável discurso. É nome de rua em Caçapava do Sul.
 Bibl.: Ainda no final do secundário participou com os colegas da quinta série do Julinho, Raul Cauduro, Lourenço  M. de Carvalho Prunes e Ernani Moreira, da antologia Vello, Oficinas gráficas da Escola de Engenharia, 95p., Porto Alegre, 1927. Esta antologia foi comentada por Carlos Reverbel, quando de efeméride do Colégio Júlio de Castilhos.
 

FABRCIO, Jos de Arajo.

 P. Alegre, RS, 31 jan. 1903. F.: Alcides de Oliveira Fabrício e Maria das Dores de Araújo Fabrício. Médico militar, reformado no posto de general. Genealogista e historiador. Membro do Instituto Rio-Grandense de Estudos Genealógicos e do IHGRS (Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul).
 Bibl.: A Freguesia de Nosso Senhor Bom Jesus do Triunfo: Seus Primeiros Povoadores na Metade do Século XVIII, P. Alegre, Imprensa Oficial, 1947. A Nobre Ascendência de Jerônimo de Ornelas Menezes e Vasconcelos, ibid, 1948. “O sesmeiro de Nossa Senhora das Candeias”, Revista do IHGRS, P. Alegre, n. 97, 1945. “Os primeiros povoadores da Barra do Ribeiro”, Revista Genealógica Brasileira, S. Paulo, n. 13, 1945. “O Comendador José de Araújo Ribeiro”, Revista do Museu e Arquivo Histórico do RS, P. Alegre, n. 1, 1952. A Descendência de Bento Gonçalves – Genealogia, 1986, 214 p., Martins Livreiro Editora, Porto Alegre, RS.

FAGUNDES, dison Barcellos.

Bragança, SP, 24 maio 1893. F.: Albino Fagundes e Corina Barcellos Fagundes. Est. no Ginásio Polotense, Pelotas, a partir de 1903. Médico homeopata por muitos anos em Pelotas. Médico chefe do Posto de Higiene do DES em Getúlio Vargas, RS, 1943. Membro da Soc. de Med. Hahnemaniana do RS.
 Bibl.: Homeopatia, tese de doutoramento, P. Alegre, 1914. Comprimidos, humorismo, Echenique e cia., Pelotas, 1925.

FAILLACE, Jandyr Maya.

P. Alegre, RS, 15 maio 1898 – P. Alegre, 1o maio 1975. F.: Vicente Faillace e Carlinda Maia Faillace. Est. no Instituto Ginasial Júlio de Castilhos, P. Alegre. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre em 1918. Livre-Docente de Higiene da mesma. Médico do DES a partir de 1923. Diretor do Instituto de Pesquisas Biológicas do RS, P. Alegre, 1926-1959, quando se aposentou. Diretor do DES, 1947; e do Laboratório de Biologia Clínica Faillace. Médico especializado em Biologia. Fundador, em 1939, da Soc. de Higiene e Saúde Pública do RS, da qual foi presidente efetivo e honorário. Membro da Soc. de Med. de P. Alegre e da Ordem do Mérito Médico. Pertenceu ao Conselho Estadual de Educação do RS. Sobrinho de Alcides Maya. É patrono da cadeira 36 da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina, cujo ocupante é o doutor João Carlos Prolla.
 Bibl.: Do Conflito Atual da Profilaxia da Lepra, tese de doutoramento, P. Alegre, 1918. Curso de Aperfeiçoamento e Especialização, P. Alegre, Tip. Gundlach, 1940. A Luta Contra a Lepra no Rio Grande do Sul, ibid, 1940. “Notas sobre a hidatidose no Rio G. do Sul”, Panteão Médico Rio-Grandense, S. Paulo, Ramos Franco Ed., 1943. “A raiva no Rio Grande do Sul”, Anais do Congresso Médico da Fac. de Med. de P. Alegre, P. Alegre, 1950. “Bases e sugestões para a Campanha Nacional de Educação Sanitária”, em colaboração com Pedro de M. Mitchell, Congresso Brasileiro de Higiene, 7. Anais, S. Paulo, v. 1, 1950. “Hidrologia”; “Alcoolismo”; “O problema social da lepra”; artigos, Correio do Povo, P. Alegre, a partir de 15 jul. 1931. “Pela educação sanitária da criança”, Revista do Ensino do RS, id, n. 10, jun. 1940. “Epidemiologia e profilaxia da tuberculose em Porto Alegre”, Medicina e Cirurgia, v. 3, n. 3, set./dez. 1941. “Evolução e novos rumos dos Serviços de Saúde Pública no Rio Grande do Sul”, Arquivos do DES, n. 9/10, 1948-1949. Prevenções de Acidentes e Alcoolteste, conferência em 26 jul. 1968. “Embriaguez inaparente e acidentes de trânsito”, Correio do Povo, 13 jun. 1969.

FARIA, Tasso Vieira.

P. Alegre, RS, 18 nov. 1915 – P. Alegre, 2 de julho de 1972. F.: Osvaldo Vieira de Faria e Alice M. de Faria. Est. no Ginásio Anchieta, P. Alegre, até 1933. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre em 1939. Médico especializado em Clínica Médica e Ginecológica. Assistente de Clínica Médica Propedêutica Cirúrgica da Fac. citada. Diretor do ambulatório de homens da Santa Casa de Misericórdia de P. Alegre. Vereador em P. Alegre, 1945-1952. Ensaísta, conferencista e cientista. Membro da Soc. de Med. e Cirurgia de P. Alegre; da Acad. de Letras do RS, 2a fase, e da Acad. Sul-Rio-Grandense de Letras, da qual foi um dos idealizadores, em 1944.
 Bibl.: Curiosidades Médicas, 1a série, prefácio de Eliseu Paglioli, 1940. A Ronda dos Sacrifícios, crônicas da Santa Casa de Misericórdia, 1943. Excursão ao Paraná, P. Alegre, 1943. O Pensamento e a Arte Contemporânea na Concepção Dinâmica do Universo, discurso, P. Alegre, Globo, 1943. “A Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre”, Panteão Médico Rio-Grandense, S. Paulo, Ramos Franco Ed., 1943. “No 1o Aniversário de falecimento do Prof. Dr. Mário Totta”, ibid, 1948. Elementos Psicopedagógicos e os Meios de Informação, P. Alegre, 1956. As Funções Sexuais e o Envelhecimento do Homem, P. Alegre, Globo, 1957. Introdução à Cirurgia Contemporânea, conferência, Revista de Medicina do RS, P. Alegre, n. 1, jan./jun. 1941. “Esboço histórico dos processos de exploração cirúrgica”, ibid, 1942. “A psicologia individual”, conferência. ibid, v. 5, n. 6, jul./ago. 1945. “A descoberta dos Raios X”, ibid, v. 2, n. 8, nov./dez. 1945. “Nótulas para a história da Neurologia clínica e cirúrgica”, ibid, v. 4 n. 22, mar./abr. 1948. “O exame pré-nupcial em face da lei e do ginecologismo”, ibid, v. 5, n. 28, mar./abr. 1949. “Considerações anatômicas, fisiopatológicas e médico-legais em torno do hímen”, ibid, v. 5, n. 30. jul./ago. 1949. “Problemas da vida sexual da mulher”, ibid, v. 5, n. 29, maio/jun. 1949. “As mamas sob o ponto de vista anatômico e ginecossexológico”, ibid, v. 5, n. 30, jul./ago. 1949. “Sobre o climatério feminino”, ibid, v. 5, n. 30, jul./ago. 1949. “Sobre a impotência sexual masculina”, ibid, v. 5, n. 32 e 34, nov./dez. 1949 e mar./abr. 1950. “Psicopatologia sexual feminina”, ibid, v. 6, n. 36, jul./ago. 1950. “Aspectos da assistência social em Porto Alegre”, ibid, v. 7, n. 38, nov./dez. 1950. “Apontamentos para a história da libido através dos tempos”, ibid, v. 7, n. 39, jan./fev. 1951. “Conceitos, preceitos e preconceitos em clínica ginecológica”, ibid, v. 8, n. 46 e 47, mar./abr. 1953, maio/jun. 1952. “Psicopatologia sexual feminina: frigidez sexual feminina”, ibid, v. 9, n. 48, jul./ago. 1951. “As primeiras teses spresentadas e defendidas da Faculdade de Medicina de Porto Alegre”, ibid, v. 13, n. 75, jan./fev. 1957. “Notícia sobre o primeiro trabalho histórico publicado na imprensa médica do Rio Grande do Sul, ibid, v. 13, n. 77, maio/jun. 1957. “As origens da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre”, RS, ibid, v. 13, n. 78, jul./ago. 1957. “Enciclopédia e dicionário das ciências médicas”, ibid, v. 14, n. 81 e 88, jan./mar. 1958. “Provérbios eternos, poemetos”, Correio do Povo, Bric-a-Brac, P. Alegre, a partir de mar. 1967. “O mundo da química”, crônicas históricas, ibid, a partir de 15 jul. 1967. “Reflexões que a vida sugere”, Revista da Academia Rio-Grandense de Letras, P. Alegre. O meu Elogio a Graça Aranha, discurso na Acad. de Letras do RS, P. Alegre, 1941. Concepção Unitária do Universo, id, Acad. Sul-Rio-Grandense de Letras, id, 5 maio 1945. A Ciência e a Natureza Humana, id, ibid, 30 jun. 1945. Organização do Trabalho Intelectual, id, ibid, 28 set. 1962. Em Busca da Cultura Integral, id, ibid, 20 jun. 1964. Os Elementos Psicopedagógicos e os Meios de Informação, estudo, s/data, 409p., Globo, Porto Alegre. A Vida Sexual do Homem a Partir dos 40 Anos, educação sexual, 1968, 206p., Edições de Ouro, Tecnoprint Gráfica, Rio de Janeiro.

FARIA CORREA, Geraldo de.

S. Gabriel, RS, 3 nov. 1853 – S. Gabriel, 17 jan. 1889. F.: Joaquim de Faria Correa e Fortunata Rodrigues Fernandes de Faria Correa. Diplomado em Medicina. Jornalista na cidade natal, onde foi redator de A Pátria e de A Resistência, em 1885. Deputado à Assembléia Provincial do RS, 1885-1889. Vereador em S. Gabriel, cuja Câmara presidiu. Major da Guarda Nacional. Prosador e orador. Membro da Soc. Literária Cabrielense e do Partenon Literário.
 Bibl.: Horas Desocupadas, preleções, tip. de O Mercantil, Pelotas, 1876. “Discurso”, proferido em Pelotas, Revista da Instrução Pública, P. Alegre, 1877. “Educação moral”, preleção, Revista do Partenon Literário, id, v. 1, 4a. série, n.3, 1879. Inédito: Educação, manuscrito pertencente à Biblioteca Pelotense, segundo informa Alfredo Ferreira Rodrigues no seu Almanaque Literário e Estatístico do RS, ed. de 1890. Arnaldo, drama.

FARIA CORREA, M(anoel) J(oaquim).

S. Gabriel, RS, 5 nov. 1874 – P. Alegre, RS, 11 maio 1954. F.: Acácio de Faria Correa e Eugênia Jobim de Faria Correa. Aspirante pela Escola de Guerra de P. Alegre em 1907. Diplomado em Odontologia pela Fac. de Med. de P. Alegre em 1912 e em Med. Homeopática. Oficial do Exército, reformado no posto de coronel ao falecer. Redator, quando estudante militar em P. Alegre, da rev. Ocidente. Major-fiscal do Colégio Militar de P. Alegre, 1924-1926. Professor da Escola Normal Gen. Flores da Cunha, P. Alegre. Poeta, contista, regionalista, teatrólogo e conferencista. Co-fundador da Acad. de Letras do RS, 1a fase, tendo pertencido à mesma também em sua 2a fase. Co-fundador do IHGRS. Pertenceu à Acad. Sul-Rio-Grandense de Letras, a qual presidiu.
 Bibl.: Amor e Conflagração – Revista de Costumes Locais, 1915 (12/8), repr. no Teatro Recreio Ideal, Porto Alegre. Halos, versos líricos, Pelotas, oficinas do Diário Popular, 1909. Pátria, episódio dramático em verso, P. Alegre, gráf. de A Federação, 1918. Às Armas!, peça em verso, P. Alegre, Globo, 1921. Portas a Dentro, revista, estreada no Teatro Coliseu, P. Alegre. Agüenta Firme!, id, Cia. Brandão Sobrinho, ibid. A Vingança do Forte Perdido, drama em verso. Inéditos: A Tapera, comédia regional, 1923 (3/5), repr. por Sara Nobre, Alaicidi e Carlota Sousa no Teatro Coliseu, Porto Alegre. Rumo aos Pagos, poemeto regional, 1925, 120 p., ofs. gráfs. Liv. do Globo, Porto Alegre. A Bandeira, peça cívica, 1926 (19/11), repr. Grupo Dramático Militar em Cachoeira do Sul, RS. Libreto da Ópera “Farrapos”, música de R. Eggers. 1936 (20/9), repr. no Teatro São Pedro, Porto Alegre. Nota: Segundo informes, o elenco era formado por artistas líricos estrangeiros e nacionais. Palestra Cívica, Semana da Pátria, 1939 (sep.), 8p., Tipografia do Centro, Porto Alegre. Nota: A revista foi publicada somente em 1941, correspondendo ao ano de 1939. A Bandeira Farroupilha, episódio dramático, 1945. Publ. número 18/16 Revista da Academia Rio-Grandense de Letras, Porto Alegre, RS. Diz que..., contos gauchescos. Sia Dona, comédia. Alma em Flor, educação escolar. Missões, ópera lírica. Tapera, comédia regionalista. Praias do Brasil, peça teatral.

FARINHA (FILHO), Joo Pires.

Nasceu em Bagé, RS; falecido. F.: João Pires Farinha. Est. na Escola Militar do Rio de Janeiro. Médico pela Fac. de Med. do Rio de Janeiro, 1876. Médico do Asilo de Mendicidade da Corte, Rio de Janeiro, 1882. Demografista da Inspetoria Geral de Higiene, id, 1886-1888. Médico da Casa de Correção, id, 1890. Fez a Campanha do Paraguai. Cavaleiro da Ordem da Rosa. Pertenceu à Soc. de Geografia do Rio de Janeiro.
 Bibl.: Do Atual Sistema de Esgotos da Cidade do Rio de Janeiro e de Sua Influência Sobre a Salubridade Pública, tese de doutoramento, Rio de Janeiro, 1876. Esgotos do Rio de Janeiro, memória, id, 1880. Questões Higiênicas, id, 1883 (publicados antes em forma de artigos na rev. União Médica, id, e no Jornal do Comércio, id). Bases para o Regulamento Provisório do Asilo da Mendicidade, id, 1887. A Respeito da Demografia Médica na Cidade do Rio de Janeiro, id, 1889. Relatório Sobre as Prisões da França e da Itália, id, 1890.

FERREIRA, lvaro Barcelos.

P. Alegre, RS, 25 set. 1906 – P. Alegre, 8 out 1978. Est. no Colégio Dona Cecília Pasquier, P. Alegre; Ginásio Anchieta, id; Instituto Ginasial Júlio de Castilhos, id. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre em 1927. Médico da Diretoria de Higiene do Estado do RS. Prof. de Clínica Médica da Fac. citada, catedrático a partir de 1924. Médico especializado em Clínica Médica e em Geriatria. Diretor da Fac. de Med. de P. Alegre, Membro da Soc. de Med. de P. Alegre, da qual foi presidente, bem como do Sindicato Médico. É patrono da cadeira 2 da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina, hoje ocupada pelo Dr. Joel Barcellos.
 Bibl.: “O problema social do cardíaco”, in: Panteão Médico Rio-Grandense, S. Paulo, Ramos, Franco Ed., 1943. Propedêutica Respiratória, Buenos Aires, El Ateneo, 1947. Discurso na Posse da Cátedra de Clínica Médica Propedêutica na Fac. de Medicina de Porto Alegre, P. Alegre, 1934. Médico: “De Instituições de Caridade, Beneficências e Fundações”, Revista Brasileira de Medicina Pública, S. Paulo, v. 1, fasc. 7, jul./ago. 1945.

FERREIRA, Jos Henriques.

 São Miguel de Castelo Branco (Beira Alta, Portugal), 1740. Falecido em 1780. Formou-se médico pela Universidade de Coimbra em 1762. Veio para o Brasil com o Marquês de Lavradio e casou no Rio de Janeiro em 1772. Escreveu sumário sobre a existência de cochonilho no Brasil e no Rio Grande do Sul. Exemplares do inseto passaram a desenvolver-se no Rio de Janeiro.

FIGUEIREDO, Adair (Graio Romero) de.

P. Alegre, RS, 16 dez. 1907 – P. Alegre, 25 abr. 1965. F.: Artur Figueiredo e Manoelita Graiño Figueiredo. Médico pela Fac. de Med. da Bahia em 1932. Clínico em S. Jerônimo e P. Alegre. Redator de O Exemplo e A Federação, P. Alegre. Contista e cronista. Membro da Acad. Rio-Grandense de Letras e da Soc. de Med. de P. Alegre.
 Bibl.: “Meus cantos”, versos, 1926/1927, edições diversas de O Exemplo, Porto Alegre, RS. “Crônicas impressionistas”, A Federação, P. Alegre, 1933-1934. “A educação sexual da mulher”, Revista do Globo, P. Alegre, v. 5, n. 22, 18 nov. 1933. “A derrota da eutanásia”, ibid, v. 6, n. 4, 28 fev. 1934. “Ordem dos Médicos do Brasil”, comentários, Jornal da Manhã, P. Alegre, 1934. “Os males dos banhos de sol, Correio do Povo, id, 16 jan. 1934. “A saúde nas escolas gaúchas”, ibid, 11 fev. 1934. “Fiscalização eficiente do exército da Medicina”, tese médica, Boletim Oficial do Sindicato Médico do RS, 1935.

FLORES, (Lus Osrio) Nogueira.

P. Alegre, RS, 19 jan. 1871 – P. Alegre, 1942. Est. prim. com os profs. Fernando Gomes e Luciana de Abreu, P. Alegre; secundários nos cursos Pujol, Fraebel, Pedro II e João de Deus, Rio de Janeiro. Médico pela Fac. de Med. do Rio de Janeiro em 1895. Cursos de aperfeiçoamento na Europa, 1908 e 1930. Diretor da Assistência Pública Municipal, P. Alegre, 1898-1907. Prof. do Ginásio Júlio de Castilhos, id, 1903. Catedrático de Clínica Cirúrgica da Fac. de Med. de P. Alegre, desde 1906, até a aposentadoria. Diretor do Gabinete de Identificação e Estatística, P. Alegre. Médico especializado em cirurgia infantil, ortopedia, dermatologia e cirurgia geral. Membro da Acad. Nacional de Med., da Soc. de Med. de P. Alegre, da Soc. Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e do Conselho Penitenciário do Estado.
 Bibl.: Estudo Clínico dos Aneurismas da Aorta Torácica, tese de doutoramento, Rio de Janeiro, 1896. O Serviço de Cirurgia da Brigada Militar, relatório, P. Alegre, 1909. O Serviço Médico e Antropológico da Casa de Correção de Porto Alegre, id, id, 1914. Em Torno de Perícias de Identificações Dactiloscópicas no Local do Crime, relatório, P. Alegre, 1915. Qual a Oportunidade Operatória de Algumas Afecções Cirúrgicas Correntes, nas Doenças Congênitas da Infância?, ibid, 1934. “In Memoriam dos mestres da cirurgia especializada”, Arquivos Rio-Grandenses de Med., P. Alegre, 1937. “Novos rumos dados à cirurgia infantil com o advento dos raios Röentgen”, Arquivos Rio-Grandenses de Med., P. Alegre, 1937. “Um caso de granuloma ulceroso tropical”, ibid, 1941.

FLORES SOARES, Jos Luiz (Tavares).

Porto Alegre, 30 mar. 1906 – Porto Alegre, 1 fev. 1977. F.: Alcides Flores Soares e Maria José Tavares Flores Soares. Formou-se pela Faculdade de Porto Alegre no ano de 1929. Sempre fez Medicina Interna e teve rápida ascensão no ensino universitário, chegando a chefe de clínica da Primeira Cátedra de Clínica Médica da Faculdade em que se diplomou. Eloqüente tribuno, dedicou muitos anos à defesa da Medicina e dos médicos. Participou da fundação e foi presidente das Associações Médicas do Rio Grande do Sul e Brasileira. Foi membro fundador e registro número um do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul e do Conselho Federal de Medicina. Recém-formado, foi secretário de redação dos Arquivos Rio-Grandenses de Medicina e deixou muitos discursos e artigos em jornais e revistas, médicas ou não, em defesa da ética, da livre escolha do médico pelo paciente, contra a mercantilização e a socialização da Medicina, e defendendo a união dos médicos em torno de suas entidades. Representou a AMRIGS em conclaves brasileiros e a AMB no exterior. Irmão da Santa Casa de Misericórdia, membro honorário de várias sociedades, recebeu muitas honrarias, entre elas a Ordem do Mérito Médico, outorgada pelo governo federal. É o patrono da Cadeira 41 da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina, hoje ocupada por seu primo César Bernardi.

FONSECA JNIOR, (Francisco) Loureno da.

 Rio Grande, RS, 1848 – Lisboa, Portugal, 7 jul. 1902. F.: Francisco Lourenço da Fonseca. Curso primário com o Prof. Eugênio Magno Peixoto, Rio Grande. Médico pela Escola Médica Cirúrgica de Lisboa, 1876. Médico oculista em Lisboa, onde sempre residiu. Membro da Acad. Real de Ciências de Lisboa; da Acad. Rio-Grandense de Letras, 1a fase. Cavaleiro da Ordem de São Tiago, Portugal, e da Ordem de Cristo, Portugal. Poeta. Romancista. Teatrólogo.
 Bibl.: Lendas do Universo, 1o vol., 1877, 146 p., Imprensa de J.G. Souza Neves, Lisboa. Anita, romance. 3.ed., 1928, 167p. Imprimérie A. Maillet, Paris. De Alguns Espécimes da Flora Brasileira que entre nós são Aplicados nas Enfermidades dos Olhos, id, 1892. Cabelos nos Olhos, id, 1892. Goivos da Aldeia, romance; No Douro e Tejo; Azul e Negro; Na Rede; Lendas do Universo. Publicou artigos sobre oftalmologia nos 6 volumes do Boletim de Clínica Oculística, que dirigiu em Lisboa, 1880-1891. No Arquivo Oftalmoterápico de Lisboa, 8 volumes, que fundou e redigiu, Lisboa, 1880-1888. Na Revista Brasileira de Oftalmologia, da qual foi redator, Rio de Janeiro, 1889. Anita Garibaldi, excerto do poema “Piratini”, Almanaque Literário e Estatístico do RS, Rio Grande, 1899. “O Oceano”, “Bento Gonçalves”, “Naufrágio” e “O Gaúcho”, id, ibid, 1902. “O Oceano” (II), id, ibid, 1903.

FONTOURA, Oscar Carneiro da

Dom Pedrito, RS, 29 jan. 1900 – Porto Alegre, 27 dez. 1977. Estudos primários no N.S. do Horto, em Dom Pedrito, e após no Ginásio N.S. Auxiliadora, em Bagé. Formou-se na Fac. Med. P.A. em 1928. Pecuarista e político, foi secretário da Fazenda do Governo do RS e deputado à Assembléia Legislativa do RS.
Bibl.: A Pecuária e o Governo, discurso, 30.8.1935, 1935, 33p., Imprensa Nacional, Rio de Janeiro. Gaspar Silveira Martins, discurso parlamentar, Assemb. Legisl., 5.8.1935, 1936, 16p., Livraria do Globo, Porto Alegre. O Parlamentarismo e sua Deturpação na Constituição Rio-Grandense, discurso, 1947, 60p., Ofs. Imprensa Oficial, Porto Alegre.

FORT, Joseph-Auguste-Aristide.

 Mirande (Gers, França), 19 out. 1835 – Menton (Alpes Maritimes, França), 10 jan. 1912. Le récit de ma vie avec la description d’um voyage et d’um sejour dans l’Amerique de Sud. Paris, L. Bataille, 1893,VI-508p. O consagrado médico francês, descreveu sua atividade médica e aspectos da Província do Rio Grande do Sul de fevereiro a junho de 1883. Visitou Rio Grande, Pelotas, Porto Alegre, Jaguarão, Bagé, Dom Pedrito e Sant’Ana do Livramento. Permaneceu mais tempo no Rio de Janeiro, Montevidéu e Bagé. Seus livros de Medicina circulavam nas faculdades de todo o mundo.

FREDA, Sondrino (Mario).

Porto Alegre, 1 set. 1907 – Porto Alegre, 2 out. 2000. F.: Luiz Freda e Vicentina Freda. Cursou a Faculdade de Medicina de Porto Alegre na turma de 1930, sendo colega de Aureliano de Figueiredo Pinto e Antero Marques, mas doutorou-se pela Faculdade Nacional de Medicina no Rio de Janeiro naquele mesmo ano. Foi Prefeito de Encantado e, na volta para Porto Alegre, dedicou-se à Medicina Legal. Foi diretor do Instituto Médico Legal e professor de várias turmas em diferentes cursos da Escola Superior de Polícia. Grande conhecedor de literatura, recitava a Divina Comédia, de Dante, e fazia primorosos discursos como paraninfo das novas turmas de médicos legistas. Costumava antepor-se ao saudoso Dr. Telmo Ferreira, também professor de Medicina Legal e ex-Diretor do IML. Deixou, através de entrevistas, importantes depoimentos sobre literatura, seu tempo de estudante, a faculdade e Sarmento Leite. Parte desse material foi aproveitado em Médicos (Pr)escrevem 4 – Os cem anos da Faculdade de Medicina da UFRGS: 1898-1998. Memória. Porto Alegre, AGE– AMRIGS, p. 30-32, 1998.

FREITAS, Antnio Saint-Pastous de.

Alegrete, RS, 11 fev. 1892 – Porto Alegre, 28, set., 1976. F.: Manoel Bicca de Freitas e Armanda Saint-Pastous de Freitas. Est. prim. na cidade natal, colégios C. Cruz e O. Arena; secundário em S. Leopoldo, Ginásio N. Sa. da Conceição. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre, 1915. Curso de aperfeiçoamento na Europa, 1921-1922; no Prata, 1933; e nos EUA, 1941. Médico e pecuarista no município natal. Especialista em Clínica Médica, Radiologia e Cancerologia em P. Alegre. Catedrático de Clínica Medica na Fac. de Med. de P. Alegre desde 1935. Diretor da citada Fac. Reitor da Universidade de P. Alegre, 1943-1944. Diretor do Hospital Moinhos de Vento, P. Alegre. Líder ruralista, sociólogo e conferencista. Membro da Acad. Nacional de Med., Rio de Janeiro, da Soc. de Med. e Cirurgia, P. Alegre, e da FARSUL, P. Alegre, que presidiu. Participou ativamente das revoluções de 1923 e 1930. Patrono da cadeira 4 da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina, de que é titular o professor Darcy de Oliveira Ilha.
 Bibl.: “O problema médico-social do câncer no Rio Grande do Sul”, in: Panteão Médico Rio-Grandense, S. Paulo, Ramos, Franco, 1943. O Homem e a Terra: Caminho da Evolução Pecuária, P. Alegre, Globo, 1953. A Terra e o Homem: Viver Melhor Produzindo Melhor, prefácio de Assis Chateaubriand, ibid, 1963. “Páginas da vida”, seção permanente, Diário de Notícias, P. Alegre, a partir de dez. 1966. “O fundador do Rio Grande do Sul”, Correio do Povo, P. Alegre, 14 fev. 1970.

FREITAS E CASTRO, Fernando de.

P. Alegre, RS, 3 jun. 1887 – Santos, SP, 18 ago. 1941. F.: Fausto de Freitas e Castro e Luiza da Costa e Castro. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre, 1910. Viagem de estudos aos EUA, 1922-1923. Prof. da Fac. citada, a partir de 1913. Diretor da mesma em certa época. Vereador ao Conselho Municipal de P. Alegre, 1922. Membro da Soc. de Med. de P. Alegre. Irmão de Fausto de Freitas e Castro. Falecido em conseqüência de desastre aviatório.
 Bibl.: Tratado de Higiene, P. Alegre. “Considerações em Torno do Problema da Reorganização Sanitária do Estado do Rio Grande do Sul”, Arquivos do DES do RS, P. Alegre, n. 6, 1946.

GODOI (GOMES), Jacinto.

Cachoira do Sul, RS, 2 maio 1883 – P. Alegre, RS, 14 out. 1959. F.: José Gomes e Corina Godoi Gomes. Est. no Colégio N. Sa. da Conceição, S. Leopoldo. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre, 1911. Jornalista na mocidade, tendo dirigido O Estado, S. Maria, 1898, e O Brasil, Caxias do Sul. Redator do Petit Journal, O Debate e O Rio Grande, P. Alegre. Secretário particular do Presidente Borges de Medeiros. Diretor do Hospital S. Pedro, P. Alegre, 1926-1932 e 1938 até sua aposentadoria. Médico psiquiatra. Fundador e diretor do Sanatório S. José, P. Alegre, até vir a falecer. Membro da Soc. de Neuropsiquiatria do RS, que presidiu em 1939. Poeta e teatrólogo. É patrono da cadeira 34 da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina, de que é titular o professor Ellis Busnello. Cunhado de Gustavo Moritz, tio de Paulo Antônio e pai de Jacinto e Luiz Felipe, médicos.
 Bibl.: Psicopatologia Forense, P. Alegre. Psiquiatria no Rio Grande do Sul, id, 1955. “Profilaxia mental”, Revista do Ensino do Estado do RS, P. Alegre, n. 10, jun. 1940. Fingindo Pedra, revista, em parceria com Maurício Cardoso, estreada pela Cia. Carlos Alberto no Teatro Coliseu, P. Alegre.

GOMES, Camilo.

Bagé, 6 set. 1909. Falecido em sua cidade natal. Fez estudos primários e secundários no Ginásio Nossa Senhora Auxiliadora em Bagé. Doutorou-se na Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1932 e se especializou em Urologia no Rio de Janeiro. Médico da Higiene Municipal de Bagé em 1935. Interno e assistente na Sta. Casa de Misericórdia de Porto Alegre nos anos de 1930, 31 e 32. Foi secretário da Sociedade de Medicina de Bagé. Foi político e ocupou cargos no serviço público. Vereador em várias eleições, fazia discursos inspirados e de grande aceitação popular. Escreveu sobre assuntos médicos, aspirações regionais e Medicina Social no jornal Correio do Sul de Bagé.

GOMES, Martim.

 Quaraí, RS, 23 nov. 1884 – P. Alegre, 7 fev. 1979. Est. no Colégio Gomes, P. Alegre, e na Escola Brasileira, do Prof. Inácio Montanha, P. Alegre. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre, 1908. Médico em P. Alegre, especializado em Ginecologia, Urologia e Psicologia. Catedrático da Fac. de Med. de P. Alegre em Clínica Ginecológica. Foi o primeiro a falar em medicina psicossomática em nosso meio. Romancista, conferencista e ensaísta. Pai de Apolo e Fradique Correa Gomes. Membro da Soc. de Med. de P. Alegre, da Acad. Rio-Grandense de Letras, id, 2a fase, 1937-1944. Patrono da cadeira 50 da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina, ocupada pelo professor Gilberto Tubino da Silva.
 Bibl.: Ensaio de Uma Teoria Sobre o Mecanismo da Associação de Idéias, tese de doutoramento, P. Alegre, 1908. Le Rêve et la Selection des Idêes, estudo de Psicanálise, Rio de Janeiro, tip. do Jornal do Comércio, 1927. A Criação Estética e a Psicanálise, ensaio, P. Alegre, Globo, 1930. As Pesquisas do Inconsciente: Sua Significação Médico-Científica, P. Alegre. As Loucuras do Dr. Mingote, romance, id, Globo, 1932. O Comunismo e a Educação no Brasil, ensaio, id, Selbach, 1936. A Flor da Tuna, romance, id, Globo, 1938. “A obra de Machado de Assis e seus efeitos na educação moral e cívica, in: Machado de Assis, Rio de Janeiro, Briguiet, 1939. “Sobre a história da Medicina no Estado do Rio Grande do Sul”, Panteão Médico Rio-Grandense, S. Paulo, Ramos, Franco, 1943. “Técnica da Medicina Psicossomática em Ginecologia”, Congresso Médico de Ginecologia e Obstetrícia, 2. Anais, S. Paulo, 1948. “Princípios de psicologia aplicáveis ao tratamento psicossomático”, Anais do Congresso Médico do Cinqüentenário da Fac. de Med. de P. Alegre, P. Alegre, 1950. “As psiconeuroses de proteção e desejo”, ibid, 1950. Conceitos de Estesia Aplicados Comparativamente às Obras de Jorge Amado e Telmo Vergara, conferência na ARI, P. Alegre, 1937. “A Obra de Alcides Maia”, conferência na ARI, P. Alegre, 15 out. 1937, Revista das Academias de Letras, Rio de Janeiro, v. 3, n. 7, fev. 1939. “Machado de Assis: estudos de caracterologia”, cinco artigos, Correio do Povo, P. Alegre, 12 fev. a 15 mar. 1939. “Constituição e ginecologia”, conferência, Revista de Medicina do RS, P. Alegre, v. 1, n. 1, ago./set. 1944. “Psicologia e tratamento psicossomático”, Folha Médica, Rio de Janeiro, v. 30, n. 13, jul. 1949. “A clínica ginecológica e a irresponsabilização da personalidade”, Revista de Medicina do RS, P. Alegre, v. 7 n. 42, jul./ago. 1951. “A dismenorréia e as leis do ensino médico, Anais da Fac. de Med. de P. Alegre, P. Alegre, v. 9, jan./dez. 1951. “As sublimações e os compromissos oníricos, Anais da Fac. de Med. de P. Alegre, id, v. 25, jan./dez. 1965.

GONALVES, Manoel Loforte.

 Lisboa, Portugal, 27 jan. 1908. F.: Antônio Gonçalves e Berta Loforte Gonçalves. Est. prim. secundário no Ginásio Cruzeiro do Sul, P. Alegre. Preparatório completo no Curso do Irmão Weibert, P. Alegre. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre, 1930. Curso de Farmacodinâmica do Prof. Paulo de Carvalho, Rio de Janeiro. Assistente de Propedêutica Clínica da Fac. de Med. de P. Alegre, 1932-1934, e de Terapêutica Clínica da Fac. citada, P. Alegre, 1934-1938. Livre-Docente dessa última cadeira, 1938. Catedrático de Farmacologia, desde 1938, aposentando-se em 1967. Médico especialista em Gastroenterologia. Membro do Rotary Club de P. Alegre Norte. Pai de Alice Schultz Loforte Gonçalves.
 Bibl.: Algumas Considerações Sobre Três Casos de Persistência de Timus, tese de doutoramento, P. Alegre, 1930. “Duas indicações da espermoterapia”, Revista de Medicina Cirúrgica e Farmacêutica. “Considerações sobre um caso de pseudo-hermafrodismo”, Arquivo Rio-Grandense de Medicina, P. Alegre. “Terapêutica de febre tifóide”, ibid. Evolver do ensino médico através dos tempos”, aula inaugural, Revista de Med. do RS, P. Alegre, v. 3, n. 16, mar./abr. 1947. “Úlceras gastroduodenais e vírus, Rev. Medicina e Cirurgia, P. Alegre, v. 10, n. 1, jan./abr. 1948. “Resumo histórico da farmacologia e suas relações com a ciência experimental”, Arquivos Rio-Grandenses de Med., P. Alegre. “Algumas considerações sobre dois corpos estranhos intra-auriculares”, Revista da Assistência Pública Municipal de P. Alegre, id. Anofilaxia e Idiossincrasias em Farmacodinâmica, tese. Estudos de Farmacodinâmica no Globo Ocular, conferência no Centro de Estudos Ivo Correa Meyer, P. Alegre, 23 out. 1968.

GONALVES VIANA, Raimundo.

P. Alegre, RS, 20 fev. 1882 – P. Alegre, 23 jun. 1969. F.: Nuno Gonçalves Viana e Maria das Dores Gonçalves Viana. Est. na Escola Brasileira e no Ginásio S. Pedro, P. Alegre. Farmacêutico pela Fac. de Med. de P. Alegre, 1899. Iniciou o curso de Medicina na mesma Fac., mas concluiu-o na Fac. de Med. do Rio de Janeiro, em 1907. Prof. da Fac. de Med. de P. Alegre, de Anatomia Patológica e Fisiologia, desde 1908, aposentando-se como catedrático. Diretor do Instituto Pasteur, P. Alegre, 1910-1922. Delegado do RS na Liga Brasileira de Higiene Mental. Médico especializado em Neurologia, P. Alegre. Biógrafo, crítico, cronista e comentarista. Membro da Soc. de Neurologia Psiquiátrica e Med. Legal, Rio de Janeiro, e da Soc. Rio-Grandense de Med., P. Alegre. Genro de Olinto de Oliveira.
 Bibl.: Semiologia da Disartria, tese de doutoramento, Rio de Janeiro, 1907. Clínica Neurológica (Lições), P. Alegre, Barcelos, Bertaso, 1925. Lições de Medicina Social, ibid, 1928. Compêndio de Anatomia e Fisiologia Patológicas: Parte Geral, P. Alegre, Globo, 1934, v. 1. História da Civilização, 1a. série, ibid 1941. Olinto de Oliveira, biografia, ibid, 1945. Publicou artigos sobre temas vários no Correio do Povo, P. Alegre.

GROSSI, Vincenzo.

Livre. Docente de Etnologia Americana na Universidade de Gênova. Escreveu muito sobre o Brasil e o Rio Grande de uma forma que prevê experiência pessoal, sobretudo quando tratou da Revolução de 1893 no Rio Grande do Sul.
 Bibl.: Appunti sulla geografia medica Del Brasile. Dr. Vincenzo Grossi. Genova. Tipografia di Ângelo Ciminago, 1890, 44p. “Gl’interessi italiani e la rivoluzione nello Stato brasiliano di Rio Grande del Sud”, in Il Pensiero Italiano, Milano, 1893, vol. IX, p. 194-210 e 351-363 (Comentários, com pleno conhecimento de causa, sobre a revolução federalista que estalara havia pouco. Traz um histórico da colonização no RS e uma boa apreciação sobre política estadual, o que evidencia ter o autor conhecido pessoalmente o que descreveu.); “La guerra civile al Brasile. A propósito della rivoluzione di Rio Grande do Sul”, in La Nuova Rassegna, Roma, 3 a 10.VI.1894, ano II, ns. 22-23, pp. 701-702 e 735-736. (Antecedentes históricos da revolução federalista no RS). Tedeschi e italiani nel Brasile meridionale, studio di colonizzazione comparata. Cittá di Castello, Lapi, 1904, 24 p.

GUEDES, Paulo Luis Vianna.

Porto Alegre, 14 nov. 1916 – Torres, 24 fev. 1969. F.: Luis José Guedes, primeiro catedrático concursado de Psiquiatria do Rio Grande do Sul. Estudou no Colégio Anchieta e formou-se pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre, a única do Estado. Ao ingressar na faculdade (1934), seu pai era o diretor do Hospital São Pedro na época de Flores da Cunha e banimento de Jacinto Godói. Ao formar-se (1939), Flores da Cunha estava no exílio, os tempos eram de Estado Novo e Jacinto Godói voltara a dirigir o São Pedro. A rivalidade Jacinto Godói – Luis José Guedes influiu sobre o jovem recém-formado e que foi um agregador durante toda a vida de psiquiatra, analista e músico. Participou de todos os movimentos de afirmação da Psiquiatria e Psicanálise em nosso meio. Esteve à frente do ensino da Psiquiatria na Faculdade desde 1950 até a sua morte. Foi um dos fundadores da Unidade Melanie Klein no Hospital São Pedro e apoiou a participação da Psiquiatria na Unidade São José do Murialdo. Foi um dos dez fundadores da Associação Encarnación Blaya, que teve como primeiros presidentes Marcelo Blaya Perez e Manoel Antônio de Albuquerque. A Clínica Pinel passou a ser modelo na formação de psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais e enfermeiros, além de manter a publicação dos Arquivos da Clínica Pinel. Foi o primeiro psiquiatra a presidir a Sociedade de Neurologia, Psiquiatria e Neurocirurgia do Rio Grande do Sul (1953). Foi um dos fundadores do Centro de Estudos Psicanalíticos de Porto Alegre, em 1957. Organizou a 1a Jornada Sul-Rio-Grandense de Psiquiatria Dinâmica em Gramado. Responsável pela acolhida dos psicanalistas na instalação de centro formador em Porto Alegre, não descurava da inserção dos psiquiatras dentro da Medicina. Ao conseguir a utilização do Avro Presidencial, assegurou presença significativa de gaúchos no Congresso Nacional de Neurologia, Psiquiatria e Higiene Mental de Fortaleza em 1964. Presidiu o congresso seguinte em 1967, na capital gaúcha.
     Grande apreciador e estudioso de música, assumiu a Cátedra de Conjunto de Câmara na Escola de Artes da Universidade do Rio Grande do Sul. Também ensinava História da Música na mesma escola. Tocava vários instrumentos, mas era com violino que integrava o quarteto oficial da escola. Compositor, teve como co-autor até Carlos Drummond de Andrade. É patrono da cadeira 56 da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina, ocupada pelo Professor Manoel Antônio Albuquerque. Pai do psiquiatra Paulo Sérgio Guedes, sogro do Professor João Müsnich.
 Bibl.: Além das teses de concursos, deixou, entre outros: “Sobre a incidência de casos de psicoses devidas à sífilis”, Anais da Faculdade de Medicina da UFRGS, vol.19, p.177, 1959. “Experiência com Dietilamina do ácido lisérgico (LSD 25)”, Arquivos de Neuropsiquiatria, S. Paulo, v.19, mar. 1961. “Comunicação sobre sonhos em psicoterapia analítica de grupo”, Jornada, nov. 1960, Psiquiatria, v.1 n.1, 1961. “Estudo sobre incidência de psicoses devidas a sífilis no Estado do Rio Grande do Sul”, III Congresso Sul-Brasileiro de Higiene, 1962, Anais do Congresso. “Ensino das ciências psicológicas no currículo médico”, ABEM, 1966.
     Como compositor: “Noturno” para piano; “Suíte infantil (crianças brincando, acalanto e corrupio); Quatro esboços brasileiros (chorinho, toada, cantiga e dança); “Suíte para orquestra”; “Três peças de caráter popular para flauta, violão e orquestra de cordas”; “Brinquedo de roda”; “A moda da moça muda”; “Modinha” e “Menina dos óio grande”.

GUIMARES, Renato (Cavalcanti) de Freitas.

Pelotas, RS, 11 set. 1888 – P. Alegre, RS. Est. no Ginásio Pelotense, Pelotas. Médico pela Fac. de Med. do Rio de Janeiro, 1916. Delegado da Higiene em Jaguarão. Juiz federal, id. Presidente do Conselho Escolar, id. Médico em S. Vitória do Palmar. Participou do Congresso Médico da cidade de Rio Grande em 1928. Médico especializado em Pediatria e Ginecologia, P. Alegre. Poeta e teatrólogo. Fundador do Grêmio Vitoriense de Letras, que presidiu em 1938. Possivelmente exerceu nos anos 1930 atividades na localidade de Rio Grande (RS).
 Bibl.: Quisto Hidático do Fígado, tese de doutoramento, Rio de Janeiro, 1916. Redenção, drama estreado por amadores, Jaguarão. Eutanásia, id, id.

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

HEREDIA, Isidoro.

Alcalá la Real, Espanha, 26 out. 1878 – P. Alegre, RS, 1959. F.: Isidro Heredia Hidalgo e Maria Antônia Heredia Hidalgo. Farmacêutico pela Fac. de Med. de P. Alegre, 1900. Diplomado em Medicina em 1915. Prof. de Química Analítica da Fac. de Med. de P. Alegre. Mordomo da S. Casa, P. Alegre, em 1919.
 Bibl.: A Pelagra, tese de doutoramento, P. Alegre, 1915. “Os corpos acetônicos”; “A Santa Casa de Misericórdia da Porto Alegre”, em colaboração com Tasso Vieira de Faria, in: Panteão Médico Rio-Grandense, S. Paulo, Ramos, Franco, Ed., 1943.

HILLEBRAND, Joo Daniel.

Hamburgo (Alemanha), 1 maio 1800 – São Leopoldo (RS), 9 jul. 1880. F.: Cristiano Hillebrand e Margareth War Khorpst. Aos quinze anos, estudante, auxiliava no recolhimento de doentes ao Lazareto de Merseburgo. Estava presente na Batalha de Waterloo em 18 jul. 1815 e foi condecorado pela assistência prestada. Doutorou-se na Universidade de Goettingen em 1823. Em novembro de 1824 chegou à margem do Rio dos Sinos com a segunda leva de colonos alemães. Era um dos dois médicos desembarcados e viera recomendado à Imperatriz Dona Leopoldina. Iniciou como vice-inspetor da Colônia. Em 1925 conseguiu trinta e sete voluntários para lutar pelo império e que estiveram presentes na Batalha do Passo do Rosário. Em 1835 foi indicado para diretor da colônia, mas como fosse partidário do Imperador e contra os revolucionários, foi substituído e retirou-se para a região de Campo Bom, onde se juntou às forças legalistas de Gaspar Mena Barreto. No governo do Barão de Caxias, passou a comandante geral da Colônia de São Leopoldo e cavaleiro da Ordem da Rosa. Tornou-se cidadão brasileiro em 14 dez. 1845. Foi delegado de polícia, juiz de órfãos e Presidente da Câmara. Em 1858 foi nomeado Coronel da Guarda Nacional e em 1859 recebeu a Ordem de Cristo. Humanitário no exercício da profissão, teve destacado papel na epidemia de cólera que atingiu São Leopoldo em 1855-1856. Ao contrário dos outros médicos, não abandonou a cidade e organizou o serviço de assistência. Levantava, ele mesmo, os caídos na rua e os levava para o Lazareto. Gastou seus recursos na compra de medicamentos e comida para os pobres. Quando quiseram compensá-lo pelas perdas, não aceitou; apenas cumprira seu dever. Sem jamais casar, deixou dois filhos naturais. Morreu aos oitenta anos de idade e em extrema pobreza.
 Bibl.: “Relatório apresentado ao governo da Província em 1854”, in Revista do Arquivo Público do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 1924 (setembro-dezembro), números 15-16, p. 337-438. Importante e minucioso relatório, datado de São Leopoldo, 19 mar. 1854 e encaminhado ao presidente Cansanção de Sinimbu. Provavelmente da lavra do mesmo Dr. Hillebrand, então presidente da Câmara da Vila de São Leopoldo, há o relatório de 29 set. 1858, dessa corporação, ao presidente Ângelo Muniz da Silva Ferraz. Complementa o anterior e só se refere a assuntos dessa antiga colônia alemã.

HOFMEISTER (Filho), Carlos (Bento).

Palmeira das Missões, RS, 21 jul. 1920 – Porto Alegre, 15 fev. 1998. F.: Carlos Niederauer Hofmeister e Clotilde Julieta Bento Hofmeister. Transferiu-se com três anos de idade para Porto Alegre, onde estudou por um ano no Colégio Bom Conselho e depois em outros colégios da capital. Formou-se pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1945. Pediatra, participou de diretorias das Sociedades Gaúcha, Brasileira e Americana da Especialidade. Desportista, foi Presidente por muitos anos do Grêmio Náutico União, onde idealizou a sede Alto Petrópolis. Também foi Vice-Presidente da Sociedade Germânia e conselheiro da Sogipa e da Associação Leopoldina Juvenil. Fundador e primeiro Presidente da Federação Gaúcha de Natação, também o foi da de remo. Diretor do Departamento de Esportes nos Governos Meneghetti e Peracchi, assumiu cadeira na Assembléia Legislativa. Participou de convenções internacionais e foi Governador Distrital do Rotary. Pai de duas filhas, sogro do Dr. Edison Pizzato.
Bibl.: Pequena História do Remo Gaúcho, 1979, 147p., ilustr., CORAG, Porto Alegre. O Pote de Geléia – Radiografia da colonização alemã, 1980, 141p., co-edição Autor / EST, Porto Alegre. O Tacho e a Cuia, romance histórico do RS, 1980, 216p., Tip. Editora La Salle, Canoas, RS. SOGIPA – Doze Décadas de História, 1987, 258p., ilustr., Gráfica Pallotti, Porto Alegre. “O que podem fazer os Rotarys Clubs em favor da solução dos problemas da criança”; “Grêmio Náutico União – meio século de lutas e glórias”; “Com amor e lealdade”, monografia sobre a colonização alemã, com pseudônimo de Régis Cortesão (Cortesão é a tradução de seu sobrenome em alemão). “Rotary Club de Porto Alegre-Norte: 40 anos de história e ação”; “História do Colégio Farroupilha”. Manteve por vários anos a seção “Conselho às mães”, no Jornal do Dia e no Boletim da A.F.M.

HRBE, Werneldo (Erwino).

 Cachoeira do Sul, RS, 17 fev. 1933. F.: Erwino José Hörbe e Elsa Wrasse Hörbe. Médico pela Fac. de Med. de Porto Alegre em 1960. Médico. Poeta. Residiu em Rosário do Sul.
 Bibl.: Sublimes Inspirações, sonetos, 1973, 185p. Gráfica Editora A Nação, Porto Alegre, RS. Auréola de Sonhos, poesias, 1979, 100p., Gráfica CETUBA, Bagé, RS.

HORTA (FILHO), (Antnio Carlos) Rebelo.

 Itabira, MG, 23 abr. 1890. F.: Antônio Carlos Rebelo Horta e Maria Manoela Andrade Horta. Est. no Ginásio Mineiro, Belo Horizonte, até 1910. Médico pela Fac. de Med. do Rio de Janeiro, 1920. Curso de especialização em Montevidéu, 1911, e Paris, 1923. Médico em MG e SP e, depois, no RS, fixando-se em Passo Fundo, com especialização em Pediatria. Médico do DES em P. Alegre, no qual foi diretor do Departamento da Criança e chefe do Serviço de Fiscalização da Med., 1960. Cronista. Membro da Soc. de Med. de P. Alegre e da Soc. de Pediatria do RS.
 Bibl.: Crimes Contra a Honra, tese de doutoramento, Rio de Janeiro, 1920. Soja na Merenda de Escolares, tese ao Congresso Sul-Americano de Nutrição, Montevidéu, 1943. Melena Genuína, estudo, P. Alegre, 1946. “O menor abandonado e a erosão da terra”, tese, Jornada Nacional da Puericultura e Pediatria. 4. Arquivos, P. Alegre, 1950. Organização, Estrutura e Funcionamento de Dispensários Antilepróticos, Rio de Janeiro, Serviço Nacional de Lepra, 1950. Ostentação Educacional, tese ao Congresso Nacional de Puericultura, Rio de Janeiro, 1956. Entre Castanheiros e Esquilos, crônicas, Canoas, La Salle, 1960. “Censo de lepra na Zona A, Arquivos Mineiros de Leprologia, Belo Horizonte, v. 1, n. 2, abr. 1941. “Formas clínicas da lepra”, ibid; 1941. “Reparos ao esquema de classificação sul-americana”, ibid, v. 6, n. 4, out. 1946. “O problema da lepra em Minas Gerais”, ibid, v. 9, n. 1, jan. 1949. Inéditos: Estrada Velha, romance. Exaltação, id.

IHERING, Herrmann F(riederich) A(lbrecht) von.

Giessen, Ostfnsia, Alemanha, 9 mar. 1850 – S. Paulo, SP, 26 fev. 1930. F.: Rudolfo von Ihering. Médico pela Universidade Gotlingen, 1873. Diplomado em Filosofia, 1876. Prof. de Zoologia na Universidade de Leipzig. Veio para o Brasil em 1880, exercendo a Medicina na cidade de Taquara até 1883. Residiu a seguir em Pedras Brancas, S. Lourenço (1885-1886) e na Barra do Rio Camaquã (1887-1891), empreendendo, a par da Medicina, pesquisas locais de Zoologia, Botânica e Paleontologia. Diretor do Museu Paulista, S. Paulo, 1893-1915. Cientista de renome internacional. Pai de Rudolf von Ihering, cientista de renome internacional.
 Bibl.: Rio Grande do Sul, Gera, Ed. Paul Genschel, 1885. “Excursions dans la Province du Rio Grande do Sul au Brésil: 1834”, in: Nouvelle Annuaire des. Voyagens, Paris, tomo 66, 1898. “As aves do Rio Grande do Sul”, in: A Fauna do Brasil, de R. von Ihering, S. Paulo, 1907, v. 1. “Os índios e o nome da Lagoa dos Patos”, S. Paulo, 1907, id, 2.ed., Anuário do Estado do RS, P. Alegre, 1910. Prognatia: Reforma da Craniometria, estudo antropológico. “Formação artificial dos dentes entre os povos não civilizados”, id, Übers Meer, prefácio de A.W. Sellin. “Über Schlangenbisse”, Koseritz Deutsche Kalender, P. Alegre, 1882. “As árvores do Brasil”, em parceria com João Dutra, Anuário do Estado do RS, id, 1882. “Zur Bahandlung und Belege des Kinds auf den Colinien”, Koseritz Deutsche Kalender, id, 1883. “Die Lagoa dos Patos”, Deutsche Geographische Blatter, Bremen, v. 3, 1885; id, rev. Organon, P. Alegre, n. 14, 1969. “Das Südliche Koloniengebiet von Rio Grande do Sul”, em colaboração com P. Langhans, Pettermanns Georg Mitt, Gotha, v.33, 1887. “Ueber Bruflege und Entwicklungen des Bagre”, Biologische Blatte, n. 8, 1888. “Die Vogel der Lagos dos Patos”, rev. Ornithologie, Budapest, 1888. “Die Ameisen von Rio Grande do Sul”, Revista Entomológica, Berlin. “Am Guahyba”, Unsere Zeit, 1888. “Die Deutsche Auswanderung und Ihre Ziele”, id, 1888. “Zur Kenntnis der Vegetation Südbrasilia Nischen Subtropischen Region”, rev. Ausland, Berlin, n. 60, 1888. “Aus der Kolonieraxis in Südbrasilien”, Deutsche Kolonial Zeitung, 1888. “Ornithologische Forschung in Brasilien”, rev. Ornis, Berlin, 1888. “Die Vögel der Umgegend von Taquara do Mundo Novo”, em colaboração com Hans Berlepsch, Zeitschrift für die Gesamnte Ornithologie, Berlin, 1888. “As árvores do Rio Grande do Sul”, Anuário do Estado do RS, P. Alegre, 1892. “Die Küstenfischen der Rio Grande do Sul”, Koseritz Deutsche Kalender, id, 1893, id, tradução para o português do Pe. Lucas Hensch, Anuário do Estado do RS, P. Alegre, 1895. “Os mamíferos do Rio Grande do Sul”, ibid, 1893, id, Revista do Museu e Arquivo Público do RS, id, n. 19, set. 1927. “Os índios do Rio Grande do Sul”, ibid, 1895. “Conchas marinhas de formação pampeana de La Plata”, Revista do Museu Paulista, S. Paulo, v. 1, 1895. “Os peixes de água doce do Rio Grande do Sul”, Anuário do Estado do RS, P. Alegre, 1898 (em versão de Normélio Rosa). “As aves do Estado do Rio Grande do Sul”, ibid, 1900, id, Revista do Museu e Arquivo Público do RS, P. Alegre, n. 21, dez. 1928. “El hombre prehistórico del Brasil”, rev. Historia, Buenos Aires, tomo I, 1903. “Das Rind und Seine Zucht in Brasilien”, Anuário de S. Paulo, S. Paulo, 1905.

INFANTINI (Filho), Maurcio.

 Bagé, 6 nov. 1904. Falecido em sua cidade natal. F.: Maurício Infantini. Estudou no Ginásio Nossa Senhora Auxiliadora de Bagé e no Colégio Nossa Senhora do Rosário de Porto Alegre. Formou-se pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1927, após ter sido presidente do Centro Acadêmico. Dedicou-se à clínica médica e ao tratamento da sífilis, tanto no consultório, quanto na Santa Casa de Bagé. Desempenhou por muitos anos as funções de médico legista na região.
 Bibl.: “Contribuição ao estudo da Reação de Kahn no soro-diagnóstico da sífilis”, tese de doutoramento; “O aborto criminoso”; “Febre tifóide em Bagé”; e “Profilaxia da sífilis”. 

IRAJ (PEREIRA), Hernani de.

S. Maria, RS, 22 set. 1897 – Rio de Janeiro, 14 ago. 1969. F.: Raimundo Alexandre Pereira e Brazilina Moraes de Irajá. Est. no Ginásio Júlio de Castilhos e no Anchieta, P. Alegre. Escola de Engenharia, P. Alegre, curso incompleto. Médico pela Fac. de Med. P. Alegre, 1917. Assistente da Seção Pediátrica da Fac. de Med. de P. Alegre. Médico no Rio de Janeiro. Assistente da Fac. de Med. do Rio de Janeiro. Membro do Corpo de Saúde do Exército. Redator de A Pátria, A Noite, Revista da Semana e Fon-Fon, todas do Rio de Janeiro. Membro da Pró-Arte, Rio de Janeiro, que presidiu; da Associação Artística Brasileira, Rio de Janeiro, da qual foi um dos fundadores; da Soc. de Homens de Letras do Brasil; do Pen Club do Brasil, Rio de Janeiro; da ABI e do Instituto Brasileiro de Cultura, id. Especializado em patologia sexual. Desenhista. Irmão de Helena de Irajá.
 Bibl.: Psicoses do Amor, tese de doutoramento, P. Alegre, Globo, 1918 (mais dez edições, todas no Rio de Janeiro, a última de 1963). Feitiços e Crendices, Rio de Janeiro, Liv. Freitas Bastos, 1932, id, 2.ed., ibid, 1937. Psicopatologia da Sexualidade, ibid, 1932, id, Rio de Janeiro, Ed. Getúlio Costa, 1946. Sexualidade e Amor, estudo, Rio de Janeiro, Pongetti, 1932 (mais três edições até 1957). Sexualidade Perfeita: Higiene dos Sexos, Rio de Janeiro, Liv. Freitas Bastos, 1933, id, 2.ed., ibid, 1956. Morfologia da Mulher, Rio de Janeiro, 1937. Tratamento dos Males Sexuais, id, Liv. Freitas Bastos, 1937. Sexo e Beleza, S. Paulo, Cultura Moderna, 1938 (mais três edições no Rio de Janeiro, até 1958). O Sensualismo na Arte, estudo, Rio de Janeiro, Liv. Vítor, 1945. Segredos Sexuais, id, id, Irmãos Pongetti, 1953. Amores e Paixões, id, ibid, 1956. Impotência Sexual, id, em parceria com Spinosa Rothier, ibid, 1957. O Homem: Encontro com o Passado, memórias, ibid, 1959. Neurastenia e Melancolia, Rio de Janeiro. O Ciúme, id. Macumba e Outros Mistérios, id. Sexos em Luta, id. Crônica de Ciência, id. O Sexo Nu, id, Irmãos Pongetti, 1966. Adeus, Lapa, id, 1967. Confissões de um Conquistador de Criadas, memórias, id. 1968.

JOBIM, (Jos Martins da) Cruz.

Rio Pardo, RS, 26 fev. 1802 – Rio de Janeiro, 23 ago. 1878. F.: José Martins da Cruz e Eugênia Rosa Fortes Jobim. Est. no Seminário São José, Rio de Janeiro, curso concluído em 1820. Médico pela Escola de Med. de Paris, 1828. Médico do Paço na Corte Imperial do Brasil, Rio de Janeiro, 1831-1872. Lente de Med. Legal da Acad. Imperial de Med., id, 1833-1854. Diretor dessa Escola, 1842-1872. Conselheiro da Coroa Imperial, desde 1845. Dep. geral pelo RS, 1848-1850. Senador pelo ES, 1851. Co-fundador da Acad. Imperial de Med. Rio de Janeiro, 1824. Comendador da Ordem da Rosa e da de Cristo. Orador e médico clínico.
 Bibl.: Dissertation sur le Vaccin, tese de doutoramento, Paris, 1828. Plano de Organização das Escolas de Medicina do Rio de Janeiro e da Bahia, tese de concurso, Rio de Janeiro, 1830. Hidrofobia, id, id, 1831. Discurso Inaugural da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1831. Elogio Histórico de Francisco de Mello Franco, lido em sessão de 24 abr. 1831 da Soc. de Med., id, 1831. Sobre Hidropsias em Geral, id, 1831. Sobre Moléstias que mais Afligem a Classe Pobre, discurso a 30 ago. 1835 na Soc. de Med., id, Tip. Fluminense, 1835. Exame das Águas Minerais de Santa Catarina, Desterro, 1845. Passatempo Escolástico, Rio de Janeiro, Tip. Imparcial, 1847. Discursos Pronunciados da Sessão de 1848 da Câmara dos Deputados, Rio de Janeiro, 1848. Discursos do Doutor José Martins da Cruz Jobim na Sessão do Senado de 1851, id, 1851. Discurso Pronunciado no Ato de Conferir o Grau de Doutor aos 29 de Novembro de 1852, id, 1863. Discurso... aos 16 de Dezembro de 1864, id, 1864. Discurso... aos 24 de Novembro de 1865, id, 1865. Discurso... em 1868, id, 1868. Discurso no Senado (vem junto a outro do Senador F.J. Furtado), id, 1869. Discurso... em 1871, id, 1871. Sobre a Asfixia, conferência na Escola da Glória a 1 ago. 1875, id, 1875. Fatos Históricos da Idade Média, id, a 6 jul. 1876, id, 1876. História de Portugal, id, a 11 out. 1876, id, 1876. Publicou vários artigos médicos na Revista Médica Fluminense, da qual foi redator, Rio de Janeiro, 1835.

KEMP (LARBECK FILHO), Emlio.

Rio de Janeiro, 9 out. 1873 – P. Alegre, RS, 9 out. 1955. F.: Emílio Kemp Larbeck e Maria Martins Kemp Larbeck. Est. prim. e secundário no RJ. Médico pela Fac. de Med. da Universidade do PR. Comerciário no Rio de Janeiro, até 1891. Jornalista, fundou a rev. Avenida, Rio de Janeiro; redigiu O Fluminense, Niterói, RJ, 1901; redator da Gazeta de Petrópolis, Petrópolis, RJ; de Cidade do Rio, A Gazeta, O Malho e A Imprensa, todos do Rio de Janeiro. Vindo para o RS, dirigiu o Correio do Povo, P. Alegre, 1913-1920, após ser redator desde 1910. Depois, dirigiu O Diário e Norte-Sul, ambos de P. Alegre, bem como A Manhã, 1920. Ingressando no funcionalismo público estadual, foi inspetor estadual de ensino, fundador do Instituto Protásio Alves e do Instituto Evarista Flores da Cunha, diretor do expediente da Secretaria da Educação, diretor do Jornal do Estado (1939-1940), da Imprensa Oficial do RS e do Museu do Estado, cargo em que se aposentou. Prof. da Escola Superior de Comércio de P. Alegre, da Escola Normal de P. Alegre e da Escola Médico-Cirúrgica de P. Alegre. Poeta, teatrólogo, romancista, pedagogo e crítico literário. Usou os pseudônimos de Bainave e Acúrio Benigno. Membro da Acad. de Letras do RS, 2a. fase.
 Bibl.: Matinal, entreato em verso, P. Alegre, Liv. Jerônimo Silva, 1898, id, 2.ed., P. Alegre, Liv. Americana, 1918. Poesia, versos, Rio de Janeiro, Gráf. do Brasil, 1908, id, 2.ed., P. Alegre, Liv. Americana, 1920, id, 3.ed., Rio de Janeiro, tip. do Anuário do Brasil, 1924. A Defesa da Saúde Pública no Rio Grande do Sul, tese, P. Alegre, 1916. “A escola ativa como base da educação popular”, Congresso de Municipalidades, 1. Anais, P. Alegre, 1919. “Caixas escolares”, ibid, 1919. Gente Alegre, comédia, P. Alegre, Liv. Americana, 1919, id, 2.ed., ibid, 1921. Enciclopédia Brasileira de Educação, compilação de trabalhos pedagógicos, P. Alegre, 1922-1934, 6 v. Contribuição ao Estudo do Clima Antropológico do Rio Grande do Sul, P. Alegre, Selbach, 1933. Higiene Alimentar: Noções de Puericultura, ibid, 1934. Luz Suprema, versos, P. Alegre, Globo. 1938. Cantos de Amor ao Céu e à Terra, id, ibid, 1943. A Boneca de Sofia e o Batizado, literatura infantil. P. Alegre, A Nação, 1950. O Senhor Ministro, comédia estreada pela Cia. Cristiano de Souza, Rio de Janeiro, 1916. Uma Representação do Tim-Tim, burlesca, em parceria com Henrique Marinho. Russalka, opereta, id. A Fada Verde, id, id. O Senhor Barão, Vaudeville: Pobre Amor, O Amor de Dona Amanda, romance em folhetins no Diário do Comércio, Rio de Janeiro, 1908. “Registro semanal”, coluna semanal de crítica literária, sob o pseudônimo Acúrcio Benigno, Correio do Povo, P. Alegre, decênios de 30/40.

KROEFF, Mrio.

São Francisco de Paula, RS, 12 out. 1893 – Rio de Janeiro, 1984. F.: Carlos Kroeff e Idalina Kroeff. Est. secundário na cidade natal. Médico pela Fac. de Med. do Rio de Janeiro, 1915. Cursos de aperfeiçoamento em Cirurgia na Alemanha, 1924. Delegado da Higiene em Brusque, SC, 1917. Diretor do hospital da mesma cidade, 1917. Médico militar por concurso, 1918. Assistente de Clínica Cirúrgica da Fac. de Med. do Rio de Janeiro. Livre-Docente da mesma desde 1929. Diretor do Serviço Nacional do Câncer. Clínico e cirurgião no Rio de Janeiro. Membro da Acad. Nacional de Med., do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, do Instituto Brasileiro de Cultura e do Centro de Cancerologia, do qual foi fundador.
 Bibl.: Precisamos Corrigir Nossos Erros, reunião de uma série de artigos no Correio da Manhã, RJ, 1949, 61p., s/ed., Rio de Janeiro. Imagens do Meu Rio Grande – Reminiscências, 1971, 406p., ilustr., s/ed., Rio de Janeiro, 2.ed., 1972, 415p., ilustr., Impressora Brasileira, Rio de Janeiro. Ensarilhando as Armas, memórias, 1973, 212p., Impressora Brasileira. O Gaúcho no Panorama Brasileiro, prosa e verso, 1977, 334p., ilustr., Impressora Brasileira, Rio de Janeiro.

LEES, Ciro Soares.

 Alegrete, RS, 12 jun. 1912 – Alegrete, 24 out. 1967. F.: Arlindo Soares Leães e Lisbela Almeida Leães. Est. no Ginásio S. Maria, S. Maria. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre, 1936. Médico do Instituto de Educação Oswaldo Aranha, Alegrete. Diretor da Assistência Pública de Alegrete, 1943. Crítico e orador. Assinava às vezes C. Leães. Membro da Estância da Poesia Crioula.
 Bibl.: Oração da Pátria Brasileira ao Cristo do Corcovado, poema, 1940, publ. no no 3 da revista Studos, Porto Alegre. Castro Alves, estudo crítico, Alegrete, 1948. Coisas que a Gente Diz, obra póstuma, versos e crônicas, prefácio de Mário Quintana, id, Liv. e Bazar Correia, 1969. “Poema de sonho”, poema, Revista do Globo, P. Alegre, v.6, n.15, 25 jul. 1935.

LEAL, Lus Cesar.

Livramento, RS, 4 fev. 1914. F.: Isolino Leal a Eulália Pinheiro Leal. Est. no Ginásio Júlio de Castilhos, P. Alegre. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre, 1935. Médico em Santiago, RS. Presidente do Hospital de Caridade de Santiago. Médico radiologista em Porto Alegre.Dedicou-se também à Clínica Geral. Fez cursos de Cirurgia e Obstetrícia na Faculdade de Medicina de Porto Alegre. Governador do Distrito 468 do Rotary Internacional, 1967-1968. Prosador e conferencista. Publicou o trabalho intitulado “Ferimentos Penetrantes da Cavidade Abdominal”. Desempenhou as funções de Presidente do “Centro Sarmento Leite”, na Faculdade de Medicina de Porto Alegre e de vice-presidente da Federação dos Estudantes da Universidade da mesma capital.
 
Fonte: Relações Humanas em Rotary: Como Ajudar seu Clube, Crescimento do Quadro Social, P. Alegre, Ética Impressora, 1969.

FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

LEO, Sebastio (Afonso de).

Nascido em Porto Alegre em 20 janeiro de 1866. Filho de Jos Manoel de Leo e Maria Emlia de Carvalho Souza Leo. Estudou os preparatrios na cidade natal at 1881. Formou-se Mdico pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, 1888. Foi Revisor da Gazeta de Notcias, Rio de Janeiro, 1883-1884. Mdico da Santa Casa em 1889. Jornalista, comeou como revisor da Gazeta de Notcias, sendo, depois, em Porto Alegre, redator de Gazeta Americana, 1892-1894; O Dia, 1894-1895; Correio do Povo, 1895-1903, e Revista da Sociedade de Medicina. Mdico legista da Polcia de Porto Alegre, 1896. Secretrio-geral da Faculdade de Medicina e Farmcia de Porto Alegre, 1898. Mdico da Santa Casa, P. Alegre. Prof. de Fisiologia e Patologia Interna e Medicina Legal da Faculdade de Medicina de Porto Alegre e da Faculdade de Direito de Porto Alegre. Historiador e memorialista. Membro da Sociedade de Medicina de Porto Alegre, que presidiu, e da Academia Rio-Grandense de Letras na 1. fase, de que foi um dos fundadores em 1901. Faleceu em Porto Alegre em 10 fevereiro 1903. Fonte: www.muhm.org.br e PORTO-ALEGRE, Aquilles. Homens Ilustres do Rio Grande do Sul. Livraria Selbach, Porto Alegre, 1917.pg. 134.

LEITE, Antnio Oliv.

 Pelotas, RS, 23 set. 1886 – S. Paulo, SP, 18 out. 1970. Est. prim. na cidade natal, secundário no Ginásio N. Sa. da Conceição, S. Leopoldo, e no Ginásio Gonzaga, Pelotas. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre, em 1912. Cursos de aperfeiçoamento em Montevidéu, 1924-1926; Viena, Berlim, Paris, Estrasburgo e Bordéus. Médico otorrinolaringologista em S. Maria. Segundo informes, faleceu em São Paulo, SP, em 16 de outubro de 1970.
 Bibl.: Asmas Tuberculosas, tese de formatura, P. Alegre, 1912. Catálogo das Variedades, Curiosidades e Acidentes de Impressão em Selos Comemorativos e Aéreos do Brasil, filatelia, 1955, 142p., ilustr., Tip. Thurmann, Porto Alegre.

LENZ, Amauri Appel.

S. Maria, RS, 6 mar. 1895. F.: João Lenz e Lídia Appel Lenz. Est. no Ginásio Municipal S. Maria. Médico pela Fac. de Med. do Rio de Janeiro, 1917. Médico ginecologista em S. Maria. Cirurgião do Hospital de Caridade de S. Maria. Chefe do Posto Médico da Policlínica da Caixa de Pensões da VFRGS, S. Maria. Prefeito de S. Maria. Catedrático da Fac. de Farmácia e da Fac. de Med. de S. Maria.
 Bibl.: Contribuição ao Estudo da Rotura do Útero, tese de doutoramento, Rio de Janeiro, 1917. Discurso, proferido no Centro Cultural de S. Maria, na Poliantéia Comemorativa do Centenário de Nascimento do Dr. Astrogildo Azevedo, a 30 set. 1967. Publicou na imprensa artigos sobre medicina e política.

LIMA, (Aristteles) Bayard Lucas de.

Bagé, RS, 18 maio 1906. F.: Vicente Lucas de Lima. Est. prim. e sec. no Colégio N. Sa. Auxiliadora, na cidade natal, e em ginásios de P. Alegre. Médico pela Fac. de Med. do Rio de Janeiro. Curso da Escola de Saúde do Exército. Atendia casos de Cirurgia, Ginecologia, Obstetrícia e Traumatologia em Bagé. Foi diretor do Hospital Militar de Uruguaiana, como capitão do Exército. Diretor da Casa de Saúde S. Antônio, Uruguaiana. Dep. federal pelo RS.
 Bibl.: O Problema das Lãs Nacionais, discurso na Câmara dos Deputados em 8 e 11 out. 1948, Rio de Janeiro, Imprensa Nacional, 1948.

LIMA (JNIOR), Jos Toms de.

P. Alegre, RS, 1825 – Rio de Janeiro, 1875. F.: José Tomás de Lima e Maria Angélica da Fontoura de Lima. Médico pela Fac. de Med. do Rio de Janeiro, 1849. Médico do Corpo de Saúde do Exército Imperial, reformado no posto de Cirurgião-Mor de Brigada em 1861. Prof. da Fac. de Med. do Rio de Janeiro, passando a catedrático em 1871.
 Bibl.: Breves Considerações Acerca da Origem da Sífilis, Rio de Janeiro, 1849. Considerações Gerais Sobre a Acústica, id, 1856. Hidroterapia, id, 1871.

LOPES, Ernani.

P. Alegre, RS, 17 mar. 1885 – Rio de Janeiro, 1975. F.: Francisco C. Lopes. Est. na Escola Brasileira, P. Alegre, até 1899. Curso de Farmácia da Fac. de Med. de P. Alegre, 1902. Médico pela Fac. de Med. do Rio de Janeiro. Trabalhou no Rio de Janeiro. Especializado em Psiquiatria. Poeta, biógrafo e ensaísta. Usou os pseudônimos de Lineu Sepa e Pelino Senra.
 Bibl.: Paulo Afonso Costa, biografia, Rio de Janeiro, 1913. Clínica do Complexo Estupor em Neuropsiquiatria e Pugnacidade e Pré-Demência Precoce, dois estudos num só tomo, id, tip. do Jornal do Comércio, 1922. Balas de Estalo, versos e adágios, ibid., 1938. Eugenia e Higiene Mental, estudo, id, Serviço Nacional de Doenças Mentais, 1943. Vinte e Nove Poemas, id, tip. do Jornal do Comércio, 1955. A Poesia, a Arte e o Bom Senso Contra o Alcoolismo, antologia, ibid, 1955. Herédia e Herediólogos, ensaio, ibid, 1958. Meu Jardim Carioca e Outros Poemas, com prefácio de Rodrigo Otávio Filho, id, Ed. Americana, 1964. “Na floresta”, poema, Correio do Povo, P. Alegre, 18 set. 1904. “No centenário de José Rivera Indarte”, dois artigos, Jornal do Comércio, Rio de Janeiro, 19 e 26 ago. 1945. “Rafael Obligado (no Centenário de seu Nascimento)”, id, ibid, 21 e 28 jan. 1957. “A educação dos adolescentes no estrangeiro”, rev. Pediatria e Puericultura, Rio de Janeiro, v.17, n.1, set. 1957. Os Meios de Ação da Profilaxia e da Higiene Mental, conferência na Fac. de Med. de P. Alegre, abr. 1925.

LUZ, F(rancisco) A(ntunes) Ferreira da.

 P. Alegre, RS, 10 set. 1851 – Estado do RJ, 14 ago. 1896. F.: Antônio Antunes da Luz. Médico pela Acad. de Med. do Rio de Janeiro, 1877. Médico na Província do RJ. Vereador em Pádua, RJ. Dep. à Constituinte Republicana da Província do RJ. Dep. federal pelo mesmo Estado, 1894-1896. Poeta e cientista. Membro do Partenon Literário, P. Alegre.
 Bibl.: Da Nutrição: Matéria, Força e Movimento, Indicações e Contra-Indicações da Sangria Durante o Estado Puerperal, Tuberculose Mesentérica, tese de doutoramento, Rio de Janeiro, 1876. Harmonias Efêmeras, versos, Rio de Janeiro, Tip. 5 de Março, 1876; id, 2.ed., póstuma, revisão de Ariano Ferreira da Luz, id, Irmãos Pongetti, 1958. “Elegia”, Revista do Partenon Literário, P. Alegre, n.1, 1869. A..., poesia, ibid, n.2, 1869. “Parecer sobre a tese: Jovita é ou não uma heroína?”, ibid, n.4, 1869. “À memória do Barão do Triunfo”, poema, ibid., n.4, 1869. “Ele...”, poesia, ibid, n.5, 1869. “Segredo de amor”, recitativo, ibid, n.6, 1869. “Parecer sobre a tese: combate de Ponche Verde”, ibid, n.7, 1869. “Partida”, poesia, ibid, n.9, 1869. “Perdão”, id, ibid, n.10, 1869. “O poema do homem”, fragmento, ibid, n.12, 1869. “Flor oculta”, poesia, ibid, n.2, 1875. “Mãe”, id, ibid, n.4, 1875. “No dia de meus anos”, id, ibid, n.8, 1875. “A carta”, id, ibid, n.9, 1875. “A caridade”, id, ibid, n.12, 1875. “Niaia”, id, ibid, n.1, 1876. “Ramo de Alfanim”, id, ibid, n.2, 1877. Inédito: Ecos do Rig-Veda, tradução em versos (há notícia a respeito em O País, Rio de Janeiro, 25 jul. 1888).

LUZARDO, (Joo) Baptista.

Uruguaiana, RS, 11 dez. 1892 – Porto Alegre, 1981. F.: Severo Luzardo. Est. no Ginásio Santana, Uruguaiana; Ginásio Santa Maria, S. Maria; Instituto Ginasial Júlio de Castilhos, P. Alegre, onde concluiu o curso de preparatórios em 1911. Fac. de Med. de P. Alegre, 1912-1913, e do Rio de Janeiro, pela qual se diplomou. Bacharel pela Fac. de Livre de Dir., Rio de Janeiro. Médico na cidade natal. Dep. federal pelo RS. 1924-1930. 1935-1937 e 1946-1950. Fez todas as revoluções do Rio Grande do Sul, tendo acompanhado Borges de Medeiros em 1932, quando teve de exilar-se. Chefe de Polícia do DF, Rio de Janeiro. Embaixador do Brasil na Argentina. Fazendeiro em Uruguaiana. Membro do Partido Federalista, da Ordem Nacional do Mérito e do Conselho Superior da Soc. Nacional de Agricultura, Rio de Janeiro, 1969.
 Bibl.: Da Responsabilidade Criminal no Direito Penal Brasileiro, tese de formatura, Rio de Janeiro. A Revolução do Estado do Rio Grande do Sul em 1924, discurso em 21 nov. 1924, id, Imprensa Nacional, 1924. Publicou artigos políticos em A Nação, jornal que dirigiu em Uruguaiana. Oração de Paraninfo, na formatura da turma de 1967 da Escola Técnica da Agricultura Dr. João Simplício Alves de Carvalho, P. Alegre, 28 dez. 1967. Na década de 1970, apareceram dois volumes de Memórias do autor, escritas pelo jornalista Glauco Carneiro.

MACHADO, Dyonlio Tubino.

Nasceu no dia 21 de agosto de 1895, na cidade de Quaraí, Rio Grande do Sul. Médico psiquiatra. Jornalista, contista, ensaísta, romancista. Político. De ascendência humilde, era filho de Sílvio Rodrigues Machado, modesto funcionário de um saladeiro, e de Dona Elvira Tubino Machado. O pai faleceu, assassinado a facada, um fato pouco esclarecido, quando Dionélio contava apenas 7 anos. Com essa idade, escreveu seus primeiros versos: As Calças do Barbadão, poema que descrevia um episódio envolvendo pobreza familiar e a costura de uma calça. No ano seguinte, 1903, já trabalhava vendendo bilhetes de loteria para ajudar a família. Conseguiu matricular-se e ao irmão menor na recém-aberta Escola de Aurélio Porto, encarregando-se de monitor de turmas mais atrasadas. Aos 12 anos, foi servente no jornal O Quaraí, semanário da cidade. Foi também balconista na livraria de um parente, João Antônio Dias.
Aos 16 anos funda em Quaraí, o jornal O Martelo. Em 1912, mudou-se para Porto Alegre e ingressa numa república de estudantes, onde conhece Alceu Wamosy. É o próprio Dyonelio quem conta, segundo Rodrigues Till, em Dyonelio Machado: o homem e a obra (ERF Edições, 1995): – “Formávamos um singular grupo a que pertenciam, além do Wamosy, o Souza, o Almir, o Hermínio, o Santana e quejandos – um garçom (o Carlos), um cachorrinho e a lua (…) Esses rapazes reuniam-se no meu ‘quarto’, uma peça pobre de estudante, o tabernáculo da mais sã, da mais efusiva, da mais fluente verve que jamais se produziu em Porto Alegre. A nossa fantasia brilhava mais que um archote. Praticávamos o trocadilho, a sátira, a anedota, mas, sobretudo, fazíamos blague, cousa nova, que inventávamos para o nosso uso e que consistia numa estranha mistura de trocadilhos, anedotas, versos alexandrinos, cafezinhos e caricaturas. Líamos muito e cultuávamos o banho diário e o asseio das unhas. Dávamos o exemplo da mais sólida e desinteressada amizade. Entre nós, o socialismo de bens tomara a sua cristalização definitiva e triunfante…”
Permanece em Porto Alegre até 1914. Quando inicia na Europa a Primeira Guerra, retorna a Quaraí.
A Gazeta do Alegrete, o Correio do Povo, o Diário de Notícias, o Diário Carioca, a imprensa, em especial a do Rio Grande do Sul, passa a publicar, a partir de 1915, seus artigos e colaborações.
Casa-se com Adalgiza Martins, professora de música, em 1921, aos 25 anos.
Em 1923, publica Política Contemporânea (ensaios políticos).
Aos 29 anos, em 1924, iniciou sua formação profissional na Faculdade de Medicina. Foi um estudante exemplar.
Em 1927, publica Um Pobre Homem (contos).
Aos 33 anos, em 1928, fez concurso público para funcionário do Hospital São Pedro, classificando-se em primeiro lugar. Trabalharia lá durante trinta anos, chegando a diretor da instituição. Diplomou-se em Medicina no ano de 1929, especializando-se em Psiquiatria no Rio de Janeiro, em 1930 e 1931. Desde aquele tempo, sua rotina era o Hospital São Pedro no turno da manhã e o atendimento no consultório particular à tarde. Publicou vários trabalhos científicos relacionados à especialidade.
Manteve sempre uma clara posição política de esquerda, o que lhe causou muitos problemas. Já em 1934, envolve-se na greve dos gráficos da Livraria do Globo, num protesto pela dissolução da Aliança Renovadora Nacional. É preso num quartel militar, na Praia de Belas. Após ser solto, vai para o interior ajudar um familiar doente.
Em 1935, por ocasião da Intentona Comunista, é preso novamente. Enviado para o Rio de Janeiro, conhece Graciliano Ramos no cárcere. Prisioneiro, recebe a notícia de que seu primeiro romance, Os Ratos, mereceu o Prêmio Machado de Assis, sendo publicado naquele mesmo ano.
A epopéia de apenas mais um pobre homem, Naziazeno Barbosa, vivida num longo dia, na busca desesperada pelo empréstimo de uma quantia para saldar a dívida com o leiteiro. Um clássico inquestionável.

… … …
Os bem vizinhos de Naziazeno assistem ao “pega” com o leiteiro. Por detrás das cercas, mudos, com a mulher e um que outro filho espantado já de pé àquela hora, ouvem. Todos aqueles quintais conhecidos têm o mesmo silêncio. (…)
 Um ou outro olhar de criança fuzila através das frestas das cercas. As sombras têm uma frescura que cheira a ervas úmidas. A luz é doirada e anda ainda por longe, na copa das árvores, no meio da estrada avermelhada.
 … … …
 O bonde outra vez. Passa numa lufada. O rodar metálico vai diminuindo… diminuindo… Já está longe, imperceptível… Uma rajada de vento vem e cobre-o. Mas ele reaparece, mais apagado, mais distante… Apesar do murmúrio do vento, Naziazeno o distingue ainda…Ainda… Já deve ir tão longe, mas ainda o distingue… Será possível?… Parece que o ruído do bonde não cessa, continua, continua… Será mesmo o bonde isso que está ouvindo?… Precisa dormir, descansar a cabeça.
 … … …
 Naziazeno “vê” o sol, uma moeda em brasa suspensa num vapor avermelhado e espesso.
 … … …

Dyonelio está todo aí: a descrição da vida moderna, suas mazelas, sua velocidade, o novo sol do mundo: a moeda, o dinheiro.
A respeito de Os ratos e do autor escreveu Theodemiro Tostes: “Para sua novela ele se pôs no chão. No chão pisado e repisado de sua cidade, nas ruas sem nome certo, onde caminha a gente sem nome, e onde o vagabundo está mais presente do que o burguês que chispa em suas quatro rodas. O seu mundo era o mundo cotidiano. O mundinho barato do dia-a-dia. Era ali que se sentia bem, se juntava aos outros. Desensimesmava-se.”
Em 1937, regressa a Porto Alegre, justamente no dia em que ocorre o golpe do Estado Novo. Para não ser preso mais uma vez, foge até Santa Catarina pelo litoral, com identidade falsa. Uma história singular conta que, anos mais tarde, reconheceria, no Hospital São Pedro, um motorista de caminhão que o ajudara naquela viagem. Fez o que pôde para retribuir o auxílio despretensioso que recebera em tempo difícil, mas não revelou sua identidade.
Em 1942 sai O Louco do Cati. Em 1944, Desolação. Passos Perdidos em 1946.
Em 1947, foi eleito Deputado Estadual Constituinte pelo Partido Comunista Brasileiro, da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. Em Memórias de um Pobre Homem, publicação póstuma, há breves referências a episódios da prisão.
Aos 45 anos, em 1941, apresenta um primeiro ataque de taquicardia paroxística, crises que o acompanhariam por muitos anos.
Lança Deuses Econômicos em 1966.
Aos 82 anos, em 1977, sofreria um infarto do miocárdio. E padecia ainda de insônia crônica.
Em 1977, recebe o Prêmio Especial de Crítica de São Paulo e é empossado na Academia Rio-Grandense de Letras, na cadeira de Eduardo Guimarães. Continua a publicar: em 1980 – Prodígios e Endiabrados. Sol Subterrâneo e Nuanças, em 1981. No ano seguinte, Fada e Ele Vem do Fundão.
Faleceu no dia 19 de junho de 1985, no Hospital de Clínicas, em Porto Alegre. Deixou dois filhos: Cecília e Paulo, psiquiatra reconhecido, como o pai.
Em 1985, D. Adalgisa recebe a Comenda Ordre des Arts et des Lettres, do governo francês, concedida poucos dias antes da morte de Dyonelio. Dois anos antes, o romance Os Ratos havia sido publicado na França. Em vida recebera várias distinções literárias: os prêmios Machado de Assis (já citado), Felipe D’Oliveira, Jaboti e Fernando Chinaglia.
É patrono da cadeira no 19 da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina (Ocupante atual: César Costa).
Artur Madruga resumiu assim a vida de Dyonelio: “Foi na medicina que teve seu sustento; na política, seu tormento e na literatura, seu alimento”. Teve uma vida de romance. Não por aventuras rocambolescas, mas pela intensidade de valores e ideais. Conheceu os tormentos do ser humano e do ser social, na vivência de sua especialidade médica, na política. A preocupação pelo oprimido foi sua religião.
(Fernando Neubarth)

NIEMEYER, Waldemar.

 Florianópolis, SC, 19 jul. 1896. F.: Ernesto Niemeyer e Teresa Niemeyer. Est. secundários em P. Alegre, Curitiba e Rio de Janeiro. Médico pela Fac. de Med. de Jena, Alemanha, 1922; título revalidado na Fac. de Med. de P. Alegre, 1933. Médico especializado em Oftalmologia. Exerceu a profissão por muitos anos no RS, onde foi livre-docente de Oftalmologia da Fac. de Med. de P. Alegre, a partir de 1936. Transferindo residência, depois, para S. Paulo, exerceu ali a função de Médico Oftalmologista do IAPC em 1952. Membro da Soc. de Ofitalmologia e Otorrinolaringologia do RS, P. Alegre; do Conselho Nacional de Oftalmologia, Rio de Janeiro; e da Soc. de Oftalmologia, S. Paulo.
 Bibl.: O Emprego da Escopolamina-Morfina na Analgesia do Parto, tese de doutoramento, 1922. As Vitaminas em Oftalmologia, id, 1940. Perturbações Digestivas de Origem Ocular, id, 1945. Afecções do Aparelho Gastrointestinal e Distúrbios Oculares, id, 1947. Antigas e Modernas Teorias das Cores, id, 1949. Psicologia da Visão, id, 1949.

 

OLIVEIRA (PIMENTEL), Lauro de.

 Pará – P. Alegre. Est. na Escola de Guerra de P. Alegre. Escola Militar do Realengo, Rio de Janeiro, da qual saiu aspirante. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre, 1916. Oficial do Exército, reformou-se no posto de tenente-coronel. Médico em P. Alegre. Prof. do Colégio Militar de P. Alegre. Prosador e conferencista.
 Bibl.: Ressurgimento Pátrio, conferência em 17 nov. 1917, P. Alegre, 1917. Mentiras e... Reticências Médicas, id, Liv. Americana, 1924. Publicou crônicas no Correio do Povo, sob o pseudônimo de João Jacques, P. Alegre.

PAGLIOLI, Elyseu (Dambros).

Nasceu em Caxias do Sul, em 26 de dezembro de 1898. Formou-se em 1923 na Faculdade de Medicina de Porto Alegre. Especializou-se em Obstetrícia e Neurocirurgia. Entre as décadas de 1920 e 1930, foi professor catedrático de Obstetrícia, Anatomia e Clínica Propedêutica Cirúrgica.
Empenhou-se ativamente para a construção do prédio do Instituto de Neurocirurgia da Santa Casa de Misericórdia, que foi inaugurado em 1946.
Em 1951, foi eleito prefeito de Porto Alegre. No ano seguinte assumiu o cargo de reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde manteve um reitorado de 12 anos, no qual promoveu a construção da maioria dos prédios onde ainda hoje funciona a Universidade. Foi ainda ministros da saúde no governo de João Goulart, em 1962.
Faleceu em 1985, na cidade de Porto Alegre.


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RAMIZ GALVO, (Benjamim Franklin).

Barão de Ramiz Galvão. Passo do Couto, hoje Ramiz Galvão, município de Rio Pardo, RS, 16 jun. 1846 – Rio de Janeiro, 8 mar. 1938. F.: João Galvão e Maria Joana Ramiz Galvão. Est. na Escola Primária Custódio Mafra, Rio de Janeiro, 1852; Colégio D. Pedro II, id, 1855-1861; e Externato da Soc. Amantes da Instrução, id. Médico pela Fac. de Med. do Rio de Janeiro, 1868. Médico-cirurgião do Exército na Guerra do Paraguai, 1869-1870. Lente de Grego do Colégio D. Pedro II, Rio de Janeiro, 1869-1872. Diretor da Biblioteca Nacional, id, 1870-1882. Representante do Brasil na Exposição Internacional de Viena, 1873. Prof. da Fac. de Med., Rio de Janeiro, 1873-1882. Preceptor dos Príncipes Imperiais, 1882-1889. Prof. de diversos educandários cariocas. Inspetor geral da Instrução Primária e Secundária no antigo DF, 1890. Diretor da Instrução Primária e Secundária, id, 1891-1893. Redator-secretário da Gazeta de Notícias, Rio de Janeiro, 1894-1899. Diretor do Asilo Gonçalves de Araújo, id, 1899. Prof. do Ginásio Nacional do Rio de Janeiro, 1899-1900. Presidente do Conselho Superior do Ensino, Rio de Janeiro, 1919. Primeiro Reitor da Universidade do Brasil, id, 1920. Historiador, helenista, biógrafo, conferencista e filólogo. Comendador e portador de várias condecorações do Império. Membro do IHGB, do qual foi orador perpétuo; da Acad. Brasileira de Letras, desde 1928; da Acad. de Letras do RS; da Acad. Nacional de Med.
 Bibl.: Do Valor Terapêutico do Calomelano no Tratamento das Inflamações das Serosas, tese de doutoramento, Rio de Janeiro, 1868. Discurso de Colação de Grau, id, 1868. O Calor, A Luz, O Magnetismo e a Eletricidade São Agentes Distintos?, tese de concurso, id, 1871. As Artes Gráficas na Exposição Universal de Viena, id, 1874. Catálogo da Exposição Nacional de 1875, id, Tip. G. Leuzinger, 1875. Bibliotecas Públicas da Europa..., Rio de Janeiro, 1875. Apontamentos Históricos Sobre a Ordem Beneditina em Geral e em Particular Sobre o Mosteiro de São Bento, id, 1879 (publicado antes na Revista do IHGB, Rio de Janeiro, tomo 35, 1872). Catálogo da Exposição de História do Brasil, Rio de Janeiro, Tip. G. Leuzinger, 1881, 3v. Memória Histórica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, Relativa ao Ano de 1881, Rio de Janeiro, 1882. Memória Histórica do IV Centenário do Descobrimento do Brasil, id, 1900. Galeria Histórica Brasileira, compilação, id, H. Garnier, 1900. Catálogodo Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Tip. Jornal do Comércio, 1906. Leçons de Pétrographie, de A. de Lapparent, tradução, Rio de Janeiro. Précis de Quimie, de Torst, id, id. Le Nouveine de Candelária, de C. Nodler, id, id. Prometeu Acorrentado, tragédia de Ésquilo, id, id, 1909. Vocabulário Etimológico, Ortográfico e Prosódico das Palavras Derivadas do Grego, Rio de Janeiro, Liv. Francisco Alves, 1909. Reparos à Crítica (resposta da Cândido de Figueiredo), Rio de Janeiro, 1910. O Poeta Fagundes Varela: Sua Vida e Sua Obra, id, 1920. Vergílio e não Virgílio, id, 1933. Saudação a Sua Eminência o Cardeal Cerejeira, id, 1934. Mont’Alverne, Odorico Mendes e Sotero dos Reis, conferência, id, 1935. Teatro Educativo, estudo, id, Tip. Jornal do Comércio, 1938. “O púlpito no Brasil”estudo crítico-histórico, Revista dos Bacharéis em Leis, Rio de Janeiro, 1867; id, Revista do IHGB; id, tomo 92, 1926. “Frei Camilo de Monserrat”, estudo biográfico, Anais da Biblioteca Nacional, id, v.12, 1887. “Flamando”, seção permanente da Gazeta de Notícias, id, com pseudônimo de Pacífico, 1894. Discurso na Academia Brasileira de Letras, Revista da ABL, id, v.27, 1928. “No centenário de Teixeira de Melo”, discurso na ABL em 31 ago. 1933, ibid, n.142, 1933. Discurso por ocasião do 50o aniversário de falecimento de Manuel Araújo Porto Alegre, ibid, n.143, 1933. Galeria Histórica Brasileira, Segundo Quadros, Monumentos e Estampas Célebres (álbum), organização, 1922, 115p., il., Garnier Editor, Rio de Janeiro. Estados Unidos do Brasil, impressões de Elisée Reclus, tradução, 1900, 478p., il., Garnier Editor, Rio de Janeiro. Dom Francisco do Rego Maia, discurso, 1929, publ. v.158 da Revista do IHGB, Rio de Janeiro.

S, Jos Porfrio Rocha de.

Rio Grande, RS, 3 nov. 1863 – Salvador, BA, 23 jun. 1896. F.: José Porfírio de Sá e Cândida Pereira Rocha de Sá. Diplomado em Medicina e Farmácia pela Fac. de Med. da BA, 1896. Médico na BA. Lente de Biologia do Instituto Nacional da BA, 1893.
 Bibl.: Considerações Acerca da Inserção Anormal da Placenta, tese de doutoramento, Bahia, 1886. Vegetais e Animais Luminosos, tese de concurso, Bahia, 1893.

TABORDA, tila (Viana).

Caçapava do Sul, RS, 26 out. 1897. F.: Manuel Dadá Taborda e Maria das Dores Viana Taborda. Est. na Escola Paroquial S. Sebastião, Bagé. Fac. de Med. de P. Alegre, pela qual se doutorou em Bacteriologia e depois em Med. Médico em Bagé. Prof. particular em Bagé, 1913; do Curso S. Pedro, desde 1913; e de Química, Matemática, Física e História Natural no Ginásio N. Sa. Auxiliadora e no Colégio Espírito Santo, ambos também de Bagé. Ensaísta, sociólogo e educador. Membro da Acad. Bageense de Letras, 1968. Co-fundador da Universidade de Bagé, 1970. Pai de Tarcísio Antônio da Costa Taborda, irmão de Radagásio Taborda e sobrinho de Rodolfo Taborda.
 Bibl.: “Bagé na História”, conferência em 5 jul. 1946, Correio do Sul, Bagé, 1946; id, ibid, 1956; id, P. Alegre, Tip. Cetuba, 1959. A Origem da Vida em Nosso Planeta à Luz da Biologia, estudo, P. Alegre, Sulina (a edição deve ser de 1951, pois o prefácio do Saint-Pastous está datado de dez. 1950). Leão XIII, Carl Marx e o Problema Social, conferência, Bagé, 1952. Vila Vicentina, discursos e impressões, 1950, 20p., s/ed., Bagé, RS.

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VARGAS, Lutero Sarmanho.

S. Borja, RS, 24 fev. 1912. F.: Getúlio Dornelles Vargas e Darci Sarmanho Vargas. Est. no Colégio Militar, P. Alegre. Médico pela Fac. de Med. da Universidade do Brasil, Rio de Janeiro, 1937. Médico cirurgião, ortopedista. Chefe de Cirurgia do Centro Médico Pedagógico Osvaldo Cruz, Rio de Janeiro, 1940. Tenente. Médico da FAB na Campanha da Itália, 1944-1945. Chefe do Serviço de Ortopedia e Traumatologia da Ordem Terceira, Rio de Janeiro. Dep. à Assembléia Legislativa da GB. Membro do Colégio Americano de Cirurgiões e da Soc. Latino-Americana de Cirurgia Plástica. Primo de Vargas Neto e sobrinho de Viriato, Benjamim e de Protásio Vargas.
 Bibl.: Semiologia Radiológica Cárdio-Vascular, Rio de Janeiro, Pongetti Irmãos, 1938. Getúlio Vargas – A Revolução Inacabada, biografia política, 1988, 405p., Bloch Editores, Rio de Janeiro.

WALLAU, (Frederico Augusto) Carlos.

Brooklyn, Nova Iorque, EUA, 28 jul. 1860 – P. Alegre, RS, 5 abr. 1918. F.: Fritz Wallau e Katherine Wierfritz Wallau. Veio para o RS em 1864. Foi aluno interno dos jesuítas no Colégio N. S. da Conceição de São Leopoldo. Logo após nos Colégios Gomes e Souza Lobo. Conviveu então com Júlio de Castilhos, Assis Brasil, Homero Baptista, Aureliano Barbosa, Ernesto Alves e outros. Médico pela Fac. de Med. do Rio de Janeiro, 1885. Fez viagem de estudos a Berlim, Viena, Londres e Paris, antes de iniciar o trabalho em Porto Alegre. Co-fundador da Fac. Livre de Med. e Farmácia de P. Alegre, e diretor da mesma, de 1912-1914. Prof. de Técnica Operatória e Catedrático de Clínica Cirúrgica na citada Fac. Diretor da Higiene do Estado do RS. Cirurgião emérito. Pai de Huberto Wallau. Genro de Moyses Meneses e sogro de Bruno Marsiaj. É patrono da cadeira 12 da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina que é ocupada pelo seu neto professor Carlos Huberto Wallau. Membro da Soc. de Med. de P. Alegre.
 Bibl.: Um Caso Teratológico Raríssimo, P. Alegre, 1912. Massagem Direta do Coração na Síncope Cardíaca, id, 1915. Uma Operação de Bramam, id, 1916. Corpos nas Cavidades do Corpo Humano, id, 1917. Martirológio de Paciente Atacado Quatro Vezes pelo Treponema Pálido de Schaudin, id, 1917. Um Novo Tratamento Cirúrgico Para o Tratamento da Epilepsia, de Lewandowski, traduziu. Inétidas: Um Pouco de Cirurgia Gástrica. O Cirurgião, um Artista. Cuidados Pós-Operatórios. Particularidades e Freqüência do Cancro entre nós. Anomalias Congênitas. O Estado Atual da Anestesia Raquidiana, de Bier, traduziu.

YGARTUA (Filho), Florncio.

Montevidéu, Uruguai, 11 set. 1892 – P. Alegre, RS, 21 jul. 1941. F.: Florêncio Ygartua e Josefa Arono Ygartua. Est. no Ginásio N. Sa. da Conceição, S. Leopoldo, e na Fac. de Med. de P. Alegre. Diplomou-se em Farmácia em 1911 e em Medicina em 1923. Médico especializado em Pediatria, P. Alegre. Livre-Docente da Cadeira de Clínica Pediátrica da Fac. acima, 1925. Membro da Soc. de Med. e Cirurgia, Rio de Janeiro; da Soc. de P. Alegre; da Soc. Brasileira de Pediatria, e do Rotary Clube de P. Alegre, Pediatra de renome no sul do País.
 Bibl.: Contribuição ao Estado dos Fermentos Lácticos e sua Aplicação nas Perturbações Digestivas do Lactente, tese de doutoramento, P. Alegre, 1923. As Principais Causas da Mortalidade Infantil. Pela Infância, problemas de alimentação. As Crianças que Sofrem: o Alcoolismo e a Infância, conferência. Influência dos Progressos da Dietética na Mortalidade Infantil.

ZIMMERMANN, David.

Porto Alegre, 3 jul. 1920 – Porto Alegre, 31 dez. 1998. Médico especializado em Psiquiatria. Membro da Soc. de Psicoterapia Analítica de Grupo, P. Alegre, e da Soc. de Neurologia, Neurocirurgia e Psiquiatria do RS, P. Alegre. Nos dois livros que escreveu sobre psicoterapia de grupo há sempre proximidade literária. Divulgador das técnicas de tratamento e erudito, concedeu entrevistas e escreveu artigos para jornais e revistas, científicos e leigos. Ficaram marcadas suas entrevistas conduzidas por Jayme Copstein.
 Bibl.: Estudios Sobre Psicoterapia Analítica de Grupo, Buenos Aires, Ediciones Hormé, 1969.

MACHADO, Lenidas Soares.

Nasceu no RS. Est. no Ginásio Anchieta, P. Alegre. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre, 1924. Médico chefe do Serviço de Bioestatística do DES, P. Alegre, 1943. Membro da Soc. de Higiene e Saúde Pública do RS, da qual foi um dos fundadores em P. Alegre, 1939.
 Bibl.: Legislação Profissional (coletânea de decretos e regulamentos pertinentes às profissões de médico, dentista, farmacêutico, químico, parteira, etc.), P. Alegre, 1938. “Causas da mortalidade infantil”, no Congresso Nacional de Medicina, 3. Anais, P. Alegre, v.4, 1940. “O paludismo no Rio Grande do Sul”, in: Panteão Médico Rio-Grandense, S. Paulo, Ramos, Franco Ed., 1943. “Óbitos por tuberculose (todas as formas) nos municípios do Rio Grande do Sul no triênio 1941-1943”, Congresso Nacional de Tuberculosos, 3. Anais, Salvador, 1946. “A poliomielite aguda no Rio Grande do Sul”, Congresso Brasileiro de Higiene, 7. Anais, S. Paulo, 1948. “A mortalidade materna no Rio Grande do Sul”, Jornada Brasileira de Puericultura e Pediatria, 4. Arquivos, P. Alegre, 1950. “A febre tifóide no Rio Grande do Sul”, Anais do Cinqüentenário da Fac. de Med. de P. Alegre, P. Alegre, 1951.

MAIA NETO, Joo Cndido.

P. Alegre, RS, 25 jul. 1922 – Rio de Janeiro. F.: João Cândido Maia Filho e Luísa Fonseca Maia. Est. no Ginásio Anchieta, até 1937; e Colégio Estadual Júlio de Castilhos, curso científico. Médico pela Fac. de Med. da UFRGS, 1947. Jornalista desde a mocidade, dirigiu em P. Alegre A Hora, 1954. Diretor da Rádio Mayrink Veiga, Rio de Janeiro. 1963-64. Jornalista em Montevidéu, desde 1964. Cronista, sociólogo e ensaísta. Membro da ARI. Integrou, na fase acadêmica, o Teatro do Estudante do RS, P. Alegre. Neto de João Maia.
 Bibl.: História do Rio Grande do Sul – Legendas em quadrinhos. 1962, 64 p. Ilust. Cooperativa de Trabalho Editora Ltda., Porto Alegre. Homem e Progresso – A Vida de A.J. Renner – Biografia. 1963, 112 p., Liv. Sulina Editora, Porto Alegre. Coluna por Um – Crônicas lidas ao microfone da Mayrink Veiga. 1963, 208 p., ilust., GERNASA – Gráfica Editora de Revistas Nacionais, Rio de Janeiro. Brasil – Guerra Quente na América Latina – Ensaio político, 1965, 232 p., Editora Civilização Brasileira, Rio de Janeiro. História Secreta da República, ibid., 1969. “Coluna por um”, seção permanente no jornal A Hora, P. Alegre, a partir de 1954 (nada tem em comum, salvo o título, com as crônicas do livro homônimo citado).

MANGEON, Gilberto.

Nasceu em Minas Gerais, 21 jun. 1907. Est. no Ginásio Anchieta, P. Alegre. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre, 1936. Curso de aperfeiçoamento em Urologia, 1937. Médico especialista em Dermatologia e Leprologia. Médico do Hospital de Emergência para Leprosos do DES, P. Alegre, 1939. Médico-chefe do Leprosário de Itapoã, desde 1940.
 Bibl.: “A profilaxia da lepra no Rio Grande do Sul”, separata dos Arquivos do DES, em colaboração com José Pessoa Mendes, P. Alegre, Tip. Gundlach, v.1, 1940. Propaganda Contra a Lepra: Meios Eficientes de Realizá-la, P. Alegre. “O problema da lepra no Rio Grande do Sul”, em colaboração com José Pessoa Mendes, in: Panteão Médico Rio-Grandense, S. Paulo, Ramos. Franco Ed. 1943.

MARCHAND, Carlos Eugnio.

Rio Grande, RS, 17 out. 1846? Falecido em local e data não precisos. Médico. Novelista.
 Bibl.: João Carlos e Violeta – Dois Episódios da Guerra Atual. Dedicado à Violeta, 1870, 66p., Tip. Jornal do Comércio, Porto Alegre. Nota: A guerra a que se refere o autor é a do Paraguai.

MARIANO DA ROCHA FILHO, Jos.

S. Maria, RS, 12 fev. 1915. F.: José Mariano da Rocha e Maria Clara Marques da Cunha Mariano da Rocha. Est. no Ginásio Santana, S. Maria e Ginásio Estadual S. Maria, que concluiu em 1931. Doutor pela Fac. de Med. de P. Alegre, 1937. Quando acadêmico em Porto Alegre foi presidente do Centro Acadêmico Sarmento Leite (1935-1936), da Federação de Estudantes Universitários de Porto Alegre (FEUPA) e da Casa do Estudante, que organizou. Foi o vencedor do prêmio Carlos Chagas. Voltando médico para Santa Maria, foi professor e diretor da Faculdade de Farmácia. Criou um órgão para lutar pelo ensino superior na cidade. Conseguiu que a Faculdade de Farmácia fizesse parte da Universidade de Porto Alegre e, logo após, da Universidade do Rio Grande do Sul. Em 1954 fundou a Faculdade de Medicina de Santa Maria. A partir daí, com várias faculdades em funcionamento, fundou a Universidade de Santa Maria, a primeira universidade federal no interior do Brasil. Criador da Cidade Universitária, que leva seu nome, foi pioneiro na instalação de Campus Universitário Avançado (Roraima). Mantendo intercâmbio internacional intenso, instalou a chamada Faculdade Interamericana de Santa Maria. Cirurgião do Hospital de Caridade, S. Maria. Capitão Médico da Brigada Militar do Estado. Chefe do Serviço de Cirurgia do Hospital da BM em S. Maria. Médico da CAP dos Ferroviários de S. Maria, desde 1938 e da Soc. de Med. de S. Maria. Foi membro do Conselho Regional de Medicina, presidente da Orquestra Sinfônica de P. Alegre, líder ruralista e disputou eleição para o Senado da República. Foi considerado o santa-mariense do século e através de concurso de indicação popular instituído pela Zero Hora foi o mais votado como destaque entre os gaúchos do século. Cidadão emérito de Santa Maria, cavalheiro da Ordem Nacional do Mérito, recebeu muitas comendas e títulos honoríficos em diversos países. Foi da Academia Rio-Grandense de Letras e ocupou a cadeira 42 da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina, cujo patrono é seu pai, José Mariano da Rocha, e que hoje é ocupada por Blau Fabrício de Souza. Sua viúva e grande auxiliar, Dona Maria Zulmira, e seus filhos, dos quais José e José Manoel são médicos, zelam por tudo o que Mariano da Rocha construiu.
 Bibl.: “Buenos Aires por um médico”, seis artigos, Diário do Interior, id, 1938-1939. “Novos rumos da microbiologia”, aula inaugural na Fac. de Farmácia de S. Maria, ibid, jun./out. 1939. “A cirurgia na República Argentina”, v.5, n.3, 1943. “A Universidade de Santa Maria”, Revista do IHGSM, S. Maria, n.1, abr. 1962. A Contribuição Brasileira ao Conhecimento da Bacteriologia, aula inaugural na Fac. de Farmácia de S. Maria, id, 1945. Alguns Aspectos da Cirurgia Norte-Americana, conferência no Departamento de Cirurgia da AMRIGS, P. Alegre, 25 set. 1953. A Universidade Brasileira, in Livro do Ano da Barsa – 1974, Enciclopédia Britânica. Rio de Janeiro/São Paulo, 1974. A Terra, o Homem e a Educação: Universidade para o Desenvolvimento, Editora Pallotti, Santa Maria, 1993. Há uma coleção de entrevistas, aulas inaugurais e conferências no Estado e em lugares como Bragança Paulista, Resende (RJ) e Goiânia. No exterior, há registros em lugares como Houston, Hawai, Bonn, Munique e Guadalajara. O grande tema era a Universidade de Santa Maria e seu pioneirismo, mas não excluía a abertura em exposições-feiras de Santa Maria, nem discursos de campanha eleitoral.

MARIANO DA ROCHA, Maria Clara.

 Nasceu em S. Maria, RS. F.: José Mariano da Rocha e Maria Clara Marques da Cunha Mariano da Rocha. Est. no Colégio Santana, S. Maria; Colégio Bom Conselho, P. Alegre; e Ginásio Estadual de S. Maria. Médica pela Fac. de Med. de P. Alegre, 1935. Laureada com o prêmio Carlos Chagas. Fez viagens de estudos ao Rio de Janeiro, São Paulo e Buenos Aires. Médica especialista em Pediatria. Assistente, passou a Professora Titular de Clínica Pediátrica e Higiene Infantil da Fac. de Med. de P. Alegre. Profa. da Fac. de Med. de S. Maria. Irmã de Mariano da Rocha Filho. Foi noiva de Júlio Rafael Bozzano, membro da AMRIGS e da Soc. de Pediatria do RS. Poetisa. É patrona da cadeira 46 da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina, de que é titular o Doutor Antonio Spolidoro.
 Bibl.: Dermatite Fitogênica: Hipersensibilidade às Aroeiras, tese de doutoramento, P. Alegre, 1935. “A coluna da criança”, seção permanente, Diário de Notícias, P. Alegre, 1947. “Contribuição ao estudo do peso de nascimento da criança rio-grandense”, Anais da Fac. de Med. de P. Alegre, P. Alegre, n.17, jan./dez. 1951

MARIANTE, Toms Laranjeira.

P. Alegre, RS, 21 jun. 1891. F.: Serapião Mariante e Maria Joaquina Laranjeira Mariante. Est. no Ginásio Anchieta, P. Alegre. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre, 1915. Médico clínico em P. Alegre. Assistente de Clínica do Prof. Austregésilo, Rio de Janeiro, 1918. Catedrático de Clínica Médica da Fac. citada de 1919 até se aposentar. Sócio honorário da Acad. Nac. de Med., Rio de Janeiro. Membro da AMRIGS. Propugnou pela cultura da soja, então desconhecida, como fonte de proteínas e solução alimentar em nosso meio. É patrono da cadeira 60 da Academia Rio-Sul-Grandense de Medicina, de que é titular o professor Bruno Carlos Palombini.
 Bibl.: Partoanalgia, tese de doutoramento, P. Alegre, 1915. “O problema das angiocardiopatias no Rio Grande do Sul”, in: Panteão Médico Rio-Grandense, S. Paulo, Ramos, Franco Ed., 1943. “Lição inaugural de patologia médica”, Revista dos Cursos, P. Alegre, 1926. “A energia radiante da Medicina”, ibid, 1926. “Doutrina constitucionalista”, Arquivo Rio-Grandense de Medicina, id, 1932. “Dados dos trabalhos de Miguel Couto”, Revista dos Cursos, id, 1934. “Das águas de Poços de Caldas e Iraí”, Arquivo Rio-Grandense de Medicina, id, 1934. “Do humorismo de Hipócrates ao constitucionalismo de Pende”, Arquivos Rio-Grandenses de Medicina, 1933. “O pensamento médico contemporâneo”, id, 1937. Conferências: “A noite do cardíaco” (Soc. de Medicina, 1941). “O dever do médico ante a situação atual do mundo e do Brasil” (aula inaugural de 1942). “A biotipologia humana”, Associação dos Professores Católicos, 1942.

MARQUES, Alvarino da Fontoura.

Santa Maria, RS, 16 jan. 1913 – Porto Alegre, 14 maio 1989. Fez curso primário no Ginásio do Rosário de P. Alegre e o secundário no Ginásio de Santa Maria da cidade do mesmo nome. Formou-se em 1936 na Faculdade de Porto Alegre, fez estágio com o prof. Sayago em Córdoba (Argentina). Foi professor na Escola Normal Osvaldo Aranha em Alegrete, cidade em que exerceu a Medicina, foi pecuarista e tornou-se estudioso da história e da economia do Rio Grande do Sul.
 Bibl.: Episódios do Ciclo do Charque, história, 1987, 300p., ilustr., EDIGAL – Editora e Distribuidora Gaúcha Ltda., Porto Alegre. Evolução das Charqueadas Rio-Grandenses, história, 1990, 196p., Martins Livreiro, Porto Alegre.

MARQUES, Antero.

São Francisco de Assis, RS, 27 jul. 1904. Médico. Pecuarista. Político. Poeta. Memorialista. Ainda estudante, o MD. Antero Marques lutou na Revolução de 1923. Em 1930, voltou a lutar, ao lado de Getúlio Vargas. A conquista garantiria ao profissional o diploma sem terminar os estudos. Ele, no entanto, a exemplo de seu colega de estudos e de revolução, Aureliano de Figueiredo Pinto, recusou o privilégio.

Bibl.: “Assis Brasil – Fragmentos e episódios de sua vida”, série de artigos. 1953, edições de 27/7, 1, 15, 18, 22 e 29/8 do Correio do Povo, Porto Alegre. Mensagem a Poucos (1923) – Vivências de um Estudante Revolucionário, memórias, 1964, 336p., Gráfica Editora A Nação, Porto Alegre. Autos de um Processo de Distorção Literária, história e sociologia – Libelo, 1977, 491p., s/ed., Porto Alegre. Assis Brasil e a Evolução Nacional – Autos de um Processo de Distorção Sociológica, Histórica e Política. Compilação documental – 1945-1957, 1983, 381p., Ofs. da Editora Pallotti, Santa Maria. De Ibirapuitã ao Armistício (Revolução de 1923), compilação de documentos, estudos, 1985, 152p., Grafosul, Porto Alegre. Um “Diário” que não Foi Escrito, política, 1985, 176p., Grafosul, Porto Alegre. Notas de Interpretação e de Saudade, compilação de documentos, estudo, 1987, 340p., Grafosul, Porto Alegre.

MARRONI, Belmonte.

P. Alegre, RS, 16 jul. 1914. F.: Luís Marroni e Conceta Marroni. Est. no Ginásio N. Sa. do Rosário, P. Alegre, até 1933. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre, 1939. Diretor do Hospital de Vespasiano Correia, município de Guaporé, 1940-1942; do Hospital de Nova Bréscia, município de Arroio do Meio, 1942-1946. Médico em Soledade, 1946-1958, e em P. Alegre a partir de 1959. Vereador à Camara Municipal de Soledade, 1951-1959. Romancista e teatrólogo.
Bibl.: O Rei do Milho, comédia, 1940 (11.2), repr. amadores em Vespasiano Corrêa. Casório Encrencado, comédia, 1942 (24.9), repr. por amadores em Arroio do Meio. O Doutor Tira-Pele, comédia, 1942 (24.9), repr. mesmos amadores e no mesmo local. E... As Águas Invadiram a Metrópole, romance, 1943, 198p., Ofs. Tipografia do Centro, Porto Alegre. A Ciumenta, comédia, 1947 (29.5), repr. amadores no Cine Imperial, Soledade, RS. O Incrédulo, drama, 1951 (28.7), repr. amadores no Ginásio São José, Soledade. O Crime do Hospital São Marcos, romance, 1975, 140p., Editora A Nação, Porto Alegre. Olhos Verdes, novela, detalhes da vitória do Sport Club Internacional (Futebol), 1976, 166p., Editora EMA, Porto Alegre.

MARSIAJ, Bruno (Atlio).

S. Maria, RS, 3 jun. 1905 – P. Alegre, 1984. F.: Atílio Marsiaj e Amália Marsiaj. Est. prim. na cidade natal, Ginásio Anchieta e Instituto Ginasial Júlio de Castilhos, P. Alegre. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre, 1927. Médico especializado em Cirurgia e Ginecologia. Livre-Docente de Anatomia Humana da Fac. de Med. de P. Alegre, 1929. Catedrático interino da mesma disciplina, 1940-1941. Diretor da Assistência Pública Municipal, P. Alegre. Chefe de Laboratório de Anatonia Humana da Fac. citada. Cirurgião da Beneficência Portuguesa, P. Alegre. Diretor Clínico do Hospital Esnesto Dorneles, P. Alegre, 1970. Instituiu no Hospital Ernesto Dornelles sala de recuperação, de tratamento intensivo, comissão de infecção (1o no Brasil) e o sistema de residência médica, até então só existente na universidade. Foi ativo participante da política médica. Presidente da Sociedade de Cirurgia foi o fundador e primeiro presidente da AMRIGS. Foi cidadão de Porto Alegre e comendador da Ordem do Mérito Médico, conselheiro e presidente do CREMERS. Autor de artigos, discursos e conferências, também passou à literatura como personagem: Bruno Tivico do poeta e médico Balbino Marques da Rocha. É patrono da cadeira 9 da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina, que foi ocupada pelo doutor Fernando Carneiro Becker, recentemente falecido. Irmão de Nino e Odone Marsiaj.
 Bibl.: Estudo Anátomo-Topográfico do Gânglio de Gasser, tese de doutoramento, P. Alegre, 1927. Estudo Anatômico de um Crânio Gigante. O Futuro Hospital da Assistência Pública de Porto Alegre. Pericolecistite. Discursos, conferência e artigos em jornais e revistas.

MARSIAJ, Nino.

 S. Maria, RS, 5 jan. 1909 – P. Alegre, RS, 30 jun. 1970. F.: Atílio Marsiaj a Amália Marsiaj. Est. no Colégio Ítalo-Brasileiro e Ginásio Santa-Mariense, da cidade natal, Ginásio Anchieta e Instituto Ginasial Júlio de Castilhos, P. Alegre. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre, 1928. Livre-Docente de Clínica Propedêutica da Fac. citada, 1932. Catedrático da mesma disciplina desde 1935. Redator dos Arquivos Rio-Grandenses de Medicina, P. Alegre, 1939. Médico clínico em P. Alegre. Membro da Soc. de Med. de P. Alegre. Detentor de vários prêmios científicos. Irmão de Odone Marsiaj e Bruno Marsiaj.
 Bibl.: Estudo Anátomo-Topográfico da Segunda Porção do Duodeno, tese de doutoramento, P. Alegre, 1928. Tratado de Clínica Médica, P. Alegre, Globo, 1935, v.1. “A amebíase no Rio Grande do Sul”, in: Panteão Médico Rio-Grandense, S. Paulo, Ramos, Franco Ed., 1943.

MARSIAJ, Odone.

 S. Maria, RS, 9 jun. 1903. Faleceu em São Paulo. F.: Atílio Marsiaj e Amália Marsiaj. Est. prim. na cidade natal e Ginásio Anchieta, P. Alegre. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre, 1926. Médico obstetra e cirurgião em P. Alegre. Cirurgião-chefe e diretor do Hospital da Beneficência Portuguesa, P. Alegre. Docente da Fac. de Med. de P. Alegre. Fazendeiro. Irmão de Bruno Marsiaj e Nino Marsiaj. Seus causos e histórias perpassaram cirurgias e charutos gastos em visitas aos operados. Seus discípulos como Paulo Crespo Ribeiro imortalizaram algumas delas.
 Bibl.: Mercúrio Cromo no “Pleuris” Purulento, tese de doutoramento, P. Alegre, 1926. Meteorologia no Domínio da Obstetrícia. “Algumas considerações sobre a cesariana segmentar”, in: Arquivos Rio-Grandenses de Medicina, Porto Alegre, v.20, n.12, dez. 1941.

MARTINS, Cyro dos Santos.

DADOS BIOGRÁFICOS

Médico, escritor, ensaísta, psicanalista, e antes de tudo um humanista, nasce Cyro Martins em 1908, na cidade de Quaraí. Estuda seus primeiros anos no Colégio Anchieta. Forma-se em Medicina em 1933. Depois de sua formatura, retorna à sua cidade natal para clinicar até 1937. São desses anos que vêm da infância e, de sua atividade como médico no interior, a riqueza e o colorido que aparecem na sua ficção. Em 1937 vai para o Rio de Janeiro estudar Neurologia e Psiquiatria. Em 1939 é um dos fundadores da Sociedade de Neurologia, Psiquiatria e Medicina Legal no Hospital Psiquiátrico São Pedro.
Depois de muitos anos de trabalho, toma a decisão de fazer sua formação psicanalítica em Buenos Aires. Conforme seu crítico e editor Carlos Jorge Appel: “Duas decisões na vida de Cyro Martins, a de sair da campanha para Porto Alegre, e de Porto Alegre para Buenos Aires, para onde foi delinear o seu destino, me parecem fundamentais para compreendê-lo. Para ele, infância, adolescência e maturidade compõem um longo arco, uma metáfora da construção/desconstrução permanente da vida.” Retorna membro da Associação Psicanalítica Argentina. Em 1957 é eleito Presidente da Sociedade de Neurologia, Psiquiatria e Neurocirurgia. Inicia nesse mesmo ano sua atividade como professor no Instituto de Psicanálise. Em 1964 publica Do Mito à Verdade Científica, onde enfeixa os ensaios e conferências de tema psicanalítico, visando a uma divulgação maior de suas idéias sobre o tema.
Em 1970 publica o ensaio A Criação Artística e a Psicanálise e em1974, Orientação Educacional e Profilaxia Mental; publica em 1977 Rumos do Humanismo Médico Contemporâneo; em 1981, Perspectivas da Relação Médico-Paciente; em 1983, O Mundo em que Vivemos e, em 1984, A Mulher na Sociedade Atual.
A riqueza da obra ensaística de Cyro Martins, impossível de sintetizar neste breve apanhado, mostra muito bem a força de seu pensamento, fundamentado na psicologia dinâmica, na cultura humanística e no trabalho clínico de mais de 50 anos. Para a população leitora e culta, em geral, escreveu ensaios sobre temas importantes da psicologia e da sociologia e da literatura. Para os médicos, escreveu obras sobre o relacionamento médico-paciente, que devem sempre ser relembradas em nossa prática diária.
Vem dessa mesma fonte a compreensão da Medicina e de suas transformações ao longo do tempo. Em “Nevoeiro denso”, narrativa autobiográfica publicada no livro A Dama do Saladeiro, de 1980, diz Cyro Martins: “No interior, naqueles tempos, as coisas diferiam muito. Quando havia perigo de vida, o médico socorria com a tensão que exige um ato dramático, pondo no gesto e na atitude mais do que a habilidade profissional, pondo a própria compaixão. E quando ia devagar, ia devagar mesmo, de casebre em casebre, decorando a história de cada família, como se o tempo não contasse. Não consistiria nisso a essência milagrosa que operava tantas curas de explicação impossível?”
Diz ainda, em Incidências Contemporâneas na Relação Médico-Paciente, de 1979: “Pairam sobre esse panorama sócio-cultural de nossa profissão inúmeras interrogações. E essas procedem das massas maltratadas pela instituição previdenciária e da consciência justamente reivindicante da classe médica lesada nos seus interesses.”

O ESCRITOR

Expoente da geração do “Romance de 30” no Rio Grande do Sul, ao lado de Érico Veríssimo e Dyonelio Machado, mudou a visão de mundo regionalista, modificando a figura do gaúcho tradicional, na trilogia do “Gaúcho a Pé”, de que fazem parte os romances Sem Rumo, Porteira fechada e Estrada Nova. O crítico Carlos Jorge Appel diz que na trilogia “Cyro Martins faz uma operação dolorosa, um corte vertical e profundo nos problemas sócio-econômicos que afligem a campanha a partir de 1910-1920 e que vêm se avolumando”. Vemos que toda a obra do Autor busca exatamente isto, captar o mundo em mudança do interior do Rio Grande do Sul, entre a Revolução de 23 e 30, mudanças que já vinham da Revolução de 93.
Com a publicação de Campo Fora, inicia o Autor a reprodução dos quadros que via pelo campo. São situações ainda juvenis, de uma visão idílica da realidade campeira. Segue-se Sem Rumo, de 1937 e os demais romances que irão mudar completamente a visão que tínhamos sobre o mundo campestre do Rio Grande do Sul. Enquanto as águas Correm, de 1939; Porteira Fechada, de 1944; Estrada Nova, de 1954. Tem de entremeio a novela Um Menino Vai para o Colégio, de 1942. Essas são as obras capitais para o entendimento da revolução da visão de mundo regionalista no Rio Grande do Sul. Vindo de uma tradição que remonta a João Simões Lopes Neto, Alcides Maya e Ramiro Barcellos, torce a vista para os despossuídos do campo, os que são obrigados a abandonar a terra em busca de um pequeno exílio na periferia das cidades. E é essa a maior contribuição de Cyro Martins à literatura gaúcha e brasileira.
Publica mais livros de contos, Entrevista, de 1968, Rodeios e Estampas, de 1976, e A Dama do Saladeiro, de 1980, e retorna ao romance com Sombras na Correnteza, de 1979, O Príncipe da Vila, de 1982, Gaúchos no Obelisco, de 1984, Na Curva do Arco-Íris, de 1985, e O Professor, de 1988. Nesses entremeiam-se narrativas de cunho psicológico, como o retorno a temas da história do Rio Grande do Sul.
É, sem dúvida nenhuma, Cyro Martins um de nossos autores maiores, ao lado de Érico Veríssimo, Ivan Pedro de Martins e de outro médico, Dyonélio Machado (não esquecer que temos outro grande escritor médico, Moacyr Scliar, mas da geração seguinte). Mesmo não se considerando um escritor regionalista, diz no livro já citado sobre a geração de 30: “Como ficcionista tenho procurado fazer uma literatura regional, de fundo eminentemente social, sem ser regionalista”, fez Cyro Martins um corte profundo na literatura gaúcha, ou, como disse Carlos Jorge Appel, na obra acima citada, sobre a coerência de pensamento e obra: “a de que a modernidade já sempre fez parte da tradição”.
(José Eduardo Degrazia)

TRECHO DE FICÇÃO

Da obra de Cyro Martins muito teríamos para mostrar ao leitor. Seria muito interessante e instrutivo fazer um apanhado dos seus romances da “trilogia do Gaúcho a Pé”. Mas o espaço de que dispomos talvez não fosse suficiente para que o texto escolhido desse a justa medida dessas obras. Escolhemos então um de seus contos do livro de estréia, Campo Fora, de que fala Guilhermino Cesar na apresentação: “Prova do que digo é o conto Guri, obra da mocidade do autor, um quadro da vida campeira, de recortes muito nítidos que constitui, em resumo, a marca dos escritores autênticos”.

GURI

– Psiu, caalo!
O pingo, bagual novo, se parara arpista com o rebuliço, instigando o ginete para uma escaramuça. Espantado, fogoso, cabeça erguida, trocando orelha, olhando longe, era um urco de grande o pangaré do Nilo.
– Cuidado, rapaz, que esse animal é velhaco.
–  Não deixei as pernas em casa.
O guri, de ouvir, já sabia responder.
E não cansava de pular proezas, enganchado no cavalo de sarandi, com uma tira de pano, que era a cola, quebrada em cacho de três galhos bem em cima, lá onde canta o galo e os cuscos não alcançam.
– Volta, volta, boi!
Batendo as aspas pontudas no atropelo da disparada xucra, a novilhada estralava os cascos duros num estrondo, como chuva de pedra no chapadão raso como uma tábua.
Gritaria. Agachadas. Guascaços puxados. Sofrenaços. Esbarradas compridas assinalando no chão a marca da sua violência. Tiros de laço, largados com maestria uns, e outros guampeando as macegas no mais. Rodadas feias. Silvos de boleadeiras pelo ar. E cavalos correndo soltos com arreios.
Um lote grande se cortou rumando o aramado. Na ponta, embora bem montado, o Ricardo, solito, não podia sujeitá-lo.
E se aproximavam ligeiro da cerca, que estava bem de pé, estirada, e era toda de madeira nova.
A chapada, de resvalia, era um sabão.
E a manhã, claríssima, tonteava de tanta luz.
Do oitão do rancho, montado no seu cavalinho de pau, o Nilo entusiasmado, contente, batendo os pezitos no chão, que o pingo fogoso não parava quieto, não tirava os olhos do grande cenário.
Nunca vira aquilo. E estava gostando de ver. Tinha lástima de não ser homem ainda para andar lá também, e correr e se arriscar.
Num vá, a cerca deitou. Assobiaram fios de arame arrebentados, e voaram lascas de pau, cravando longe no chão como estacas.
Tropeiro, cavalo e boiada uniram-se num bolo só.
E daí um pedação, apareceram com o Ricardo de arrasto num couro, sangrando.
Quebrara-se no golpe. Mas não gemia, procurando disfarçar a dor. O guri recolheu, na esperteza campeira dos olhinhos alarifes, toda a viva emoção daquele instante supremo na vida do gaúcho.
Todos estavam calados. Ele também. Não indagava nada. Olhava no mais.
O índio pediu um cigarro. Tragou uma pitada, e morreu.
Esse dia o guri não brincou.
Dias depois encontraram o Nilo, deitado debaixo do mesmo umbu, bem espichado, com um cigarro apertado entre os dentes, fingindo-se de morto.
Faz de conta que numa tropeada braba levara uma virada mui feia.
Perto, branqueando ao sol, a sua tropa. Ossada limpa!
A cerca de um fio único de barbante, suspenso antes na ponta de dois pauzinhos finos, toda caída no chão.
Ao lado do aramado, morto, o bagual pangaré.

MARTINS COSTA, Dcio (de Almeida)

 P. Alegre, RS, 18 ago. 1900 – P. Alegre, 28 ago. 1963. F.: José de Almeida Martins Costa e Maria do Carmo de Carvalho Martins Costa. Est. no Ginásio Anchieta, P. Alegre. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre, 1922. Cursos de aperfeiçoamento na Europa, 1928-1930 e 1938. Assistente de Pediatria da Fac. de Med. de P. Alegre, 1932. Dep. à Assembléia Constituinte do RS, 1935-1937. Candidato a deputado federal, governador e senador. Diretor do Ambulatório de Crianças da S. Casa de Misericórdia, P. Alegre, 1940. Foi diretor por dez anos do Hospital da Criança Santo Antônio, cuja construção terminou. Foi catedrático de puericultura no Instituto de Educação e aproveitava todas as ocasiões para divulgar conhecimentos de higiene e de cuidados com as crianças. Catedrático da Fac. de Med. da UFRGS de P. Alegre. Médico Pediatra. Político militante do Partido Libertador. Irmão de José Luís Martins Costa Jr. e de Camilo Martins Costa, cunhado dos doutores Almir Alves e Luiz Sarmento Barata. É patrono da cadeira 18 da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina, cujo ocupante é o professor Raul Gastão Seibel.
 Bibl.: Da Tuberculose no Terreno Sifilítico, tese de doutoramento, P. Alegre, 1922. “Evolução da pediatria e seu estado atual”; “Mortalidade infantil no Rio Grande do Sul”; “A puericultura como ciência e sua importância no ensino médico”, Jornal de Pediatria, Rio de Janeiro, v.10, n.8, ago. 1944. “Da profilaxia da doença reumática na infância”, Anais Nestlé, id, n.18, 1948. “Da importância do aleitamento materno” e “dos direitos da criança ao seio materno”.

 

MEDAGLIA, (Joo) Orestes.

Cosenza, Itália, 19 set. 1900 – Passo Fundo, 9 maio 1990. F.: Giuseppe Medaglia e Gilsomina Pandolfo Medaglia. Est. prim. e secundário no Ginásio Anchieta, P. Alegre, Médico pela Real Universitá di Napoli, Itália. Cursos de especialização nas Universidades de Paris, Roma, Turim e Florença. Cirurgião no Hospital Civile, Acqui, Itália. Prof. de Enfermagem de Clínica Cirúrgica na Escola Profissional de Enfermeiros, Passo Fundo. Médico e Agente Consular da Itália na mesma cidade. Membro da AMRIGS e da Soc. de Gastroenterologia do RS, P. Alegre. Trabalhou em Passo Fundo até 1960.
 Bibl.: O Problema Demográfico em Função do Progresso no Brasil, P. Alegre, 1956. Índice da Natalidade e Alimentação; Da Etiologia no Câncer Ginecológico. Deixou muitos trabalhos científicos e muita divulgação de conhecimentos através da imprensa e de conferências.

MEDEIROS, Alfeu Bicca de.

 Alegrete, RS, 10 out. 1880 – P. Alegre, RS, 7 jul. 1961. F.: João Pedro de Medeiros e Joaquina Bica de Medeiros. Médico pela Fac. de Med. do Rio de Janeiro. Médico militar, tendo chegado ao posto de coronel. Chefe de Clínica da Santa Casa de P. Alegre. Catedrático da Fac. de Med. da mesma cidade, chegando à aposentadoria.
   Embora ligado à Faculdade caracterizou o ensino da cirurgia como atividade extracurricular e sedutora, de aprendizado diário, independente da estrutura universitária. Fez da 10a Enfermaria da Santa Casa um grande centro formador de cirurgiões. E não era avesso a influências externas, como bem demonstrou o relacionamento da 10a Enfermaria com os irmãos Paulino, do Rio de Janeiro. Coube aos seus discípulos Fernando Pombo Dornelles e Telmo Kruse manter acesa uma tradição de atendimento e ensino excelentes.
   Em 1915 ocorreria o primeiro Congresso Médico Rio-Grandense e o Dr. Alfeu Bicca de Medeiros apresentaria um relatório sobre a liberdade profissional no Estado. O impacto seria grande e o governo inviabilizou o Congresso ao proibir que os médicos seus funcionários dele participassem.
   Não saiu o congresso, mas o relatório foi divulgado através de edição pela Globo em 1916. O Doutor Alfeu é o patrono da cadeira 1 da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina. Esta cadeira tem como titular o Doutor Fernando Pombo Dornelles, um dos fundadores da Academia e seu primeiro presidente.

MELO, Joo Mozart de.

 S. Maria, RS, 23 ago. 1881 – P. Alegre, RS, 13 jul. 1957. F.: Fidêncio de Souza Melo. Est. no Seminário Episcopal, P. Alegre, formando-se em Teologia em 1910. Médico pela Fac. de Med., P. Alegre, 1926. Médico em Taquari e S. Jerônimo. Prof. de Línguas do Instituto de Educação, P. Alegre. Filólogo, hebraísta, latinista, crítico e sociólogo. Membro da Acad. Sul-Rio-Grandense de Letras, de que foi presidente.
 Bibl.: Gramática, P. Alegre, 1914. Livro de Análise Léxica e Lógica, id, 1919. Fernando Abbott, um Clínico Típico, id, 1939. Musa Hebraica (Paralelismo), antologia e crítica, P. Alegre, Globo, 1940. “Discurso de posse (elogio de Roque Callage)”, proferido na Acad. Sul-Rio-Grandense de Letras, Revista da Acad. Sul-Rio-Grandense de Letras, P. Alegre, n.1, 18 jun. 1948. “Um poeta nietzcheano (sobre Peri Melo)”, análise crítica, ibid, 1951-1952, 1953. O Dia da Mães, conferência na ACM, P. Alegre, 12 maio 1918. O Paralelismo na Obra de Guerra Junqueiro, id. na Acad. Sul-Rio-Grandense de Letras, P. Alegre, 30 jun. 1945. Israel como Nação, id, ibid, 18 maio 1951. A Glória Imortal de Camões, id, ibid, 24 maio 1956.

MENDONA (FILHO), Joo Jacinto de.

Pelotas, RS, 16 mar. 1817 – Rio de Janeiro, 3 jun. 1869. F.: João Jacinto de Mendonça e Florinda Luísa da Silva Mendonça. Médico pela Escola Médico-Cirúrgica do Rio de Janeiro, 1836. Dep. à Assembléia Provincial do RS, 1852. Dep. geral pela mesma Província. Presidente da Província de S. Paulo. Senador do Império. Irmão de Joaquim Jacinto de Mendonça. Membro do Partido Conservador. Poeta, jornalista e orador.
 Bibl.: Publicou poesias, entre as quais “A uma bela”, no Almanaque Popular Brasileiro, Pelotas, 1903. Artigos de política doutrinária em jornais de Rio de Janeiro, P. Alegre e Pelotas; e orações parlamentares.

MENEGHETTI, Mrio (Davi Rossi).

 P. Alegre, RS, 17 jul. 1905 – Rio de Janeiro, 29 jun. 1969. F.: João Meneghetti e Ana Rossi Meneghetti. Est. no Instituto Ginasial Júlio de Castilhos, P. Alegre. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre, 1923. Médico assistente do Instituto de Higiene de Pelotas, 1929; e diretor do mesmo, 1930. Estagiário do Instituto Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 1932. Catedrático de Microbiologia e Histologia da Fac. de Med. e Farmácia, Pelotas, 1938. Representante do Brasil no Congresso Internacional de Hidatidose, Argel, 1951. Prefeito Municipal de Pelotas, 1952. Chefe do Escritório Comercial do Brasil em Asunción, Paraguai, 1956. Min. da Agricultura do Governo Juscelino, 1956-1960. Conselheiro do Instituto de Resseguros do Brasil, Rio de Janeiro, 1964. Vice-presidente do mesmo até 1966. Co-fundador da Soc. de Med. de Pelotas, que presidiu. Membro do Partido Trabalhista Brasileiro. Irmão de Ildo Meneghetti.
 Bibl.: A Defesa da Criança, tese de formatura, P. Alegre, 1923. “Hidatidose humana no Rio Grande do Sul”, Anais do Cinqüentenário da Fac. de Med. de P. Alegre, P. Alegre, 1950. Idéias e Sugestões Sobre a Reforma Agrária, Rio de Janeiro, Serviço de Informação Agrícola, 1959. Contribuição ao Estudo da Hidatidose no Rio Grande do Sul, 1945.

METZLER, Wolfram Petry.

P. Alegre, RS, 15 set. 1903 – Rio de Janeiro, 20 out. 1957. F.: Hugo Metzler e Berta Petry Metzler. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre, 1926. Médico em Novo Hamburgo. Diretor-presidente da Tip. do Centro S/A., P. Alegre. Dep. à Assembléia Legislativa do RS. Dep. Federal pelo mesmo Estado. Presidente do Instituto Nacional de Imigração e Colonização. Membro do Partido de Representação Popular.
 Bibl.: “Pulverizando infâmias”, discurso na Assembléia Legislativa, em 4 dez. 1947, separata dos Anais da Assembléia Legislativa, P. Alegre, 1947.

MEYER, Ivo Corra.

Nasceu em Uruguaiana, RS, em 14 de junho de 1889. Formou-se médico pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1923, especializando em oftalmologia. De volta ao Rio Grande do Sul, exerceu a profissão em Alegrete, Uruguaiana e Itaqui. Foi Catedrático de Oftalmologia da Faculdade de Medicina de Porto Alegre e Médico-chefe do Serviço de Oftalmologia da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre até 1965. Foi fundador e diretor (1961) da Faculdade Católica de Medicina, atual UFCSPA.  
Faleceu em 1970, aos 81 anos de idade, na cidade de Porto Alegre.

MIRANDA, Rui Noronha.

P. Alegre, RS, 29 jul. 1914. F.: Alcebíades Noronha e Paulina de Noronha Miranda. Diplomado em Medicina. Médico Dermatologista em Curitiba. Prof. da Fac. de Med. do PR. Irmão de Caio Miranda. Membro da Soc. Brasileira de Dermatologia e da Associação Brasileira de Leprologia, ambas do Rio de Janeiro.
 Bibl.: Bouba no Paraná, estudo, Curitiba, Gráf. Paranaense, 1943. Causas que Dificultam a Descoberta e o Isolamento dos Casos de Lepra: Observações e Considerações, Curitiba, Tip. da Escola Técnica, 1943. Caso de Tuberculose Cutânea: Observação Clínica, Curitiba, 1944. Autor de textos de divulgação de conhecimentos científicos.

MORAES, Leovegildo Leal de.

Porto Alegre, RS, 7 nov. 1915 – Santa Maria, 12 set. 1990. F.: Dionysio Francisco Moraes e Sylvia Leal de Moraes. Médico pela Faculdade de Porto Alegre em 1938. Trabalhou em Santiago e foi Professor Universitário (UFSM).
 Bibl.: “Anorexia na infância”, artigo. 1945, publ. Revista de Medicina do RS, Porto Alegre. “Penicilina e soro antitetânico no tratamento do tétano”, 1945, publ. Anais de Medicina da UFSM, Santa Maria. “Subsídios ao estudo da higiene escolar”, 1945, publ. Anais de Medicina da UFSM, Santa Maria. “A profilaxia da tuberculose na infância”, 1947, publ. no 13 do Jornal de Pediatria, Porto Alegre. “O problema da alimentação escolar”, 1947, publ. Anais de Medicina da UFSM, Santa Maria. “A profilaxia das doenças transmissíveis: evolução e importância da higiene”, 1948, publ. Anais de Medicina da UFSM, Santa Maria. “A reação de Khan no recém-nascido”, 1949, publ. em Pediatria Prática, Porto Alegre. “A higiene e os antibióticos”, 1950, publ. Revista Brasileira de Farmácia, Rio de Janeiro, RJ. “A água dos poços como veículos de infecções”, 1954, publ. no 1 da Revista da Faculdade de Farmácia, UFSM, Santa Maria. “O farmacêutico e a saúde pública”, 1956, publ. no 25 da Gazeta de Farmácia. 1956, Revista da Faculdade de Farmácia, Santa Maria. “O problema da água e esgoto em Santa Maria: situação atual”, em colaboração, 1960, publ. no 7 revista acima citada. “A hidatidose familiar no Rio Grande do Sul”, estudo em colaboração de A.T. Londero, 196, publ. no 69 da revista Hospital. “Estudo da reação de Casoni em escolares da cidade de São Sepé”, 1961, publ. em Pediatria Prática, Santa Maria. “A hidatidose humana no Rio Grande do Sul”, 1961, publ. no 3 da Revista de Medicina Tropical, São Paulo, SP. “A educação sanitária nas escolas”, 1961, publ. no 18 da Revista de Medicina do RS, Porto Alegre, publ. no 8 da Revista da Faculdade de Farmácia, Santa Maria. “Os pioneiros no estudo da hidatidose no Rio Grande do Sul”, 1963, publ. no 2 da Revista da Faculdade de Farmácia, Santa Maria. “Zoonoses e educação sanitária do homem da zona rural”, 1963, publ. no 2 da Revista da Faculdade de Farmácia, Santa Maria. “Vida e saúde do pré-escolar”, 1964, publ. no 10 da revista acima citada. Inquérito sobre a Hidatidose pela Reação de Casoni, em São Pedro do Sul, no ano de 1962

MORAES, Rosalvo (Bandeira de).

Rio Pardo, RS, 16 set. 1877, falecido. F.: Gaspar Pereira de Moraes e Benigna Bandeira de Moraes. Médico homeopata no interior do município natal. Poeta.
 Bibl.: Harmonias, versos, Rio Pardo, 1931, 92p., Tipografia Popular, Rio Pardo.

MOREIRA, Paulo (Maurell).

P. Alegre, RS, 29 jul. 1915. Est. no Instituto Ginasial Júlio de Castilhos, P. Alegre. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre, 1937. Livre-Docente da cadeira de Higiene da Fac. citada. Médico em P. Alegre. Prof. da Fac. de Farmácia da UFRGS, P. Alegre, aposentado em 1968.
 Bibl.: Contribuição ao Estudo Sanitário do Leite, tese de doutoramento, P. Alegre, 1937. Contribuição ao Estudo das Fossas Domiciliares, tese de concurso, 1942. “A febre tifóide em Porto Alegre”, Anais do Cinqüentenário da Fac. de Med. de P. Alegre, v.2, 1951. Saneamento e Urbanismo: Contribuição ao seu Estudo no Rio Grande do Sul, memorial ao 6o Congresso Brasileiro de Higiene, em colaboração com Jandir Maya Faillace e Jaime F. da Silva. “Notas à margem do problema do abastecimento de leite em Porto Alegre”, Arquivo Rio-Grandense de Medicina, P. Alegre, v.21, n.1, jan. 1942. Entrepostos Regionais de Refrigeração, P. Alegre. “A estação experimental de tratamento do efluente dos esgotos do Hospital São Pedro, Revista de Med. do RS, P. Alegre, v.1, n.2, out/dez. 1944. “Notas epidemiológicas sobre algumas doenças trasmissíveis no Rio Grande do Sul”, Anais da Fac. de Med. de P. Alegre, P. Alegre, v.7, jan./jun. 1946.

MOREIRA (DA SILVA), Raul.

P. Alegre, RS, 21 maio 1891 – P. Alegre, 22 set. 1969. F.: João Moreira da Silva e Maria Rita da Fonseca Moreira. Est. no Ginásio Anchieta, P. Alegre, onde concluiu o curso preparatório em 1910. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre, 1916. Médico especializado em Pediatria em P. Alegre. Prof. interino de Clínica Propedêutica da Fac. citada, 1923. Livre-Docente e, a partir de 1930, Catedrático de Clínica Pediátrica e Higiene Infantil da mesma Fac. Representante do Brasil no 2o Congresso Internacional de Pediatria, Estocolmo, 1930. Diretor da Assistência Médica Infantil da S. Casa de Misericórdia, P. Alegre. Diretor da Fac. de Med. da UFRGS, P. Alegre, 1941-1944. Membro da Acad. Nacional de Med... Rio de Janeiro; da Soc. de Pediatria do RS; da Soc. Rio-Grandense de Educação, P. Alegre; e da Aliança Francesa de P. Alegre, que presidiu. Portador das Palmas Acadêmicas conferidas pelo Governo Francês. Irmão de Álvaro Moreira, pai de Raul Moreira Filho. É patrono da cadeira 58 da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina, ocupada pelo Dr. Gabino Peixoto de Miranda..
 Bibl.: “Despertar intelectual da criança e futuros neuropatas”, Congresso Médico Brasileiro, 9, Anais, P. Alegre, v.3, 1926. “Em defesa da criança”, ibid, v.3, 1926. Condicionamento da Eugenia na Espécie Humana, conferência, volume coletivo, P. Alegre, 1935. “O ensino da pediatria no Rio Grande do Sul”. In: Panteão Médico Rio-Grandense, S. Paulo, Ramos, Franco Ed., 1943. “Noções de anatomia e fisiologia: crescimento, desenvolvimento, tipos constitucionais, nutrição e suas leis”, Compêndio de Pediatria e Puericultura, de J.M. da Rocha, Rio de Janeiro, v.1, 1950. “Primórdios da pediatria”, Correio do Povo, Caderno de Sábado, P. Alegre, 22 fev. 1969. Assistência Médico-Social na Suécia, conferência no Rotary Clube do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1931. No Centenário de Areimor, conferência proferida na Acad. Sul-Rio-Grandense de Letras, P. Alegre, 8 out. 1956. Inédito: Uma Vida pela Criança, memórias (o respectivo prefácio foi publicado no Correio do Povo, P. Alegre, 17 dez. 1957.

MOTTI, Giulio.

Nascido em Piacenza, fez seus estudos primários na escola municipal daquela cidade. Diplomou-se pela Real Universidade de Bolonha. Fez curso de especialização em Bruxelas. Designado pelo governo da Bélgica, prestou serviços no Congo. Foi primeiro assistente do Hospital Civil de Piacenza e médico de Gragnano, Trebbiense e Monticiano. Chegou ao Brasil em 1913 e se estabeleceu em Garibaldi, RS. Escreveu duas monografias sobre temas de Psiquiatria e divulgou noções de Medicina para a população.

MOURA, Aureliano Matos de.

Rio Grande, RS, 26 jan. 1905. F.: Henrique Dias de Moura e Branca Matos de Moura. Diplomado em Medicina. Médico especializado em leprologia. Prof. da cadeira de Dermatologia e Sifilografia da Fac. de Med. da UFPR, Curitiba. Irmão de Hugo Matos de Moura.
 Bibl.: “Considerações Sobre a Lepra”, separata da Revista Médica do PR, Curitiba, 1933. “Pelos filhos dos lázaros (em defesa da raça)”, id, 1937. Do Preventório Antileproso, tese à 1a Conferência Nacional de Assistência Social ao Leproso, Rio de Janeiro, Imprensa Nacional, 1941. “A lepra no Paraná”, esboço histórico, separata da Revista do Departamento de Saúde do PR, Curitiba, n.2, 1952. Lepra na Antigüidade, Curitiba, Ed. Lítero-Técnica, 1963. “Notícia sobre a lepra no Paraná e sugestões para uma campanha contra a mesma”, Revista Médica do PR, Curitiba, 1932.

MUZZI, Julio Cesar.

Rio de Janeiro, 1770 – Porto Alegre, 14 set.1832, com 62 anos de idade. Filho natural do Dr. Gonçalo José Muzzi. Deixou filhos de dois casamentos e mais um nascido após a segunda viuvez e que reconheceu em testamento. Lutou bravamente pelo estabelecimento da vacina antivariólica na Capitania do Rio Grande de São Pedro. O Dr. Muzzi insistiu durante quatorze anos para que fosse implantada a vacinação contra a varíola. Como Físico-Mor das tropas da Capitania desde 1815, teve o apoio dos governadores, mas sua luta cresceu quando o Brigadeiro Saldanha autorizou a vacinação do próprio filho. Assim, apenas sete anos após a divulgação da vacina por Jenner, conseguiu o Dr. Muzzi implantá-la no Rio Grande. Isso foi muito benéfico quando lavrou epidemia já no ano seguinte. Vacinou 483 pessoas em 1820 e, daí até junho de 1822, mais 1.015, num total de 1.453 vacinados.
 Bibl.: Plano para o estabelecimento da vacina na Capitania do Rio Grande de São Pedro do Sul (no fim, datado e assinado). Porto Alegre ao 1o de junho de 1822. Dr. Julio Cesar Muzzi. (IHGB, lata 44, doc. 25). 18 p. Escritas, incluindo anexos.

NONOHAY, Ulisses (Pereira) de.

P. Alegre, RS, 9 jul. 1882 – Rio de Janeiro, 24 jul. 1959. F.: João Pereira de Almeida, Barão de Nonohay e Amélia Martins Pereira de Almeida. Est. nos colégios Lívia Fontoura e Margarida das Dores, S. Maria; Escola Brasileira; e Ginásio São Pedro, P. Alegre. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre, 1906. Diretor do Posto Experimental do Ministério da Agricultura, P. Alegre. Chefe do Serviço de Profilaxia da Lepra e Doenças Venéreas do DNSP, id. Médico especialista em sífilis e doenças venéreas, id. Catedrático da Fac. de Med., id, onde lecionou Clínica Dermatológica e Sifiligráfica. Diretor da Revista dos Cursos, P. Alegre. Redator da Gazeta do Comércio, id. Membro da Acad. Nacional de Med., Rio de Janeiro; da Soc. de Med. de P. Alegre; da Soc. Brasileira de Tuberculose, Rio de Janeiro; e da Soc. Brasileira de Dermatologia, id. Participou de congressos médicos em Buenos Aires, Córdoba, etc.
 Bibl.: Relações da Patologia Individual com a Patologia Social, discurso oficial no IX Congresso Médico Brasileiro, P. Alegre, 1926. Da Tuberculose: Sob seus Aspetos Humano, Biológico, Social e Médico, discurso inaugural do II Congresso Nacional de Tuberculose, P. Alegre, 1941. “Profilaxia da lepra no Rio Grande do Sul”; “Sífilis no Rio Grande do Sul”, coluna médica, série de crônicas no jornal A Federação, P. Alegre. “Travesseiros e infecções”; “Travesseiros e tuberculose”; “Novas idéias sobre o contágio e a profilaxia nas infecções respiratórias”; “Propedêutica e diagnóstico geral das dermatoses”; “Projeto de organização da luta contra a tuberculose”, Jornal das Clínicas, Rio de Janeiro, v.22, c.2/3, e v.23, n.1, nov. 1941/jan. 1942. “Sintomatologia e diagnóstico geral das dermatoses”, Revista de Medicina do RS, P. Alegre, v.1, n.5, maio/jun. 1945. “Microbiologia e patologia gerais na sífilis”, ibid, v.2, n.9, jan./fev. 1946. “Novos aspectos da medicina social e do saneamento”, Revista Médica Brasileira, Rio de Janeiro, v.4, n.1, jan. 1948. Sífilis Hereditária, conferência popular, P. Alegre. As Doenças Venéreas, id, id. Política e Saneamento, conferência na Acad. Brasileira de Letras, Rio de Janeiro. Lepra e Travesseiros, id. na Universidade de Montevidéu, Montevidéu. Da Sífilis Como Fator da Arteriosclerose Precoce, id, id. As Águas de Iraí, id, na Soc. de Higiene e Saúde Pública, P. Alegre. “Política e Saneamento” Conferência na Academia Brasileira de Letras.

NUNES VIEIRA, Jos Cypriano.

Bagé, 10 jan.1857 – Pelotas, 7 set. 1917. F.: José Bonifácio Vieira e Maria Antonia Nunes Vieira. Formou-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1883. Dedicou-se aos partos e à Clínica Geral em Pelotas. Com a morte do Barão de Itapitocay, foi eleito chefe de clínica da Santa Casa de Misericórdia, cujos serviços muito ampliou. Republicano, embora sem aspirações políticas, foi presidente da União Republicana. Foi fundador e presidente da Sociedade Agrícola Pastoril de Pelotas. Sob sua inspiração, foi fundada a primeira Revista Agrícola no Rio Grande do Sul. Foi diretor da Escola de Agronomia e Veterinária e desenvolveu a Estância do Tigre, no município de Bagé e que era propriedade de Viúva Dr. Gervásio & Filhos. Fundou a Liga da Infância Contra à Difteria e colaborou intensamente com a Bilblioteca Pública e com várias instituições de caridade. Deixou colaborações escritas e de viva voz na Medicina e nos meios agropastoris. Defendia a validade do chimarrão, quando associado a importante consumo de carne, como ocorre em nosso meio. Deixou filhos e netos que se sucederam no amor à Estância do Tigre e ao ruralismo. Tio do Professor Geraldo Veloso Nunes Vieira. Há uma herma em sua homenagem e que se situa à frente da Santa Casa de Pelotas.

OLIVEIRA, (Olmpio) Olinto de.

Nasceu em 5 de janeiro de 1865, na cidade de Porto Alegre. Formou-se médico pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1887. De volta a Porto Alegre, especializou-se em pediatria. Integrou o primeiro quadro de docentes da Faculdade de Medicina de Porto Alegre, como professor de Química Biológica e de Pediatria, chegando a diretor da mesma instituição entre os anos 1910-1913.
Musicista e crítico de arte, foi co-fundador e primeiro presidente da Academia Rio-Grandense de Letras, em 1901, e fundador do Instituto Livre de Belas Artes, em 1906.
Faleceu em 22 de maio de 1956, no Rio de Janeiro.

 

ORTIZ, Jos.

Nasceu no RS – Rio de Janeiro, 4 mar. 1880. Doutor em Med. pela Universidade de Paris. Fundador e diretor de colégio em Itapemirim, ES. Lente do Liceu de Vitória, ES; e do Liceu Niterói, RJ. Prof. livre de línguas e filosofia. Autor didático.
 Bibl.: Novo Sistema de Estudar a Gramática Portuguesa por Meio da Memória, Inteligência e Análise, Ajudando-se Mutuamente, Vitória, 1862. Gramática Analítica e Explicativa da Língua Portuguesa, em colaboração com Cândido Mateus de Farias Cabral, Rio de Janeiro, 1871.

OSRIO, lvaro Behrensdorf.

Pelotas, RS, 11 set. 1908 – Rio de Janeiro, jun. 1968. F.: Joaquim Luís Osório e Ema Behrensdorf Osório. Médico pela Fac. Nacional de Med., Rio de Janeiro, 1931. Médico da S. Casa de Misericórdia, Pelotas; e da congênere do Rio de Janeiro. Médico do INPS e do Ministério da Saúde, Rio de Janeiro. Tenista de categoria internacional. Sobrinho de Fernando Luís Osório e neto de Fernando Osório.
 Bibl.: Tênis, Rio de Janeiro, Ed. Minerva; id, 2.ed., ibid, 1959.

OSRIO, Pedro (Lus).

 Bagé, RS, 9 jun. 1854 – Pelotas, RS, 28 fev. 1931. F.: Manoel Luís Osório (Marquês do Herval) e Francisca Fagundes de Oliveira Osório. Curso incompleto na Fac. de Med. do Rio de Janeiro. Médico pela Fac. de Med. de Paris, 1882. Médico e pecuarista em Bagé. Romancista. Irmão de Fernando Osório e tio de Fernando Luís Osório e Joaquim Luís Osório. Pai de Pedro Luís Osório Filho.
 Bibl.: Récherches sur L’Exostose Sous-Inguinale de Gros Orteil, tese de doutoramento, Paris, Octave Doin Éditeur, 1882. Operação Cesariana Pelo Método de E. Porro, tese para reconhecimento de diploma perante a Fac. de Med. do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Tip. de Miranda & Almeida, 1883. O Poder da Carne, romance, Bagé, Tip. do Quinze de Novembro, 1890 (fora publicado em folhetim no jornal de mesmo nome e naquele ano).

OSRIO (FILHO), Pedro (Lus).

Pelotas, RS, 29 jun. 1883 – Pelotas, 2 out. 1948. F.: Pedro Luís Osório e Noêmia Assunção Osório. Diplomado em Med. Médico e pecuarista. Industrialista, escritor. foi também diretor do Banco Pelotense.
 Bibl.: Mentiras Religiosas, Rio de Janeiro, 1920. Rumo ao Campo, divulgação de pecuária, Pelotas, Empresa Gráf. Minerva, 338 p., 1933; id, 2.ed., P. Alegre, Globo, 1940. Problema Administrativo, Pelotas, Liv. Universal, 1943. A Formação da Enfermeira no Brasil Atual, conferência, ibid, 1944. Compêndio de Enfermagem, Rio de Janeiro, Irmão Di Giorgio, 1948; id, 2.ed., ibid, 1966. O Banco Pelotense – A conduta da Ditadura, Advertência às Casas de Crédito – Documentos e Fatos, 1.ed., 1935, 35p., Tip. A Universal da E. Echenique e Cia., Pelotas.

OSRIO JNIOR, Roberto.

 Quaraí, RS, 22 mar. 1893 – P. Alegre, 7 jun. 1973. F.: Roberto Osório e Emiliana Machado Osório. Est. no Colégio Elementar, Quaraí; e Ginásio S. Maria, S. Maria. Médico na cidade natal e depois em Alegrete, 1938-1939. Jornalista em Quaraí, onde redigiu A Fronteira e A Voz do Povo. Membro da Soc. de Med. de P. Alegre. Poeta. Usou o pseudônimo de X.P.T.O.
 Bibl.: Versos de Ontem e de Hoje, Alegrete, Ed. Cadernos do Extremo Sul, 1955. Asclepíadas, sonetos humorísticos, prefácio de R. Gonçalves Viana, Versos Humorísticos sobre a Turma Médica de 1920, 112 p., Editora La Salle, Canoas. Horizontes do Pago, poemas regionais, id. Só Netos (sonetos) inédito.

PALOMBINI, Giovanni.

 Nasceu em Ascoli Piceno e diplomou-se pela Real Universidade de Roma em 1895. Clínico e cirurgião, iniciou suas atividades em Jaguarão, transferindo-se depois para Antônio Prado e Caxias do Sul. Muito humanitário e culto, foi biografado por Mário Gardelin em “Dr. João Palombini, o pioneiro e sua obra esquecida”, Rev. da Assoc. Médica de Caxias do Sul. Escreveu artigos, crônicas e fez muitas conferências. Morreu pobre em 10 jul. 1927 e foi sepultado em Ana Rech, distrito de Caxias do Sul. Heitor, um de seus oito filhos, tornou-se médico.

PANATIERI, Luciano Raul.

Nasceu em Porto Alegre em 23 de novembro de 1897. Foi o primeiro negro a formar-se em medicina pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre, em 1922.
Exerceu a profissão em Rio Pardo e, posteriormente, na capital. Pertenceu ao Grêmio Rio-Pardense de Letras.

PEDERNEIRAS, (Manuel Veloso) Paranhos.

 P. Alegre, RS, 2 set. 1832 – Rio de Janeiro, 6 mar. 1907. Est. no Colégio Dom Pedro II, Rio de Janeiro, 1842-1849. Médico pela Fac. de Med. do Rio de Janeiro, 1855. Médico em P. Alegre. Lente de Francês da Escola Militar de P. Alegre, 1856; e do Liceu Dom Afonso, P. Alegre. Diretor de O Mercantil, P. Alegre, 1861; e de A Ordem, id, 1861-1864. Dep. à Assembléia Provincial do RS, 1865. Participante da Guerra do Paraguai. Médico do Laboratório de Campinho, Rio de Janeiro, 1868; e da E.F. Central do Brasil, id. Redator do Jornal do Comércio, id, a partir de 1868. Comissário e inspetor geral da Higiene no Rio de Janeiro. Redator do Diário de Notícias, Rio de Janeiro, 1884-1886. Pai de Oscar Pederneiras,
 Bibl.: Publicou artigos no jornal A Ordem, P. Alegre, 1861-1864; e no Diário de Notícias, Rio de Janeiro, 1884-1886.

PENAFIEL, (Antnio) Carlos.

P. Alegre, RS, 31 jan. 1883 – Rio de Janeiro, 29 jun. 1960. F.: Conrado Álvaro de Campos Penafiel e Antônia Duclos Penafiel. Médico pela Fac. de Med. do Rio de Janeiro, 1904. Médico em P. Alegre. Prof. da Fac. de Med. de P. Alegre. Fundador e diretor do jornal O Diário, P. Alegre, 1911; e diretor de A Federação, id, 1915. Prof. da Escola de Engenharia de P. Alegre, 1915. Dep. à Assembléia Legislativa do RS, 1915-1920; e Dep. Federal de 1921-1923. Tabelião do 3o Ofício no Rio de Janeiro. Orador, cientista e jornalista. Membro da Soc. de Psiquiatria e Med. Legal, Rio de Janeiro. Genro de Júlio de Castilhos. Foi o primeiro diretor psiquiatra do Hospital São Pedro.
 Bibl.: A Medida da Inteligência, 1907. Responsabilidade Criminal do Epiléptico, P. Alegre, 1910. Júlio de Castilhos, discurso em 24 out. 1913, P. Alegre, Tip. de Carlos Echenique, 1913. Fisiologia Intelectual, Rio de Janeiro. Homenagem Cívica a Pinheiro Machado, discurso, P. Alegre, Globo, 1915. Contribuição ao Estudo da Paralisia Geral dos Alienados no Brasil, Rio de Janeiro, 1915. Os Loucos, id, 1915. As Emoções Mórbidas, id, 1916. The Contribution of the Dements Paralytic in Brazil, id, 1917.

PEREIRA FILHO, (Manoel Jos).

P. Alegre, RS, 10 fev. 1888 – P. Alegre. F.: Manuel José Pereira e Belmira Martins Pereira. Est. primários na Escola Brasileira dirigida por Inácio Montanha e secundários no Ginásio S. Pedro, P. Alegre. Diplomado em Farmácia (1907) e em Medicina (1910) pela Fac. de Medicina de P. Alegre. Curso de Microbiologia no Instituto Osvaldo Cruz, Rio de Janeiro, 1913-1914. Interno de Clínica Obstétrica e Ginecológica da Santa Casa de Misericórdia, P. Alegre, 1909-1910. Assistente de Química na Fac. de Medicina de P. Alegre, 1912, e de Microbiologia na mesma Fac., 1914. Catedrático de Microbiologia em 1932. Diretor da 9a Enfermaria da Santa Casa de Misericórdia, P. Alegre, 1915. Fundador do Instituto Pereira Filho, id, 1916. Bacteriologista da Diretoria de Higiene do RS, id, 1920. Médico-Chefe da Beneficência Portuguesa, id, 1926. Presidente do Sanatório Belém, id, desde 1934. Dirigiu o Serviço Nacional de Tuberculose tendo cooperado para a construção do pavilhão que leva seu nome na Santa Casa. Fez pesquisas pioneiras em nosso meio e muito publicou. Irmão de Oscar Pereira, foi pai de Arthur Pereira, e tio de vários médicos. Patrono da cadeira 45 da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina, hoje ocupada pelo professor José Carvalho Belardinelli.
 Bibl.: Novas Diretrizes na Campanha Nacional Contra a Tuberculose, Rio de Janeiro, Gráf. Sauer, 1951. “Os fungos e a blastomicose dos índios do Alto Xingu”, Revista de Medicina do RS, P. Alegre, n.79, set./out. 1957. “Diagnóstico biológico do surto de botulismo humano no Pronto Socorro de Porto Alegre”, Medicina e Cirurgia, P. Alegre, v.19, n.2, maio/ago. 1958.

PILLA, Raul (Zenari).

Nasceu em Porto Alegre em 20 de janeiro de 1892. Médico pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre, em 1916. Participou ativamente da Revolução de 1923, como membro do Partido Libertador e da Frente Única de 1930, ao lado de Getúlio Vargas, e da Revolução Constitucionalista de 1932.
Em 1926 passa no concurso para docente da Faculdade de Medicina de Porto Alegre, se tornando catedrático de Fisiologia, ofício que vai perpetuar até sua aposentadoria, em 1962, aos 70 anos.
Faleceu em junho de 1973.

PINTO, Aureliano de Figueiredo.

 Médico, poeta lírico e regionalista, escritor, gaúcho de Tupanciretã, Aureliano de Figueiredo Pinto, nasceu na fazenda São Domingos, no primeiro dia de agosto do ano de 1898. Filho de Domingos José Pinto e de dona Marfisa Figueiredo Pinto. Aprendeu a ler e a escrever com a mãe e mais tarde, aos dez anos, no Colégio Santa Maria, já escrevia seus primeiros poemas. Em 1914, Aureliano com 16 anos, a revista Reação, que tinha Walter Jobim como diretor, publicou poemas seus, classificados em concurso. Aos 18 anos Aureliano mudou-se para Porto Alegre. A idéia inicial era preparar-se para o curso de Direito, mas a Medicina venceria. Nessa época, publica poemas no Correio do Povo. Mais tarde, marcará sua indignação com os excessos do governo Borges de Medeiros em Memórias do Coronel Falcão. Em 1920, viu a polícia agir no massacre de operários e, embora não revelasse política partidária, esse episódio foi marcante. Seguiu para a capital federal, Rio de Janeiro, em 1924. Foi lá que cursou os dois anos iniciais da faculdade de Medicina e escreveu o poema “O mar visto por um gaúcho”. Volta ao Rio Grande do Sul em curta temporada, retorna ao Rio com Antero Marques, amigo, grande companheiro, prossegue nos estudos. É também com Antero Marques que participa da Revolução de 30 e, no primeiro destacamento, da Batalha de Itararé, aquela que nunca houve. Lê, conhece e passa a admirar a poesia regionalista platina; a empolgação é tanta, que escreve poemas em espanhol. Em paralelo, o modernismo se espalha também entre os intelectuais de Porto Alegre e Aureliano também se influencia. Novamente no Estado, convive com amigos numa república de estudantes na Rua da Olaria, atual Lima e Silva. É ali, na Cidade Baixa, o centro de discussões inflamadas, o mundo convulsiona-se em batalhas verbais, culturais e políticas.
Forma-se em Medicina no ano de 1931. Sua tese de graduação é dedicada aos amigos, dentre esses, Cyro Martins. A obra literária de ambos guarda grandes afinidades.
Um ano depois, Santiago do Boqueirão, na Campanha, próximo à sua cidade natal, tem um novo doutor. Ainda será convidado para a chefia da cátedra médica na Faculdade de Medicina em Porto Alegre, mas vai preferir permanecer no interior. O contato com o homem do campo se faz em visitas ao interior do município, atendendo urgências, respondendo chamados. A prosa dos galpões servirá de chama para a sua literatura. Algumas histórias dão a dimensão de seu caráter. Elaborou uma codificação, combinada com o farmacêutico, quando antevia que dificuldades financeiras iriam impedir que o paciente cumprisse a prescrição. A conta da receita aviada era debitada a um ou outro de seus amigos, conforme um código que nelas colocava. Passa a dirigir o Posto de Saúde de Santiago, em 1937, apesar de conhecidas restrições de Aureliano à forma como vinha sendo conduzida àquela política iniciada na Revolução de 30, mas o cargo oportunizava uma melhoria do atendimento à população.
Em 1938, casa-se com Zilah Lopes; terão filhos: José Antônio, também médico, Laura Maria e Nuno Renan.
Foi fundador do Hospital de Caridade de Santiago. Em 1941, assume a subchefia da Casa Civil no governo do interventor Cordeiro de Farias, vai a Porto Alegre, onde permanece por dois anos. Retorna a Santiago. Em 1946, Flores da Cunha quer seu nome entre os candidatos à deputado estadual. Não aceita, não quer compromissos com a vida partidária.
Confessa a um amigo, em carta, ao completar 50 anos: “… penso poder dispor de algum vagar para com as palavras. (…) Assunto há. Falta paciência para o romaneio do trabalho. É só começar a garrotear o couro das emoções criadoras, que o apero sairá no fim das contas.”
Em 1957, é um dos co-fundadores, ao lado do irmão José de Figueiredo Pinto, da Estância da Poesia Crioula.
Reúne seus poemas e planeja publicá-los num livro, por insistência da família e dos amigos. Em 1959, publica Romances de Estância e Querência, Marcas do Tempo, pela Editora Globo. Faleceu poucos dias depois da publicação, dominado pelo câncer, no dia 22 de fevereiro. Teve ainda o tempo de conhecer, pelas mãos do filho José Antônio, alguns exemplares prontos de sua obra.
Em 1963, a Editora Sulina publica Romances de Estância e Querência II e, em 1973, graças ao trabalho do editor Carlos Jorge Appel, a Editora Movimento lança Memórias do Coronel Falcão, seu único romance, um dos melhores exemplos da boa literatura sul-rio-grandense. A decadência do pampa gaúcho pós-Primeira Guerra Mundial e um elucidativo painel dos anos Borges de Medeiros é o que se lê nas Memórias, que deixam claro nas entrelinhas muito do pensamento e das vivências do autor. É Appel quem conta: “Em 1936, o autor começa a escrever Memórias do Coronel Falcão, que concluirá no ano seguinte (1937). Por que não publicou o romance em vida, se estava pronto? O texto chegou às nossas mãos através de Henry Saatkamp e Antero Marques, em 1972, apresentando alguns problemas nas folhas datilografadas, como queimaduras de cigarros, pequenas rasuras, vocábulos apagados. A reconstrução contou com a decisiva colaboração de Antero Marques e de vários amigos do autor. O livro apresentava condições para ser editado, portanto. Se não o fez é porque tinha motivos para tanto, provavelmente de ordem política. Em 1946, publica um excerto do romance na revista Província de São Pedro no5, com o título Safra Ruim. Mas foi só.”
Mais tarde ainda, Noel Guarany, autorizado pela família, musica os poemas de Aureliano. Bisneto de Farroupilha e Canto do Guri Campeiro são incomodados pela censura.

Teu canto claro de guri campeiro
vibra longe no campo a entardecer.
É uma canção esplêndida e atrevida,
viril e jovem, afirmando a vida
na hora do crepúsculo morrer.

Afirma que esta noite é um acidente
e outro dia trará seja o que for.
Tua voz antecipa uma outra aurora.
Canta guri campeiro, campo fora!
Teu canto é o hino da querência em flor.

Médico abnegado, homem ligado à terra, Aureliano foi ainda arguto observador das coisas do mundo e dos jeitos do povo.

Da Corticeira

Arve feia é a corticeira!
Mas dá flores coloradas
mais lindas do que as das fitas.
E a pobre fica faceira…
Lembra uma avó missioneira
cheia de netas bonitas.

Do Grande Prócer

Vivacho e grosso, ali em 30
amanheceu coronel.
Depois… saliente papel
teve em política e o mais.
Apreciava: – “Bãos Hoteles!”
Dizia: – “Os Homes se faiz!”
E – “Arrespeitem os rapaiz
os galãos dos Coroneles!”

Da Aroeira

Aroeira tem fresca sombra
mas esta sombra tem blefes.
Tem semelhança que assombra
com a sombra de certos Chefes
que aprendem com borlantim.
Depois do tamoeiro e jugo
o amigo… está que é um refugo
com o couro que é um camoatim.

Da Andorinha

Veio em setembro ou outubro
em março ou abril se vai
pras terras dos seus avós.
Sem pensar que, em despedida,
nos leva um ano de vida,
da vida de todos nós…

Da Cruz Solita

Desta estrada só não gosto
de passar naquela cruz!
Dá um não sei quê, que desgosta.
Meu pingo os olhos reluz.
Também meu pingo não gosta
da misteriosa proposta
dos braços daquela cruz

Em 1996, é novamente Carlos Jorge Appel quem recebe, através do filho de Aureliano, José Antônio de Figueiredo Pinto, os poemas inéditos contidos num único caderno, com o título de Itinerário – poemas de cada instante. É o editor que aqui fala, novamente: “Ao me passar os originais, manuscritos, com letra, em geral, clara e inteligível, José Antônio observou: – a página inicial está rasurada ao meio. Foi intencional. Deveria estar aí uma dedicatória que meu pai não quis que aparecesse. Mas a gente sabe a quem a dedicatória foi feita.”

E a alma, então, presa por tudo que a cerca
Foi grata a esse jogo de imagens humanas
Na graça felina do seu movimento.

Recolho as flechas dos cabelos dela.
Prendo-lhe o gesto… e a voz… gloriosamente
como na posse de uma cidadela.

Em Itinerário, a natureza da campanha, os hábitos, costumes, a linguagem do gaúcho, dos primeiros livros, cede espaço à paixão, os largos horizontes dos campos dão lugar ao mundo interior. E, como os sentimentos do homem não respeitam os alambrados, a obra de Aureliano voeja sem fronteiras.
(Fernando Neubarth)

PINTO, Csar Ferreira.

Cruz Alta, RS, 2 abr. 1896 – Ribeirão Preto, SP, ago. 1964. F.: José Ferreira Pinto e Maria Thomaz da Silva Pinto. Diplomado em Medicina. Prof. do Instituto Osvaldo Cruz, Rio de Janeiro, 1920-1950. Diretor do Serviço de Combate às Doenças Infecciosas no Vale do Rio Doce, MG, 1948-1949. Prof. da Fac. de Med. de Uberaba, MG, 1958-1959; e da Cadeira de Parasitologia da Fac. de Farmácia e Odontologia de Ribeirão Preto, SP, 1960-1962. Membro da Sicieté de Pathologie Exotique, de Paris, e da Soc. Internacional de Hidatidose, de Montevidéu.
 Bibl.: “Pesquisas sobre parasitologia humana e animal no Rio Grande do Sul”, sep. dos Arquivos do DES do RS, Porto Alegre, n.2, 1941. Zooparasitas de Interesse Médico e Veterinário, Rio de Janeiro, Ed. Científica, id, 2.ed., ibid. 1945. Doenças Infecciosas e Parasitárias dos Animais Domésticos, em colaboração com outros autores, ibid, 1958. Sinopse de Parasitologia Médica, ibid, 1960. Um Ano de Combate às Doenças Parasitárias..., ibid, n.40, fasc. 3, jun. 1944. “Sobre um foco de esquistossomíase em culturas de agrião...”, Revista Brasileira de Medicina, Rio de Janeiro, ano 2, n.10, out. 1945. “Estudo sobre a esquistossomose: epidemiologia da doença de Carlos Chagas no Estado do Rio Grande do Sul”, Mem. Instituto Osvaldo Cruz, id, ano 44, fase 2, jun. 1946. “Tuberculose dos animais domésticos transmissível ao homem”, Revista Brasileira de Medicina, id, ano 3, n.12, dez. 1946. “Fatos curiosos sobre a biologia do Triatoma sordida”, ibid, ano 4, n.1, jan. 1947. A Divina Música ao Alcance de Todos, contendo: sistema original para interpretar a música de classe, relação das sinfonias do mundo, em no de 2.548, a descrição das famosas composições e as biografias dos maiores músicos do estrangeiro e do Brasil, 1.ed. s/d, 584 p., ilust., s/ed., Rio de Janeiro. Nota: De 1950 a edição consta ser. Poesia é Beleza, poesias, 1.ed. 1963, 62 p., Casa Besclaza, Ribeirão Preto, SP.

PIRES, Evaristo Nunes.

Rio Grande, RS, 13 fev. 1855 – Rio de Janeiro, RJ, 28 ago. 1910. F.: Manuel Nunes Pires e Cesarina Nunésia Pires. Bacharel em Letras, pelo Colégio Dom Pedro II, Rio de Janeiro. Médico pela Fac. de Med. Rio de Janeiro, 1881. Prof. interino da Escola Normal, Rio de Janeiro, e do Colégio Militar, id. Médico do Corpo de Saúde do Exército, reformando-se em 1886. Poeta e historiador. Membro da Soc. Auxiliadora da Indústria Nacional, Rio de Janeiro.
 Bibl.: Esboços Históricos e Geográficos, biografias, Rio de Janeiro, 1874. Progressos do Brasil no Século XVIII até a Chegada da Família Imperial, tese para concurso no Colégio Dom Pedro II, Rio de Janeiro, 1878. Das Altas Localidades e dos Vales em Relação à Higiene, tese de formatura, id, 1881. Descobrimento do Brasil e seu Desenvolvimento Durante o Século XVI, tese de concurso, id, 1883. Publicou poesias em jornais e revistas do Rio de Janeiro.

PIRES PORTO, Leopoldo.

 Porto Alegre, 1885 – Lavras do Sul, abril 1935. Fez os cursos primário e secundário na capital gaúcha. Formou-se pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1908. Sua tese de doutoramento alcançou repercussão no país e até no exterior. Fez clínica, foi fazendeiro e político em Lavras. Casado com uma das filhas do Coronel Galvão Souza, foi intendente em duas oportunidades e estabeleceu a Cabanha Maria como um referencial da pecuária gaúcha. Fez curso de pós-graduação em Paris. A rua principal de Lavras do Sul leva seu nome.
 Bibl.: Intoxicação pelo Amor, tese de doutoramento, em 1908. Nela foram tratados temas de afetividade e sexo antes do surgimento das idéias de Freud entre nós. Intoxicação pelo Amor alcançou diversas edições e algumas, como a quarta (Livraria Universal, Echenique e Cia., Pelotas, 1923), trazem resumo das críticas surgidas à obra que trata o amor mórbido como patologia do espírito.

PORTO, Srgio Ortiz.

Soledade, RS, 11 dez. 1937 – Porto Alegre, 24 jan. 1988. Médico em 1961 pela Fac. Med. P. Alegre (UFRGS). Cronista. Contista. Romancista. Quando acadêmico, colaborou no jornal O Bisturi (Porto Alegre), e outros órgãos universitários, tendo sido ativo líder universitário. Pediatra, organizou o serviço de residência do Hospital da Criança Conceição.
 Bibl.: “O louco”, “Noite de carnaval” e “Jurik”, contos publicados na antologia de contos Nove do Sul, 1962, p. 111/24, Editora Difusão de Cultura, Porto Alegre. O Sol e o Verde, romance, 1982, 258p., Movimento, Porto Alegre. A Condessa e seus Rapazes, romance, 1987, 221 p., Movimento, Porto Alegre.

PRADO, Lus Alberto Garcia do.

 Uruguaiana, RS, 27 nov. 1920. Médico pela Fac. de P. Alegre em 1949. Poeta. Filósofo. Foi professor na Universidade Federal de Santa Maria e cirurgião do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre.
 Bibl.: Maggid, poesias, 1982, 87p., Tip. Editora La Salle, Canoas. Sísifo, poesias, 1984, 61p., Tip. e Editora acima citada. Um Poema para Kempis, em espanhol, 1985, Tip. e Editora citada. Pensares, conceitos filosóficos, v.1, 1984, 103p., Tip. e Editora citadas; v.2, 1985, 159p., Tip. e Editora acima; v.3, 1986, 97p., Tip. e Editora acima; v.4, 1987, 112p., Tip. e Editora citadas, v.5. 1988, 111p., Tip. e Editora citadas, v.6, 1989, 112p., Tip e Editora citadas. Flores da Montanha, sonetos (1941-1945), 1988, 62p., mesma tipografia e editora. Trovas do Agora e Sempre, trovas, 1989, 103p., Tip. e Editora acima citadas. Sonetos Gaúchos (Sonetária), seleção e notas de Villas-Bôas e Garcia do Prado, 1989, 546p., Tip. e Escola La Salle, Canoas.

PRUNES, Celestino (de Moura).

 Quaraí, RS, 31 maio 1897 – P. Alegre, 10 jun. 1971. F.: Lourenço Prunes Sobrinho e Isolina de Moura Prunes. Est. prim. em Alegrete; e secundário no Ginásio S. Maria, S. Maria, e no Instituto Ginasial Júlio de Castilhos, P. Alegre. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre, 1919. Repórter de O Diário, P. Alegre, 1916-1917. Redator da Gazeta de Alegrete, Alegrete, 1920-1930. Catedrático de Med. Legal da Fac. de Med. de P. Alegre (aposentado em 1965). Diretor Técnico do Instituto Médico Legal do RS; e da Imprensa Oficial do RS, 1935. Membro da Soc. de Med. de P. Alegre. Prosador e teatrólogo.
 Bibl.: Tratamento do Impetigo pelo Método de Triboulet, tese de doutoramento, P. Alegre, 1919. A Interdição Relativa no Direito Civil Brasileiro, tese, Rio de Janeiro, Ed. Mendes Júnior, 1939. Requisitos de Inscrição, Títulos e Trabalhos, ibid, 1939. Prognóstico da Reincidência no Livramento Condicional, tese. “A formação do médico”, in: Panteão Médico Rio-Grandense, S. Paulo, Ramos, Franco Ed., 1943. “A missão do médico”, rev. Província de São Pedro, P. Alegre, n.9, 1947. “A formação do Médico” discurso de paraninfo em 1940. Mulheres, peça teatral, estreada em versão para o espanhol pela Cia. Hector Cuore, Asunción, Paraguai, antes de 1930. É patrono da cadeira 13 da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina, cujo primeiro titular foi o professor Pedro Luiz Costa.

PY, Aurlio da Silva.

Pedras Brancas, RS, 4 mar. 1900. F.: André Avelino Py e Teresa da Silva Py. Oficial do Exército pela Escola de Guerra, Rio de Janeiro. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre. Oficial do Exército, reformado no posto de General. Exerceu a medicina civil. Chefe de Polícia do RS, 1938-1943. Superintendência da Froteira Oeste, 1966.
 Bibl.: “O nazismo no Rio Grande do Sul” (Documento secreto n.59), P. Alegre, 1940, v.1. “O nazismo no Rio Grande do Sul” (Documento secreto n.59), id, 1941, v.2. A 5o Coluna no Brasil, dados estatísticos, P. Alegre, Globo, 1942 (2.ed. no mesmo ano).

PY, Aurlio de Lima.

Bagé, RS, 10 fev. 1882 – P. Alegre, RS, 28 ago. 1949. F.: Aurélio de Lima Py (do Partenon literário) e Florência Lucas de Lima Py. Estudou na Escola Brasileira do Prof. Inácio Montanha e terminou o curso de Humanidades no Rio de Janeiro, onde também formou-se médico pela Faculdade do Rio de Janeiro. Em 1907 foi contratado como professor da Faculdade de Medicina de Porto Alegre. Após concurso em 1908 passou a catedrático e o foi em três diferentes cátedras. Foi diretor da Faculdade e presidente do seu Conselho Administrativo. Em 1937 foi escolhido Reitor da então Universidade de Porto Alegre. Lutou pela federalização da Universidade e sua ampliação. Provedor da Santa Casa, foi o grande responsável pela construção do Hospital São Francisco. Dirigiu os Arquivos Rio-Grandenses de Medicina e foi presidente do Sindicado Médico do Rio Grande do Sul. Organizou e chegou a inspeção médica escolar e foi deputado à Assembléia de Representantes (1924-1928), constituinte em 1935 e deputado à Assembléia Legislativa em 1935-1937. Por várias vezes foi presidente do Grêmio Football Porto-Alegrense, seu primeiro patrono, e presidente da Federação Gaúcha de Futebol. Sogro de João Gomes da Silveira, e avô de Gustavo Py Gomes da Silveira. Patrono da cadeira 8 da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina, hoje ocupada pelo professor Ivo Nesralla.
 Bibl.: Estudo Clínico da Aortite Ateramatosa – tese inaugural (1904). Educação física (1908). Alcoolismo do Ponto de Vista Social (1908). Ensino Primário, Secundário e Superior da República. Discurso à Assembléia de Representantes (1927). Arritmias, Estado Atual, Aula Magna da Fac. de Medicina (1928). Inspeção Médica Escolar, tese no Congresso das Municipalidades (1929), Aptidões do Escolar, publicada pelo Governo do Estado (1930). Ensino Médico e Exames por Decreto, tese no Congresso Sindicalista Brasileiro (1933). Exercício Ilegal da Medicina no Rio Grande do Sul (1937).

REGO CSAR (JNIOR), (Joo) Pinto do.

P. Alegre, RS, 29 nov. 1839, falecido. F.: João Pinto do Rego César e Ana Fernandes do Rego César. Est. no Colégio Dom Pedro II, Rio de Janeiro. Médico pela Fac. de Medicina do Rio de Janeiro, 1865. Cirurgião do Exército na Guerra do Paraguai, graduado no posto de tenente-coronel. Secretário e depois presidente da Comissão Sanitária da Freguesia de Santana, 1865-1885. Membro da Acad. Imperial de Medicina, Rio de Janeiro; da Soc. Auxiliadora da Indústria Nacional, id, e do Instituto dos Bacharéis em Letras, id. Cavaleiro da Ordem da Rosa. Foi o iniciador do método geral de tratamento preventivo e profilático da febre amarela pelo uso do ácido arsenioso.
 Bibl.: Do Estrabismo e das Operações para Curá-lo. Da Orquite. Da Amônia Considerada Farmacológica e Terapeuticamente. Da Asfixia em Geral e da Asfixia por Suspensão em Particular, tese de doutoramento, Rio de Janeiro, 1865. “A suspensão vertical do braço considerada como meio antiflogístico e hemostático das moléstias da mão”, memorial, Anais da Acad. Imperial de Medicina, Rio de Janeiro, tomo 23, 1872. “Tratamento aperfeiçoado do cancro do útero”, do Dr. E. Keindler, traduziu, ibid, tomo 24, 1882. “Ginástica médica sueca”, memorial, ibid, tomo 43. “Parecer sobre as águas reputadas minerais e medicinas da Gamboa”, id, ibid, tomo 44.

REIS, Joaquina Muniz.

Nasceu no RS em 28 nov. 1905. F.: Teofilo Moreira Reis e Lucinda Muniz Reis. Diplomada em Medicina. Funcionária pública estadual no RS, como servidora do DES, no qual era dietista, 1943. Especializada em nutricionismo. formou-se em Medicina pela Fac. de P. Alegre em 1951.
 Bibl.: Alimentação e Saúde, em colaboração com Rubem Mena Barreto Costa, P. Alegre, Globo, 1940. “A alimentação no Rio Grande do Sul”. In: Panteão Médico Rio-Grandense, S. Paulo, Ramos, Franco Ed., 1943.

REIS, Manuel Antnio Afonso dos.

 Rio Grande, RS, 17 ago. 1858 – Rio Grande, 2 maio 1898. F.: Manuel de Oliveira Reis. Est. na Fac. de Med., Rio de Janeiro. Médico pela Fac. de Med. da BA, 1886. Médico na cidade natal. Inspetor da Saúde do Porto de Rio Grande, 1894-1898. Fundador e diretor do jornal O Rio Grande do Sul, Rio Grande, 1 jun. 1891-1897. Membro da Junta Governativa do Rio Grande. Conselheiro Municipal, id, 1891-1893. Usou o pseudônimo de Leandro Mateus.
 Bibl.: Apontamentos e Comentários Sobre a Escola de Medicina Contemporânea do Rio de Janeiro, com pseudônimo, Rio de Janeiro, 1883. “Feridas penetrantes no abdome e seu tratamento”, tese de doutoramento, Anais da Fac. de Med. da BA, BA, 1886. A Tuberculose e os Meios de Combatê-la, memorial médico, Rio Grande, 1897. “Palestra higiênica”, série de artigos, Diário do Rio Grande, Rio Grande, 1894.

RENDU, Alphonse-Louis-Sbastien.

Nascido em 1812, faleceu em Paris no ano de 1875. Esteve no Brasil de 1844 a 1845, percorrendo-o de norte a sul, comissionado pelo Ministério da Instrução Pública da França, para estudar as doenças e a alimentação no país.
 Bibl.: Études topographiques, médicales et agronomiques sur le Brésil par le docteur Alp. Rendu, Paris, J.-B. Baillière, 1848, (2)-VII-248p. Às páginas 28-30, faz um perfil elogioso do gaúcho, referindo-se ao favorável clima e ao bom estado sanitário da província.

RIBEIRO, Hugo Pinto.

P. Alegre, RS, 13 maio 1894 – P. Alegre, 21 ago. 1941. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre, 1917. Médico auxiliar da Diretoria de Higiene do RS, P. Alegre, desde 1920. Diretor do Instituto Pasteur, P. Alegre. Médico-Chefe do DES, P. Alegre, que presidiu, e da Soc. de Higiene e Saúde Pública do RS. Pai de Célia Ribeiro.
 Bibl.: “Tratamento fácil e eficiente ao necessitado”, Conferência Nacional de Defesa Contra a Sífilis, 1, Anais, Rio de Janeiro, v.2, 1941. “Higiene da pele”, série de artigos, Correio do Povo, P. Alegre, 1928-1933.

RIGATTO, Mario.

Porto Alegre, 12 jan. 1930 – Porto Alegre, 17 jan. 2000. F.: Arthur Rigatto e Anna Luiza Pillmann Rigatto. Fez seu curso primário no Grupo Escolar General Daltro Filho, o ginásio no Instituto de Educação e o científico no Colégio Estadual Júlio de Castilhos. Integrou na Faculdade de Medicina de Porto Alegre a chamada turma cinqüentenária, por ser a qüinquagésima a nela buscar formação. Cedo, iniciou a freqüentar a Enfermaria 29 da Santa Casa, em que pontificava o professor Rubens Maciel. Formou-se em 1953. Estagiou na Universidade de Cornell (Hospitais Bellevue e New York) na área de Medicina Interna (1958) e, nos dois anos seguintes, na Universidade Columbia (Hospital Presbyterian). Em 1966, foi Professor-Visitante na Universidade de Londres (Hospital Hammersmith) e, a seguir, na Universidade de Estocolmo (Hospital Karolinska). Em 1991, foi Professor-Visitante nas seguintes universidades: Pennsylvania (Hospital Pennsylvania) na Philadelphia; McMaster (Hospital McMaster) em Hamilton, Canadá e, novamente, Londres (Hospital Hammersmith).
Iniciou as atividades de ensino em 1957 e chegou a Livre-Docente e Professor Titular após concursos aguardados por muitos anos em função de alterações na estrutura universitária do país. Passou a dedicar tempo integral à Universidade em detrimento da clínica privada e da atividade de médico legista no IML de Porto Alegre. Foi coordenador de pós-graduação, chefe de departamento e Vice-Reitor da universidade. Coordenou a instalação do primeiro curso de mestrado na área médica no sul do Brasil: o Curso de Mestrado em Pneumologia, inaugurado em 1872. Publicou mais de 380 trabalhos, participou de 280 simpósios e proferiu 1.100 conferências. Foi fundador e presidente do Conselho Superior da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS), assessor técnico do CNPq, da CAPES e do Ministério da Saúde. Participou de diretorias da Sociedade de Medicina de Porto Alegre e depois do Departamento de Medicina Interna da AMRIGS. Foi presidente da Sociedade de Cardiologia do Rio Grande do Sul, fundou e presidiu a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. Foi fundador e presidente do Departamento de Fisiologia Cardiovascular e Respiratória da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Foi conselheiro do CREMERS. Ocupou a cadeira 54 da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina, de que é patrono o professor Olinto de Oliveira. Fez parte do American College of Physicians (USA) e da Medical Research Society. Na Associação Médica Brasileira, participou da Comissão de Educação Médica e da Comissão de Luta Antitabágica. Em 1991 foi eleito para a cadeira 15 da Academia Nacional de Medicina. A partir de 1966 participou de campanhas através de todos os meios de divulgação em favor do exercício e mostrando os malefícios do fumo. Sob a égide da AMRIGS, em1966, organizou a Primeira Campanha contra o Tabagismo no Brasil. Continuou sendo um dos líderes dessa luta no Estado, no país e na América do Sul. Outro tema de Saúde Pública que mereceu sua especial atenção foi a velhice, sobretudo a partir de 1980.
Recebeu vários prêmios por suas pesquisas, entre eles o Nacional de Cardiologia (1968), o Nacional de Ciências Médicas (1969) e, por duas vezes, o da Academia Nacional de Medicina (1966 e 1971). Foi agraciado com a Ordem do Mérito Médico – Classe Oficial, pelo Ministério da Saúde, em 1988. Obteve um Special Citation Award da American Cancer Society. Foi biografado em Who’s Who in the World, Chicago, Marquis, edições de 1971, 1975 e 1999. No Brasil, fora do Rio Grande do Sul, um instituto clínico de Pneumologia e duas unidades de tratamento respiratório intensivo, em hospitais universitários, chamam-se Mario Rigatto. Uma das travessias do Riacho Ipiranga em Porto Alegre recebeu seu nome, um ano após sua morte, e o fato ficou marcado com um monumento que consagra o pesquisador e sua luta contra o fumo. Como desportista, foi um grande remador e por muito tempo. Seu clube era o GPA.
Não foi apenas o responsável pela edição de muitos livros médicos pelo Fundo Byk ou por outros institutos de que era consultor científico, pois deixou textos de grande sensibilidade, amante da vida que era. O livro Fogos de Bengala nos Céus de Porto Alegre – A Faculdade de Medicina Faz 100 Anos teve sua coordenação e contou com a sua colaboração histórica e literária. Sempre procurou participar da série Médicos (Pr)escrevem e o fez em quatro oportunidades: Dos cuidados com o poder, no primeiro (SoLivros, 1995); A Catarina morreu, no terceiro (Editora Sulina, 1997); 29: Mais que uma enfermaria, no quarto (AGE Editora, 1998). No quinto volume da série, participou com dois textos: Vou atrás do meu doutor e O exercício e a tartaruga (AGE Editora, 1999). Já doente, emagrecido por detrás de uma gravata borboleta, ele continuou, até o fim, a cultivar o humanismo entre os médicos e a preparar o homem para viver por mais tempo e com maior satisfação.
(Blau Souza)


AMOSTRA DE TEXTO DE MARIO RIGATTO

Estilo

Gosto de vestir bem. Acho que uma pessoa bem vestida faz bem a si própria e aos outros. Mantenho-me atento à moda. Não para segui-la. Mas para evitá-la. Acho que a moda é um desrespeito a um dos maiores esforços do criador – o de não fazer nada igual no mundo: não há duas faces iguais na espécie humana, não há dois pêlos iguais num rebanho, não há duas folhas iguais numa árvore, não há duas penas iguais numa ave, não há duas impressões digitais iguais nos sessenta bilhões de dedos que habitam o planeta; ninguém tem as duas metades do rosto idênticas, ninguém tem os dois pés iguais. Nada é igual. O criador usou um número fantástico de combinações genéticas para evitar repetições. A moda é a consagração da mesmice, a anulação do singular, a sufocação da criatividade: todos vestidos na mesma cor e com a mesma linha fundamental de corte. Como no Exército. A moda é tão aplastadora da individualidade que é precisa estar de olho nela. Não só para não ser por ela dominado. Também para que a gente dela não se desvie a ponto de chegar às raias do ridículo. Um pouco fora da moda, me parece o ideal. O risco que comigo correm as centenas de gravatas-borboletas que possuo é o de que elas, um dia, virem moda. Se virarem, virarão museu.
Relaciono-me bem com as pessoas. O que não significa que todos que me conhecem gostam de mim. Mas todos, pelo menos, me toleram. Não creio que tenha, ou tenha sido, um só desafeto em toda a minha vida. Mas, em pleno desacordo com romancistas e autores de novelas, não acredito em amor cultivado. Cultivado no sentido próprio do termo: plantado, regado e colhido. Como ocorre, por exemplo, na criação de certas amizades. Mas não no amor. No amor, ou se encontra o fruto maduro ou não se encontra. Pode-se fazer que uma pessoa indiferente para conosco venha um dia a nos querer bem. Querer bem, como na amizade. Mas não a amar-nos como na paixão. Uma ou duas experiências,  na meninice, me deixaram convencido deste fato. Decidi, desde então, não cortejar nenhuma mulher, que me atraísse, mas na qual eu não percebesse, nos primeiros contatos, uma receptividade mais rica à minha pessoa. Não tomei esta atitude pelo medo de me sentir desdenhado. Mas por perceber que eu nunca chegaria ao amor buscado. À pessoa física, talvez. Ao amor, não. Esta orientação afetiva muito me valeu. Devo a ela, pelo menos em parte, a legitimidade dos amores que me acompanharam na vida. E o ter podido chegar ao amor que sonhara ter, desde os tempos de guri.
Sinto facilidade para me comunicar, pessoalmente, com grandes grupos. Foi isto que fez de mim um professor, um conferencista e um orador. Na experiência vivida como comunicador, os pontos básicos em que me apoiei para chegar a algum sucesso – e, quem sabe, me caracterizam – são: expor a minha pessoa ao público tanto quanto possível – evitando falar atrás de mesas ou púlpitos, falando sempre de pé e em pontos bem iluminados do palco ou da assembléia. Falar claro e suficientemente alto para ser bem ouvido em qualquer parte da sala. Conhecer bem o assunto a abordar. Nunca ler – uma aula, conferência ou discurso lidos deixam de ser “ao vivo” (foram gravados antes) e impedem o comunicador de manter os olhos no seu público. A cada vinte minutos, sacudir a platéia (o ser humano não mantém atenção sustentada por mais do que este tempo). Cercar de um colorido emocional a mensagem a veicular (a memória humana implica a marcação de proteínas cerebrais; a melhor “cola” para esta marcação é a emoção).
Não gosto de fazer promessas. A promessa retira a beleza da ação prometida, se ela um dia vier mesmo a ser executada. Quando se dá um presente anteriormente prometido, não se dá mais nada. Quita-se uma dívida. A promessa é um cadafalso ao qual se voluntariam não só amantes e pais, mas profissionais de todas as áreas, com surpreendente ingenuidade. Falo de promessas honestas, bem intencionadas. Prometem o que ninguém lhes pediu para prometer. Endividam-se por conta própria. E se um dia, com ingente esforço, conseguirem cumprir o prometido, não se verão maiormente reconhecidos. Terão apenas honrado a palavra empenhada. Quanto a promessas desonestas, de má-fé, não cabem neste arrazoado. Não são promessas. São calotes antecipados. Por tudo isso, não prometo. Nunca. Nada.

ROCHA, Antnio Xavier da.

S. Pedro do Sul, RS, 19 set. 1901 – Paris, 28 maio 1959. F.: Justo José da Rocha e Joana Xavier da Rocha. – Est. no Ginásio Estadual, S. Maria, e no Ginásio Júlio de Castilhos, P. Alegre. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre, 1932. Médico em S. Maria. Prefeito Municipal de S. Maria, 1937-1941. Diretor da Caixa Econômica Federal no RS. Em 1929, fundou e presidiu o Grêmio da Mocidade Republicana de S. Maria.
 Bibl.: O Aborto Criminoso, tese de doutoramento, P. Alegre, 1932. Alocução de Posse no Cargo de Prefeito de Santa Maria, proferida em 27 dez. 1937, P. Alegre, Tip. Gundlach, 1938.

ROCHA, Balbino Marques da.

Nasceu em Santa Maria no dia 16 de junho de 1915, filho de Joaquim Junqueira Rocha e Esther Marques da Rocha. Formou-se na Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1937. Cirurgião e ginecologista, trabalhou por mais de 50 anos em hospitais da capital, como Beneficência Portuguesa, Hospital Ernesto Dorneles e outros. Clinicou em várias instituições, como a Caixa dos Ferroviários e a Associação dos Funcionários Públicos do Estado do Rio Grande do Sul. Conforme o depoimento de colegas que ainda o conheceram em atividade, era um cirurgião dos mais ativos, operando muito em ginecologia, com rapidez e segurança.
Como escritor foi poeta regionalista, tendo encontrado grande repercussão com o poema satírico que escreveu aos 22 anos, em 1937, A Estância de D. Sarmento – Trovas do Amigaço, livro que teve mais três edições, em 1957, 58 e 73. Em 1956 publica Trança Crioula, seguindo-se A Mudança do Portela de 1957, Bruno Tivico – Trovas do Amigaço s/d, e em 1978 republica-os numa antologia com os poemas Colônia do Sacramento e Versos Esparsos.

A ESTÂNCIA DE D. SARMENTO

É talvez um dos poucos poemas escritos na via aberta por Amaro Juvenal em sua veia satírica e gauchesca. Publicado em 1937, transfere para a Faculdade de Medicina – a estância –, o que Ramiro Barcellos escrevera sobre o Estado como a estância Província de São Pedro. O morto ilustre, que no poema de Ramiro Barcellos era o Coronel Prates – ninguém menos do que o todo-poderoso Júlio Prates de Castilhos, republicano histórico e chefe do Partido Republicano Rio-Grandense –, será o D. Sarmento, o médico e diretor da Faculdade de Medicina de Porto Alegre, Sarmento Leite: “D. Sarmento, grande amigo/(Que Deus o tenha na glória)”.
Assim como Júlio de Castilhos deixou para o seu “discípulo amado” Borges de Medeiros a “estância de São Pedro”, em detrimento dos mais capazes e leais – entre esses é claro, Ramiro Barcellos –, Sarmento Leite deixa ungido um gringo, D. Guerra, o médico e diretor da faculdade, Guerra Blessman. Diz dele o poeta, como na Primeira Ronda dizia Amaro Juvenal de Antônio Chimango: “Caboclo meio entonado/Mas bueno de coração, veio ao mundo num clarão/No meio de uma tormenta/E uma china que o lavava,/O caboclito espertava,/Com sebo quente na venta”. Tudo a ver com a velha cigana que no Poemeto Campestre prediz a sorte de Antônio Chimango.
Balbino Marques da Rocha também cria um personagem (que é o próprio poeta), conhecedor das lides e costumes do campo, que será o cantador tanto das cenas campeiras, quanto das cenas satíricas; como Ramiro Barcellos divide o poema em dois cantos, um cantando a vida do campeiro e o outro contando a história satírica, o motivo político do poema. O Amigaço é o narrador tanto da Estância de D. Sarmento, quanto da A Mudança do Portela, de que falaremos posteriormente.
O poeta vê na decadência da Faculdade a decadência da Província e da Tradição. “Que Deus me perdoe o grito,/Mas vendo tanta tristeza,/Como um trapo de realeza,/Inda enxergo o meu pendão,/ Fitando um sonho desfeito,/ Me descubro com respeito/ Aos restos da tradição.” A revolta do poeta é que morrendo D. Sarmento um gringo passaria a dar as ordens na estância: “Contaram até uma história,/ Que eu por fim acreditei/Também eu nunca esperei/Que morrendo D. Sarmento,/Viesse a ser capataz/Um gringo que era incapaz/De até dormir ao relento”. Quem se der ao trabalho poderá encontrar várias citações desabonadoras ao gringo, como o estrangeiro que nada entende das lides do campo, mas insidiosamente vai tomando conta da Estância: “Gringo eu não vi mais lacaio,/Mais repunante e pateta”. “Gringo é fêmea meus senhores,/Não quer serviço, quer Flores/Não quer o pé, quer a mão”. Aqui a menção é a Flores da Cunha, Presidente do Estado nos anos 30, e que depois se desentenderia com Getúlio Vargas. O poeta fala até da língua mal falada pelos imigrantes: “Ninguém entende o maldito,/E se não é analfabeto,/Também só fala um dialeto/Que ele não dá por escrito”. A colonização italiana e alemã que começou no século XIX irá transformar o Estado e tornar-se em força de modernização a partir dos anos 40 e 50 do século XX. Sendo o livro de 1937, o Autor ainda veria um gringo – Orlando Jorge Degrazia –, ser um dos precursores do CTG 35, em 47, na formação do Piquete da Tradição, que acompanhou os restos mortais do General Farrapo David Canabarro, movimento que, com Paixão Cortes à frente, vem dominando o imaginário gaúcho desde aquela época. Outros gringos serão governadores do Estado. E a ideologia gauchesca, como o churrasco levado pelas churrascarias de espeto-corrido dos gringos serranos para o Brasil inteiro, passou a ter, assimilada pelos imigrantes, uma permanência não suspeitada pelo Amigaço.
O poema não é somente de interesse dos tradicionalistas e dos médicos, que vêem citados inúmeros de seus maiores como Raul Pilla, médico e político do partido Libertador, mas também é documento das mudanças populacionais, econômicas e políticas que ocorriam no Estado. Além do mais, não é apenas o que o Autor diz em nota à Estância de D. Sarmento: “ Como é natural, o linguajar crioulo, não comporta comparações que não as rudes e grosseiras usadas pelo nosso peão de estância”. Versos fortes podem ser joeirados, se o leitor não tiver preconceito e for aberto a todos os ventos da poesia.
A Mudança do Portela, de 1957, segue, em tom menor, o mesmo ritmo do poema anterior. É também sátira gauchesca em que aparecem como numa tropeada médicos e funcionários da Caixa de Ferroviários e Serviços Públicos do Rio Grande do Sul, como Bruno Marsiaj, Maia Filho e outros.
Depois de uma longa vida dedicada à medicina e à literatura, vem a falecer em 10 de agosto de 1996.


A ESTRUTURA DO POEMA

O poema A Estância de D. Sarmento é composto por treze cantos, com número de estrofes variadas, com sete versos cada uma, heptassilábicos, com rima abbcddc, sendo também dois poemas em um, como no Antônio Chimango.
(José Eduardo Degrazia)

O POEMA

De sua antologia publicada pela Corag em 1978 – Companhia de Artes Gráficas –, vamos mostrar as estrofes da abertura.

COMO QUEM ABRE:

Indiada do meu rincão,
Em quem o laço da ausência,
Sempre cinchando a querência,
Não rebenta por detrás...
Reverdecendo a memória,
Do peão que les canta a história,
Ao buenacho capataz.

Índio pobre, despilchado,
Surrado pelo destino,
Num galopeio teatino
De pago em pago cantando
Enchendo o luar das noites...
E a rebencaços e açoites,
Aos mandões desatinando.*

Que a desgraça engarupada,
Na anca deste ruano,
Não le traga desengano,
De pensarem num despeito...
Sou triste e vivo aperreado,
Mas quem vive tironeado,
Merece estima e respeito.

Se canto, sei o que canto...
Que as armas contra os tiranos,
Não têm corte nem dois canos,
É o verso, o luar de prata,
A ironia, a corda prima,
Que o verso fere na rima,
E se não fere, maltrata.

Por mais tédio e mais cansaço,
Que a vida atroz nos reserve,
Por dentro sempre nos ferve
A lembrança do fogão
Como a realeza dum cetro...
Que hoje é mais que um espectro,
Sem forma e sem coração!

A apreciação não me vale...
Se não servir não importa,
Sou índio de guampa torta
Que à vida cego se atira.
Em quem o juízo de um outro,
É como coice de potro
Em tronco de guajuvira.

D. Sarmento, grande amigo
(Que Deus o tenha na glória)
Enquanto dedilho a história
Nos baixos deste teclado...
E a minha toada crioula,
Cante baixo como rola,
Pelo respeito ao passado.

Vou les contar de mansito,
A história da velha estância,
Que hoje entregue à larga ânsia,
Ao grande remordimento,
É o boi-tatá da querência...
Mas léguas, não são ausência
Pras patas do pensamento.

E aqui junto a caboclada,
Na relancina da trova,
Um relho que se retova
A tentos da tradição...
Enquadrilhando na calma,
A bagualada de alma
E os chucros de coração!

Lembrar o segundo verso da Oferta do Antônio Chimango:
“De fazer aos mandões guerra”.

ROCHA, Guilhermina (Johnson).

Santana do Livramento, RS, 1884 – Rio de Janeiro, RJ, ago. 1938. Médica pela Fac. de Med. do Rio de Janeiro, 1922. Atriz teatral desde 1903, tendo sido contratada de diversas empresas e havendo deixado a profissão em 1922. Membro da Casa dos Artistas, Rio de Janeiro. Co-fundadora da Federação das Classes Teatrais, Rio de Janeiro, 1916. Teatróloga.
 Bibl.: Quarto Separado, comédia de Pierre Weber, tradutora, estreada pela Cia. Eduardo Vieira, Teatro Recreio, Rio de Janeiro, 30.5.1915. O Dominó Negro, peça teatral, estreada pela Cia. Justino Marques, id, id, fev. 1916. Caradura, fantasia, música de Paulino Sacramento, estreada no Teatro S. José, id, 5.7.1918. Perereca, revista, música de Bento Mussurunga, estreada pela Cia. Nacional de Burlesca e Revista, id, id, 20.9.1921. Inédito: Volúpia, drama.

ROCHA, Noemy Valle.

 Nascida em 24 de novembro de 1889, filha única de José Luiz Corrêa Vasques do Valle e de Cândida Pereira do Valle, descendia da conhecida família Azevedo Valle. Seu tetravô, Francisco Silveira de Azevedo, o açoriano Chico Ilhéu, foi dos primeiros habitantes do então Porto de Viamão, origem de Porto Alegre. Também descendia dos Alves Branco, família que forneceu muitos cônegos, sacerdotes e religiosas. Cedo, ficou órfã de pai e passou a ser assistida pelo tio, Feliciano Pereira do Valle, fiscal do imposto do consumo e elemento decisivo na sua formação. Noemy cursou o Colégio Sevigné, notabilizando-se pelos seus dotes musicais e facilidade no estudo das línguas. Em acordo com o pensamento da época, seu desejo de estudar Medicina encontrou forte oposição familiar. Obediente, desistiu dos estudos e casou aos quinze anos de idade com um aluno da Escola Militar. Aos dezessete, ficou viúva do tenente Augusto de Mendonça Rocha. Dona, então, da própria vontade, dispôs-se a realizar o antigo sonho de ser médica. Após aprovação no exame de madureza, matriculou-se no primeiro ano do curso médico em 1912. Foi a segunda mulher a formar-se em Medicina na Faculdade de Porto Alegre e a primeira a exercer efetivamente a profissão. Isso ocorreu em 1917, na mesma turma em que se formou meu pai. Noemy enfrentou resistências e preconceitos, ora expressos diretamente, ora disfarçados em brincadeiras de mau gosto. Apesar disso, foi uma acadêmica com ótimo aproveitamento e que logo conquistou a confiança e a admiração dos homens, colegas e professores. Com a tese Autovacinoterapia em Ginecologia tornou-se doutora, aprovada com distinção. Passou a trabalhar em Clínica Geral, Ginecologia e Obstetrícia e teve seu batismo de fogo ao enfrentar galhardamente a gripe espanhola no seu primeiro ano como médica. Fez viagens de estudo e compareceu a vários congressos. Participou, por algum tempo, do corpo docente da Faculdade, na condição de assistente do Professor Pereira Filho, titular da cadeira de Microbiologia. Entregando-se ao exercício da Medicina, sem medir sacrifícios ou considerar a situação econômica dos pacientes, logo granjeou clínica numerosa e conceito entre os colegas. Comunicadora excepcional, jamais deixou de aproveitar as mais variadas ocasiões para divulgar conhecimentos médicos úteis à população. Falava em escolas, clubes de serviço, jornais e estações de rádio. Sobre as atividades médicas, dizia:
“Sou mulher, sexo frágil e também soldadinho raso em Medicina. Dócil, submissa, cordeirinho quando me tratam com modinhos de arminho. Mas, tendo individualidade, sou emotiva e, também, para que negá-lo, às vezes, impulsiva. Quando me fazem uma ofensa, abandono o posto de soldado e subo até o de general e vou lançando flores, mas metendo a espada. Fiquei sozinha para atender todos os encargos domésticos e sem poder abandonar o laboratório e a clínica. Olho para um armário de livros, avisto um livrinho de capa verde, era a minha tese de doutoramento. Tive infinita saudade daquele tempo tão feliz... Abri-a e começo a ler o prefácio: Chego agora ao fim do meu curso médico, vai esse meu modesto trabalho pôr-lhe um ponto final. Decorridos esses seis anos, eu confesso, não sem esmorecimentos, que não os maldigo, pelo contrário, abençôo. Como me foram salutares! Não enfraqueceram, mas repousaram, por momentos, minha coragem, para então torná-la mais forte, induzindo-me a prosseguir a luta no caminho da ciência, e da ciência a mais bela, a mais sublime, a Medicina! Então senti um grande entusiasmo, um apaziguamento d’alma e sobretudo um dever em afirmar, praticamente, o que dissera há tão longos anos. Dei ao tempo a elasticidade possível e consegui triunfar. Se as horas do dia não bastavam para realizar o meu desideratum, tinha, entretanto, as da noite ao meu dispor.”
Agregadora, liderava homens e mulheres no engajamento pela cultura e pela melhoria das condições de higiene e saúde da nossa gente. Filiou-se à campanha civilista que trouxe Olavo Bilac a Porto Alegre. Aliada à Federação pelo Progresso Feminino, foi sócia fundadora do Grêmio Anita Garibaldi, e preconizou comportamentos a serem seguidos pelas mulheres perante a bandeira nacional. Sentia a necessidade de lutar pela valorização do trabalho delas e foi uma feminista esclarecida, que buscava oportunidades para que as mulheres progredissem e se impusessem pelo conhecimento e pelo trabalho, lado a lado com o homem, sem hostilizá-lo. Escreveu: “E quando dizem que o homem é o sexo forte eu me rio, mostrando como o urso, que é o símbolo da força bruta, dança ao som do pandeiro de uma cigana, preso pelo focinho a uma tênue cadeia feminil. Mas para que a mulher seja a digna inspiradora do homem, deve começar por não querer ser homem.”
 Publicou contos e crônicas na imprensa. Concedeu importantes entrevistas ao Correio do Povo e ao Diário de Notícias, depondo sobre a socialização da Medicina, o sufrágio feminino, o ensino religioso nas escolas e o cinema nacional. Manteve polêmica com os senhores Egídio Itaqui e Teodomiro Tostes, na defesa do feminismo. Foi das primeiras mulheres a dirigir automóvel no Rio Grande do Sul e a sua carteira de motorista era a de número vinte e sete. Ao natural, ela foi tendo oportunidade de fazer literatura. Escrever sobre ficção e folclore do Rio Grande do Sul, passou a ser a sua nova paixão e firmou-se como grande conhecedora do linguajar e dos costumes das diferentes populações do Estado. Mormente na campanha, no pampa, foram de grande valor seus estudos e apêndices ortográficos, raros na época. A sua conferência, Conceitos Gerais sobre Folclore, teve grande repercussão no Estado e fora dele. Sua produção literária inclui um livro de contos que foi muito bem acolhido pela crítica e pelos leitores em 1948, intitulado Reflexos d’Alma. Nele, dedica às companheiras de Academia Feminina um conjunto de contos onde transparece notável capacidade para observar e entender o homem. Distribui situações dramáticas como no conto Via-Crucis, ambientado nos tempos da escravidão e dos costumes rígidos, com momentos de descontração, ironia e humor, como no texto de Elogio aos Pés, em que flagra a insatisfação com o uso das mãos e passa a valorizar os esquecidos e sobrecarregados pés. Em Ciúme, mistura conceitos médicos da época com aspectos literários, em que o João-de-Barro surge como o Otelo dos pássaros, capaz de emparedar a companheira infiel. Crendices dá vazão aos seus conhecimentos de folclore, apresentando, com humor e sensibilidade, trinta e quatro versões de práticas populares, tais como benzeduras e simpatias. Criação, sensibilidade e amor perpassam as duzentos e oitenta páginas do livro. Conferencista consagrada, deixou coletânea de discursos acadêmicos no livro Quatro Perfis Literários. Ficaram ainda como de sua autoria: Conceitos gerais sobre folclore (1953), A fraude no imposto de consumo, O sufrágio feminino, na imprensa de Porto Alegre; O beija-flor, crônica, Almanaque do Correio do Povo, Porto Alegre, 1968; Higiene escolar, tese no Primeiro Congresso de professores Primários do RS, Porto Alegre, 1930; Vida e obra da Professora Jenny Seabra de Souza, conferência na Associação dos Amigos do Terceiro Distrito, P. Alegre, 14 de dezembro de 1968.
Participou, com todo entusiasmo, da Academia Literária Feminina do Rio Grande do Sul. Ao assumir sua cadeira, deu mostras de espírito incomum quando dedicou a sua patrona um texto composto apenas por verbos, nos mais diferentes tempos e modos. Isso ocorreu porque a homenageada, Marinha Noronha, notabilizara-se por ter elaborado um texto sem empregar verbos. Dizendo concordar com a professora poliglota e grande charadista, Noemy acrescentava:
 “A trivialidade não é, de resto, o único escolho que devemos evitar: o desejo de elevar-nos, quando não é mais do que um desejo, e não o atestado de elevação natural, conduz inevitavelmente à ênfase. E a ênfase, por sua vez, ao ridículo. Os falsos sábios procuram deslumbrar, os verdadeiros buscam fazer-se entender; o pedantismo na linguagem pertence à extrema mocidade ou à extrema vaidade; a elegância na linguagem não é o emprego descabido de termos pomposos e rebuscados, mas sim a justa aplicação e o conhecimento do que é verdadeiro, que faz conhecer a sua oportunidade.”
A Dra. Noemy foi presidente da Academia Literária Feminina em dois mandatos e fê-la crescer de forma impressionante. Desenvolveu intenso programa de intercâmbio cultural com os países do Prata e com outros Estados da Federação. Divulgava nossa cultura através da revista Atenéia e de programas radiofônicos semanais em estações de rádio distribuídas pelo interior do Estado. Emissoras de Bagé, de Uruguaiana e de Santiago passaram a transmitir o programa Sempre Mais Acima, Sempre Mais Além, título-lema que encimava os exemplares da revista trimestral da Academia. Aproveitava suas viagens ao interior para pesquisar sobre folclore e foi numa das suas idas à fronteira, que deu com os costados na estância de meu pai, seu colega de turma, em Lavras do Sul. Guri de colégio, jamais esquecerei sua aparição na fazenda. Primeiro desconcertou meu pai ao apresentar-se como uma paciente de Porto Alegre, que viera especialmente para consultá-lo. Não se viam há mais de trinta e cinco anos, e é claro que ele não a conheceu. A farsa terminou em grandes gargalhadas e com reminiscências que avançaram noite a dentro. Tanto um como o outro, por exemplo, tinham dúvidas quanto à autoria de famosa e deselegante brincadeira que muito incomodara a doutora, ao verificar o surgimento de um pênis de cadáver dentro de sua bolsa, quando participava das aulas de Anatomia. Dessa forma, conheci através da protagonista, essa história de que ouvi muitas versões, pela vida a fora, e onde os diálogos bem atestam a criatividade humana. Noemy não descansava, tomando notas de tudo que dissesse respeito ao linguajar e aos costumes dos homens do campo, e meu pai foi um prato cheio para suas pesquisas. Voltaram a se encontrar nas comemorações dos quarenta anos de formatura, em 1957, e outra vez eu estava presente, agora em Porto Alegre.
Pessoa simples, avessa a homenagens, Noemy Valle Rocha não aprovaria, mas citarei algumas das distinções que recebeu na sua profícua existência: membro de honra da Academia Literária Feminina do Rio Grande do Sul; ocupante da cadeira 11 da Academia Sul-Brasileira de Letras, sediada em Pelotas, passando a ser patrona da cadeira 45 após reformulação da Academia; membro da Casa Juvenal Galeno, Fortaleza, Ceará; miembro de la Confraternidad Universal Balzaquiana, Montevidéu, Uruguai; academicum “Honores Causa”, da Academia Andronosófica da Republicae Santi Marini, Roma, Itália; Accadêmica Onorária de la Accademia Universale Inventori e Autori de Roma; miembro de Honor del Instituto de Cultura Americana, República Argentina; membro de honra da Associação Internacional de Imprensa, Seção do Paraná; secretaria general para el R.G.S. del Círculo Interamericano de Difusión Cultural (14 de Julho), Buenos Aires, Argentina; membro honorário da Casa Humberto de Campos, seção de Mato Grosso; membro honorário da Associação de Intercâmbio de Cultura de Quiratinga, Mato Grosso; membro honorário da União das Organizações Científicas, Pacifistas Latino-Indianas (Proposta do escritor Raymundo Maranhão Aires de Mato Grosso); sócia fundadora do Instituto Cultural Uruguayo-Brasileiro de Porto Alegre; sócia de honra do Instituto Panamericanista; colaboradora espiritual y miembro benemérito del Atenéo Universal Femenino Alta Cultura y Confraternidad Espiritual, Buenos Aires; hermana espiritual de la Sociedad Gaucha Jumare Rofole, Republica Oriental del Uruguay; sócia correspondente do Centro de Letras do Paraná; com voto de louvor por sua colaboração, méritos pessoais e intelectuais, em 1955; sócia corresponsal, en el Brasil, de la Associación Cultural Latino-Americana, Buenos Aires.
Noemy Valle Rocha faleceu no dia primeiro de outubro de 1978, aos 89 anos, no Hospital Centenário, de São Leopoldo. Deixou uma filha de criação e legou à Academia Literária Feminina sua residência assobradada, que se transformou na sede da Academia, à Rua Sarmento Leite, 933. Noemy Valle Rocha, médica, feminista, escritora e folclorista, foi um exemplo de determinação e de perseverança. Sua senda humanista, de amor e de crença nos valores superiores do homem tem servido de exemplo a todos os que neles crêem.
(Blau Souza)


TRECHO DE NOEMY VALLE ROCHA

Passava uma carreta pesada de fardos e sacos cheios. Vinha puxada por duas cangas de bois. Os animais vinham babando de tão cançados. O carreteiro fincava-lhes a guilhada, para que caminhassem. Quando a carreta defrontou a porteira da fazenda, parou. O carreteiro entrou a pé, e foi pedir um balde d’água para dar aos bois. Alda estava à porta e notou que o homem trazia atado por baixo do mento e fazendo um nó no alto do crâneo, um lenço. Num lado do rosto, aparecia o volume dum grande edema.
– O senhor pisou-se, que está com o rosto inchado?
Perguntou Alda.
– Não, sia dona, é dor num dente, respondeu o homem.
– Eu tenho aqui uma solução fenicada com essência de cravo, posso lhe dar um pouquinho para colocar na cárie do dente. Disse-lhe Alda.
– Munto obrigado, dona, o dente tem um buraco que parece caldeirão do inferno. Eu já botei um remédio e tapei com algodão.
– E, está melhor, que remédio é? Indagou Alda.
– A mode que eu não posso dizê, fico avexado. Eu sou home casado e pai de famia, mas tenho vergonha de contá. A sia dona é casada também?
– Sim, senhor, sou a nora do dono desta casa, conhece o Sr. Pedro?
– Conheço, sim senhora. Então eu vou dizê, pode um dia a sia dona tê dor de dente e já sabe o que deve fazê. Mas porém, descurpe a franqueza. Eu enchi o buraco do dente com jasmim de cachorro e tapei com algodão.
– Mas eu nunca ouvi falar nesse remédio, onde se obtém? Inquiriu Alda.
– Agora eu perferia entrá pela terra a dentro pra não lhe explicá, dia dona.
– Ora, deixe de acanhamento, não vejo razões para isso.
– Visto que a sia dona tá me aforçando, eu vou dizê. Mas olhe moça que não é pra lhe faltá o respeito. Os cachorro quando fazem o serviço dele no campo, deixam as necessidade exposta ao sol, à chuva e ao sereno. De marrom escuro elas vão ficando clara, clara, inté ficá alva como a flô do jasmineiro. É por isso que nóis chamemos de jasmim de cachorro aqueles biscoutinho branco. Mas olhe que é um grande remédio pra dor de dente não há dentista, que tenha outro mais mió.
(Fragmento de “Crendices”)

ROLIM, Ernesto.

 Triunfo, RS, 4 abr. 1874 – Falecido em Local e data não precisos. Farmacêutico. Médico.
 Bibl.: Contribuição ao Estudo da Erva-Mate – Tese inaugural, 1921, 65p., Ofs. Gráfs. Liv. Globo, Porto Alegre.

 

ROSA JNIOR, Francisco Lus da.

 Uruguaiana, RS, 6 jan. 1852 – Rio de Janeiro, RJ, 12 jul. 1918. F.: Francisco Luís da Gama Rosa. Est. Humanidades em Florianópolis, até 1868. Médico pela Fac. de Med. do Rio de Janeiro, 1876. Jornalista no Rio de Janeiro, onde foi redator da Gazeta da Tarde, 1882. Presidente da Província de SC, 1883-1884. Diretor da Imprensa Nacional, Rio de Janeiro, 1885-1887. Secretário da Escola Nacional de Belas Artes. Presidente do Estado da Paraíba. Historiador.
 Bibl.: Dos Casamentos sob o Ponto de Vista Higiênico, da Escolha e Colheita dos Medicamentos do Reino Vegetal, do Emprego dos Anestésicos Durante o Parto, o que se Deve Entender no Estado Atual das Ciências por Temperamentos: Quais as Condições Anátomo-Patológicas que os Determinam, tese de formatura, Rio de Janeiro, 1876. Saneamento da Cidade do Rio de Janeiro: Considerações Médicas, Rio de Janeiro, 1878. Biologia e Sociologia do Casamento, refusão da 1a. parte da tese de formatura, Rio de Janeiro, 1887 (há tradução para o francês, de Max Nordau, para o inglês e para o alemão). “Quais os usos higiênicos do gelo?”, Jornal do Comércio, Rio de Janeiro, 19, 20 e 21.11.1881. “Os ‘Pápeis Avulsos’ por Machado de Assis”, apreciação crítica, Gazeta da Tarde, id, 2.11.1882. “Homens e fatos do passado”, evocaçöes, Almanaque Popular Brasileiro, Pelotas, 1906. “Gaspar Silveira Martins”, evocação, ibid, 1907. “Como foi proclamada a República no Brasil”, crônica histórica, Almanaque Literário e Estatístico do RS, Rio Grande, 1911. Sociologia e Estética, ensaio – estudo, 1914, 407p., s/ed., Rio de Janeiro. “Costumes do povo: nos nascimentos, casamentos e enterros – Contribuição folclórica”, 1916, vol. 5 dos Anais do 1o Congresso de História Nacional – IHGB, Rio de Janeiro.

ROSA, Renzo.

Vicenza, Itália, 24 dez. 1897 – Porto Alegre, 9 dez. 1973. F.: Ippolito Rosa. Diplomado em 1923 pela Real Universidade de Pádua. Veio para Porto Alegre em 1927 e revalidou o diploma na Faculdade de Porto Alegre em 1929. Getúlio Vargas, então presidente do Estado, empenhou-se pessoalmente para que exercesse a profissão na capital. Ao retornar à Itália para visitar familiares, entre 1938 e 1940, foi preso pelo regime fascista de Benito Mussolini. Tinha consultório à Rua Dr. Flores. Liberal e antifascista, era amigo de Archimedes Fortini e manteve uma coluna na página quatro do Correio do Povo. Franklin Cunha recorda sua elegância, com polainas, bengala e uma flor na lapela, a dirigir-se para o Restaurante Ghilozzo, onde almoçava. Solteiro, não deixou descendentes e faleceu pobre, antes de realizar seu desejo de voltar para a Itália.

RUSSOMANO, Vctor.

 Pelotas, RS, 12 out. 1890 – Caxias do Sul, RS, 20 set. 1937. F.: Frederico Russomano e Carmela Russomano. Est. no Ginásio Pelotense, até 1908. Médico pela Fac. de Med. do Rio de Janeiro, 1914. Bacharel pela Fac. de Dir. de Pelotas, 1936. Diretor de Higiene Municipal de Pelotas. Prof. de Higiene do Instituto Técnico Profissional de Pelotas e de Filosofia e História da Civilização no Ginásio Pelotense. Conselheiro Municipal, Pelotas, 1914-1922. Prof. de Higiene da Fac. de Farmácia e Odontologia de Pelotas. Dep. à Assembléia Legislativa do RS, 1922-1930. Dep. à Assembléia Constituinte Federal de 1933. Dep. Federal pelo RS, 1934-1937. Historiador, orador e sociólogo. Membro da Acad. Rio-Grandense de Letras, 2a. fase, e do IHGRS. Pai de Mozart Víctor Russomano e de Rosah Russomano Mendonça Lima, irmão de Vicente Russomano e genro de Alcides Galhardo Mendonça Lima.
 Bibl.: “História natural do educando”, tese de doutoramento, Anais da Fac. de Med. do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1914. Em Memória de Júlio de Castilhos, discurso, P. Alegre, 1924. A Escravidão Social da Mulher, estudo sociológico, Lisboa, Liv. Internacional Abel de Almeida, 1925. História Constitucional do Rio Grande do Sul, Esboço (1835-1930), com prefácio de João Neves, Pelotas, Barcelos, Bertaso, 1932. A Revolução dos Farrapos, Rio de Janeiro, 1935. “Adagiário gaúcho”, sep. da Revista do IHGRS, P. Alegre, 1938 (reproduzido postumanente na rev. Província de São Pedro, P. Alegre, n.12 a 15, 1938-1951). “Um episódio da Guerra dos Farrapos”, Revista do IHGRS, P. Alegre, n.39/40, 1930.

SANTOS, Csar (Jos dos).

Soledade, RS, 30 mar. 1904 – Passo Fundo, RS, 5 maio 1970. F.: João Antônio dos Santos e Maria dos Santos. Est. prim. na cidade natal, com a profa. Antonieta Cardoso, e sec. no Instituto Ginasial, Passo Fundo, no Colégio Cruzeiro do Sul, P. Alegre, e no Ginásio Anchieta. Diplomado em Farmácia, 1930, e em Med., 1933, pela Fac. de Med. de P. Alegre. Delegado da Higiene e Médico Municipal em Soledade. Prof. do Ginásio Cruzeiro do Sul e do Curso da ACM, P. Alegre. Livre-Docente da Fac. de Med. de P. Alegre, 1936-1940. Dep. à Assembléia Legislativa do RS, 1947-1951. Médico cardiologista em Passo Fundo. Prof. na mesma cidade. Deputado Federal pelo RS. Fundador e diretor da Soc. da Universidade Passo Fundo, até 1964. Prefeito Municipal de Passo Fundo, 1969. Detentor do Prêmio Osvaldo Cruz, 1935. Membro da Soc. de Medicina de P. Alegre, da Acad. Rio-Grandense de Letras, 2a. fase, e da Acad. Passo-Fundense de Letras. Cientista e conferencista.
 Bibl.: “Síndrome da dispnéia suspirosa”, sep. dos Anais da Fac. de Med. de P. Alegre, P. Alegre, 1942. “A medicina vindoura”, Revista do Globo, P. Alegre, 25 jul. 1935. “A criança não deverá morrer”, ibid, 25 jul. 1936. “Terreno endócrino: campo de adaptação biológico”, rev. La Semana Médica, Buenos Aires, 14 out. 1937.

SANTOS SOUZA, Serafim dos.

Bagé, 13 jan. 1889. Falecido em sua cidade natal. F.: Sucedeu ao homônimo, que fez a Guerra do Paraguai e era farmacêutico e poeta. Santos Souza iniciou os estudos com o Professor Júlio de Mello, em Bagé, e os continuou no Ginásio Nossa Senhora da Conceição, em São Leopoldo. Bacharelou-se pelo Ginásio Júlio de Castilhos, de Porto Alegre. Formou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade do Rio de Janeiro. Foi clínico em Bagé, onde ocupou a Diretoria de Higiene e foi delegado de saúde do Estado. Também foi inspetor federal do ensino secundário na cidade. Festejado autor de livros e colaborações jornalísticas em prosa e em verso, era mestre no uso da ironia na crítica social.
 Bibl.: Valor Clínico das Albuminas, tese de doutoramento. Livros publicados e colaboração assídua no Correio do Sul, de Bagé.

SARMENTO BARATA, Luiz (Soares).

Porto Alegre, 22 jan. 1904 – Porto Alegre, 8 maio 1967. Formou-se pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1932. Passou por várias atividades até fixar-se como urologista e ocupar a cadeira na escola em que se formou. Organizou e foi o primeiro diretor do Hospital de Pronto Socorro. Político, foi Superintendente do Ensino Secundário e titular da  Secretaria da Educação, caracterizando sua atividade pela defesa do ensino gratuito. Organizou, no governo Walter Jobim, a Secretaria da Saúde. Foi diretor do Hospital São Francisco em diversas oportunidades e chegou a provedor da Santa Casa. Participou da instalação da Faculdade Católica de Medicina de Porto Alegre (atual FFFCMPA), tendo sido o organizador do Serviço de Urologia. Foi presidente da Sociedade de Medicina de Porto Alegre e teve intensa participação no Conselho Regional de Medicina, no Sindicato Médico e na Associação Médica do Rio Grande do Sul. Fundou e foi o primeiro presidente do Departamento de Urologia da AMRIGS.  Líder dos docentes na Universidade, deixou mensagens e exemplos que o caracterizaram como humanista.
 Bibl.: “Medicina e humanismo”, aula inaugural na Faculdade de Medicina em 1962. Editou a revista Urologia, que foi a primeira a surgir no país dentro da especialidade. Deixou muitos trabalhos científicos e de divulgação, tanto em Medicina quanto no Ensino.

SARMENTO LEITE (DA FONSECA, Eduardo).

Nasceu em 7 de abril de 1868, na cidade de Porto Alegre. Formou-se no Rio de Janeiro em 1890. Co-fundador, vice-diretor (1907-1911) e diretor (1915-1934) da Faculdade de Medicina de Porto Alegre.
Foi secretário da Diretoria de Higiene do Estado (1898-1899), diretor do Lazareto de Variolosos (1895-1900), chefe de Zona Sanitária durante a epidemia de peste bubônica de 1901 e diretor do Hospital de Emergência durante a gripe espanhola em 1918.
Faleceu em 24 de abril de 1935, em Porto Alegre, e foi “carregado a pé e a pulso” pelos estudantes desde a Faculdade até o cemitério da Santa Casa.

SARMENTO LEITE (DA FONSECA) FILHO, (Eduardo).

 Nasceu em P. Alegre, RS. F.: Eduardo Sarmento Leite da Fonseca e Adelaide Sarmento Leite da Fonseca. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre, 1916. Médico na capital gaúcha. Catedrático de Clínica Médica da Fac. citada. Membro da Soc. de Med. de P. Alegre.
 Bibl.: Encefalite Letárgica, Rio de Janeiro. “O valor da observação e do raciocínio na arte médica”, Revista de Medicina do RS, P. Alegre, v.1, n.1, ago./set. 1944. “Faceta joco-séria da medicina silvestre”, ibid, v.1, n.5, maio/jun. 1945. “O médico como doente: a minha Influenza espanhola”, Revista Brasileira de Medicina, Rio de Janeiro, v.2, n.7, jul. 1945. “Sanitaristas improvisados”, ibid, v.3, n.2, fev. 1946.

SEVERO, Rivadvia (Saldanha).

Quaraí, RS, 1 out. 1889 – P. Alegre, RS, 4 nov. 1933. F.: José Ribeiro Severo e Bárbara Saldanha Severo. Diplomado pela Fac. de Med. de P. Alegre, em Farmácia em 1911 e em Medicina em 1914. Redator da Última Hora, P. Alegre, 1915-1923. Diretor do Instituto Rebelo. Médico em Santiago. Romancista e cronista. Político, pertenceu ao Partido Libertador. Usou o pseudônimo de Paulo Simples.
 Bibl.: Visão do Pampa, romance, ed. póstuma, 1936, 298p., Livraria do Globo, Porto Alegre. Inéditos: Velha Timbauva, romance sociológico. Sonetos e Poemas, originais extraviados, cfe. declarações de seu filho, Alberto, em janeiro de 1963.

SIEGMUND, Arnold.

Nascido em Berlim (Alemanha) em 4 jan.1861, foi médico em Porto Alegre e no interior do Estado no último quartel do século XIX. Voltou à terra natal e foi importante na divulgação em favor da emigração alemã para o sul do Brasil. Participou das discussões em favor de Herrmann Meyer em 1903. Divulgou na Europa suas experiências de seis anos no Rio Grande do Sul. Como sanitarista, elogiou a terra, o clima, as condições de higiene, a boa saúde desfrutada pelos emigrantes. Destacou a sanidade da prole, a longevidade, a precocidade nos casamentos e sua prolificidade.

SIGAUD, Joseph-Franois-Xavier.

Marseille (França), 2 dez. 1796 – Rio de Janeiro, 10 out.1856. Veio para o Brasil em 1826. Esteve no Rio Grande do Sul e referiu as fortes chuvas e os impetuosos ventos que “dissipam os miasmas engendrados pelas enchentes dos rios”. Mencionou as tempestades, as geadas e fez observações sobre a geologia do Rio Grande do Sul. Observou bócio endêmico em Rio Pardo, Cachoeira e Caçapava. Estudou a epidemia de escarlatina em 1833 e que teria chegado de Buenos Aires com os passageiros de navios carregados de couro e charque. Novo surto em 1843 estaria relacionado à chegada de tropas militares. Destacou a incidência de doenças pulmonares e sobretudo da tuberculose entre os soldados que chegavam das províncias do norte. Os dados estatísticos eram comprometidos pela intensa movimentação de contingentes militares no Rio Grande. Foi biografado por José Ayres Neto nos Anais Brasileiros de Medicina.
 Bibl.: Du climat et des maladies du Brésil ou statistique medicale de cet Empire, par J.F.X. Sigaud, D.M., Paris chez Fortin, Masson et Cie., 1844, (4)-591p.

SILVA, Francisco Ribeiro da.

 Pelotas, 1920 – Pelotas, 4 mar.1996. Formado pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1944. Logo voltou para Pelotas, onde foi conceituado clínico e personagem de histórias insólitas até pouco antes de falecer. Foi professor de Medicina Legal na Faculdade Católica de Pelotas e prestou assistência gratuita aos universitários da cidade, o que valeu homenagens e condecorações de governos de nações latino-americanas. Por três vezes candidatou-se a vereador e sempre foi eleito com facilidade, mas licenciava-se sem ônus para os cofres públicos, pois não permitia que alguma coisa o afastasse da prática da Medicina. Gostava que o chamassem pelo apelido de Xico, com Xis, mas demonstrava desconforto quando acrescentavam a palavra louco. Tornou-se uma legenda como criador e personagem de histórias que em nada empanaram seu conceito de ótimo clínico e professor. O Dr. Marcos Rovinski, seu biógrafo em Clínica do Bom Humor, destacou o uso da imprensa para comunicações com os pacientes. Gravemente enfermo, achou que deveria agradecer o interesse demonstrado por eles e publicou o seguinte aviso: “Dr. Silva agradece a todos os que contribuíram ou se solidarizaram pela prorrogação de sua partida”. Como disse Rovinski, é pena que sua partida não fosse prorrogada por mais tempo...

SILVA, Gasto Pereira da.

S. José do Norte, RS, 17 nov. 1898. Médico pela Fac. de Med. do Rio de Janeiro. Médico no interior do RS. Médico psicanalista no Rio de Janeiro. Biógrafo, novelista, tradutor e teotrólogo. Foi o primeiro divulgador do freudismo no Brasil.
 Bibl.: Sangue – História de um Crime Sexual, romance, 1928, 235p., Ofs. Grafs. de A Pernambucana, Rio de janeiro, RJ. Um para Quarenta Milhões – Procópio Ferreira Através da Psicanálise, estudo, 1933, 177p., Editora Moderna, Rio de Janeiro. Prudente de Moraes, o Pacificador, biografia política, 1937, 267p., Zélio Valverde Editor, Rio de Janeiro. Rodrigues Alves e sua Época, biografia política, s/d (1939), 254p., Editora A Noite. Rio de Janeiro. Vícios da Imaginação-Meios de Corrigí-los, estudo, 1939, 212p., Liv. José Olympio Editora, Rio de Janeiro. Vícios da Imaginação..., estudo psicanalítico, 2.ed., 1942, 268p., Liv. José Olympio Editora, Rio de Janeiro; 3.ed., 1945, 301p. mesma editora; 4.ed., 1948, 252p., mesma editora e local; 5.ed., 1952, 242p., mesma editora e local. 6.ed., 1956, 234p., mesma editora e local. O Romance de Oswaldo Cruz, biografia, 1.ed., s/d, 282p. Brasília Editora, Rio de Janeiro; 2.ed., 1942, 342p. Editora A Noite, Rio de Janeiro. Para Compreender Freud, ensaio, 5.ed., 1940, 257p., ilust., civilização Brasileira, Rio de Janeiro; 6.ed., 1942, 275p., Editora Mundo Latino, Rio de Janeiro. A Urina Normal e a Patológica, medicina, 1940, 180p. Editora Científica, Rio de Janeiro. Freud, estudo biográfico, 1941, 64p. Editora A Noite, Rio de Janeiro. O Inimigo das Mulheres, comédia de Goldoni, trad., 1941 (14.7), rep. Cia. Procópio Ferreira no Teatro Serrador, Rio de Janeiro. Para compreender Freud, ensaio, 1935, 240p., Civilização Brasileira, Rio de Janeiro. Conheça o Seu Filho, Educativo, 1941, 300p., Editora A Noite, Rio de Janeiro; 2.ed., 1952, 297p., mesma editora e local. Xavier da Silveira e a República de 89, estudo biopolítico, 1940, 274p., ilust., Civilização Brasileira, Rio de Janeiro. Getúlio Vargas e a Psicanálise das Multidões, estudo, s/d, 127p., Zélio Valverde Editor, Rio de Janeiro. Nota: Bibliografia Brasileira, INL, dá como publicado em 1940. Doentes Célebres, divulgação, 1942, 268p., ilust., EPASA, Rio de Janeiro. Getúlio Vargas e o Aspecto Intelectual da Sua Obra, ensaio. 1942, 74p., Gráfica Guarani, Rio de Janeiro. A Psicanálise em 12 Lições, divulgação, 3.ed., s/d, 155p., EPASA, Rio de Janeiro. Nota: B.B. LNL, dá como editado em 1943. Como Se Interpretam os Sonhos, estudo, 1943, 294p., Liv. José Olympio Editora, Rio de Janeiro. A Mulher na Rússia, estudo social, 1944, 206p., EPASA, Rio de Janeiro. Os Bichos Amam Assim..., divulgação científica, 1944, 288p., Nosso Livro Editora, Rio de Janeiro. Brigadeiro Eduardo Gomes, biografia, 1945, 187p., EPASA, Rio de Janeiro. Almeida Júnior – Sua Vida e sua Obra, biografia inf., 1946, 159p., ilust., Editora do Brasil, Rio de Janeiro. Constituintes de 1946, escorços biográficos, 1947, 331p. Editora Spinosa, Rio de Janeiro. O Tabu da Virgindade, estudo, 1947, 197p. Editora Mundo Latino, Rio de Janeiro; 2.ed., 1948, 189p., mesma editora e local; 3.ed., 1952, 189p., mesma editora e local; 4.ed., 1955, 193p. mesma editora e local; 5.ed., 1957, 189p., mesma editora e local; 6.ed. 1961, 124p., mesma editora e local; 7.ed., 1967, 197p., mesma editora e local. Como se Pratica a Psicanálise, divulgação. 148, 228p., Liv. José Olympio Editora, Rio de Janeiro. O Que é Psicanálise?, divulgação, 1959, 101p., Organização Simões, Rio de Janeiro. Nevrose do Coração ou Os Falsos Cardíacos, div. médica, 1961, 124p. Edições Ouro-Tecnoprint Gráfica, Rio de Janeiro. O Ateísmo de Freud, ensaio, 1966, 118p., Zahar Editores, Rio de Janeiro. Deus e a Angústia Humana, ensaio filosófico, 1968, 232p., Editora Itatiai, Belo Horizonte. Parapsicologia e Psicanálise, estudo, 1968, 240p., Editora Itatiaia, Belo Horizonte.

SILVEIRA, Heitor da Cunha.

Vila Rica, hoje Tupanciretã, RS, 27 dez. 1901 – P. Alegre, 30 jan. 1973. F.: Felicidade da Cunha Silveira. Est. em S. Maria e a seguir no Ginásio Anchieta, P. Alegre. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre, 1927. Médico em P. Alegre e em Iraí, onde foi diretor da Estância de Águas local. Médico Pediatra do DES em P. Alegre. Diretor do Departamento Estadual de Crianças, P. Alegre. Membro do Conselho Estadual de Educação, P. Alegre, 1968. Membro da Soc. de Higiene e Saúde Pública do RS.
 Bibl.: A Estância de Águas Minerais de Iraí, P. Alegre, 1927. Iraí e as Indicações e Contra-Indicações Terapêuticas de suas Águas Minerais, P. Alegre, Globo, 1932; Os Três Inimigos do Colono, conferência, P. Alegre, Globo, 1933; Iraí pelo Rádio, P. Alegre, 1934; Escritos, prosa, Passo Fundo, Liv. Nacional, 1943; “Duas grandes estâncias hidrominerais (Iraí-Itaí)”, in: Panteão Médico Rio-Grandense, S. Paulo, Ramos, Franco Ed., 1943; “Natimortalidade em Porto Alegre em 1949”, Jornada Brasileira de Puericultura e Pediatria, 4, Anais, P. Alegre, 1950; Educação Sanitária na Escola Primária (Guia do Professor), P. Alegre, Secretaria da Saúde, 1970; “Não me beije”, artigo, Revista de Ensino, P. Alegre, n.10, jun. 1940.

SILVEIRA, (Joo Carlos) Gomes da.

 Cruz Alta, RS, 16 abr. 1913 – P. Alegre, 10 maio 1989. F.: Dario Silveira e Cândida Gomes da Silveira. Est. secundário com os Maristas em S. Maria. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre, 1935. Nos tempos de estudante, trabalhou em jornais: Sul Brasil, em Santa Maria e Diário de Notícias, na Capital do Estado. Recém-matriculado na Faculdade de Medicina, participou da Revolução de 1930, nas forças do Gen. Flores da Cunha. Médico ginecologista em P. Alegre, após passagem por Ana Rech e Caxias do Sul. Educador nato, foi livre-docente e catedrático da faculdade em que se formou e da qual pediu demissão. Organizou os serviços de Ginecologia nas Faculdades Católica (hoje FFFCMPA) e da Pontifícia Universiade Católica. Organizou cursos extracurriculares e mantinha-se atualizado e sempre em atividade. Teve mais de uma centena de trabalhos científicos publicados no Brasil e no exterior, publicou três livros da especialidade e muitos capítulos para livros clássicos no Brasil, França e Alemanha. Ocupou cargos na Santa Casa e nas entidades médicas. Foi tradutor de obras literárias como a Comédia Humana, de Balzac. Nos anos cinqüenta participou de política partidária e foi presidente do Diretório Estadual do Partido Socialista Brasileiro.
 É patrono da cadeira 37 da Academia Sul-Rio-Grandense, hoje ocupada por seu filho Gustavo. Poeta e romancista. Pai de Gustavo Py Gomes da Silveira e genro de Aurélio Py.
 Bibl.: Pompéia Ressurgida, versos, P. Alegre, Globo, 1929 aos 16 anos de idade. Endometriomas do Ovário, tese de doutoramento, P. Alegre, 1935. Uma Experiência de Amor, romance, P. Alegre, Globo, 1946. Higiene Íntima da Mulher, de Leonor W. Chalmers, traduziu, ibid, 1947. “As flores de Nossa Senhora”, Província de São Pedro, P. Alegre, n.3, 1945.

SIMCH, Carlos Alfredo.

Vila Teresa, município de S. Cruz do Sul, RS, 22 nov. 1880 – P. Alegre, RS, 30 jul. 1967. F.: Francisco José Simch e Ema Wild Simch. Est. prim. em S. Gabriel e secundário em P. Alegre, no Colégio Ivo Corseuil e no Instituto Ginasial Júlio de Castilhos. Farmacêutico pela Fac. de Med. de P. Alegre. Médico pela Fac. de Med. da BA, 1904. Médico em S. Jerônimo e em P. Alegre. Prefeito Municipal de S. Jerônimo por 9 anos. Membro do Conselho Administrativo do Estado do RS, até 1945. Médico da Cruz Vermelha em P. Alegre, Senador pelo RS. Presidente da Caixa Econômica Federal no RS, 1948. Historiador. Membro da Soc. de Med. de P. Alegre. Irmão de Francisco Rodolfo Simch e pai de Altair Vieira Simch. Como político, pertenceu ao Partido Libertador.
 Bibl.: Craniectomia, tese de doutoramento, BA, 1904. Monografia do Município de São Jerônimo, P. Alegre, 1943. História do Carvão Nacional, id, 1945. A Caixa Econômica Federal do Rio Grande do Sul em seu Jubileu de Diamente, história econômico-social, P. Alegre, Globo, 1950. A Economia: Aforramento, compêndio de M. François Laurent, traduziu da versão espanhola de Paulo J. Zena, P. Alegre, ed. da Caixa Econômica Federal do RS, 1950. Moléstia profissional dos mineiros de carvão de São Jerônimo. Manual da Economia Familiar ou Doméstica, traduziu do espanhol, 1956. Águas-Banhos (Férias-Veraneios-Praias-Termas), P. Alegre, 1956. São Jerônimo (Vida do Santíssimo Santo da Igreja Católica), compilação, id, 1958. Monografia Comemorativa do 1o Centenário da Emancipação do Município de São Jerônimo, id, 1961 (obra totalmente diversa da de 1943).

SIMES, Francisco.

Pelotas, RS, 29 maio 1875 – Pelotas. Est. prim. na terra natal e secundário em SP. Médico pela Fac. de Med. do Rio de Janeiro, 1899. Curso de aperfeiçoamento com o Prof. Longevin, Paris, 1901. Médico da Santa Casa de Misericórdia, Pelotas. Cirurgião-Chefe da Beneficência Portuguesa, Pelotas. Chefe de Clínica do Serviço de Cirugia do Prof. Nabuco de Gouveia, no Hospital de Gamboa, Rio de Janeiro. Médico em Pelotas.
 Bibl.: Formas Clínicas de Tuberculose Pulmonar, tese de doutoramento, Rio de Janeiro, 1899. Profilaxia da Febre Tifóide. “Liberdade profissional, memorial ao 9o Congresso Médico Brasileiro, Pelotas”, Tip. do Diário Popular, 1926. Este trabalho não chegou a ser apresentado até o seu final, diante de uma assembléia conturbada e na vigência da Constituição Castilhista.

SOARES (FILHO), Joaquim Pedro.

 P. Alegre, RS, 4 mar. 1897. F.: Joaquim Pedro Soares e Maria Luísa Soares. Médico pela Fac. de Med. do Rio de Janeiro,1862. Dep. à Assembléia Provincial do RS, em várias legislaturas. Vice-Presidente da Província do RS, tendo exercido a presidência em 1861 e em 1862. Dep. Geral pelo RS, 1885-1889. Diretor da Biblioteca Pública Estadual de P. Alegre.
 Bibl.: Da Febre Puerperal, do Aborto Provocado pelo Parteiro e suas Indicações, da Febre Amarela, da Morte Real e da Morte Aparente, tese de doutoramento, Rio de Janeiro, 1862. Descentralização Administrativa, conferência no Teatro São Pedro, P. Alegre, 27 ago. 1885, P. Alegre, Tip. Gundlach, 1883. Rio Grande do Sul, 6o Distrito Eleitoral, Resposta à Contestação do Bacharel Domingos Francisco dos Santos, Rio de Janeiro, 1886. Discurso na Segunda Discussão do Orçamento da Agricultura, proferido na sessão da Câmara dos Deputados de 6 ago. 1887, Rio de Janeiro, 1887.

SOARES, (Francisco de) Paula.

Montevidéu, Uruguai, quando o pai ali estava em missão oficial do Brasil, 7 abr. 1825 – P. Alegre, RS, 10 jan. 1881. F.: Bernardo José Soares e Joana Trigo Soares. Est. prim. em Rio Grande, onde a família residiu de 1827 a 1836. Preparatórios em Montevidéu, concluídos em 1848. Médico pela Fac. de Med. de Buenos Aires, Argentina, 1852. Prof. de História e Geografia no Liceu Dom Afonso e na Escola Normal, ambos de P. Alegre, desde 1856. Inspetor-Geral da Instrução Pública do RS, 1866. Dep. à Assembléia Provincial do RS, em duas legislaturas. Autor didático. Educacionista. Membro da Soc. Literária Apeles Porto Alegre, 1888, do Partenon Literário e do Partido Liberal.
 Bibl.: Silabário Brasileiro, em colaboração com Carlos Hoeffer, P. Alegre, 1858. Crestomatia Brasileira, id, id, 1859 (houve outras edições). Resumo de Aritmética, id, id, 1860 (id.).

SOARES Neto, Francisco de Paula.

 Rio Grande, RS, 1901 – Curitiba, PR. Médico pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1920. Mudou-se para o Paraná. Catedrático de doenças tropicais e infecciosas na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Paraná. Político, foi Secretário da Fazenda do Paraná e presidente do Instituto Brasileiro do Café. Neto de Paula Soares, pai de dois médicos: Francisco, livre-docente de Oftalmologia, e Luiz Felipe, gastroenterologista e também professor da Universidade Federal do Paraná. Neto do médico e educador gaúcho Paula Soares.
 Bibl.: Razões Atuais da Etiologia do Beribéri, tese para obtenção de cátedra, Curitiba, 1926. Diagnóstico da Espiroquetose Íctero-Hemorrágica, id, id, 1926. Café, o Grande Dilema do Paraná, conferência, id, 1956

SODR, Alcindo (de Azevedo).

 P. Alegre, RS, 30 nov. 1895 – Rio de Janeiro, RJ, 1952. F.: Antônio Cândido de Azevedo Sodré e Helenita Porto de Azevedo Sodré. Est. prim. em P. Alegre, Petrópolis e Rio de Janeiro. Sec. no Ginásio Anchieta, P. Alegre, e no Colégio São Vicente de Paula, Petrópolis. Bacharel pela Fac. de Ciências Jurídicas e Sociais, Rio de Janeiro, 1916. Médico pela Fac. de Med. do Rio de Janeiro, com láurea, em 1921. Vereador à Câmara Municipal de Petrópolis, RJ. Prefeito Municipal da mesma cidade. Prof. de História do Liceu Municipal de Petrópolis. Diretor do Museu Imperial de Petrópolis. Médico Clínico em Petrópolis. Membro do Conselho Consultor do Estado do RJ. Fundador da Soc. de Med. de Petrópolis, da Acad. Petropolitana de Letras, que presidiu, e do Instituto Histórico de Petrópolis. Historiador. Passou a vida praticamente toda em Petrópolis.
 Bibl.: A Cidade Imperial – Alma e Paisagem de Petrópolis, 1929, 109p., s/ed., s/l. A Gênese da Desordem, ensaio político, s/d (1933), 213p., Civilização Brasileira, Rio de Janeiro. “Jobim: sua vida e sua obra”, tese, 1936, publ. vol. 3 dos Anais do 1o Congresso de História Sul-Rio-Grandense, P. Alegre. “Visconde de Mauá – Síntese biográfica”, 1940, publ. n. 78 da Revista do IGHRGS, Porto Alegre. “O elemento servil – A abolição”, tese histórica, 1942, publ. vol. 6 dos Anais do III Congresso de História Nacional – IHGB, Rio de Janeiro. 1942 (sep.), 146 p., Imprensa Nacional, Rio de Janeiro. “D. Pedro II na pacificação do Rio Grande do Sul”, tese, 1946, publ. vol. 1 dos Anais do IV Congresso de História e Geografia Sul-Rio-Grandenses, Porto Alegre. “Fardamentos imperiais – Memória”, 1948, publ. Anais do Museu Imperial, Petrópolis, RJ. “Um salão do Primeiro Reinado, memória, 1948, publ. anuário citado. Museu Imperial, monografia, 1950, 205p., ilust., Dep. Imprensa Nacional, Rio de Janeiro. Abrindo em Cofre-Cartas de D. Pedro II à Condessa de Barral, compilação e notas, 1956, 331p., Livros de Portugal, Rio de Janeiro.

SOUZA, lvaro Tavares de.

 Rio Grande, RS, 20 jan. 1901. Est. prim. no Colégio Ernst, Rio Grande; secundário no Ginásio Júlio de Castilhos, P. Alegre, concluído em 1918; e na Fac. de Med. de P. Alegre, que cursou até o 4o ano, 1922. Médico pela Fac. de Med. do Rio de Janeiro, 1924. Curso de Especialização nos EUA, 1932. Médico da Fundação Gaffrée-Guinle, Rio de Janeiro. Chefe do Serviço de Higiene Pré-Natal do Departamento Nacional da Criança, Rio de Janeiro. Prof. da Fac. de Med. da Universidade do Brasil, id. Médico especialista em ginecologia, id.
 Bibl.: Profilaxia da Infecção Puerperal, tese, Rio de Janeiro, 1924. Organização dos Serviços Médicos da Casa de Correção do Distrito Federal. Pauta de Alimentação: Da Necessidade do Regime Alimentar na Prática do Desporto. Aspectos Heróicos da Revolução Farroupilha, conferência na Soc. Sul-Rio-Grandense do Rio de Janeiro, 20 set. 1969.

SOUZA, Crispim Raymundo de.

 Lavras, RS, 23 maio 1892 – Bagé, 8 out. 1959. F.: José Antônio de Souza e Maria Barcellos. Estudos primários na cidade natal e em Bagé, no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora e com o Professor Júlio Mello. O secundário, fez no Rio de Janeiro, onde morou na casa do primo Licínio Cardoso e foi aluno do Colégio Alfredo Gomes. Diplomou-se na Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1917 e sua tese inaugural propiciou a realização das primeiras transfusões de sangue em nosso meio, braço-a-braço e sob orientação do professor Arthur Franco. Desportista, foi remador do Clube Tamandaré e teve intensa atividade sócio-cultural em Porto Alegre. Após a formatura, exerceu a Medicina em Lavras, onde se tornou líder político, intendente, ruralista e participante de muitas atividades, incluindo revoluções. Primo de Licínio Cardoso, tio de Peri Souza, cunhado de Afonso Fabrício e pai de Blau Souza. Escreveu artigos para jornais da região e de Porto Alegre, usando o pseudônimo Diamantino Jacques. Deixou os contos Tempestade, O mulato Generoso e Primeiro sangue, os últimos como resultado de pesquisa folclórica. Anotações suas constituíram-se em matéria para o livro De Todo Laço, escrito por um de seus filhos quando do centenário de seu nascimento.

SOUZA, Dcio Soares de

. P. Alegre, RS, 7 jan. 1907 – Rio de Janeiro, 30 out. 1970. F.: Otávio de Souza e Zilda Soares de Souza. Est. no Ginásio Anchieta, P. Alegre. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre, 1929. Curso de Especialização na Europa, 1933. Livre-Docente da Cadeira de Clínica Psiquiátrica da Fac. de Med. de P. Alegre, 1932. Catedrático da mesma, a partir de 1944. Prof. de Didática Geral e Psicologia Educacional da Fac de Filosofia da UFRGS, P. Alegre, 1944. Alienista-Chefe do Hospital São Pedro, P. Alegre. Médico Psiquiatra no Rio de Janeiro. Diretor do Instituto de Psicanálise da Soc. Brasileira de Psicanálise, id., e da Soc. Brasileira de Neurologia, Psiquiatria e Med. Legal. Fundador e 1o presidente da Soc. de Neuropsiquiatria do RS, 1938. Filho do Prof. Otávio de Souza.
 Bibl.: Demência Precoce e Esquizofrenia, tese de doutoramento, P. Alegre, 1929. “Frustrações e distúrbios da personalidade: antropologia e psicanálise”; “Notícia histórica sobre a assistência a psicopatas no Rio Grande do Sul e sua evolução”, in: Panteão Médico Rio-Grandense, S. Paulo, Ramos, Franco Ed, 1943. “Medicina psicossomática na educação médica. Congresso Médico do Cinqüentenário da Fac. de Med. de P. Alegre, Anais, P. Alegre, Globo, 1955. “Os fundamentos da ciência médica e a imagem nova do homem”; “A psiquiatria e sua orientação para o concreto”; “A psicologia e a orientação espiritual”, Estudos, P. Alegre, n.5, 1941. “Influência infantil na formação do analista”, Jornal Brasil Psiquiátrico, Rio de Janeiro, v.5, fasc. 1, 1956. “A relação médico-paciente como relação fundamental...”, Revista Brasileira de Medicina, Rio de Janeiro, v.23, n.1, jan. 1966. “Acting-out, depressão e homossexualidade”, Revista Brasileira de Psicanálise, S. Paulo, v.1, n.2, 1967. Antropologia Médica.

SOUZA, Lamartine Ferreira de

. S. Maria, RS, 18 nov. 1896 – S. Maria, 3 jun. 1972. Curso preparatório concluído em 1912. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre, 1919. Médico na cidade natal. Prof. da Universidade Federal de S. Maria. Poeta, conferencista, teatrólogo e cronista. Membro do Grêmio Santa-Mariense de Letras, S. Maria, 1939. Comendador da Ordem do Mérito Universitário, 1970.
 Bibl.: O Salicitado de Sódio em Medicina, tese de doutoramento, P. Alegre, 1919. Águas Passadas, crônicas, S. Maria, Liv. Comercial, 1940. Três Palavras, id, com o pseudônimo de Elly Hesse, ibid, 1940. Dona Futilidade, comédia, estreada por amadores, S. Maria, 1936. Barafunda, id, id. Do Álcool, conferência, S. Maria. Da Música, id, id. Últimas Palavras, id, id.

SOUZA, Otvio de.

 P. Alegre, RS, 25 nov. 1875, a bordo do vapor Astúrias, em águas brasileiras, 2 dez. 1933. Est. no Ginásio N. Sa. Conceição, S. Leopoldo. Médico pela Fac. de Med. do Rio de Janeiro, 1900. Médico do Corpo Militar do RS, P. Alegre, 1901. Prof. de Clínica Propedêutica da Fac. de Med. de P. Alegre, desde 1903; de Clínica Médica, desde 1907; e diretor da mesma, 1914. Pai de Décio Soares de Souza. Membro da Soc. de Med. de P. Alegre, que presidiu em 1918, 1931 e 1932.
 Bibl.: Infecção Puerperal, tese de doutoramento, Rio de Janeiro, 1900. Esplenomegalias Crônicas do Adulto, monografia, P. Alegre, 1926. “Convulsões da infância”, Hygia, P. Alegre, 1928. “Falsos bronquíticos”, ibid, 1928. “Esclerodemias progressivas com melanodermias”, Arquivos Rio-Grandenses de Medicina, P. Alegre, 1929. “Um caso de abscesso fétido do pulmão”, ibid, 1930. “Amebíase intestinal crônica”. “Estudo clínico das hematúrias”. “Diagnóstico e principais causas do erro”, Revista dos Cursos da Fac. de Med. de P. Alegre, P. Alegre. “O princípio da Universidade Vital na orientação moral da Medicina”, discurso na Soc. de Med. de P. Alegre, Arquivos Rio-Grandenses de Medicina, P. Alegre, 1932.

SOUZA, Peri Antnio.

 Lavras, RS, 2 fev. 1909 – Lavras, já então Lavras do Sul, 21 fev. 1962. F.: José Hipólito de Souza e Marcelina Souza. Est. prim. na cidade natal; secundário no Ginásio N. Sa. Auxiliadora, Bagé, e no Ginásio Municipal, S. Maria, neste concluindo o curso de preparatórios em 1928. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre em 1934. Médico e pecuarista na terra natal. Prosador. Colaborou com jornais da região e manteve corespondência com literatos.
 Bibl.: Da Minha Lavra, prosa, P. Alegre, Globo, 1944.

SOUZA SOARES, Jos lvares de (Visconde de Souza Soares).

Vairão, Portugal, 24 fev. 1846 – Pelotas, RS. Diplomado em Medicina. Médico e industrialista, Pelotas. Diretor do Almanaque da Família, Pelotas, desde sua fundação, em 1891.
 Bibl.: Auxílio Homeopático ou o Médico em Casa, Pelotas (5 edições, a última de Pelotas, 1905). Presente de Ouro, informações úteis, conselhos e descrições. O Novo Médico. Novo Guia Homeopático.

TABORDA, Radagsio Vieira.

 Caçapava do Sul, RS, 18 jun. 1899 – P. Alegre, 22 ago. 1971. F.: Manuel Dadá Taborda e Maria das Dores Viana Taborda. Fez curso ginasial em Lavrinhas, SP, e em Torino, Itália. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre, 1937. Prof. ginasial em SP, RJ e RS, desde 1921. Médico do DES do RS, tendo chefiado sucessivamente os postos de Saúde de Alegrete, Tupanciretã e Gravataí. Médico em P. Alegre. Novelista e autor didático. Irmão de Átila Taborda, tio de Tarcísio Antônio da Costa Taborda e sobrinho de Rodolfo Taborda.
 Bibl.: Publicou artigos no Jornal do Dia, sob o pseudônimo de Ignotus, P. Alegre, 1965. Camões, conferência na Acad. Rio-Grandense de Letras, jun. 1937.

TEMPEL, Friedrich.

 Médico Pediatra em P. Alegre. Funcionário da Secretaria da Saúde do RS. Membro do Conselho Consultivo do Movimento Familiar Evangélico.
 Bibl.: Para Onde, Minha Filha? (de um Pai a uma Filha Adolescente), guia para adolescentes, S. Leopoldo, Ed. Sinodal, 1968. “Esboço histórico da assistência médico-rural no Rio Grande do Sul”, Revista de Med. do RS, P. Alegre, v.14, n.80, nov./dez. 1957. “Um sábado sem importância”, artigo, Correio do Povo, P. Alegre, 16 set. 1970.

TEMPEL, Friedrich (Joachim Percy).

Chemnitz (Alemanha), 26 jan. 1923 – Porto Alegre, 23 maio 1995. F.: Max Fritz Tempel e Lucy Marie Alice Tempel. Brasileiro naturalizado, formou-se pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1949. Fez pós-graduação em Sociologia na PUC/RS. Pediatra em Porto Alegre, foi funcionário da Secretaria da Saúde do Estado, membro do Conselho Regional de Medicina e do Conselho Consultivo do Movimento Familiar Evangélico.
 Bibl.: A grande viagem de João agricultor. Editora Sinodal, São Leopoldo, 1969. Para onde minha filha? – de um pai a filha adolescente, id, 3 edições, sendo a primeira de 1969 e a terceira de 1979. Gerações em dúvida – respostas a perguntas jovens – id, 1970. Vou contar a história de um menino, id, 1974. O que muitas mães não sabem. Teve 4 edições. “Esboço histórico da assistência médico-rural no Rio Grande do Sul”. Rev. de Med. do RS, P.Alegre, v.14, n.80, nov/dez 1957. “Um sábado sem importância”, artigo, Correio do Povo, 16 set. 1970.

TORRES, Tito Osrio.

S. Gabriel, RS, 4 jul. 1889; falecido. F.: Francisco Osório Torres e Clara Comba da Cruz Osório Torres. Est. no Instituto Ginasial Júlio de Castilhos, P. Alegre, até 1908. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre, 1914. Médico em Cachoeira do Sul e outras cidades do interior do Estado. Médico e poeta.
 Bibl.: Patologia do Eczema, tese médica, P. Alegre. Ritmos, versos, P. Alegre, Liv. Selbach, 1922. Inéditos: Cartas de um Médico da Roça ao Professor da Cidade, casos e observações. Meu Poema da Tua Saudade, versos.

TOTTA, Mrio (Ribeiro).

Nasceu em Porto Alegre, em 5 de janeiro de 1874. Farmacêutico pela Faculdade de Medicina Porto Alegre, em 1900, e médico pela mesma faculdade, em 1904, na primeira turma do curso, da qual foi orador. Especializou-se em ginecologia e obstetrícia.
Iniciou atividades jornalísticas no Jornal do Comércio e depois ocupou cargo de redator do Correio do Povo, 1895, sendo co-fundador do jornal.
Também foi poeta, romancista e cronista. Integrou a Academia Rio-Grandense de Letras, convertendo-se em membro honorário da mesma.
Faleceu em 17 de novembro de 1947, em Porto Alegre.

TOTTA, Raul Ribeiro.

P. Alegre, RS, 1 mar. 1895 – P. Alegre, ago. 1965. F.: Augusto Rodrigues Totta e Emília Ribeiro Totta. Est. na Escola Brasileira, P. Alegre. Médico pela Fac. de Med. de P. Alegre, 1917. Médico da VFRGS, aposentado em 1948; do DES do RS, P. Alegre; e do Sanatório Partenon, P. Alegre. Poeta. Membro da Acad. Rio-Grandense de Letras, 2a fase, e, a partir de 1944, da Acad. Sul-Rio-Grandense de Letras. Irmão de Mário Totta, cunhado de Zeferino Brazil e Teófilo Borges de Barros e sobrinho de Hilário Ribeiro.
 Bibl.: O Processo de Mugnal na Cura Operatória da Hérnia Inguinal, tese doutoramento, P. Alegre, 1917. Folhas ao Vento, versos, id, 1954.

VEPPO, Lus Guilherme do Prado.

Nasceu em Uruguaiana em 3 de julho de 1932 e veio a falecer, depois de uma vida extremamente rica na Medicina e na Literatura, no dia 13 de agosto de 1999. No início de sua vida, duras perdas foram as mortes, da mãe quando o poeta tinha dois anos de idade, e do pai, quando era um adolescente de quatorze. Com esta idade começou a trabalhar na Previdência do Sul, de Porto Alegre. Formou-se na Universidade Federal de Santa Maria em 1960, tendo sido o orador da primeira turma médica dessa Universidade. No tempo de estudante trabalhou na Brigada Militar e como jornalista. Especializou-se em Endocrinologia na Escola Paulista de Medicina em 1971. Fez sua formação em Psiquiatria na UFRJ em 1983. Foi professor adjunto da UFSM DE 1962 a 1989. Exerceu a clínica, em seu consultório, até adoecer, em junho de 1999.
Na literatura publicou sete livros de poesia. Alba Tempo e Rosa, O Andarilho, Espada de Flor. Passos do Vislumbre, Os Breves, O Girassol Azul, Cavaleiros da Vida e da Morte.
A vida jornalística teve grande influência na formação de Prado Veppo, tendo sido colaborador assíduo dos jornais A Cidade e A Razão. É realmente tocante o relato da feitura de seu primeiro livro, em Cavaleiros da Vida e da Morte, feito com o carinho dos jornalistas e gráficos, seus amigos, nas redações e oficinas desses jornais. Os gráficos mereceram um belo poema social, mostrado na pequena mostra de sua poesia.
Prado Veppo foi muito querido de seus concidadãos. Prova disso são os inúmeros prêmios e homenagens que recebeu ao longo da vida, sendo os últimos muito expressivos, como o título de Cidadão Honorário, conferido pela Câmara de Vereadores de Santa Maria, em 1985, e o título da medalha Mérito Cultural Prado Veppo, conferida anualmente pela Câmara de Vereadores de Santa Maria. Posso também dar meu testemunho pessoal, pois conheci o poeta quando morei em Santa Maria de 1955 a 1964, pois meu pai foi professor das primeiras turmas da Faculdade de Medicina, tendo sido professor de Prado Veppo. Lembro de sua fama de poeta ainda nos tempos de estudante, vindo daí minha admiração por seu trabalho e por sua personalidade. Passados mais de 20 anos, voltamos a nos encontrar em Santa Maria algumas vezes. E, depois em Porto Alegre, nas vésperas de sua internação no Instituto de Cardiologia para uma cirurgia de ponte de safena. Encontrei-o em casa de sua irmã e fomos tomar um cafezinho na Casa de Cultura Mário Quintana. Essa foi uma das últimas imagens que tenho do poeta, caloroso, amigo, confiante no seu destino, mas sabendo dos perigos que dali para frente estaria passando.
Prado Veppo foi casado com Zélia Maria e deixou os filhos Luiz Guilherme do Prado Veppo, advogado, e Alba Tereza do Prado Veppo Prolla, médica.

A OBRA

Prado Veppo foi poeta por destino e vocação. Tendo sua formação intelectual nos anos 50 e 60, foi um neo-romântico no caminho de Cecília Meirelles e Mário Quintana. Sua produção principal é lírica e amorosa. No entanto, os anos 60 trouxeram uma nova geração, que procurou na síntese formal e no engajamento político, novas formas de retratar a realidade gaúcha e brasileira. Nomes como Paulo Roberto do Carmo, Armindo Trevisan, Carlos Nejar e Luiz de Miranda criaram uma nova sensibilidade ligada à geração de 60 e, como eles, e já antes deles, Prado Veppo praticara poesia de cunho social, pela situação brasileira dos idos de 64, revolucionária de início, contestatória no momento seguinte. Mas a poesia social de Prado Veppo não é uma poesia épica, no sentido de representar a História e seus movimentos; é, antes de tudo, uma poesia que vê o sofrimento personalizado em cada situação, sendo uma extensão de sua lírica amorosa. Na abertura de seu livro Espada de Flor já nos diz: “Fazer poesia/No mundo prático/É entrar na guerra/Esgrimindo uma flor”. O poeta sabe que a poesia pode pouco no mundo mas ao mesmo tempo assume a espada que corta a vida em duas, separando-se da maldade: “Num golpe certeiro/Dividi a vida/Que se tornou duas/depois da partida/. Numa fiquei ruim,/pérfido e mordaz./Ainda bem que essa/Já deixei pra trás./ Na outra, fiquei puro/ Como as andorinhas,/ Como se as maldades/Já não fossem minhas”. O poeta almeja a harmonia nunca alcançada: “Um dia, serei simples/Como uma folha que cai,/Ou onda que o rio esquece/Na calmaria do mar./Terei um gesto de santo/E a palidez dos famintos./Não ouvirei mais meu nome,/Nem chamarei por ninguém./ Terei descanso de mim,/Numa quietude sem fim./ Um dia, serei saudade/No coração dos amigos.”
A poesia participativa de Prado Veppo é forte e contestatória, sem perder o lirismo, que é sua característica. Acredito, no entanto, que alguns desses poemas são os mais fortes e humanos escritos nos anos 60 e 70, na vigência do regime militar. O poeta entristece diante da pobreza e da falta de opções, mas eleva seu canto para, mesmo sabendo que assim não muda o mundo, pode ao menos deixar uma mensagem para os deserdados e famintos de pão, liberdade e poesia.
O último livro publicado, Cavaleiros da Vida e da Morte, uma pequena autobiografia poética, é um documento de seu amor à Medicina e à Poesia. No poema que dá título ao livro, em versos de sete sílabas, encontramos a citação de vários médicos professores, como Mariano da Rocha, Schelp, Sylvio Lindemberg, Clóvis Bopp e outros.

A ESTRUTURA DOS POEMAS

Prado Veppo é um poeta ligado à tradição. Com sensibilidade moderna mas optando pelos ritmos já consagrados, sente-se bem usando as redondilhas maior e menor nas canções e o decassílabo nos sonetos. Usa muita vez o verso livre, mas sempre curto e musical. São poucos os poemas longos, optando, quase sempre, pela canção de três ou quatro estrofes.
Do poeta diz o Professor Pedro Brum Santos, na apresentação do livro O Girassol Azul, já citado: “(...) distante do apelo regionalista e das tendências dissonantes, recupera o sabor do ritmo e da harmonia (...).” Mas é interessante notar que, no mesmo livro, encontramos três poemas de inspiração concreta, raridade na obra do autor.
(José Eduardo Degrazia)

A TERAPIA

Se não fizesse versos
Enlouqueceria.
Minha saúde mental
Depende da poesia.

Se não fizesse versos
Me suicidaria.
Só na estrofe retorna
A perdida alegria.

Só no poema ultrapasso
O limite do tédio.
Para o poeta, a metáfora
É o único remédio.

VERGUEIRO, Nicolau Arajo.

Passo Fundo, RS, 7 mar. 1882 – Passo Fundo, 16 mar. 1956. F.: João Vergueiro e Carolina Schell Araújo Vergueiro. Est. prim. com o Prof. Eduardo de Britto, na cidade natal; no Ginásio N. Sa. da Conceição, S. Leopoldo, 1893-1895; na Escola Brasileira, P. Alegre, 1896-1897; no Curso Prof. Emílio Meyer, P. Alegre, e na Fac. de Med. de P. Alegre. Diplomado em Farmácia em 1903 e em Medicina em 1905. Médico em Passo Fundo, 1906-1956. Redator de O Gaúcho, Passo Fundo, 1912, e co-diretor de O Progresso, da mesma cidade, 1917. Chefe unipessoal do Partido Republicano Rio-Grandense local, de 1920 a 1930. Intendente Municipal de Passo Fundo, 1921-1924. Dep. à Assembléia Legislativa do RS, até 1928. Dep. Federal pelo RS, 1929-1930 e 1945-1947. Político. Concunhado de Adroaldo Mesquita da Costa.
 Bibl.: Anestesia Geral, tese de formatura, P. Alegre, 1905. Mensagem Apresentada ao Conselho Municipal pelo Intendente... na Reunião Ordinária de 1923, P. Alegre, Gráf. de A Federação, 1924. “A história do ensino em Passo Fundo”, sep. da Revista da Fac. de Filosofia de Passo Fundo, Passo Fundo, ed. do Departamento de Estudos Sociais da Fac. de Filosofia de Passo Fundo, 1967 (trabalho escrito em 1954 e divulgado postumamente).

VIANA, Jos Gomes.

 P. Alegre, RS, 12 dez. 1895. F.: João Batista Gomes Viana e Maria de Faria Viana. Diplomado em Medicina. Prof. da Escola de Enfermagem Luiza Marilac, Rio de Janeiro. Catedrático de Enfermagem da Universidade Católica do Rio de Janeiro. Membro da Soc. Médica S. Lucas, Rio de Janeiro. Residente no RJ.
 Bibl.: Catecismo Elementar, Rio de Janeiro. Tétano. Por que não sou Totalitário.

VILANOVA, Rodrigo de Azambuja.

Taquari, 1844 – Porto Alegre, 24 out. 1898. Formou-se, com distinção, pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Logo voltou ao Rio Grande do Sul para atuar na Medicina, na educação popular e na política. Chegou a diretor-geral no sistema educacional da época e teve intensa influência, como ressaltou a Professora Regina Portella Schneider, no livro A Instrução Pública no Rio Grande do Sul – 1770-1889. Instituiu revista mensal em que colaborou com muitos artigos, visando a regularizar e dignificar a instrução pública no Estado. Líder político do Partido Conservador foi por várias vezes eleito à Assembléia Legislativa Provincial. Ainda no império, foi guindado à presidência da Província por indicação do Conselheiro Gaspar Silveira Martins. Foi nesse posto que em 1888 regulamentou o ensino obrigatório. Já na República era um inconformado com os excessos da liberdade profissional assegurados pela Constituição Castilhista. Participou das discussões pela imprensa e nos círculos médicos e foi um dos fundadores e o primeiro presidente da Sociedade de Medicina de Porto Alegre, instalada em 14 de setembro de 1892, numa das salas da Santa Casa de Misericórdia. O jornal oposicionista A Reforma deu destaque ao fato. Eram companheiros de diretoria do Dr. Vilanova: Dioclésio Pereira da Silva, Olímpio Olinto de Oliveira, José Carlos Ferreira, Carlos Frederico Nabuco e Victor de Brito. Pequena notícia do ato saiu no situacionista A Federação, bem como no Mercantil, no Jornal do Comércio e em outros órgãos de imprensa. Rodrigo de Azambuja Vilanova foi reeleito várias vezes para a presidência da Sociedade e faleceu três meses após a fundação da Faculdade de Medicina, sonho de que não chegou a participar. (Dados fornecidos pelo Professor Rubens Maciel ao livro Fogos de Bengala nos Céus de Porto Alegre – comemorativo ao centenário da Faculdade de Medicina de Porto Alegre – UFRGS).

XAVIER (Filho), Ernesto (de Freitas).

Porto Alegre, 24 dez. 1937 – Porto Alegre, 5 jun. 1997. F.: Ernesto de Freitas Xavier e Giovanna de Freitas Xavier. Formou-se pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre (URGS) em 1966. Especializado em Geriatria, fez clínica até assumir em tempo integral a condição de professor-pesquisador no Departamento de Medicina Social da faculdade que o formou. Foi médico legista no IML da capital e fez mestrados de Genética Humana e em Antropologia, além de doutorado em Medicina Preventiva. Foi conselheiro do CREMERS e muito participativo nos movimentos médicos.
 Bibl.: Perícias Médico-Legais, Síntese, 1980. Vila, pobre vila, Sagra, 1991. Rotina médico-legal, Sagra, 1992. O homem e a cura, Rígel, 302p., Porto Alegre, 1993. Deste livro, foi utilizado o texto Política indigenista nas Américas, no quarto volume da série Médicos (Pr)escrevem (1997).

XAVIER (Filho), Ernesto (de Freitas).

Porto Alegre, 24 dez. 1937 – Porto Alegre, 5 jun. 1997. F.: Ernesto de Freitas Xavier e Giovanna de Freitas Xavier. Formou-se pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre (URGS) em 1966. Especializado em Geriatria, fez clínica até assumir em tempo integral a condição de professor-pesquisador no Departamento de Medicina Social da faculdade que o formou. Foi médico legista no IML da capital e fez mestrados de Genética Humana e em Antropologia, além de doutorado em Medicina Preventiva. Foi conselheiro do CREMERS e muito participativo nos movimentos médicos.
 Bibl.: Perícias Médico-Legais, Síntese, 1980. Vila, pobre vila, Sagra, 1991. Rotina médico-legal, Sagra, 1992. O homem e a cura, Rígel, 302p., Porto Alegre, 1993. Deste livro, foi utilizado o texto Política indigenista nas Américas, no quarto volume da série Médicos (Pr)escrevem (1997).

LOPES, Rita Lobato Velho.

Rita nasceu em 7/6/1866 em Rio Grande. Filha de Francisco Lobato Lopes. Estudou em Pelotas, com destaque para a escola dos profs. Carlos André Lequinite e Benjamin Amarante, sendo colega de Antonieta César Dias. Casou-se em 1889 com Antonio Maria de Freitas (seu primo) residente em Pelotas e proprietário da Chapelaria Cordeiro Vernier, com quem teve uma filha: Isis (1890). [netos: Antonio Maria (Rio Pardo,1930); Auta Tereza (Rio Pardo), 1926 e Maria Antonieta (Rio Pardo, 1929)]. Antonio Maria morreu em 1926.
 
Foi para o Rio de navio em 1884, acompanhar seu irmão que foi estudar medicina na corte. Matriculou-se na Faculdade de Medicina apresentando a documentação de saúde solicitada. Nesta época, outras mulheres já estavam matriculadas na Faculdade. No Rio conheceu D. Pedro II quando de sua visita a Faculdade [25/10/1884]. Em função de problemas que seu irmão teve na faculdade, em 1885 transferiu-se para a Bahia onde continuou seus estudos.
Chegou a Salvador acompanhada do pai em 14/5/1885 a bordo do Vapor Ceará [Diário da BA, 16/5/85]. Foram morar na rua Jogo do Carneiro no Distrito de Nazaré (Marquês de Barbacena). Na época a Faculdade funcionava no Terreiro dos Jesuítas. Rita se matriculou na segunda série médica. Na sala de aula sentava-se em uma cadeira especial defronte ao professor, tomava poucas notas, muitas vezes nenhuma. Passava bastante tempo na Biblioteca em companhia de conterrâneos ou dos irmãos. Trajava quase sempre roupas escuras.  Era estimada pelos professores, com alguns destes, mantinha relações pessoais, freqüentava suas casas, suas festas, como o caso de José Pedro de Souza, Manoel Joaquim Saraiva, Antonio Pacífico Pereira e Manoel Vitorino Pereira.
Depois de 48 dias de ingresso na Faculdade da Bahia, Rita Lobato solicitou os exames das cadeiras da segunda série médica. Terminada a 6ªsérie, Rita escolheu o tema de sua tese: "Paralelo entre os métodos preconizados nas operações cesarianas". Sua banca foi composta por distintos professores da época e a defesa marcada para o dia 24/11/1887.A colação de grau ocorreu na Faculdade de Medicina. Na ocasião formaram-se 60 doutores. Diplomou-se em 10/12/1887 [registro livro 4º do Registro de Diplomas de Médicos e Farmacêuticos – anos 86-94 fls. 123 – 31 de julho de 1888]. Na mesma noite, em sua residência no “solar do Sodré’, houve um elegante baile oferecido aos convidados. Em 20/12/1887 a bordo do vapor alemão “Kronprinz Fried Willhem” deixa, acompanhada dos seus, a cidade de Salvador, rumo ao Rio Grande.(com escala no Rio de Janeiro)

Depois de alguns dias no Rio, Rita acompanhada de seu pai e três escravos retornam para o RS, instalando-se em POA, a médica deu início a vida profissional, estabeleceu uma clínica especializada em doenças de Senhoras e Partos. Atendeu em POA durante 1 ano e meio. Em 1889 casou-se na Estância Santa Vitória, arredores de Rio Pardo, com seu primo Antonio Maria, mudando-se em seguida para Jaguarão, onde deu prosseguimento a clínica. Atividade interrompida em 1890.

Em 1891 adquiriu uma estância (do Capivari) para onde se mudou com o marido e a filha recém nascida. Em 1910 retoma a vida de médica, visitando em Buenos Aires alguns Hospitais e fazendo alguns cursos. Ainda em 1910, depois das viagens, retorna a Capivari (arredores de Rio Pardo) onde dedica-se a clínica, seguindo o conselho da mãe: “se fores médica, pratica a caridade!” De 1910 até 1925 praticou incessantemente a Medicina, fornecendo, por vezes, medicamentos e consultas gratuitas. Em 1925, aos 59 anos de idade, encerra sua vida profissional.

Depois da morte do marido, Rita dedicou-se a política, sendo eleita vereadora por Rio Pardo. Exerceu mandato até 1937 (Estado Novo). Pertencia ao Partido Libertador. Presidiu um Comitê Feminino Pró-Candidatura Darcy Porto Bandeira a prefeitura de Rio Pardo. Considerava-se Federalista e Monarquista, como declarou a Imprensa. (Revista do Globo, 15/4/50)

Faleceu em 1956.

VASCONCELOS, Ermelinda Lopes

Filha de Joaquim Lopes de Vasconcelos e Firmiana dos Santos nasceu em 23/9/1866, em Porto Alegre. A família partiu a bordo do Vapor Arinos para o Rio em 1874, na época a menina tinha 8 anos. No Rio seu pai trabalhou como guardador de livros na Companhia de Navegação Fluvial. Residiram nas ruas: Correia Dutra, Sacandura Cabral, Gamboa, Livramento.
Freqüentou primário na Escola Pública, formou-se na Escola Normal de Niterói em 1881. Decidiu cursar Medicina, contrariando seu pai. Matriculou-se em 25 de abril de 1884 na Faculdade de Medicina do Rio, tendo se preparado na Escola Pedro II. Concluiu sua tese em 1/9/1888, entregando-a em 29/9/1888: “Formas Clínicas de Meningite nas crianças – Diagnóstico Diferencial”. Depois de formada clinicava no Rio de Janeiro. A banca de sua defesa fora presidida pelo Imperador D. Pedro II. Em 1889 casou-se com o colega Alberto Xavier de Sá. Trabalhou cerca de 50 anos, realizou mais de 10 mil partos, entre suas pacientes encontravam-se senhoras distintas da época, como as senhoras Deodoro da Fonseca e Rui Barbosa. Quando soube do incêndio da Biblioteca da FMBA ofereceu sua Biblioteca à Faculdade.
Em 1900 fez viagem de estudos a Europa, aperfeiçoando-se na França, na Inglaterra, onde fez estágio no Saint-James e, na Alemanha fez cursos no Hospital Charite.
Faleceu em 1952.

DIAS, Antonieta Csar

Nascida em Pelotas em 1869, filha de Antonio Joaquim Dias (escritor, jornalista, fundador do Correio Mercantil de Pelotas). Fez seus estudos iniciais na sua cidade natal. Em 1884 transferiu-se para o Rio de janeiro com seu pai. Neste mesmo ano ingressou na Faculdade de Medicina, tendo na época 15 anos.
Defendeu sua tese em 30/8/1889: “Hemorragia Puerperal”.
 Faleceu em 1920 no Rio de Janeiro.

MAEFFER, Alice.

Formou-se na Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1904, na primeira turma, sendo então, a primeira mulher a formar-se em medicina do Rio Grande do Sul. Segundo Olinto de Oliveira, foi “aluna estudiosa, tendo escrito uma tese original que repercutiu além do âmbito do Estado, mantendo no curto prazo de sua modesta atividade profissional as qualidades que tanto a tinham distinguido durante o curso acadêmico”.
Ao casar com um médico em Antonio Prado, onde clinicava, a Dra. Alice foi convencida pelo marido a abandonar a profissão e dedicar-se ao lar.

ROCHA, Maria Clara Mariano da

Formou-se em medicina em 1935 na Faculdade de Medicina de Porto Alegre, especializando-se em pediatria. Como professora da faculdade onde formou-se, lecionou a disciplina de Clínica Pediátrica e Higiene Infantil, além de chefiar por longo período a Enfermaria 34 da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. Foi também umas das fundadoras da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul.

ROCHA, Guilhermina

Nasceu em Santana do Livramento no ano de 1884. Faleceu no Rio de Janeiro, em 1938. Médica pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, 1922. Foi atriz e teatróloga, tendo sido contratada de diversas empresas e havendo deixado a profissão em 1922. Foi Membro da Casa dos Artistas, Rio de Janeiro e Co-fundadora da Federação das Classes Teatrais, no Rio de Janeiro em 1916.

ROCHA, Noemy Valle

Nascida em 24 de novembro de 1889. Em acordo com o pensamento da época, seu desejo de estudar Medicina encontrou forte oposição familiar. Obediente, desistiu dos estudos e casou aos quinze anos de idade com um aluno da Escola Militar. Aos dezessete. Dona, então, da própria vontade, dispôs-se a realizar o antigo sonho de ser médica. Matriculou-se no primeiro ano do curso médico em 1912. Foi a segunda mulher a formar-se em Medicina na Faculdade de Porto Alegre e a primeira a exercer efetivamente a profissão. Isso ocorreu em 1917. Noemy enfrentou resistências e preconceitos, ora expressos diretamente, ora disfarçados em brincadeiras de mau gosto. Apesar disso, foi uma acadêmica com ótimo aproveitamento e que logo conquistou a confiança e a admiração dos homens, colegas e professores. Com a tese “Autovacinoterapia em Ginecologia” tornou-se doutora, aprovada com distinção. Passou a trabalhar em Clínica Geral, Ginecologia e Obstetrícia e teve seu batismo de fogo ao enfrentar a gripe espanhola no seu primeiro ano como médica.
Publicou contos e crônicas na imprensa, escrevendo também sobre ficção e folclore do Rio Grande do Sul. Concedeu importantes entrevistas ao Correio do Povo e ao Diário de Notícias, depondo sobre a socialização da Medicina, o sufrágio feminino, o ensino religioso nas escolas e o cinema nacional.
Foi das primeiras mulheres a dirigir automóvel no Rio Grande do Sul e a sua carteira de motorista era a de número vinte e sete.

COSTA, Clara Elisabeth da Rocha

Formou-se em 1947 na UFRGS. Psiquiatra. Dirigiu o Pavilhão Esquirol (para mulheres doentes crônicas) no HPSP por 28 anos.

JOB, Fani

Natural de Porto Alegre, nasceu em 1927 ou 1928. Graduou-se em 1951 na UFRGS. Casou-se com José Job, médico gastroenterologista. Ingressou na Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1963 e, a partir de 1987 como professora adjunta. Na década de 1960 foi responsável pelo setor de coagulação no laboratório da Enfermaria 29 da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. Foi a responsável pela criação do Ambulatório de Hematologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre em 1972. Em 1977 assumiu a chefia da recém criada Unidade de Hematologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Criou em 1985 a Associação dos Amigos da Hematologia do Hospital de Clínica de Porto Alegre com o objetivo de obter os meios para melhoria de equipamentos e recursos humanos de que Serviço de Hematologia necessitasse. Também iniciou o planejamento e a implantação do Centro de Transplantes de Medula óssea do Hospital de Clínicas de Porto Alegre em 1989, que realizou o primeiro transplante em maio de 1993. Faleceu em 1998 em um acidente de trânsito.

GLOCK, Julio

Natural de Passo Fundo nasceu em 1932. Iniciou os estudos na Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1951. Ingressou ao final de 1954 como interno (o que na época equivaleria a Residência Médica) do Serviço de Assistência Médica e Domiciliar de Urgência (SAMDU). Formado em 1956, especializou-se em Pediatria e em Medicina do Trabalho. Exerceu atividades no Instituto Santa Luzia, no Lar da Amizade e na Ordem dos Servos da Divina Providência, União Gaúcha dos Policiais Civis, entre outros. Em 1985 recebeu da Câmara Municipal de Vereadores de Porto Alegre o título de “Cidadão Emérito de Porto Alegre”.

GLOCK, Julio

 Natural de Passo Fundo nasceu em 1932. Iniciou os estudos na Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1951. Ingressou ao final de 1954 como interno (o que na época equivaleria a Residência Médica) do Serviço de Assistência Médica e Domiciliar de Urgência (SAMDU). Formado em 1956, especializou-se em Pediatria e em Medicina do Trabalho. Exerceu atividades no Instituto Santa Luzia, no Lar da Amizade e na Ordem dos Servos da Divina Providência, União Gaúcha dos Policiais Civis, entre outros. Em 1985 recebeu da Câmara Municipal de Vereadores de Porto Alegre o título de “Cidadão Emérito de Porto Alegre”.

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GLOCK, Jlio.

Natural de Passo Fundo nasceu em 1932. Iniciou os estudos na Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1951. Ingressou ao final de 1954 como interno (o que na época equivaleria a Residência Médica) do Serviço de Assistência Médica e Domiciliar de Urgência (SAMDU). Formado em 1956, especializou-se em Pediatria e em Medicina do Trabalho. Exerceu atividades no Instituto Santa Luzia, no Lar da Amizade e na Ordem dos Servos da Divina Providência, União Gaúcha dos Policiais Civis, entre outros. Em 1985 recebeu da Câmara Municipal de Vereadores de Porto Alegre o título de “Cidadão Emérito de Porto Alegre”.

FONSECA, Gabino Prates da.

Gabino Prates da Fonseca nasceu em Rosário do Sul em 6 de abril de 1889, realizando os estudos primários e secundários em Santa Maria e Porto Alegre. Iniciou o curso de Medicina na capital gaúcha, finalizando-o na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Doutorou-se em 28/12/1911, defendendo tese sobre o tratamento de eclâmpsia.
Foi cirurgião, diretor e assistente de Clínica e Obstetrícia da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. Ocupou no mesmo hospital a chefia clínica da enfermaria do professor Serapião Mariante, especializada em Ginecologia e Cirurgia de Mulheres. Exerceu a profissão em Porto Alegre, nas especialidades de Cirurgia Geral, Ginecologia, Obstetrícia e Vias Urinárias. Fez cursos no exterior nos anos 20, aperfeiçoando seus estudos a partir do contato com médicos franceses.
Foi fundador e presidente da primeira comissão executiva do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul, tornando-se figura destacada na busca da regulamentação do exercício da medicina. Esta meta era expressada através do Boletim do Sindicato Médico, publicação oficial da entidade criada em 1931, o qual  Doutor Gabino era um dos redatores. Teve igualmente participação em ações que visavam garantir direitos a classe pela via sindical, como a criação do Monte Médico, espécie de programa previdenciário para os médicos. Era também integrante ativo da Sociedade de Medicina de Porto Alegre, agremiação de discussão de trabalhos na área médico-científica, fundada em 1892.
Foi um dos fundadores do Partido Libertador, entidade política de oposição ao Partido Republicano Rio-Grandense (PRR), encabeçado na época por Borges de Medeiros.
Em 1930, participou como médico integrante do corpo de saúde das forças revolucionárias de Getúlio Vargas, movimento armado liderado por Minas Gerais e Rio Grande do Sul que culminou com a deposição do então presidente do Brasil Washington Luís. Faleceu em Porto Alegre em 30 de março de 1973, aos 83 anos.


FONTE: ACHUTTI, Aloyzio Chechella; SOUZA, Blau Fabrício de; GOTTSCHALL, Carlos Antonio Mascia. Cem anos de Formação Médica no Rio Grande do Sul: continuando a formação médica.  Porto Alegre: Stampa, 2007.

MENEZES, Moyss Alves de.

Moysés de Menezes nasceu em Porto Alegre, em 3 de abril de 1878. Formado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1903, retornou em seguida ao Rio Grande do Sul.
Foi catedrático de Anatomia da Faculdade de Medicina de Porto Alegre, diretor do Instituto Anatômico Sarmento Leite, membro de comissões e conselhos técnicos-administrativos variados relacionados à medicina.

Dedicou-se à cirurgia, ginecologia e obstetrícia. Nas intervenções cirúrgicas, tinha o professor Mário Totta como parceiro freqüente.

Na Santa Casa de Misericórdia exerceu atividade como diretor interino e diretor efetivo de várias seções e enfermarias, além da diretoria de serviços sanitários (cargo equivalente nos dias atuais à Diretor Clínico, que exercia sem ganhos financeiros).A partir de 1921, influenciado pelos trabalhos do casal Curie na França e pelos resultados obtidos a partir de experiências na Misericórdia porto-alegrense, voltou-se para a Oncologia. Em 1925, adquiriu equipamento para aplicação de radium, utilizado nos tratamentos contra o câncer.

Em 1932, exerceu o cargo de presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul.
Durante a 2a Guerra Mundial colaborou com o professor Guerra Blesmann, entre outros profissionais, em cursos de enfermagem da Cruz Vermelha, sendo paraninfo de turma ao final dos trabalhos.

Faleceu em 30 de dezembro de 1950.


FONTE: ACHUTTI, Aloyzio Chechella. Cem anos de Formação Médica no Rio Grande do Sul: homenagem à Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Tomo Editorial, 1998.

AZEVEDO, Joo Lisboa de.

Nasceu em Porto Alegre em 4 de dezembro de 1893.
Ingressou na Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1912, terminando o curso em 1917. Foi interno das clínicas oftamológicas do professor Victor de Britto,  otorrinolaringológica do professor Júlio Velho e médica dos professores Luiz Masson e Octavio de Souza.

Trabalhou por mais de 50 anos na Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre.: tornou-se diretor geral das Clínicas Hospitalares, membro de várias mesas administrativas e eleito diversas vezes para o Conselho de Irmãos da Santa Casa. Da Santa Casa recebeu títulos honoríficos: Irmão (1926), Irmão Benemérito (1952), e por fim Grande Benemérito (1966).

Participava de atividades na Sociedade de Medicina de Porto Alegre e foi tesoureiro da primeira diretoria do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul, sob a presidência do Doutor Gabino da Fonseca. Em 1933 ele próprio, Azevedo, tornou-se presidente da entidade.

Quando da fundação da Academia Sul Rio-Grandense de Medicina, foi escolhido como patrono da cadeira 39.

Faleceu em sete de agosto de 1984, aos 91 anos de idade.


FONTE: ACHUTTI, Aloyzio Chechella; SOUZA, Blau Fabrício de; GOTTSCHALL, Carlos Antonio Mascia. Cem anos de Formação Médica no Rio Grande do Sul: homenagem à Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.  Porto Alegre: Stampa, 2007.

HOFMEISTER, Carlos Niederauer.

Nasceu em Santa Maria, em 01/02/1890. Ingressou na Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1910, diplomando-se em 1916.
De 1917 a 1923 clinicou na região do Alto Uruguai, em local denominado na época como Vila de Palmeira das Missões. Prestou atendimento a feridos durante a Revolução de 1923, movimento armado ocorrido durante onze meses no estado do Rio Grande do Sul. Lutaram, de um lado, os partidários de Borges de Medeiros (borgistas ou chimangos) e, de outro, os defensores de Joaquim Francisco de Assis Brasil (assisistas ou maragatos).
Após o conflito viajou ao Rio de Janeiro para estudos e, regressando à Porto Alegre, se tornou o primeiro médico gaúcho a clinicar a pediatria de forma exclusiva.
Foi sócio fundador e posteriormente presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul, empreendendo intensa atividade no combate à pratica médica por pessoas não diplomadas.
Exerceu também atividade no Hospital da Criança Santo Antônio a partir de 1952, como vice-diretor. Na área científica, publicou trabalhos sobre pediatria e puericultura em jornais e revistas de abrangência nacional.
Clinicou na área pediátrica até 1970, quando se aposentou e encerrou uma atividade profissional de 53 anos.
Em 1972 recebeu do prefeito da capital gaúcha, Thompson Flores, a comenda de cidadão honorário de Porto Alegre, por aprovação unânime da Câmara dos Vereadores.
Faleceu em 11 de janeiro de 1976, aos 86 anos de idade.


FONTE: ACHUTTI, Aloyzio Chechella; SOUZA, Blau Fabrício de; GOTTSCHALL, Carlos Antonio Mascia. Cem anos de Formação Médica no Rio Grande do Sul: homenagem à Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.  Porto Alegre: Stampa, 2007.

COSTA, Dcio Martins.

Nasceu em Porto Alegre, em 15 de agosto de 1900.
Obteve o diploma de doutor em 1922, pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre. Em 1928, especializou-se em pediatria na cidade do Rio de Janeiro. No ano de 1932, submeteu-se ao concurso para obter o título de livre docente da Clínica Pediátrica Médica e Higiene Infantil, sendo aprovado com louvor. Em seguida, foi nomeado Assistente da Cátedra de Clínica Pediátrica e Higiene Infantil da UFRGS.
Estudou pediatria em Berlim de 1929 a 1930, retornando a Alemanha 1938 para novos cursos.
Em 1940 foi nomeado diretor do Ambulatório de Crianças da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre e, em 1953, diretor do Hospital da Criança Santo Antônio.
Foi presidente do Sindicato Médico do RIo Grande do Sul durante o ano de 1935.
Na área científica, publicou trabalhos voltados a saúde da mulher e medicina social, tais como: “Da importância do aleitamento materno” e “Mortalidade infantil no Rio Grande do Sul, importância da densidade demográfica e estudo do problema”. Nesse sentido, seu exercício profissional esteve sempre ligado ao atendimento de crianças e mulheres carentes.
Exerceu também atividades políticas: era membro do Partido Libertador, no qual era figura de destaque. Exerceu o mandato de Deputado Estadual de 1935 a 1937, além de figurar como candidato em outras eleições estaduais e federais.
Faleceu subitamente na manhã de 26 de agosto de 1963, durante uma palestra na Faculdade de Medicina da UFRGS.


FONTE: ACHUTTI, Aloyzio Chechella. Cem anos de Formação Médica no Rio Grande do Sul: homenagem à Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.  Porto Alegre: Tomo Editorial, 1998.

FLECK, Homero.

Nascido em 27/06/1903, Homero Fleck formou-se na Faculdade de Medicina da capital gaúcha em 1925. Freqüentou centros de urologia na Europa em cidades como Paris, Berlim e Viena. Em 1932, foi aprovado no concurso para livre-docência de Urologia na Faculdade de Porto Alegre, e no mesmo ano, em um novo exame, adquiriu o título de professor catedrático desta especialidade. Fleck tornou-se nacionalmente conhecido em 1935 por ocasião do Congresso Brasileiro de Urologia no Rio de Janeiro, atuando como relator oficial do tema de Insuficiência renal.
Teve participação fundamental na construção do Pavilhão Daltro filho, ala médica construída na Santa Casa da capital que passou a oferecer o serviço de urologia, entre outros.
Atuou em vários postos na Misericórdia Porto Alegrense sendo nomeado Diretor Geral do Serviço Sanitário, além de ter sido agraciado com títulos beneméritos.
Doutor Homero Fleck combateu a licenciosidade da profissão médica no Rio Grande do Sul, através de seu mandato de deputado estadual e estando a frente da presidência do Sindicato Médico gaúcho entre 1943 e 1945 e no período 1948-1949. Foi também membro do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e da Sociedade Brasileira de Urologia, entre outras agremiações.


FONTE: ACHUTTI, Aloyzio Chechella; SOUZA, Blau Fabrício de; GOTTSCHALL, Carlos Antonio Mascia. Cem anos de Formação Médica no Rio Grande do Sul: continuando a formação médica. Porto Alegre: Stampa, 2007.
 

BARATA, Henrique Sarmento.

Formou-se em 1960 pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Após estudos na área de cirurgia e urologia, se tornou responsável pelo setor de urologia oncológica do Hospital Santa Rita da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, em 1967. Nesse período também assumiu da direção do Hospital São Francisco, pertencente à mesma Instituição. Exerceu estes cargos até 1971, quando passou a se envolver na estruturação do curso de Medicina da Pontifícia Universidade Católica gaúcha.
Em 1973 tornou-se professor titular de Urologia e Chefe do departamento do curso de Medicina da PUCRS.
É autor e co-autor de aproximadamente 200 trabalhos na área científica sobre urologia.


FONTE: ACHUTTI, Aloyzio Chechella. Cem anos de Formação Médica no Rio Grande do Sul: homenagem à Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Tomo Editorial, 1998.

TIBIRI, Paulo Telles.

Nasceu em 27 de junho de 1903 em São Paulo e formou-se na Faculdade de Medicina e Cirurgia da mesma cidade.
Em 1935, foi enviado em Comissão do Governo do Estado de São Paulo ao Paraná para lecionar e montar um laboratório na Faculdade de Medicina do local.
No Rio Grande do Sul, exerceu o cargo de presidente da Sociedade de Medicina de Porto Alegre em 1951. Foi aprovado em concurso como professor Catedrático de Anatomia e Fisiologia Patológica da Faculdade de Medicina de Porto Alegre, entre outros títulos de docência obtidos no Estado do Paraná e São Paulo.
Presidiu a junta governativa do Sindicato Medico do Rio Grande do Sul de 1962 1963, quando assumiu a presidência da Instituição até 1965. 
Sua obra inclui mais de 50 trabalhos de divulgação científica.


FONTE: ACHUTTI, Aloyzio Chechella. Cem anos de Formação Médica no Rio Grande do Sul: estendendo a formação médica. Porto Alegre: Tomo Editorial, 1999.

 

GAMA, Plnio da Costa.

Médico formado pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1908, estudou gastroenterologia na Europa (sendo um dos primeiros médicos do gaúchos a exercer essa especialidade). Foi presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul no período 1932 – 1933. Possuidor de clínica particular em Porto Alegre, transferiu-se para o Rio de Janeiro em 1935 onde dirigiu um dos hospitais para tuberculosos daquele Estado.


(Fonte: José Carlos da Costa Gama – sobrinho)

DORNELLES, Argemiro.

Diplomado pela faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1914, foi livre docente de clínica de ginecologia na mesma Instituição. Exerceu a clínica na capital rio-grandense em ginecologia, obstetrícia e vias urinárias.
Exerceu a presidência do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul entre 1937 e 1939.


FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

ESCOBAR, Lenidas.

SCHINKE, Karl

Karl Schinke nasceu na Silésia, atual Polônia. Após formado emigrou para o Brasil, onde chegou em 1895, radicando-se em São Leopoldo. Em 1902 retornou à Europa com destino a Alemanha. Lá, foi convidado a ir para a África chefiar um posto de emergência médico-militar na Namíbia, onde atuou por quase dois anos. Em 1913 retornou, instalando-se em Novo Hamburgo, onde permaneceu até sua morte.

MACIEL, Rubens Mrio Garcia.

Nasceu em Santana do Livramento em 4 de agosto de 1913. Graduou-se pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1937, instituição na qual veio a exercer as funções de professor catedrático de Clínica Propedêutica Médica e professor titular de Medicina Interna, desde a década de 1970 até sua aposentadoria, em 1983. Entre os anos 1948-1957, chefiou a Enfermaria 29, de Clínica Médica, da Santa Casa de Misericórdia. Também atuou como professor na Faculdade de Medicina de Santa Maria.
Faleceu em 2004.

RIBEIRO, Marciano Pereira

Médico, republicano e revolucionário. Assim foi Marciano Pereira Ribeiro que formado em medicina na Universidade de Edmburgo, na Escócia foi o 1º Presidente da Assembléia Legislativa da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul. Por essa razão acabou por assumir a Presidência da Província com a eclosão da Guerra dos Farrapos, de onde só sairia em junho de 1936.

RIBEIRO, Marciano Pereira

Médico, republicano e revolucionário. Assim foi Marciano Pereira Ribeiro que formado em medicina na Universidade de Edmburgo, na Escócia foi o 1º Presidente da Assembléia Legislativa da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul. Por essa razão acabou por assumir a Presidência da Província com a eclosão da Guerra dos Farrapos, de onde só sairia em junho de 1936.

MARIANTE, Serapio.

Foi um dos cirurgiões pioneiros no Rio Grande do Sul. Diplomado pela Faculdade de Medicina do RJ em 1885, seguiu viagem para a Europa, dedicando atenção ao estudo da cirurgia, ginecologia e obstetrícia. Em 1889 passou a exercer atividades na Santa Casa de Misericórdia da capital gaúcha. Quando da fundação da Faculdade de Medicina de POA, foi escolhido para professor da cadeira de ginecologia, a qual exerceu por quase 30 anos, sendo também eleito várias vezes diretor dessa instituição.

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

FERRAZ, Diogo

JOSETTI, Joo Adolfo

Formou-se pela Faculdade de Medicina do RJ em 1884, seguindo para a Europa onde realizou estudos na Alemanha e França. Em Porto Alegre fundou a Casa de Saúde Bela Vista, na década de 1940 transformada no Hospital Militar do Exército. Exerceu sua atividade também na Santa Casa de Misericórdia da capital gaúcha, onde dirigiu a 5ª enfermaria. Um dos pioneiros no exercício da cirurgia no Rio Grande do Sul.

 FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

GONALVES, Carlos Barbosa

Nasceu em Pelotas, em 8 de abril de 1851. Estudou no Rio de Janeiro, sendo interno da Santa Casa de Misericórdia da cidade e diplomando-se na Faculdade de Medicina local em 1875. Aperfeiçoou seu estudos em Paris, dedicando-se à oftalmologia, cirurgia, medicina interna e obstetrícia. Trabalhou no Rio Grande do Sul nas localidades de Jaguarão, Santa Vitória do Palmar, Arroio Grande, Herval e Cerro Largo (esta última localidade uruguaia). Instaurada a República, foi eleito deputado à Constituinte Estadual  e para a Assembléia dos Representantes pelo Partido Republicano Riograndense. Exerceu também o mandato de Senador Federal.

 FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

DES ESSARTS, Edmundo Berchon

Nasceu em 1º de maio de 1864 em São Gabriel, RS. Matriculou-se na Faculdade de Medicina do RJ em 1882, terminando o curso na Faculdade da Bahia. Partiu em 1888 para estudar em Paris,  regressando para Pelotas,  localidade gaúcha, e ali iniciando ali sua carreira médica . Em 31 de março de 1891 é nomeado médico do Hospital da Santa Casa de Misericórdia pelotense, galgando postos dentro da Instituição. Instalou um dos primeiros laboratórios para a produção de vacina no Brasil, sendo também pioneiro no uso do aparelho de raio-x no País. Fez parte da Comissão Executiva do PRR em Pelotas. Posteriormente, fundou na mesma cidade uma ala do Partido Republicano Democrático dirigido pelo médico Fernando Abbott, em oposição ao governo republicano estadual em exercício. Participou da Revolução de 1923, sendo integrante da Aliança Libertadora após o conflito. A partir do surgimento do Partido Libertador, foi dirigente do Diretório Central pelotense.

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

GARCIA, Urbano.

Nasceu em Pelotas, RS, em 20 de setembro de 1876 e diplomou-se na Faculdade de Medicina do RJ em 1900. Em 1902 seguiu para a Europa, estudando ginecologia em Viena e obstetrícia em Roma. Participou do Congresso Médico de Bruxelas (Bélgica) em 1903. Regressando à Pelotas, RS, foi chefe do serviço de cirurgia do Hospital da Beneficiência Portuguesa e, por mais de 30 anos, também exerceu atividades na Santa Casa de Misericórdia pelotense. Quando jovem, filiou-se ao Partido Republicano Riograndense: porém, posicinou-se contra a reeleição de Borges de Medeiros para a Chefia do Estado em 1907, assim como em 1922. Tornou-se assim posicionista ao governo gaúcho vigente durante a revolução de 1923. Depois de fundado o Partido Libertador, Dr. Garcia foi um dos seus membros diretores. Por fim, foi exilado em virtude da Revolução Constitucionalista de 1932,

 FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

LEMOS, Manoel All de.

Apesar de nunca ter freqüentado uma Faculdade de Medicina, Manoel Allá de Lemos, nascido em 1875, dedicava-se exclusivamente à Medicina na sede do município de Santiago do Boqueirão, onde residiu, até 1932, quando da regulamentação da profissão. Figura destacada na sociedade santiaguense era tido como médico caridoso.

Na política republicana ocupava um posto de grande destaque. Dirigiu o Jornal “O Santiaguense”, onde defendeu os ideais do Partido Republicano.

SCHINKE, Karl.

Karl Schinke nasceu na Silésia, atual Polônia. Após formado imigrou para o Brasil, onde chegou em 1895, radicando-se em São Leopoldo. Em 1902 retornou à Europa com destino a Alemanha. Lá, foi convidado a ir para a África chefiar um posto de emergência médico-militar na Namíbia, onde atuou por quase dois anos. Em 1913 retornou, instalando-se em Novo Hamburgo, onde permaneceu até sua morte.

NOGUEIRA FLRES, Luiz

Embora não fosse especialista em cirurgia, contribuiu para seu progresso através do ensino, estudo e publicações na área de ortopodedia. Fundada a Faculdade de Medicina de Porto Alegre, foi professor de Anatomia Humana e exerceu a cátedra de Clínica Ortopédica e Cirurgia infantil, tendo sido jubilado nessa última atividade. Dedicou-se -se também ao estudo da radiologia, sendo um dos pioneiros da prática no Rio Grande do Sul.

 FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

LISBOA, Carlos.

Nascido em Porto Alegre. Em 22 de dezembro de 1881 recebeu o grau de doutor em medicina ao defender tese na área de cardiologia, pela Faculdade de Medicina do RJ. Exerceu cargos de delegado especial da inspetoria geral de instrução pública no estado carioca no Rio Grande do Sul. Foi Inspetor de Saúde pública no RS e Diretor do Lazareto de variolosos durante epidemia em 1882. Também foi sócio benemérito da Sociedade da Beneficência Portuguesa. Por fim, dirigiu o Hospital Psiquiátrico São Pedro entre 1884 e 1888, falecendo nesse último ano.

 

 FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

FERRAZ, Diogo

Diplomado em 1898 pela Faculdade de Medicina do RJ, especializou-se em oftalmologia e otorrinolaringologia, exercendo a profissão em Porto Alegre durante vários anos. Também  Professor Jubilado da Faculdade de Medicina e Catedrático em Física do antigo Colégio Militar, ambos situados na capital gaúcha.

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

PEIXOTO, Alberto.

Médico da cidade São Luiz Gonzaga, Rio Grande do Sul, em inícios do século XX.

Fonte: DOS SANTOS, Pedro Marques. São Luiz: sua história e sua gente,1687/1987. Editora Pallotti

OZRIO, Alfredo.

Médico da cidade de São Luiz Gonzaga, Rio Grande do Sul, em meados de 1909.

Fonte: DOS SANTOS, Pedro Marques. São Luiz: sua história e sua gente,1687/1987. Editora: Pallotti

 

SAMPAIO, Maurcio Antunes

Médico da cidade de São Luiz Gonzaga, Rio Grande do Sul, em meados de 1910.

Fonte: DOS SANTOS, Pedro Marques. São Luiz: sua história e sua gente,1687/1987. Editora: Pallotti

CABRAL, Jos.

Médico da cidade de São Luiz, Rio Grande do Sul, em meados de 1911.

Fonte: DOS SANTOS, Pedro Marques. São Luiz: sua história e sua gente,1687/1987. Editora: Pallotti

DE CAMPOS, Bruno.

Médico da cidade de São Luiz Gonzaga, Rio Grande do Sul, em 1912

Fonte: DOS SANTOS, Pedro Marques. São Luiz: sua história e sua gente,1687/1987. Editora: Pallotti

HURPIA, Horcio.

Médico da cidade de São Luiz Gonzaga, Rio Grande do Sul, em meados de 1913.

Fonte:  SANTOS, Pedro Marques dos. São Luiz: sua história e sua gente,1687/1987. Editora: Pallotti

BATISTA, lvaro.

Médico da cidade de São Luiz Gonzaga, Rio Grande do Sul, em meados de 1913.

Fonte:  SANTOS, Pedro Marques dos. São Luiz: sua história e sua gente,1687/1987. Editora: Pallotti

PITHAN, Jos.

Médico da cidade de São Luiz Gonzaga, Rio Grande do Sul, em meados de 1914.

Fonte:  SANTOS, Pedro Marques dos. São Luiz: sua história e sua gente,1687/1987. Editora: Pallotti

CNDIA, Emlio.

Médico cirurgião formado pela Real Academia de Nápoles, Itália. Foi proprietário da primeira casa de saúde de São Luiz Gonzaga, Rio Grande do Sul, no ano de 1907. Tal espaço funcionava também como centro médico/cirúrgico contando com bons recursos materiais: sala de operação e curativos, conjunto de material de cirurgia, gabinete de análises e raios –x: no local hoje situa-se a Praça da Matriz.

Fonte: SANTOS, Pedro Marques dos. São Luiz: sua história e sua gente,1687/1987. Editora: Pallotti

 Relatos encontrados na prefeitura municipal de São Luiz Gonzaga.

SALAROLLI, Hugo.

Diplomado pela Academia de Perugia, Itália, prestou serviços na casa de saúde do Dr. Emílio Cândia, sendo também assistente de tal médico, em meados de 1907.

Fonte: SANTOS, Pedro Marques dos. São Luiz: sua história e sua gente,1687/1987. Editora Palotti.

Relatos encontrados na prefeitura municipal de Sâo Luiz Gonzaga.

ALENCAR, Gentil.

Médico da cidade de São Luiz Gonzaga, Rio Grande do Sul, atendia gratuitamente os trabalhadores associados ao Clube da União Operária, entre outros serviços, em meados de 1913.

Fonte: SANTOS, Pedro Marques dos. São Luiz: sua história e sua gente,1687/1987. Editora Pallotti.

Documentos vinculados ao Clube da União Operária.

VILAVICNCIO.

Médico da cidade de São Luiz Gonzaga, Rio Grande do Sul, em meados de 1916. Colaborador da sociedade “Amor e Caridade”, instituição de atendimento ao indígena.

Fonte: SANTOS, Pedro Marques dos. São Luiz: sua história e sua gente,1687/1987. Editora Pallotti.

JOAQUIM, Flix.

Médico cirurgião que veio para São Luiz Gonzaga, Rio Grande do Sul, em meados de 1803 por insistência do governo de José Saldanha da Gama, prestando assistência a tropas militares federais e também à população em geral.

Fonte: SANTOS, Pedro Marques dos. São Luiz: sua história e sua gente,1687/1987. Editora Pallotti.

FRANCO, Ldio Pereira.

Médico militar da cidade de São Luiz Gonzaga, Rio Grande do Sul, em meados de 1918.

Fonte: SANTOS, Pedro Marques dos. São Luiz: sua história e sua gente,1687/1987. Editora Pallotti.

VELOSO, Francisco Leite.

Médico militar da cidade de São Luiz Gonzaga, Rio Grande do Sul, em meados de 1919.

Fonte: SANTOS, Pedro Marques dos. São Luiz: sua história e sua gente,1687/1987. Editora Pallotti.

SOUZA, Bento Soeiro de.

Médico da cidade de São Luiz Gonzaga, Rio Grande do Sul, em meados de 1919. Atendia gratuitamente os associados do Clube da União dos Operários.

Fonte: SANTOS, Pedro Marques dos. São Luiz: sua história e sua gente,1687/1987. Editora Pallotti.

SOUZA, Floriano Soeiro de.

Irmão do também doutor Bento Soeiro de Souza, Floriano passou a clinicar na cidade de São Luiz Gonzaga, Rio Grande do Sul, a partir de 1919. Foi um fundadores do Hospital de Caridade da cidade em 1936: a primeira sede da instituição, localizada na rua 1º de março, pertencia ao sr. Beltrão Brustoloni.

Fonte: SANTOS, Pedro Marques dos. São Luiz: sua história e sua gente,1687/1987. Editora Pallotti.

MOREIRA, Antnio Gonalves.

Médico da cidade de São Luiz Gonzaga, Rio Grande do Sul, atendia gratuitamente os associados ao Clube União dos Operários, em meados de 1919.

Fonte: SANTOS, Pedro Marques dos. São Luiz: sua história e sua gente,1687/1987. Editora Pallotti.

CUNHA, Francisco Prates da.

Medico militar da cidade de São Luiz Gonzaga, Rio Grande do Sul, em meados de 1927.

Fonte: SANTOS, Pedro Marques dos. São Luiz: sua história e sua gente,1687/1987. Editora Pallotti.

 

SANTOS, Armando Galeo dos.

Médico da cidade de São Luiz Gonzaga, Rio Grande do Sul,  em meados de 1940. Fonte: SANTOS, Pedro Marques dos. São Luiz: sua história e sua gente,1687/1987. Editora Pallotti.

FURTADO, Lorivaldo.

Médico da cidade de São Luiz Gonzaga, Rio Grande do Sul, em meados de 1942. Chefe do posto de saúde local em 1944.

Fonte: SANTOS, Pedro Marques dos. São Luiz: sua história e sua gente,1687/1987. Editora Pallotti.

MARQUES, Joo Luiz Vieira.

Médico anestesista e radiologista da cidade de São Luiz Gonzaga, Rio Grande do Sul, em meados de 1948.

Fonte: SANTOS, Pedro Marques dos. São Luiz: sua história e sua gente,1687/1987. Editora Pallotti.

ALMEIDA, Constantino Rodrigues de.

Médico homeopata da cidade de São Luiz Gonzaga, Rio Grande do Sul, em meados de 1905.

Fonte: SANTOS, Pedro Marques dos. São Luiz: sua história e sua gente,1687/1987. Editora Pallotti.

MARTINS, Pedro Jornada.

Médico homeopata da cidade de São Luiz Gonzaga, Rio Grande do Sul, em meados de 1907.

Fonte: SANTOS, Pedro Marques dos. São Luiz: sua história e sua gente,1687/1987. Editora Pallotti.

VILA, Augusto Falco.

Médico homeopata da cidade de São Luiz Gonzaga, Rio Grande do Sul, em meados de 1922.

Fonte: SANTOS, Pedro Marques dos. São Luiz: sua história e sua gente,1687/1987. Editora Pallotti.

LOPES, Edgar N.

Médico militar da cidade de São Luiz Gonzaga, Rio Grande do Sul, em meados de 1948.

Fonte: SANTOS, Pedro Marques dos. São Luiz: sua história e sua gente,1687/1987. Editora Pallotti.

LOPES, Edgar N.

Médico militar da cidade de São Luiz Gonzaga, Rio Grande do Sul, em meados de 1948.

Fonte: SANTOS, Pedro Marques dos. São Luiz: sua história e sua gente,1687/1987. Editora Pallotti.

GRUNEWALDT, Hardy.

Nasceu em Candelária, Rio Grande do Sul, em 21de setembro de 1925. Formou-se em 1953 pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre. No ano seguinte, iniciou a clínica em Arroio do Meio, município gaúcho. Durante mais de duas décadas foi único médico do hospital da cidade, atuando em áreas como pneumonia, pediatria e traumatologia. Faleceu em 2006.

SCHLATTER, Gabriel.

Médico austríaco (1865 – 1947). Imigrou para o Rio Grande do Sul, onde atuou como médico e na formação de parteiras. Construiu hospitais nos municípios de Estrela e Feliz.

 

ATHAYDE, Orlando Dias

Orlando Dias Athayde, nasceu na cidade de Santa Maria em 23 de novembro de 1914. Filho de Mario Alves Athayde e Abrilina Dias Athayde. Formou-se em 18 de dezembro de 1937 na Faculdade de Medicina de Porto Alegre. Especializou-se em otorrinolaringologia e oftalmologia, mas terminou por exercer também clinica geral, pediatria, cirurgia geral e ginecologia obstétrica.
Em 1938, Dr. Athayde estabeleceu-se em Ijuí. Neste município clinicou com os colegas Osório Campos Trindade e Amadeu Weinmann.
Em 1940 se instala em Augusto Pestana, então chamada Dr. Pestana, onde atuou até meados do ano de 1999, isto é, por mais de 50 anos. Até a década de 70, atuou como único médico de Augusto Pestana, e foi responsável pela inauguração do Hospital São Francisco.
Em 1947 inicia sua carreira política pelo Partido Libertador, sendo o vereador mais votado em Ijuí. No ano de 1953 assume como vice-prefeito do município. Após este mandato exerce o cargo de vereador por mais duas vezes. Foi também presidente da comissão de emancipação de Augusto Pestana, sendo nomeado, em 1966, por Castelo Branco, o primeiro interventor do município, cargo no qual permaneceu no período de 20 de abril de 1966 até 28 de fevereiro de 1968.
Faleceu em 15 de maio de 2000.

POLLAK, Segismundo.

Nasceu em 1865 na Áustria. Formou-se em 1872 em seus país natal. Clinicou em Santiago, onde fundou a loja Maçônica. Clinicou também em Erechim E Montenegro. Faleceu em 1945.

SCHUCK, Lauro.

Nasceu em 1919 na cidade de Estância Velha. (RS). Aos 10 anos, viajou a Porto Alegre para estudar no Internato do IPA. Após ter concluído o curso técnico de contabilidade, ingressou na Faculdade de Medicina de Porto Alegre da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. formando-se em 1947. Especializou-se em ginecologia e obstetrícia. Em 1950, iniciou sua atuação no Hospital Moinhos de Vento, realizando o primeiro parto de trigêmeos, da instituição, junto com o Dr. Lupi Duarte. Nas cadernetas de visitas às pacientes, guardava registros de cerca de 10 mil nascimentos realizados durante sua atividade. Um dos idealizadores do uso da anestesia nas parturientes para evitar dores . Atuou também na Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, na Beneficência Portuguesa da capital gaúcha e no Hospital Fêmina,  sendo um dos fundadores deste último. Participou também da fundação da Sociedade de Anestesiologia do Rio Grande do Sul,  Associação dos Hospitais do Rio Grande do Sul (janeiro de 1969)  na qual foi presidente por 10 anos consecutivos. Durante esse período, também foi vice-presidente da da Federação Brasileira de Hospitais. Em outubro de 2007, viajou à Brasília a fim de participar da festa dos 40 anos da Federação Brasileira dos Hospitais, sendo reconhecido com a Medalha do Mérito Hospitalar por seus esforços junto à Associação dos Hospitais do Rio Grande do Sul. Faleceu em 20 de março de 2008.

Fonte: Bisturi, Revista do Hospital Moinhos de Vento. n. 147, p. 36, Ano XXVI, 2008.

DIEFENTHAELER, Edgar

Nascido na capital gaúcha, formou-se na Faculdade de Medicina de Porto Alegre, em 1942. Ainda estudante, começou a trabalhar na Santa Casa de Misericórdia da cidade, em uma enfermaria. Envolveu-se na criação do Serviço de Câncer, que originou o Hospital Santa Rita. Na Alemanha, Diefenthaeler especializou-se em cancerologia nas universidades de Munique e Heidelberg.

Professor-fundador da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre. Assumiu cargos como a presidência da Sociedade Brasileira de Cancerologia, em 1963, e a direção médica do Santa Rita, onde esteve por 24 anos. Como homenagem, o bloco cirúrgico do hospital foi batizado com seu nome.

ALLAM, Antonio Simo Rahme.

Nascido em Porto Alegre, a 29 de janeiro de 1901. Fez em São Leopoldo e Pelotas os estudos primários e secundários, formando-se pela faculdade de medicina de sua cidade natal. Especializou-se em doenças internas e crônicas. Fez viagens de estudos ao Uruguai. Exerceu a profissão em São Gabriel (RS) e no Rio de Janeiro.

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

MATOS, Alfredo de Oliveira

MATOS, Alfredo de Oliveira.

Nascido em Recife, Pernambuco, a 30 de outubro de 1912. Fez a carreira escolar no Ginásio Ipiranga, em Salvador (BA). Formou-se pela faculdade de medicina da capital baiana em 1936. Especializou-se em oftalmo-otorrinolaringologia, freqüentando o serviço do Prof. Eduardo de Moraes. No Rio de Janeiro freqüentou a Cruz Vermelha, sob a direção do Prof. Renato Machado. Foi sócio correspondente das Sociedades de Oftalmo-Otorrinolaringologia da Bahia e na cidade de Cachoeira de São Felix, do mesmo Estado. Desempenhou as funções de diretor do Hospital Anna Nery. Exerceu também a profissão na cidade de São Gabriel (RS).

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

CHAGAS, Francisco.

Exerceu a clínica em São Gabriel (RS) durante a década de 1940.

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

ANTUNES, Carlos da Silveira.

ABREU, Dirceu Menna Barreto.

Nasceu em São Gabriel, a 14 de dezembro de 1909, tendo feito a carreira escola no Ginásio Santa Maria. Formou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade do Rio de Janeiro, em 1934. Especializou-se em Cirurgia Geral. Freqüentou em Buenos Aires o Hospital de Clínicas, o serviço do Prof. Arché, no Rio de Janeiro, os serviços do prof. Brandão Filho no Hospital São Francisco e, em Montevideo, diversos hospitais e clínicas. Ex-assistente do Prof. Brandão Filho. Ex-diretor da Santa Casa de Caridade de São Gabriel (RS), cidade onde exerceu a profissão.

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

 

ASSIS BRASIL, Dacio.

Nascido em São Gabriel, a 1 de novembro de 1904. Aí fez estudos primários no Colégio profª Brandina Mello, e os secundários no Colégio Militar de Porto Alegre. Iniciou, na capital gaúcha o curso acadêmico, concluindo-o pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1930. Especializou-se em Clinica Geral, Pediatria e Obstetrícia. Fez no Rio de Janeiro curso de Pediatria com o professor Martinho da Rocha, na Creche São Sebastião e de Obstetrícia com o Prof. Fernando Magalhães no hospital Pró-Matre. Ex-interno da Clinica Geral do Prof. Rocha Faria, na Santa Casa de Misericórdia da mesma cidade, de 1927 a 1930, continuando a freqüentar esse serviço até 1932. Exerceu também a profissão na cidade de São Gabriel (RS).

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

 

MENEZES, Homero Lima.

Nascido em São Gabriel (RS), a 10 de agosto de 1911, fez os estudos primários na sua cidade natal, no colégio particular Profª Brandina Mello, os secundários no Ginásio Santa Maria da cidade do mesmo nome. Formou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade de Porto Alegre. Especializou-se em Cirurgia e Clínica Médica. Fez viagens de estudos a Montevideo e Buenos Aires. Em Porto Alegre, freqüentou o curso de Cirurgia do Dr. Bruno Marsiaj; de Pediatria com o prof. Florêncio Ygartua e de Obstetrícia com o Dr. Ennio Marsiaj.
Ex-interno de Assistência Pública de Porto Alegre de 1936 a 1937, desempenhou nos anos 1940 as funções de Médico-Chefe do Posto de Higiene de São Gabriel.

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

 

 

BULCAO, Joao Luchsinger.

Diplomado pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1926. Capitão Medico do Exército, clinicou em São Gabriel (RS).

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

 

LISBA, Jos (Netto).

Nasceu na cidade de São Gabriel (RS), a 23 de julho de1903. Iniciou seus estudos no col. Prof. Apeles Porto Alegre, na Capital do Estado, cursando a seguir o Ginásio N. S Auxiliadora de Bagé e, mais tarde, o Ginásio Santa Maria, da cidade do mesmo nome, pelo qual veio a bacharelar-se. Doutorou-se pela Fac. de Medicina da Universidade do Rio de Janeiro em 1927, defendendo a tese: "Etiopatogenia dos Vômitos Incoercíveis da Gravidez". Dedicou-se à Clínica Geral.
Fez viagens de estudos ao Rio de Janeiro em 1925, 1927, 1929, 1932, e 1938, freqüentando os serviços do prof. Vieira Romeiro, Magalhães Gomes, Clóvis Corrêa da Costa, Martinho da Rocha, Ary Miranda, Anes Dias, Álvaro Pontes. No Hospital do Pronto Socorro do RJ, freqüentou os serviços do prof. Silvio Brauner. No Hospital Gaffrée Guinle freqüentou os serviços de Otorrinolaringologia, sob direção do prof. Rubens Amarante. Participou do 2o Congresso Panamericano de Tuberculose. Exerceu a profissão em São Gabriel.

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

 

FARIA, Luiz Deodoro de.

Nasceu em São Gabriel (RS), a 21 de junho de 1891. Iniciou nessa localidade, no Colégio Distrital, os estudos primários, cursando a seguir os Ginásio Pelotenses de Pelotas e Ginásio Rio Grande do Sul, na cidade de Porto Alegre, pelo qual se bacharelou. Doutorou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade do Rio de Janeiro defendendo a tese: “ A Reação de Abederalden”’, em 1916. Estudou no RJ freqüentando os serviços do prof. Miguel Couto, Austregeliso e Miguel Pereira, na Santa Casa de Misericórdia; do Prof. Aloysio de Castro da Policlínica Geral; do Prof. Pedo da Cunha no Instituto Moncorvo e os dos Profs. Nabuco e Fernando Magalhães na Maternidade das Laranjeiras. Ex-interno do Serviço de Clínica Médica do Prof. Miguel Couto na Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro e da Maternidade das Laranjeiras de 1914 a 1915, na mesma cidade. Dedicou-se à Clínica Médica. Exerceu também a profissão na cidade de São Gabriel.

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

 

DUTRA, Osvaldo Passos.

Nasceu na cidade de Cachoeira (BA), a 5 de dezembro de 1912, onde fez os estudos primários, terminando os preparatórios em Salvador. Diplomou-se pela Faculdade de Medicina da Bahia, especializando-se em clínica cirúrgica. Realizou cursos de aperfeiçoamento na Cruz Vermelha Brasileira e no Hospital de Pronto Socorro, no Rio de Janeiro. Publicou um trabalho intitulado “Atrepsia vaginal- Utero didelfo”, à Sociedade Acadêmica Alfredo Brito de  Salvador. Desempenhou funções de médico auxiliar no Posto de Higiene de São Gabriel, cidade onde exerceu a profissão.

LEIVAS, Francisco de Paula Moreira.

Nascido em Pelotas a 19 de Janeiro de de 1903, estudou no ginásio Gonzaga de sua cidade natal, bacharelando-se em 1920. Formou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade do Rio de Janeiro, defendendo a tese “Os sexos e as proporções do recém-nascido", cadeira de Obstetrícia (1927). Especializou-se em Clínica Médica e  Pediátrica. Iniciou as atividades profissionais em São Gabriel (RS). Fez concurso para o exército em 1927, cursando a Escola de Aplicação do Serviço de Saúde do Exército, sob a direção da Missão Francesa. Foi Capitão Médico do Exército, em serviço no Hospital Militar de São Gabriel.

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

 

PETRARCA, Torquato Arleo.

Nascido em Lavras, fez seus estudos primários e secundários em Bagé (RS) e em Lausanne, na Suíça. Diplomou-se em Medicina pela Faculdade de Lausanne. Sua tese de doutoramento foi o tema: “Glandula Tireóide Normal e Patológica”. Especializou-se em Clínica Médica, Maternidade e Serviço Radiológico bem como a obra de Vidy Plage, de Lausanne, Suíça.
Participou do  Congresso de Bócio, em Berna, Suíça e do Congresso de Higiene do Instituto Pasteur, Congresso de Cirurgia de 1927 e do Congresso de Actinologia, todos em Paris.
Publicou os trabalhos intitulados “Helioterapia na Tuberculose”, “’Hemoclasia”, “’Cultura Física e Esporte Através dos Tempos”, “Direito da criança à saúde”, “Pão  e Leite na Alimentação” e “Tuberculose e Escola”. Foi sócio titular da Sociedade de Medicina Pública da França; ex-assistente dos Serviços de Clínica Médica, Maternidade e Radiologia de Lausanne; e ex-assistente da direção da obra Vidy Plage, da mesma cidade. Exerceu as atividades profissionais em São Gabriel (RS).

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

 

ANTUNES, Carlos da Silveira.

Doutorou-se em 1919, pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Exerceu a clínica em São Gabriel (RS).

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

 

ORTIZ, Artidor da Cruz.

Nascido a 26 de dezembro de 1887 em Rosário (RS), fez os estudos primários e secundários no Ginásio Nossa Senhora da Conceição em São Leopoldo. Formou-se pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1915, tendo defendido a tese de doutoramento “Tratamento das gangrenas pelo ar quente”. Dedicou-se à Clínica Geral, exercendo a profissão em sua cidade natal. Pelos serviços prestados a comunidade, em sua homenagem um bairro rosariense tem o nome de “Artidor Ortiz”.

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

ANTUNES, Jos Narciso da Silveira.

Nascido em São Gabriel (RS) a 9 de setembro de 1897, fez os estudos primários e secundários no Colégio dos Padres da sua cidade natal e no Curso do Prof. Emilio Meyer, em Porto Alegre. Doutorou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade do Rio de Janeiro de 1921, defendendo a tese “Limphogranulomatose na infância”. Exerceu a profissão na cidade de Rosário (RS).

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

ALMEIDA, Amarinho Prates de.

Nasceu em Rosário (RS) a 24 de fevereiro de 1908. Fez a carreira escolar no Ginásio Anchieta e Ginásio Municipal de Santa Maria, formando-se pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1934. Especializou-se em Clínica Médica. Exerceu a profissão em Rosário, onde desempenhou a função de médico do município. Em reconhecimento aos serviços prestados na localidade, o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), especializado em saúde mental, leva o seu nome. A instituição iniciou suas atividades em junho de 2008.

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

CHAGAS, Fernando Haag.

Nasceu em Rosário (RS) a 6 de fevereiro de 1909. Fez os estudos primários e secundários no Ginásio de Santa Maria dirigido por Maristas, na cidade do mesmo nome. Diplomou-se pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1934, tendo iniciado o curso em 1929. Dedicou-se à Clínica Médica, exercendo a profissão em sua cidade natal. Faleceu na década de 1960, segundo testemunho do doutor Aécio César Beltrão ao MUHM (ano de 2009).

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

LOUZADA, Agrippino.

Nasceu em Dom Pedrito (RS) a 1 de janeiro de 1885, realizando seus estudos primários e secundários no Ginásio Pelotense. Posteriormente doutorou-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1912, defendendo a tese “Hematologia na Decomposição”.
Dedicou-se à Clínica geral e freqüentou o serviço de Profilaxia da Febre Amarela sob a direção do prof. Oswaldo Cruz. Foi interno do serviço de pediatria do prof. Fernandes Figueira de 1909 a 1912 e freqüentou a Policlínica do Rio de Janeiro sob a direção do prof. Aloísio de Castro, entre 1912-1913. Exerceu a profissão na cidade de Rosário (RS).

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

VALLE, Galileu Ferreira do.

Nasceu em São Paulo a 19 de dezembro de 1910. Fez os estudos primários e secundários no Ginásio Anchieta e formou-se pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1933, especializando-se em Cirurgia e Ginecologia. Ex-interno do Serviço de Cirurgia e Ginecologia do prof. Moysés Menezes e da Assistência Pública de Porto Alegre. Integrou o corpo médico do Hospital de Rosário (RS), cidade onde também exerceu sua profissão.

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

ORTIZ, Artidor da Cruz.

Nascido a 26 de dezembro de 1887 em Rosário (RS), fez os estudos primários e secundários no Ginásio Nossa Senhora da Conceição em São Leopoldo. Formou-se pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1915, tendo defendido a tese de doutoramento “Tratamento das gangrenas pelo ar quente”. Dedicou-se à Clínica Geral. Exerceu a profissão na cidade de Rosário.

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

SPADARI, Magno Jos.

Graduado em Medicina em 1974, obteve título de Mestre em Ciências da Saúde. Foi professor adjunto da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Rio Grande (FURG), na qual ingressou em 1979. Atuava nas áreas de Bioética, Medicina Legal e Cirurgia, sendo referência nelas.
Além de docente, atuava na FURG como médico-cirurgião e integrante do Comitê de Ética em Pesquisa na área de saúde. Faleceu em 02 de março de 2009, aos 58 anos, sendo sepultado em sua cidade natal, Carlos Barbosa.

Fonte: Jornal Zero Hora, dia 03/03/2009. Seção Obituário, pág. 39.

SCHLATTER, Doris Jos.

Nasceu em Estrela (RS), em 1900. Estudou na Austria a partir de 1913, concluindo o chamado Curso Humanístico. Voltou ao Brasil em 1919. Formou-se pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1926. No mesmo ano apresentou a tese de doutoramento "Cuidados Pré-Operatórios em Clínica Obstétrica de Campanha", aprovada com distinção. Exerceu a profissão de médico por quase 40 anos. Faleceu em 1966.

Fonte: Arquivo pessoal família Schlatter.

 

SCHLATTER, Theo Tssilo.

Nasceu em 8 de janeiro de 1930 em Feliz. Formou-se em 1954 pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre. Filho de Doris José Schlatter e Erica Flach.

Fonte: Arquivo pessoal família Schlatter.

AZEVEDO, Joo da Silva e.

AZEVEDO, Joo da Silva de.

Nasceu em 14 de março de 1831, na cidade de Rio Grande.
O doutor da Silva e Azevedo atuou em irmandades religiosas: além de serem veículos de expansão da sociabilidade locais, estas procuravam fortalecer o sentimento de cristandade, difundindo devoções, zelando pela conservação dos templos e imagens, defendendo a permanência de vigários nas freguesias e pleiteando auxílios particulares e oficiais para obras de caridade municipais. Pelas suas ações nestas entidades, Azevedo foi agraciado por títulos honoríficos como Irmão Benigno, Irmão Juiz e Irmão Protetor.
Em 1861, era Tenente Cirurgião-Mor do 6º Corpo de Cavalaria da Guarda Nacional. Transferiu-se em 1865 para Camaquã, quando assumiu funções de responsável no  Serviço de Estatística; e tornou-se vereador entre 1881 e 1889.
Proclamada a República, participou de uma comissão para administrar provisoriamente o município, órgão este que possuía as mesmas atribuições conferidas anteriormente às Câmaras Municipais durante o período imperial.
Além de político e servidor público, foi autor da monografia intitulada São João Batista de Camaquã Notícia Histórica e Estatística, concluída em 1895 e publicada no Almanaque do Rio Grande do Sul de 1898 (almanaque este organizado e dirigido pelo pesquisador riograndino Alfredo Ferreira Rodrigues). No trabalho do médico sobre a localidade há dados históricos (povoadores da região) geográficos (limites territoriais, redes hidrogáficas, clima) econômicos (comércio, produtos importados e exportados) e acerca da administração pública (repartições, rendas, segurança, instrução e edifícios municipais).

BASTOS, Jos Domingues Carvalho.

Nasceu em 27 de outubro de 1871, na cidade do Rio de Janeiro. Cursou medicina em sua terra natal e no ano de 1890, concluindo seus estudos na Escola de Farmácia de Ouro Preto, em Minas Gerais. A seguir ingressou no 35° Batalhão de Infantaria, sediado na Bahia, exercendo a profissão de Tenente-médico. 
Posteriormente Dr. Carvalho Bastos veio ao Rio Grande do Sul, acompanhando seu grupo militar, instalando-se no Município de São João Batista de Camaquã. Foi um dos primeiros médicos a residir na comunidade.
Após desligar-se do exército, o médico igualmente passou a exercer a profissão de farmacêutico e dentista, com a autorização da Junta de Higiene do Estado do Rio Grande do Sul.
Carvalho Bastos também envolveu-se na política gana Revolução de 1893, ocupando o posto de major, serviu como farmacêutico das tropas do partido castilhista. Nos primeiros anos após 1889, já estabelecido o Regime Republicano brasileiro, foi secretario de governo na administração de Cristovão Gomes em Camaquã. Tornou-se novamente secretário na gestão do intendente de Manoel Crescêncio de Souza. No ano de 1917, assumiu esta intendência municipal em substituição a Cel. Lúcio Barbosa Meireles, exercendo novamente o cargo através de eleição em 1925. Em 1937, no governo de Boaventura Azambuja Centeno, foi eleito Presidente da Câmara de Vereadores. Em 1938, assumiu mais uma vez o cargo de governante municipal.
À frente da prefeitura, Bastos defendeu a obrigatoriedade do ensino, incentivando as famílias a matricularem seus filhos nas escolas; ampliou e renovou as vias de comunicação do município através de estradas e pontes; aumentou os salários dos servidores públicos.
Em 12 de outubro de 1943, aos 72 anos, faleceu na então denominada 1ª Zona de Camaquã.
Em 24 de abril de 1956 foi criado na localidade o Grupo Escolar Dr. Carvalho Bastos, instalado em uma área antes pertencente ao homenageado. Por fim, próximo à Fazenda Santa Bárbara, cresceu a Vila que hoje leva seu nome.

GARCIA, Darclio de Souza.

O Dr. Darcílio de Souza Garcia nasceu em Camaquã (RS) no dia 25 de fevereiro de 1903 na Estância da Lavoura (12 km pela estrada Camaquã/Arambaré). Era filho de Gabriel Francisco Garcia e de Dona Theodora Florença de Souza Garcia, ambos descendentes dos primeiros povoadores da referida localidade. 
Iniciou seus estudos em casa, mediante a contratação de professores particulares que moravam na sede da própria fazenda. Possivelmente, concluiu o curso primário no Colégio Elementar Sete de Setembro (fundado em 01.03.1911). Em seguida, matriculou-se no Ginásio Anchieta, em Porto Alegre, onde completou o curso preparatório para ingresso na Faculdade  em 1930: neste ano prestou provas e, aos 28 anos, ingressava na Faculdade de Medicina de Porto Alegre, concluindo o curso no dia 12 de dezembro de 1936. Tornou-se o primeiro camaqüense a diplomar-se em medicina.
A cidade de Camaquã, na década de 1930, com cerca de 3.500 habitantes, já contava com alguns médicos para atender á população: talvez por este motivo Garcia tenha optado em clinicar na então vila de Dom Feliciano, distrito de Encruzilhada do Sul. Exerceu suas atividades profissionais nesta comunidade por um período de 37 anos, falecendo no ano de 1974.

JOBIM (Netto). Labieno de Castro.

Nascido em Porto Alegre, a 21 de dezembro de 1917, fez os estudos primários e secundários no Ginásio Santa Maria (na localidade de mesmo nome), e formou-se pela Faculdade de Medicina da capital gaúcha. Especializou-se em Cirurgia e Clínica Geral, realizou curso de aperfeiçoamento de Pediatria sob a direção do Prof. Décio Martins Costa e foi ex-interno do Serviço de Cirurgia do Dr. Alfeu Bicca de Medeiros, todos estes estudos na capital riograndense. Tornou-se médico adjunto da C.A.P. Exerceu a profissão na cidade de Santiago (RS).

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

CARVALHO, Fernando de.

DINIZ, Manuel Jlio.

Exerceu a clínica em Santiago (RS).

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

FERRICHE, Joo Jorge.

Nasceu em São Borja, a 8 de abril de 1898. Estudou em Porto Alegre e Rio de Janeiro, formando-se pela Escola de Medicina e Cirurgia desta última cidade.
Possuiu vários cursos de especialização praticados na Faculdade de Medicina da Universidade do Rio de janeiro e nos hospitais de Buenos Aires (ARG). Participou do 2° e 3º Congressos Brasileiros de oftalmologia e do 3º Congresso Sul-Americano de Cirurgia. Dedicou-se à clínica médica e cirurgia geral.
FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

TROIS, Syrio Martins.

Exerceu a profissão em São Borja.

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

 

 

MOTTA, Emilio Trois.

Diplomado pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1939. Exerceu a profissão na cidade de São Borja. 

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

BORGES, Oscar Vasconcelos.

SANTOS, Armando Galeo dos.

SOARES, Nicolau.

Fez o curso acadêmico na Faculdade Fluminense de Medicina, especializando-se em Pediatria, Cirurgia, e Clínica Geral. Tornou-se Oficial da Reserva Remunerada do Exército, ao qual serviu durante 30 anos. Durante sua permanência nos quadros militares, organizou administrativamente o Parque da Aviação Militar (Rio de Janeiro) desempenhando funções militares e médicas. Colaborou, igualmente, na organização da Fábrica de Aviões de Lagoa Santa. Exerceu a profissão no Rio Grande do Sul na localidade de São Luiz Gonzaga.

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

ZEILMANN, Jos Thomaz.

GAY, Joo Pedro.

O Cônego João Pedro Gay nasceu em Grenoble (FRA) em 20 de novembro de 1815. Terminou o curso de Ciências Eclesiásticas no Seminário de Gap e foi ordenado presbítero em julho de 1840, posteriormente nomeado vigário também em Gap.
Obteve licença para vir ao Brasil, e no Rio de Janeiro exerceu funções sacerdotais, a docência particular e estudou medicina no Instituto Homeopático do Brasil, que lhe conferiu a prerrogativa de exercer livremente a homeopatia no país.
Seguiu para o Rio Grande do Sul e a 24 de fevereiro de 1850 foi empossado em São Borja (RS) como vigário.
Aproveitando seus conhecimentos de medicina  solicitou e obteve permissão do governo provincial para a abertura de um laboratório homeopático, visando benefícios para a população.
No decênio de 1850 conviveu em São Borja com o sábio botânico francês Aimé Bompland, que havia fixado lá residência. Este era formado em medicina e abrira uma farmácia e clinicava na localidade.
Gay foi testemunha da invasão paraguaia de 1865. e relatou os acontecimentos da luta armada. Permaneceu em São Borja, durante 24 anos, deslocando-se depois para Uruguaiana, onde veio a falecer em 10 de maio de 1891.
Deixou o Cônego Gay os seguintes estudos, além de grande número de artigos em jornais e mais de duzentos sermões:
* Itinerário resumido da viagem que acaba de fazer embarcado no rio Uruguai, desde a foz que nele faz o rio Passo Fundo até o Passo de São Borja, o sr. Joaquim Antônio de Morais Dutra, navegando 150 léguas no mesmo Uruguai, navegação em metade desconhecida até agora. Publicado na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, tomo 21.
* Tratado de Teologia Moral.Os originais foram entregues em 1862, ao bispo do Rio de Janeiro, Conde de Irajá.
* História da República Jesuítica do Paraguai, desde o descobrimento do Rio da Prata até nossos dias, ano de 1861. Essa obra foi entregue pelo autor, em 1862 ao IHGB e publicada também na Revista do IHGB .tomo 26.Há também uma cópia separada. Em 1942 foi feita por ordem do Dr. Getúlio Vargas a Segunda edição portuguesa pelo historiador Dr. Rodolfo Garcia diretor da Biblioteca Nacional.
*Invasão Paraguaia na Fronteira Brasileira do Uruguai, desde seu princípio até o fim (de 10 de junho a 18 de setembro de 1865). Publicada primeiramente no Jornal do Comercio do Rio de Janeiro e depois pela Tipografia Imperial Constitucional, de J. Villeneuve & Cia., 1867 Rio de Janeiro.
*Nouvelle Grammaire de la Langue Guarany et Tupy. Manuscrito original de 155 págs.
*Manuel de conversation en français, portugais, espagnol et guarany. Manuscrito Original, 200 págs.
*Notice sur les derniers annés de la vie du naturaliste Mr. Aimé Bompland, sur as mort, et son heritage scientifique. Rio de Janeiro, 1861.
* Compêndio de História Natural. (Cit. De Sacramento Blacke.)
* Petit Vocabulaire de la langue des Bougres Couronnés ( Manuscrito original no IHGB)
Além dos trabalhos citados, tinha o vigário uma biblioteca e coleções relacionadas a botânica e mineralogia, que foram apresentados na Exposição Nacional do Rio de Janeiro em 1861. Posteriormente tal acervo teria sido saqueado.

Referência:
GAY, Conego João Pedro, Invasão Paraguaia 1980 Instituto Estadual do Livro UCS.

Forneceu a pesquisa e texto Glaci Loureiro.

FREITAS, Othon de.

Othon de Freitas nasceu em Rio Grande (RS) no ano de 1902. Fez seus estudos primários e secundários na cidade em que nasceu, e em 1920 deslocou-se para Porto Alegre a fim de ingressar na Faculdade de Medicina. Em seguida transferiu-se para a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, onde se doutorou em 1926.
No Rio de Janeiro foi médico-interno da Clínica Médica dos Professores Rocha Faria e Clementino Fraga, dos Serviços de Cirurgia do Hospital Pronto Socorro, da Assistência Pública e do Hospital Pró-Mater, do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia, entre outros. Posteriormente aceitou o convite para ser assistente da Policlínica de Ginecologia e Obstetrícia do Professor Fernando Magalhães, cargo que exerceu até 1930. Após esta data, retornou à Porto Alegre sendo nomeado assistente da Maternidade Mário Totta.
Por concurso público ingressou como catedrático da Faculdade de Medicina de Porto Alegre a partir de 1933, na cadeira de Clínica Obstetrícia. Em 1937, ocupou o cargo de Chefe da Clínica desta cadeira até 1946. Através de convite do Departamento Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul lecionou a cadeira Higiene Pré-Natal no Curso de Educação Sanitárias, desde 1938.
Foi representante dos docentes junto à Congregação da Faculdade de Medicina e ao Conselho Universitário entre 1933 e 1939; presidente da Sociedade de Medicina e Cirurgia em 1943; membro honorário do Centro de Estudos Antônio Cardoso Fontes do Hospital Sanatório Belém; médico-assistente do Serviço Antivenéreo das Fronteiras do Ministério da Educação e Saúde, onde organizou este serviço bem como o seu Centro Modelo; irmão benemérito da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, onde realizou inúmeras obras, entre elas o amparo ao recém-nascido e enjeitado. Sobre tal matéria publicou “Alguns Aspectos da Assistência Maternal” em 1957, no qual focaliza a atenção à mãe que abandona seu filho na Santa Casa.
Othon de Freitas faleceu a 23 de junho de 1973 em Porto Alegre.

Contribui para esta pesquisa Aline Quiroga Neves, bacharel em História pela Furg e especialista em História do Rio Grande do Sul.

SILVA, Pio ngelo da.

Pio Ângelo da Silva nasceu na então Vila do Rio Grande de São Pedro a 3 de maio de 1818. Quando eclodiu a Revolução Farroupilha (1835-1845), cursava enfermagem, e auxiliou no tratamento dos feridos durante esta luta armada.
Em 1841, antes do término do conflito, iniciou seus estudos superiores na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, concluindo-os na Universidade Sorbonne de Paris, França.
Depois de formado, retornou à sua cidade natal dedicando-se ao combate do chólera-morbus, que entre 1855-1856 começara a espalhar óbitos na população rio-grandina. Por conta dos serviços prestados à população durante tal epidemia, foi agraciado com uma medalha pelo Governo Imperial. Segundo Neves (1989), ele estudou com seus mestres da Sorbonne o vírus, facilitando assim diversas curas que promoveu entre os enfermos, o que veio a contribuir com sua fama de médico competente.
Tornou-se diretor da Enfermaria Militar do Rio Grande por ocasião da Guerra do Paraguai (1864-1870), enquanto os médicos do Exército seguiram para os campos de batalha em solo paraguaio. Segundo Neves, nesse período um Batalhão de Voluntários infectado com a Varíola egresso do Nordeste, teve a saúde reestabelecida pelo Dr. Pio na Enfermaria, sendo esta localizada na antiga Rua Yataí.
Pio da Silva foi um dos líderes do Partido Liberal do Rio Grande, sendo amigo de  Bento Gonçalves da Silva e Gaspar Silveira Martins..
Dr. Pio faleceu a 14 de abril de 1897, após uma cirurgia na cidade de Montevidéu, Uruguai. Seu sepultamento foi realizado em Rio Grande, após três anos de sua morte, no cemitério católico local.
Segundo Monteiro (1947), o Decreto Municipal nº 22 de 20 de maio de 1897 tornou o Largo da Matriz, a Praça Doutor. Pio. Ela loacalizava-se onde hoje está instalado o prédio da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, inaugurado em 1950. Em 1930, houve a troca do nome desta para Praça João Pessoa, por ocasião do assassinato do Presidente da Paraíba, João Pessoa. No entanto, em 3 de agosto de 1935 pelo ato nº 131, a praça voltou a se chamar Doutor Pio.
A praça continua sendo um ponto tradicional e cultural de Rio Grande, situada na área  central da cidade, próxima a prédios públicos: a Igreja Matriz de São Pedro, a Biblioteca Rio-Grandense, a Prefeitura Municipal, locais estes onde continuam a ocorrer diversas manifestações públicas.

ESPNDOLA, Mariano Cardozo.

Nasceu em Rio Grande, em 5 de junho de 1875, estudando o curso primário e secundário nos Colégios Alfredo dos Santos e Arno Ernst da localidade. Matriculou-se no curso de Farmácia da Escola de Ouro Preto, mas recebeu o diploma de farmacêutico pela Faculdade de Medicina da Bahia. Posteriormente seguiu o curso médico, diplomando-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, a 16 de dezembro de 1901, com a Tese “Abcesso do Fígado”. Especializou-se em ginecologia e obstetrícia. Fez cursos de aperfeiçoamento nos principais centros hospitalares da Alemanha, Bélgica, França, Holanda, Espanha, Portugal, Itália, Áustria e Hungria. Em Paris trabalhou no Instituto Pasteur acompanhando o curso do Professor Levaditi, ampliando seus conhecimentos em técnica operatória.
Desempenhou as funções de Diretor da Escola de Enfermagem “Oswaldo Cruz” e Delegado de Diretoria de Higiene durante as epidemias de varíola e peste bubônica na cidade de Rio Grande, localidade na qual exerceu sua profissão Nessa época teve oportunidade de aplicar com êxito o soro anti-pestoso de Jersin nos enfermos.
 
Contribui para esta pesquisa Aline Quiroga Neves, Bacherel em História pela Furg e especialista em História do Rio Grande do Sul.
 
FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

FRANCO, Ademar Corra.

Nasceu em Jaguarão a 20 de outubro de 1910. Fez os estudos primários e secundários no Ginásio Municipal Lemos Junior da cidade de Rio Grande (RS), formando-se pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre (RS). Participou de cursos da Escola de Saúde do Exército e especializou-se em Clínica Médica-Cirúrgica.
Freqüentou as clínicas e hospitais do Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte e fez curso de assistência em hospitais e faculdades.
Publicou não só trabalhos e observações clinicas como colaborou na imprensa do Rio de Janeiro e Porto Alegre.
Frequentou como interno o serviço da Enfermaria de Cirurgia do Hospital da Santa Casa de Porto Alegre, sob a direção do Dr. Alfeu Bicca de Medeiros, e a Assistência Pública Municipal da mesma cidade. Foi primeiro-tenente Médico do Exército e Chefe do Serviço de Saúde da Guarnição de Rio Grande, onde exerceu a profissão.

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

PRADO, Arthur Ignacio do.

COUTO, Durval Barros de Azevedo.

Nasceu no Distrito Federal a 19 de junho de 1913. Fez os estudos primários na Escola Euzébio de Queiroz e Pedro II, e os secundários no Ginásio Santo Antônio Maria Zacaria.
Formou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade do Rio de Janeiro (RJ) em 1936. Especializou-se em Radiologia.
Fez curso de aperfeiçoamento em Tuberculose com o prof. Clementino Fraga, em Radiologia com o Prof. Duque Estrada, e Curso de Técnica Radiológica da General Electric, aparentemente todos no Rio de Janeiro.
Publicou a monografia “Contribuição ao Estudo da Pericefalometria”.
Ex-interno dos Hospitais do Lloyd Sul-Americano, Estácio de Sá, Gaffré Guinle e Maternidade das Laranjeiras. Foi também ex-assistente dos Serviços de Radiologia da Maternidade Escola da Santa Casa e do Sanatório São Geraldo (em localidade não mencionada).
Desempenhou as funções de Diretor dos Serviços de Radiologia e Fisioterapia da Santa Casa de Misericórdia  de Rio Grande (RS), e do D.E.S (Centro de Saúde n. 4),  na mesma cidade.

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

PEIXOTO, Erico Poester.

Diplomado em 1927 pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre. Foi médico da Caixa de Aposentadoria e Pensões dos Ferroviários (em localidade não mencionada) e sócio do Sindicato Médico da cidade de Rio Grande (RS), onde exerceu a profissão.

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

 

PINHO, Firmino Jesus de.

Diplomado pela Universidade do Porto (Portugal) em 1917. Foi sócio fundador do Sindicato dos Médicos da cidade de Rio Grande (RS), médico da Cia de Acidentes de Trabalho Segurança Industrial desde 1928, da Sociedade Beneficente das Classes Laboriosas desde 1921 (todas essas funções na cidade de Rio Grande). Serviu como médico assistente do Exército Português, na França, durante a Grande Guerra.

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

PEIXOTO, Isnard Poester.

Diplomado em 1927 pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre, especializou-se em cirurgia, exercendo tal atividade na Caixa de Aposentadoria e Pensões dos Ferroviários, na Santa Casa de Misericórdia e na Beneficência Portuguesa, possivelmente todas estas instituições localizadas da cidade de Rio Grande (RS).

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

DUTRA, Isolina Miranda.

Nascida na cidade de Rio Grande, a 5 de março de 1907. Fez os estudos escolares no Ginásio Lemos Junior de sua cidade natal e formou-se pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre, defendendo a tese: “Contribuição ao Estudo da reação de Hechet, modificada por R. Dujarrie de la Riviére, Mme. Dagny Gjestland e Kossovitch”. Especializou-se em Ginecologia.
Participou, como membro titular, do 2o Congresso Nacional de Tuberculose (Seção Rio Grande do Sul).
Ex-médica da 3a Enfermaria de Cirurgia de Mulheres e Laboratório da Santa Casa de Rio Grande. Desempenhou na mesma cidade as funções de médica do Serviço Pré-Natal do Centro de Saúde n. 4 do DESP, Diretora do Laboratório da Beneficência Portuguesa e médica do Serviço de Assistência à Fabricas da  Santa Casa de Misericórdia local.

 

ALTMAYER, Joo Hugo.

Nascido a 30 de julho de 1916, em Porto Alegre, fez os estudos primário e secundário no Ginásio Estadual Anchieta. Realizou o curso acadêmico na Faculdade de Medicina da Universidade de Porto Alegre, especializando-se em Oftalmologia e Otorrinolaringologia. Desempenhou as funções de interno e médico do Serviço de Oftamologia da Santa Casa de Misericórdia da capital gaúcha. Em Rio Grande (RS), foi Chefe de Ambulatório de Otorrinolaringologia e Oftamologia do Centro de Saúde n. 4, e Chefe do Serviço de Olhos, Ouvidos, Nariz e Garganta da Santa Casa de Misericórdia da mesma cidade, onde passou a exercer a clínica.

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

DIAS, Jorge.

Diplomado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1935. Exerceu a clínica na cidade de Rio Grande (RS).

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

FERREIRA, Laerte Frederico.

Diplomado em 1937, pela Escola Médico Cirúrgica do Instituto Hahnemaniano. Exerceu a profissão em Rio Grande (RS), onde ocupouo cargo de diretor do Laboratório de Análises Clínicas da Santa Casa de Misericórdia local.

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

FALCO, Luiz Martins.

Diplomado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1915. Exerceu a profissão na localidade de Rio Grande (RS). 

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

NICOLA, Mario Rodrigues.

Exerceu as atividades profissionais na cidade de Rio Grande (RS).

NICOLA, Mario Rodrigues.

Nasceu em Rio Grande em 1904. Formou-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1931, exercendo as atividades profissionais na cidade natal.

 

AZEVEDO, Newton.

Formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Porto Alegre em 1936, exerceu a clínica em Rio Grande (RS).

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

FONSECA, Nilo Correa da.

PLAISANT, Osmario de Moura.

Nasceu em Curitiba (PR), a 25 de dezembro de 1915, fez os estudos primários e secundários em sua cidade natal, formando-se pela Faculdade de Medicina do Paraná. Especializou-se em Clínica Geral e publicou os seguintes trabalhos: “Contribuição ao Estudo do Fármaco-dinâmico da Histidina” e “Vitaminas A, B e D na batata inglesa”. Ex-interno da Cadeira de Farmacologia do Paraná e Ex-presidente da Associação dos Internos Estudantes de Medicina do mesmo Estado. Foi oficial médico da Aeronáutica, servindo como 1o Tenente Médico da Base Aérea de Rio Grande (RS), onde também exerceu a profissão.

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

GATTI, Pedro Armando.

Diplomado no Uruguai, pela Universidade de Montevideu. Exerceu a clínica na cidade de Rio Grande (RS).

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

MITCHELL, Pedro de Medeiros.

Nascido em Maceió, Estado de Alagoas, a 27 junho de 1915. Fez a carreira escolar no Colégio Diocesano, dos Irmãos Maristas, de sua cidade natal. Iniciou o curso acadêmico na Faculdade de Medicina de Pernambuco, formando-se pela Faculdade de Medicina da Univ. do Rio de Janeiro. Especializou-se em Ginecologia em Pediatria. Possivelmente atuou também na localidade de Rio Grande (RS).

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

ESPNDOLA, Pricles Destefani.

Nascido em Rio Grande, (RS) a 1 de outubro de 1912. Fez seus estudos no Ginásio Municipal Lemos Junior, na mesma localidade. Formou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade de Porto Alegre, em 1939, tendo-se doutorado com a defesa da tese: “Contribuição ao estudo da infecção Experimental Tuberculosa nas Cavias”.
Participou do 2° Congresso Nacional de Tuberculose (secção Rio Grande do Sul – Porto Alegre – 1941) tendo apresentado a parte experimental da tese inaugural.
Ex-estagiário do Ambulatório de Pediatria do prof. Décio Martins Costa, do serviço médico da assistência pública, ex-interno de Clinica Médica do prof. Sarmento Leite Filho e ex-interno substituto da Santa Casa de Porto Alegre. Também exerceu a clínica em Rio Grande  onde desempenhou as funções de medico da Santa Casa de Misericórdia riograndina e Centro de Saúde n. 4.

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

CORREA, Vespasiano Faustino.

BRUM, Walter da Costa.

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

Nascido no 5o Distrito do Município de Rio Grande (RS), a 11 de março de 1913. Fez os estudos primários com o prof. José Antonio Martins Carneiro, concluindo-os no Ginásio Municipal da localidade em 1933.
Formou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade do Paraná, em 1940, especializando-se em Clínica Geral e Cirurgia. Fez curso na área cirúrgica, com o prof. Erasmo Gaertner, na Casa de Saúde do mesmo nome em Curitiba no ano de 1939. Foi interno do mesmo hospital.
Regressando a Rio Grande, foi membro do Sindicato Médico local e desempenhou funções de interno dos Serviços Gerais da Santa Casa de Misericórdia riograndina e exercendo a clínica de uma maneira geral. 

FERRAZ, Luiz.

Nascido em Rio Grande (RS), a 17 de julho de 1888. Fez os estudos primários e secundários em sua cidade natal, em São Leopoldo e Pelotas. Doutorou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade do Rio de Janeiro, em 1931, defendendo a tese: “Da Helioterapia e sua aplicação no Tratamento das Lesões Traumáticas”. Especializou-se em Higiene. Participou do 2o Congresso Nacional de Tuberculose de Porto Alegre e do Congresso Médico realizado no Rio de Janeiro em 1922. Publicou o trabalho “A Epidemiologia e a Profilaxia da Tuberculose na cidade do Rio Grande”, em colaboração com outros colegas. Ex-interno dos serviços de profilaxia da Fundação Rockfeller. Desempenhou as funções de médico-chefe do D.E.S. da localidade de Rio Grande.

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

FREITAS, Antonio Maria da Costa.

Nasceu em Herval a 26 de Novembro de 1887. Bachrelou-se pelo Ginásio Pelotense. Iniciando o Curso acadêmico na Faculdade de Medicina de P. Alegre, formou-se pela Universidade de Genebra, (SUÍÇA) em 1918. Defendeu a Tese “Púrpura”.

Freqüentou, na Suíça, os Hospitais de Lausanne, Berna e Friburgo. Participou do Congresso de Genebra. Veio para o Brasil, em 1921, iniciando a clínica na cidade de Rio Grande, onde desde aquela data desempenha as funções de médico da Cia. Swift; médico do Porto do Rio Grande e Chefe do Serviço de Vias Urinárias da Santa Casa de Misericórdia da mesma cidade. Membro do Partido Libertador da cidade de Rio Grande, exerceu funções de relevo na sua direção.

 

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

TERRA, Osmarino Oliveira.

Diplomado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1922. Exerceu a profissão em Santa Vitória do Palmar.

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

 

VASQUES, Nazir Rotta.

Diplomada pela Faculdade de Medicina da Universidade de Porto Alegre em 1940. Exerceu a profissão em Santa Vitória do Palmar.

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.


 

MELLO, Mario Teixeira.

Diplomado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1909. Exerceu a profissão em Santa Vitória do Palmar.

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

 

PATELLO, Brasiliano.

Exerceu a profissão em Santa Vitória do Palmar (RS).

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

 

 

 

SOARES, Nicolau.

Fez o curso acadêmico na Faculdade Fluminense de Medicina, especializando-se em Pediatria, Cirurgia, e Clínica Geral. Tornou-se Oficial da Reserva Remunerada do Exército, ao qual serviu durante 30 anos. Durante sua permanência nos quadros militares, organizou administrativamente o Parque da Aviação Militar (Rio de Janeiro) desempenhando funções militares e médicas. Colaborou, igualmente, na organização da Fábrica de Aviões de Lagoa Santa. Exerceu a profissão no Rio Grande do Sul na localidade de São Luiz Gonzaga.

FONTE: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhoria Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943.

GUASQUE, Igncio.

Filho de José Eduardo Cipriano Berlinguero Guasque e Maria de La Cabeza Josefa Juana Terron y Hidalgo de Guasque, nascido no Rio de Janeiro em 1835, casou-se com a bageense Anna Luiza Romeiro Barcellos Guasque, em 8/12/1864, na Catedral de São Sebastião, em Bagé.

Sua formação, provavelmente, foi na Escola de Homeopatia, no Rio de Janeiro (RJ). Clinicou em Jaguarão (RS) em 1890, mesmo ano que escreve e publica, em Pelotas (RS), o livro "Medicina Homeopathica". Logo após, se muda com a maioria dos familiares para o Paraná.

De 1906 a 1907 publicou artigos na “Revista Homeopathica”, do Paraná, embora não estivesse mais clinicando: tornou-se fazendeiro. 

Faleceu em Castro, no Paraná, em 5/2/1912.

Contribui para o texto Gerson Luis Barreto de Oliveira.

GUASQUE, Jos Luiz.

Filho mais velho de Ignácio e Anna Luiza, nasceu em 1/11/1865, em Bagé. Casou-se com Aniceta Correa, em Cerro Chato, Depto. de Rivera - Uruguai, em 5/2/1890, na época era guarda-livros nesta localidade.

Em 1907 era médico licenciado. Só podia exercer a medicina sem diploma no Rio Grande do Sul, a partir de uma licença fornecida pelo Governo do Estado. Neste ano funda a Fasmácia Homeopática Humanitária. Em 1910 seguia com a farmácia e era catalogado como médico hahnemanniano (seguia os ensinamentos do médico Hahnemann).

Participou ativamente na Revolução de 30, junto dos irmãos, numa atividade pró-Getúlio.

Faleceu em Bagé em 13/2/1937.

Contribui para o texto Gerson Luis Barreto de Oliveira.

MOURA, Roberto Landell de.

Roberto Landell de Moura nasceu em Porto Alegre (RS) em 21 de janeiro de 1861, em uma casa da Rua Bragança, atual Marechal Floriano. Estudou no Colégio dos Jesuítas em São Leopoldo (RS), onde concluiu o Curso de Humanidades. Posteriormente, foi ao Rio de Janeiro para cursar a Escola Politécnica.
Viajando ao exterior, em Roma (ITA) Roberto cursou o Colégio Americano e a Universidade Gregoriana aprofundando estudos em Física e Química. Landell de Moura queria conciliar tanto atividades sacerdotais quanto as científicas.
Em 1886, logo depois de ordenado, rezou sua primeira missa na Igreja Nossa Senhora Outeiro da Glória, na qual Dom Pedro II e outras personalidades da corte teriam comparecido.
Em 1887, Pe. Landell de Moura foi nomeado professor de História Universal e Capelão da Igreja do Bom Fim, em Porto Alegre. Foi também vigário, por um ano, em Uruguaiana (RS).
Em 1893, foi transferido para São Paulo, onde realizou a primeira experiência pública de comunicação à distância sem fios, da Av. Paulista ao Morro de Santana. Tal evento foi presenciado por autoridades brasileiras e inglesas.
Em 1900, o padre obtém do governo brasileiro a patente n° 3279, concedida a um aparelho apropriado à transmissão da palavra à distância, com ou sem fios, através do espaço, terra e água.
Suas invenções também incluiriam o Teletion (telégrafo sem fio); Teleauxiofono (telefonia sem fio, microfone e alto-falante); Transmissor de ondas (várias finalidades, inclusive televisão); Edífono (purificador de voz); Anematofono (telefone sem fio); Caleofono (telespeaker). Sob a denominação de PERIANTO, o cientista descreveu minuciosamente os efeitos eletroluminescentes da aura humana e sua gravação em filme fotográfico. Somente em 1939 esse efeito foi conhecido, na Rússia, com o nome de efeito KIRLIAN e sua técnica fotográfica.
Deixou também relatos dos efeitos da acumulação da eletricidade no comportamento do corpo humano, sob a denominação de ESTENICIDADE, e suas formas de controlá-los.
Entre 1901 e 1904, nos Estados Unidos, decidiu patentear novas invenções. Apesar das dificuldades e da falta de recursos, conseguiu fazer funcionar seus aparelhos, como lhe foi exigido para a obtenção destes títulos de propriedade de invenção.
Também foi tido como pioneiro da telegrafia sem fios e precursor da radio-telefonia.
Além de atuar como inventor, Landell de Moura não deixou de dedicar-se à vocação religiosa. Por fim, deixou também registros sobre vários aspectos da Medicina, Física e Psicologia.
Em 1992, em sua homenagem, foi criada a Rede Costeira Radiotelegráfica no Brasil, chamada de “Sistema Landell de Moura”, que cobria a costa brasileira de Fernando de Noronha (RJ) ao município de Rio Grande (RS).
 
FONTE: Padre Landell. [S.I]. Porto Alegre: Editora FEPLAM.

MOURA, Roberto Landell de.

Roberto Landell de Moura nasceu em Porto Alegre (RS) em 21 de janeiro de 1861, em uma casa da Rua Bragança, atual Marechal Floriano. Foi o quarto dos treze filhos de Sara Mariana Landell de Moura e Inácio José Ferreira de Moura. Estudou no Colégio dos Jesuítas em São Leopoldo (RS), onde concluiu o Curso de Humanidades. Posteriormente, foi ao Rio de Janeiro para cursar a Escola Politécnica.
Viajando ao exterior, em Roma (ITA) Roberto cursou o Colégio Americano e a Universidade Gregoriana aprofundando estudos em Física e Química. Landell de Moura queria conciliar tanto atividades sacerdotais quanto as científicas.
Em 1886, logo depois de ordenado, rezou sua primeira missa na Igreja Nossa Senhora Outeiro da Glória, na qual Dom Pedro II e outras personalidades da corte teriam comparecido.
Em 1887, Pe. Landell de Moura foi nomeado professor de História Universal e Capelão da Igreja do Bom Fim, em Porto Alegre. Foi também vigário, por um ano, em Uruguaiana (RS).
Em 1893, foi transferido para São Paulo, onde realizou a primeira experiência pública de comunicação à distância sem fios, da Av. Paulista ao Morro de Santana. Tal evento foi presenciado por autoridades brasileiras e inglesas.
Em 1900, o padre obtém do governo brasileiro a patente n° 3279, concedida a um aparelho apropriado à transmissão da palavra à distância, com ou sem fios, através do espaço, terra e água.
Suas invenções também incluiriam o Teletion (telégrafo sem fio); Teleauxiofono (telefonia sem fio, microfone e alto-falante); Transmissor de ondas (várias finalidades, inclusive televisão); Edífono (purificador de voz); Anematofono (telefone sem fio); Caleofono (telespeaker). Sob a denominação de PERIANTO, o cientista descreveu minuciosamente os efeitos eletroluminescentes da aura humana e sua gravação em filme fotográfico. Somente em 1939 esse efeito foi conhecido, na Rússia, com o nome de efeito KIRLIAN e sua técnica fotográfica.
Deixou também relatos dos efeitos da acumulação da eletricidade no comportamento do corpo humano, sob a denominação de ESTENICIDADE, e suas formas de controlá-los.
Entre 1901 e 1904, nos Estados Unidos, decidiu patentear novas invenções. Apesar das dificuldades e da falta de recursos, conseguiu fazer funcionar seus aparelhos, como lhe foi exigido para a obtenção destes títulos de propriedade de invenção.
Também foi tido como pioneiro da telegrafia sem fios e precursor da radio-telefonia.
Além de atuar como inventor, Landell de Moura não deixou de dedicar-se à vocação religiosa. Por fim, deixou também registros sobre vários aspectos da Medicina, Física e Psicologia.
Em 1992, em sua homenagem, foi criada a Rede Costeira Radiotelegráfica no Brasil, chamada de “Sistema Landell de Moura”, que cobria a costa brasileira de Fernando de Noronha (RJ) ao município de Rio Grande (RS).
 
FONTE: Padre Landell. [S.I]. Porto Alegre: Editora FEPLAM.

BARATA, Manuel Thomaz de S.

Professor da Faculdade de Medicina de Porto Alegre a partir de 1907, responsável pelas disciplinas de história natural e médica. 

 

Fonte: Dicionário Virtual da História da Saúde- Fiocruz. Site: www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br

Verbete intitulado "Escola Livre de Farmácia e Química Industrial de Porto Alegre".

PEREIRA, Dioclcio.

Médico integrante do grupo fundador da Sociedade de Medicina em 1892; da Faculdade de Medicina em 1898 - onde lecionava a disciplina de Clínica Médica - e diretor do hospício São Pedro. Estas instituições localizavam-se em Porto Alegre.

 

Fonte: Psychiatry on line Brasil. Site: http://www.polbr.med.br/ano07/wal0607.php 

Matéria sobre o Hospício São Pedro.

TORRES, Tristo de Oliveira.

Diretor do Hospício São Pedro (localizado em Porto Alegre) entre 02/1901 e 08/1908. Professor da Faculdade de Medicina de Porto Alegre da disciplina "Patologia Médica".

 

Fonte: Psychiatry on line Brasil. Site: www.polbr.med.br/ano07/wal0607.php 

Artigo Sobre o Hospício São Pedro.

CASTRO, Francisco de Paula Dias.

Diretor do Hospício São Pedro localizado em Porto Alegre, provavelmente em 1884. Professor da Faculdade de Medicina da capital gaúcha da disciplina "Psiquatria Médica".

Fonte: Psychiatry on line Brasil. Site: www.polbr/ano07/wal0607.php

Artigo sobre o Hospício São Pedro.

 

DIAS CAMPOS, (?).

Fundador da Faculdade de Medicina em 1898. Professor da Faculdade de Medicina da 1ª seriação. Dirigiu o Museu da Faculdade de 1905 a 1909; Mais tarde substituiu Carvalho Freitas como secretário e tesoureiro na gestão Olinto de Oliveira/Sarmento Leite, 1911, ocupando novamente esses cargos de 1915 a 1920. Foi também Vice-Presidente do Instituto Pasteur, desde sua fundação em 1910 até 1930, licenciando-se a partir de 1923. Professor Jubilado da Faculdade. Fez parte da comissão científica da faculdade em 1909, junto com Dias Campos e Sarmento Leite. Fez parte da comissão de contas junto com Arthur Franco e Sarmento Leite, repetindo-se essa composição em 1912 e 1914. Participou da Comissão da construção do novo edifício em 1911.
 
Fonte: Descrever.
 
 

FERREIRA, Jos Carlos.

NABUCO, Carlos.

LEAL, Alfredo.

FREITAS, Francisco Carvalho de.

DAUDT (Filho), Joo (Gabriel).

CAMINHA, Arlindo.

FLORES, Luiz da Silva.

Médico e pai de Carlos Thompson Flores (presidente da província gaúcha). Luiz da Silva Flores também esteve presente na cerimônia de lançamento da pedra fundamental do Hospício Sâo Pedro em 1879.

Fonte: Psychiatry on line Brasil. Site: http://www.polbr.med.br/ano07/wal0607.php 

Matéria sobre o Hospício São Pedro.

O Dr. Luiz da Silva Flores, o pai, foi, nos meados do século passado, um dos médicos mais populares do Rio Grande do Sul.
Possuidor de um coração excelente e dotado de um espírito fidalgo, o ilustre médico porto-alegrense, tinha uma vasta clientela, não só pertencente a alta sociedade como as classes menos favorecidas da fortuna.
Sua casa abria-se a qualquer hora para atender aos chamados, num tempo em que os médicos eram poucos, mas todos amadurecidos nos seus misteres e no trato contínuo dos enfermos – que são os melhores livros de medicina.
O Dr. Luiz Flores era infatigável.
Ligado ao Partido Liberal, de que era um dos conselheiros, no tempo em que o partido liberal era, no Rio Grande do Sul, uma agremiação respeitável, não só pelas personalidades de seleção que o constituíam como pelo papel saliente que desempenhava na política do império; foi deputado em diversas legislaturas, prestou serviços de relevância a sua terra e ao seu partido, sem, todavia, prejudicar os seus deveres de médico e clínico de muita procura.
Espírito cultíssimo, o Dr.. Luiz da Silva Flores deu sempre empenho de vivíssimo interesse pelo progresso intelectual do Rio Grande do Sul, revelando o mais forte amor pela difusão do ensino público, e o fazia sob o ponto de vista mais adiantado, rompendo contra a rotina e firmando altos princípios de pedagogia moderna.
Na legislatura de 1862, defendendo a criação de escolas nas colônias alemãs, assim dissertava o Dr. Luiz Flores: ‘Eu creio, Sr. Presidente, que nem se pode concluir do que nele está escrito nem estará na mente do autor do projeto, o querer se substituir, pela instrução (permita-se-me a expressão) alemã nas nossas colônias a instrução primária da língua do país, que é essencialmente preciosa; mas a experiência me tem mostrado, que é impossível educar convenientemente as primeiras gerações das colônias sem termos pessoal com as habilitações necessárias para conhecendo a língua própria dessas gerações, e ao mesmo tempo a do país, poder-lhes comunicar esses conhecimentos que constituem a instrução primária elementar, que como acabo de dizer é essencial as populações todas da província , quer alemãs em sua origem, quer rio-grandense’.
Como ainda hoje é isto uma questão corrente e constitui pó assim dizer, um programa, é bom que fique consignado nestas páginas este exemplo brilhante do elevado espírito do notável médico rio-grandense.
O Dr. Luiz da Silva Flores faleceu quase septuagenário, legando a sua descendência um nome superior e uma estrelada memória.

FONTE: PORTO ALEGRE, Achylles. Homens Illustres do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Typographia do Centro, 1916.

 

 

FREITAS, Francisco Carvalho de.

FISCHER, Cristiano.

Nascido em São Leopoldo (RS), em 7 de dezembro de 1869. Farmacêutico formado em Ouro Preto (MG). Integrante do grupo fundador da Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1898 e docente da instituição.

LERNER, Leonel.

Nasceu em 25 de agosto de 1942, em Pelotas. Filho de Isaias Lerner, polonês, e Pomba Lerner, gaúcha, irmão de Ruy Lerner, engenheiro, e Regina Lerner da Silveira, psicóloga. Casou-se com a também médica Gitania Goularte de Moraes, com quem não teve filhos. Foi docente de Semiologia por quase 50 anos. Atuou também como coordenador da regional sul da Associação Brasileira de Educação Médica. Dedicou-se com verdadeiro entusiasmo ao ensino da medicina, o que lhe rendeu notoriedade em muitas cerimônias de formatura. Professor do Departamento de Medicina Interna da Faculdade de Medicina PUCRS, Leonel Lerner faleceu em 11 de fevereiro de 2010, em Porto Alegre, aos 67 anos, vítima de acidente vascular cerebral.

GODOY, Jacintho Saint Pastous.

Natural de Porto Alegre, filho de Jacintho Godoy Filho e de Flávia Saint Pastous Godoy, tinha dois irmãos, Luiz Antonio e Eliana. Casou-se com Erika, com quem teve os filhos Clarissa, Gabriela e Júlia. Exerceu suas atividades profissionais por 33 anos na Clínica São José (Porto Alegre) fundada pelo seu avô, Jacintho Godoy, em 1934, onde, além de médico, foi sócio-diretor nos últimos 30 anos, ao lado do seu irmão Luiz Antonio. Faleceu em 21/02/2010.

ALBUQUERQUE, Manoel Antonio Pinheiro de.

Foi diretor do Instituto Psiquiátrico Forense, antigo Manicômio Judiciário, onde introduziu a alta progressiva. Atuou como professor de psiquiatria das faculdades de Medicina da UFRGS e da PUCRS, além do curso de Pós-graduação em Psiquiatria da UFCSPA.
Atuou na representação política de sua classe sendo um dos fundadores e presidente da Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs), vice-presidente da Associação Médica Brasileira, um dos fundadores da Associação Brasileira de Psiquiatria, presidente da Associação Latino-americana de Psiquiatria, conselheiro do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) e um dos fundadores e presidente da Academia Sul-riograndense de Medicina.
Psiquiatra por mais de 58 anos, dedicou sua prática profissional ao desenvolvimento da psiquiatria clínica dinâmica.
Faleceu em 17 de janeiro de 2010, em Porto Alegre, aos 82 anos, vítima de doença vascular cerebral.

LOBATO, Rita

 Ver  "LOPES, Rita Lobato Velho."

VISSOKY, Gildo

Nasceu em 10/11/1923 em Santa Maria. Formou-se em 1949 pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, especializando-se em ginecologia e obstetrcia. Na dcada de 1950 foi fundador e primeiro presidente da FASPERS (Federao dos Trabalhadores do Servio Pblico do Estado). Em 1994 presidiu o Primeiro Encontro de Mdicos das Fronteiras, que contou com a participao de profissionais da Argentina, Uruguai, Paraguai, entre outros pases. Por seus servios prestados a comunidade recebeu, em 1999, o ttulo de cidado honorrio de Porto Alegre. Faleceu no dia 24/07/2013 em Porto Alegre, estava com 89 anos.

PINHEIRO, Jorge Braga

Nascido em Porto Alegre, a 24 de março de 1899, fez os cursos primário e secundário nos Ginásios Nª Sª das Dores e Anchieta, respectivamente. Doutorou-se em 1923 pela Fac. De Med. De P. Alegre. Defendeu a tese “Vantagens da Pielotomia na litíase renal”. Especializou-se em cirurgia, vias urinárias e obstetrícia. Ex-interno das 5ª e 14ª Enfª da Sta. Casa. Ex-diretor da 14ª Enfª e do Serviço Externo de Radiologia. Cap-médico do S. S. do Exército e cirurgião do Hospital Militar Divisionário de P. Alegre.

WESTPHALEN, Hildebrando

Nascido em Palmeira das Missões, a 18 de Maio de 1889. Filho de Alfredo Westphalen e Adélia Mattos Westphalen. Fez os estudos primários e secundários no Ginásio Santa Maria, da cidade do mesmo nome, e no Instituto Ginasial Júlio de Castilhos, em Porto Alegre. Formou-se pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1915, sendo o orador oficial de sua turma, a qual teve como paraninfo o Barão do Rio Branco. Sua tese de doutoramento versou sobre “percussão de Goldscheider”.

 

Em 24 de maio de 1916, casou-se com a Exma. Sra. D. Otília Walz Westphalen com quem teve quatro filhos: Ethel, Jorge, - acadêmico de medicina, Heloisa e Lúcia.

 

Após se formar retornou à sua cidade natal onde iniciou seus trabalhos clínicos. Especializou-se em Cirurgia e Clínica Geral e fez viagens de estudos à capital do país e à Europa, freqüentando no Rio de Janeiro, a Clínica de Creanças do Professor Fernandes Figueira; em Hamburgo, o Hospital de Eppendorf, sob a direção do Professor Kleinschmitt; em Balim, a “Charité”, sob a direção do Professor Czerny, e as clínicas dos Professores Finkelstein, Ludwig Meyer e Langstein; em Paris, Hospital dês Enfants-Malades”, sob a direção do Professor Nobecourt; e em Viena, a clínica do Professor Knopfelmacher.

 

Na revolução de 1923, serviu como capitão-médico das forças revolucionárias. No fim deste período, transferiu-se com sua família para Cruz Alta, onde, entre outras atividades, exerceu o cargo de diretor do Hospital Santa Lúcia, de sua propriedade.

 

Tomou parte em diversos congressos científicos e foi o primeiro médico a efetuar estudos sobre as propriedades das águas minerais de Iraí, tendo publicado tese sobre esses estudos intitulada “Estudos sobre as águas termais de Iraí”.

 

Foi deputado estadual, em 1934, ocupando a presidência da Assembléia Legislativa, cargo da qual foi afastado devido à intervenção federal durante a ditadura varguista. Foi presidente do Conselho Municipal de Cruz Alta, cargo no qual realizou atividades para a criação e instalação da rede de água e saneamento bem como a construção do Matadouro Municipal. Exerceu também as funções de médico da Caixa de Aposentadoria e Pensões da Viação Férrea do Rio Grande do Sul por mais de 30 anos.

 

Em 1944 fundou o Posto de Puericultura Dr. Olinto de Oliveira. Ocupou a cadeira de puericultura na Escola Normal SS Trindade por vários anos. Desempenhou também funções no Posto de Fiscalização de moléstias contagiosas.

 

Completando, em 1966, 50 anos de exercício da medicina foi eleito membro honorário do Colégio Brasileiro de Cirurgiões.

 

Faleceu em 04 de setembro de 1970, na cidade de Cruz Alta.

 

MARQUES PEREIRA, Francisco de Castilhos.

Nasceu em 22.09.1906, em Porto Alegre. Filho de João Baptista marques Pereira e de Clara de Castilhos Marques Pereira. Foi aluno do Colégio Júlio de Castilhos, de Porto Alegre, onde obteve toda sua formação pré-universitária. Cursou a Faculdade de Medicina na Universidade Federal do RS, graduando-se em 1929, quando defendeu tese sobre O Parasita da Tuberculose e o BCG, obtendo o título de Doutor em Medicina. Esse trabalho outorgou-lhe o prêmio Medalha de Ouro Osvaldo Cruz. Ao longo do curso de medicina foi monitor de histologia, interno do Instituto Pereira Filho e da Assistência Pública de Porto Alegre, atual Pronto Socorro Municipal.
Casou-se em 29.07.1929 com Zilda Maria Fontoura Escobar, com quem teve sete filhos: Ruth Maria, João Pedro, Francisco, Sílvio Antônio, Clara Maria, Roque Antônio e Virgínia Maria.
Em 1930, médico recém formado, exerceu sua profissão na cidade de Boa Vista do Erechim, hoje Erechim. Em 1932, incorporou-se ao serviço de saúde da Brigada Militar do Estado do Rio Grande do Sul, no posto de 1º Tenente Médico, participando ativamente da revolução do mesmo ano. Em 1933 obteve o título de Livre Docente da cadeira de Histologia e Embriologia, da UFRGS. Em 1938, foi promovido a Capitão Médico e nomeado Chefe do Laboratório de Pesquisas Médicas da Brigada Militar. Em 1945, foi promovido ao posto de Major Médico e nomeado diretor do Hospital Geral da Brigada Militar de Porto Alegre. No mesmo ano prestou concurso para Professor Catedrático de Histologia e Embriologia da Faculdade de Medicina da UFRGS, sendo nomeado em 1946.
No ano de 1948, fundou o Laboratório de Análises Clínicas Marques Pereira.
Já no posto de Tenente-Coronel Médico da Brigada Militar, foi designado Chefe do Serviço de Saúde da Instituição, cargo exercido até 1955.
Em 1964, foi eleito Diretor da Faculdade de Medicina da UFRGS, sendo reeleito em 1968.
No ano de 1967, foi convidado a assumir a Secretaria dos Negócios de Saúde do Estado do RS, no governo de Walter Peracchi de Barcellos. No período em que esteve à testa dessa pasta reestruturou o serviço, criando vários postos de saúde, em PA e em municípios do interior do RS.
Em 9 de julho de 1972, ainda no exercício da direção da Faculdade de Medicina, faleceu, na cidade do Rio de Janeiro, vítima de ruptura de aneurisma aórtico abdominal.

FONTE: ACHUTTI, Aloyzio C.; SOUZA, Blau F. de; GOTTSCHALL, Carlos A. M. (org.). Cem Anos de Formação Médica no Rio Grande do Sul. Coleção Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina. Tomo III. Estampa: Porto Alegre, 2007

RICALDONE, Jos.

Nascido na Itália a 24 de setembro de 1880, fez os cursos primários e secundários naquele país. Naturalizando-se brasileiro em 1901, diplomou-se em 1909 pela Faculdade de Medicina de PA. Especializou-se em Tisiologia, tendo feito em 1919, 28 e 30, viagens de estudos a Alemanha e Itália. Participou do Congresso de 1928, realizado na Itália. Publicou vários trabalhos, entre os quais, “Operação Jacobaeus” e outros nos Arquivos da Sociedade de Medicina. Desempenhou as funções de: Diretor do Dispensário E. Rabello, Chefe de Clínica da Santa Casa e da Faculdade de Medicina. Integrou o corpo médico do Sanatório Belém. Casou-se com a Sra. Madalena Monteiro Ricaldone, tendo dessa união os filhos: Francisco, Lenita e Fausto.

Fonte: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhorinha Maria. Panteão Médico Rio-Grandense. Síntese Cultural e Histórica. Progresso e Evolução da Medicina no Estado do Rio Grande do Sul. S. Paulo: Ramos, Franco Ed., 1943.

 

SISSON, Augusto Maria.

Diplomado pela fac. De Med. Do Rio de Janeiro em 1919. Especializou-se em Tisiologia, exercendo a profissão em Porto Alegre.

Fonte: FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhorinha Maria. Panteão Médico Rio-Grandense. Síntese Cultural e Histórica. Progresso e Evolução da Medicina no Estado do Rio Grande do Sul. S. Paulo: Ramos, Franco Ed., 1943.

 

STUMPF, Oscar.

Natural de Porto Alegre, nasceu em 26 de julho de 1913. Estudou no Colégio Rosário.
Após formar-se pela UFRGS em Farmácia, 1935, e Medicina, 1941, atuou no interior do Estado. Mais tarde, passou a clinicar na Capital, trabalhando até os 90 anos. Também trabalhou no posto Santa Marta, na Capital, e em seu consultório particular.
Como professor, atuou na escola de enfermagem da Cruz Vermelha Brasileira, a partir de 1962, e, em 1964, foi nomeado chefe do serviço médico, presidindo a instituição em 1983. Também atuou na Sociedade São Vicente de Paulo.
Entre seus prazeres, estavam o cultivo de plantas em seu orquidário e pescaria.
Faleceu em 16 de agosto de 2010, aos 97 anos, vítima de broncopneumonia bacteriana, no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre.

Fonte: Jornal Zero Hora de 25.08.2010

TANNHAUSER, Semramis Lehnemann.

Graduada em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), lecionou nas áreas de fisiologia e farmacologia na instituição na qual se formou, na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e na Universidade de Passo Fundo (UPF). Doutora, Semíramis era livre-docente e realizava pesquisas na área de neurociências. Depois da aposentadoria, ainda se dedicou à Amrigs, onde, entre outras funções, foi presidente do Conselho de Representantes.

SALLAROLI, Enzo.

Médico italiano, nascido na região de Bolonha em 1892. Atuou na região entre as décadas de 20 e 40. Chegou ao município de Marcelino Ramos em 1929, ali permanecendo até 1948. Foi responsável pela fundação do primeiro hospital deste município (Hospital Casa de Saúde São João), o qual incendiou na década de 40.  O referido hospital é citado no diário de Vargas, quando de sua passagem pela região em 1930, devido ao atendimento prestado pelo Dr° Sallaroli a alguns membros de seu grupo. Enzo Sallaroli faleceu em 1955 em Camboriú, Santa Catarina.

SILVEIRA, Joo da.

Nascido em Porto Alegre em 19 de novembro de 1912, onde fez os estudos primários e secundários. Diplomou-se pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1937. Especializou-se em Clínica Geral. Foi interno, por concurso, da Assistência Pública Municipal de Porto Alegre, do serviço de Sifiligrafia, Urologia e Pediatria da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre e médico da Caixa de Aposentadorias e Pensões do Rio Grande do Sul. Atuou no município de Marcelino Ramos substituindo o Dr° Enzo Sallaroli como direitor do Hospital Nossa Senhora da Aparecida. Fundou o atual hospital da cidade (Hospital João da Silveira). 

 

FIGUEIR, Fbio Medeiros.

Formou-se pela Faculdade de Medicina da UFRGS em 1946. Atuou  no município de Áurea, e em Viadutos após 1942.

GUERRA, Osvaldo.

KNIG.

GNTERS, Severin.

FINOCCHIO, Marcos.

Nasceu em dezembro de 1894, em Santa Tereza de Riva, pequena cidade da Itália, província de Messina, ilha de Sicília. Formado em medicina pela Universidade de Messina e pós-graduado em Berlim em 1932. Embarcou para o Brasil em 15 de setembro de 1932. Em Porto Alegre dirigiu-se para Nova Santa Tereza, cidade próxima de Bento Gonçalves, transferindo-se para Gaurama, onde residiu e atuou profissionalmente de 1934 a 1947.

PECOITS.

BALDINI.

Foi o segundo médico a atuar no município de Aratiba, entre as décadas de 50 e 60. Fundou um hospital onde hoje funciona um posto de saúde da prefeitura. Politicamente, militou pelo PTB.

 

SCROFERNECKER, Vinicius.

STUMPF, Aldo Ivo.

VEIGA, Cldis Prates.

PUHLMANN, Alxis.

AVE-LALLEMANT, Roberto.

GATZ, Peter Wilhelm.

SOUZA, Orlando Sparta de.

MENDES, Paulo de Argollo.

Formado em 1974 pela UFRGS, especialista em Gastroenterologia e Medicina Interna, pós-graduado em Gestão Empresarial pela Faculdade de Administração da Universidade de São Paulo (USP), secretário de Relações Internacionais da Federação Nacional dos Médicos (Fenam). Foi presidente da Associação dos Médicos do Hospital Conceição (Amehc) e conselheiro do Cremers. Presidiu também a Confederação Médica Brasileira (CMB) em 2000. Presidente do SIMERS desde 1998 e Cidadão Emérito de Porto Alegre.
 
Em sua gestão o Sindicato Médico passa a investir na cultura, especialmente no que diz respeito a memória da profissão médica no Estado, que culminou, em 2007, com a inauguração do Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul.
Em 2008 foi eleito Presidente da Federação Nacional dos Médicos.

 

MENDES, Alexandre Dutra de Argollo .

Formado pela Faculdade de Medicina da UFRGS, em 1931. Exerceu profissão na cidade de Porto Alegre.

SILVEIRA, Candido Machado da.

Nasceu em 08 de dezembro de 1859 em Alegrete (RS), filho de Joo Machado da Silveira e Balbina Penteado. Iniciou seus estudos em medicina no Rio de Janeiro e graduou-se Mdico pela Faculdade de Medicina da Bahia (atual Universidade Federal da Bahia), com a Tese ACO PHYSIOLOGICA E THERAPEUTICA DA PAPAINA, em 1886. De volta ao RS, clinicou em Santiago do Boqueiro. Foi eleito deputado na Assemblia dos Representantes do Estado do Rio Grande do Sul na primeira legislatura (1891-1892) pelo Partido Republicano Rio-grandense. Pertencia ao grupo poltico de Jlio de Castilhos, Borges de Medeiros e Pinheiro Machado. Em 1893 transferiu-se para Cruz Alta (RS). Iniciado na maonaria na data de 26/06/1894 na loja Cruzeiro do Sul, em Porto Alegre (RS). Foi o principal fundador da Loja Manica Harmonia Cruz-altense em 05 de agosto de 1895. Foi nomeado Intendente Municipal em Cruz Alta (RS) para o perodo de 1905 a 1908. Faleceu em 08 de julho de 1914 (causa mortis hemorragia cerebral, atestada pelo Dr. Oscar Jos Pithan). Em sua homenagem, foram nomeadas uma rua e uma escola em Cruz Alta (RS) (Rua Dr. Cndido Machado e Escola Estadual de Ensino Fundamental Doutor Cndido Machado).

SANTOS, Estevo Tiomcio dos Santos.

O primeiro indivíduo a ocupar a função de médico na nascente localidade de Cruz Alta. Exerceu a profissão entre os anos de 1833 e 1846.

ALVES, Manoel.

Curandeiro que apareceu em Cruz Alta no final de 1846; operou muitas curas, atrevendo-se a praticar, com instrumentos vulgares, atos de cirurgia; além disso, fabricava pílulas miraculosas, de forma exclusiva, para auxiliar no tratamento. Anos mais tarde mudou-se para São Martinho.

WINTER, Dr.

Médico alemão que chegou em Cruz Alta em 1847; permaneceu na localidade até 1853, quando foi clinicar em São Paulo.

ROSA, Francisco Antonio.

Formado pela Faculdade de Medicina de Bruxelas, na Bélgica, estabeleceu-se no município de Cruz Alta no RS onde exerceu a medicina.

PINHEIRO, Antonio Manoel Marques.

Formado em medicina pela Escola do Porto, de Portugal. Atuou em Cruz Alta.

RIBEIRO, Fidncio Jos.

Farmacêutico que atuou como médico (prático), em torno de 1860, na localidade de Cruz Alta.

HETERLENDI, Carlos.

Diplomou-se na Itália, exercendo a profissão em Cruz Alta durante o período imperial.

GARNIER, Adolpho.

Médico francês que atuou em Cruz Alta até seu falecimento, em 1879.

SANCHES, Jos Ribeiro.

Formado pela Faculdade de Medicina da Bahia, atuou profissionalmente em Cruz Alta, no período imperial.

SAMPAIO, Moreira.

Formado pela Faculdade de Medicina da Bahia, atuou profissionalmente em Cruz Alta, no período imperial.

GOUVEA, Antonio de.

Formou-se pela Faculdade do Rio de Janeiro, residindo em Cruz Alta a partir de 1880, onde atuou profissionalmente.

ACAUAN, Manoel Marques.

Formado pela Faculdade de Medicina da Bahia, atuou na cidade de Cruz Alta.

SOUZA, Jos Modesto de.

Formado pela Faculdade de Medicina da Bahia, atuou na cidade de Cruz Alta.

MEIRA, Francisco Ezequiel.

Formado pela Faculdade de Medicina da Bahia, atuou na cidade de Cruz Alta.

ROCHA, Jos de Figueiredo.

Formado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, atuou em Cruz Alta na fase que antecede à República.

OLIVEIRA, Odilon Berendt de.

Nascido em Florianópolis - SC, em 24 de setembro de 1898. Fez os estudos primários e secundários no Rio de Janeiro e em Porto Alegre. Formou pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1920, defendendo a tese "Anomalias dos vasos e nervos intercostais em suas mútuas relações". Especializou-se em cirurgia, ginecologia, vias urinárias e em partos. Freqüentou cursos de aperfeiçoamento no Rio de Janeiro nas áreas de urologia, com o Prof. Estellita Lins no Serviço de Urologia da Cruz Vermelha Brasileira (1930); de proctologia, na Cruz Vermelha Brasileira, com o Prof. Pitanga Santos; de clínica cirúrgica, com o Prof. Brandão Filho, na Santa Casa de Misericórdia (1930 e 1941); e de ginecologia, com o Prof. Mario M. Fabião, na Santa Casa de Misericórdia.
Publicou ainda os seguintes trabalhos: Alguns casos interessantes de cirurgia, 1941; Bócio e seu tratamento cirúrgico, 1941; Um ano de cirurgia no Hospital Militar de Cruz Alta, 1940;
Foi capitão-médico do Serviço de Saúde do Exército, exercendo a profissão em Cruz Alta, de cujo Hospital Militar foi cirurgião. Também desempenhou as funções de cirurgião do Hospital de Caridade de Passo Fundo e de cirurgião do Hospital Santa Lúcia de Cruz Alta. Foi membro da Sociedade de Medicina e Cirurgia e da Sociedade de Urologia, do Rio de Janeiro.
Casou-se com Jessy Kurtz de Oliveira com quem teve a filha Ada de Oliveira.

AZAMBUJA, Catharino Raphael de.

Nascido em Porto Alegre em 10/01/1880. Conheceu Cruz Alta quando ainda era estudante da Escola de Cadetes. Trocou a carreira militar pela medicina. Diplomou-se pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1906. Após a sua formatura passou a residir em Cruz Alta, cidade na qual contraiu núpcias com Maria Augusta Veríssimo, com a qual teve dois filhos: Raphael e Adriana. Fixou residência em Tupanciretã, onde clinicou até 1918, ano em que se mudou definitivamente para Cruz Alta.
Realizou viagens de estudos a Europa, onde fez cursos de aperfeiçoamento. Teve vários trabalhos publicados, entre os quais ‘Tratamento das febres tíficas e paratíficas pelas injeções intra-venosas de vacinas’, com o qual concorreu no evento ‘Jornadas Médicas de Cruz Alta’.
Foi eleito deputado estadual pela Assembléia Legislativa, doando seus vencimentos para o Hospital São Vicente de Paulo, do qual foi chefe do serviço de clínica médica.
Sob o pseudônimo de Zeca Pitanga, escrevia poemas. Faleceu em 20/08/1946.

LOPES, Euclides da Cunha.

Diplomado em medicina, iniciou sua profissão na cidade de Passo Fundo. Pouco tempo depois se mudou para Cruz Alta, passando a trabalhar na Farmácia Brasileira, de propriedade de Sebastião Veríssimo e também no Consultório do Dr. Franklin, a quem mais tarde ajudaria na fundação da “Enfermaria São Vicente de Paulo”. Anos mais tarde ingressou no corpo médico do Hospital Santa Lúcia.

CINI, Carlos.

Formado em 1916 pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre, especializou-se em oftalmologia. Viveu por muitos anos em Cruz Alta, onde exerceu a profissão. Casou-se com Laura Veríssimo Cini.

NORONHA, Francisco Assis Pereira de.

Nasceu em 23/09/1823 na cidade de Lisboa e faleceu em 30/11/1907, no Brasil. Formou-se médico na Europa aos 18 anos. Contudo, somente ao completar 21 anos recebeu o diploma médico. Conquistou o posto de oficial médico da Marinha Portuguesa.
Chegando ao Brasil, fixou residência nas cidades de Campinas e Paraibuna, em São Paulo, onde se casou.
Mais tarde transferiu-se com a família para Cruz Alta, onde exerceu sua profissão por 50 anos, como médico humanitário. Tornou-se uma figura muito popular, posto que seus tratamentos consistiam basicamente de receitas homeopáticas. Tinha como hobbie o cultivo de flores.

TURI, Pedro.

Nascido na Itália, em Calabrito, província de Avellino, em 18 de maio de 1878. Fez a carreira escolar no Liceu Genovese, de Nápoles, formando-se pela Universidade da mesma cidade em 1900. Defendeu a tese de doutoramento intitulada ‘Bócio exoftalmico’. Especializou-se em clínica geral, moléstias de senhoras e partos.
Veio para o Brasil em 1909 iniciando a clínica em Pelotas. Em 1915 transferiu-se para Cruz Alta, onde permaneceu até 1927, indo depois para Porto Alegre, onde clinicou então por três anos. Retornou então para Cruz Alta. Nesta cidade, desempenhou as funções de médico da Viação Férrea do Rio Grande do Sul e as de auxiliar do Posto de Higiene dessa mesma cidade.
Casou-se com Tereza Turi, de cujo matrimônio teve os filhos: Idea Turi Camerotti, Vera Turi de Moraes, Darwin Turi, médico, Iris Turi Barcellos e Edelweiss Turi Zacouteguy.
Faleceu na cidade de Cruz Alta, em 02 de maio de 1947.

 

VERSSIMO, Franklin.

Autodidata, sem formação superior. Conhecido como “pai dos pobres”. Fundou uma das primeiras casas de saúde de Cruz Alta, auxiliando, também na Fundação do Hospital São Vicente de Paulo, instituição na qual passou a trabalhar.

VERSSIMO, Torbio.

Nasceu em 25/05/1850. Filho de Domingos Veríssimo da Fonseca e de Mariana Annes Veríssimo da Fonseca; irmão de Franklin Veríssimo.
Atuou na cidade de Cruz Alta. Avesso à política. Na revolução de 1893 permaneceu na cidade para prestar auxílio às famílias dos combatentes.
Em 1918, quando a gripe espanhola atingiu a cidade e não mais existia o seu aliado Franklin Veríssimo, “médico protetor dos humildes” como era chamado, para auxiliá-lo no seu trabalho de medicina prática, passou a atender os doentes de toda a região.

VERSSIMO DE MELLO, Antnio.

Nasceu em Cruz Alta aos 13 de fevereiro de 1893. Filho de Franklin Veríssimo e Adriana Pilar de Mello Veríssimo.
Realizou os estudos preparatórios no Colégio São José na cidade de São Leopoldo, ingressando, posteriormente, na Faculdade de Farmácia e Odontologia de Porto Alegre, adquirindo o diploma de cirurgião dentista.
Iniciou sua carreira profissional no município de Passo Fundo, mudando-se, pouco tempo depois, para Dom Pedrito, onde fixou definitivamente sua residência.
Em 1923 seguiu para a frente de  batalha com o Exército Libertador, nas forças do General Felipe Portinho, alcançando o posto de major.
Em 1935 vai para Porto Alegre, onde participa de um concurso para ortodontia e odontopediatria sendo classificado em primeiro lugar.
Candidatou-se à prefeitura em Dom Pedrito, não alcançando vitória. Retorna então para Porto Alegre para assumir seu posto.
Foi poeta, deixando inúmeras produções como, por exemplo, o soneto político “Lenço Encarnado”. Faleceu em 10/06/1960.

VERSSIMO, Fabrcio.

Nasceu em Cruz Alta em 03/03/1896. Filho de Franklin Veríssimo e Adriana Pilar de Mello Veríssimo.
Realizou os estudos preparatórios no Colégio São José, em São Leopoldo. Matriculou-se na Faculdade de Farmácia e Odontologia de Porto Alegre, onde diplomou-se como cirurgião dentista. Desempenhou suas atividades profissionais, desde o início, na sua cidade natal.
Em 1923 alistou-se para a Campanha Regeneradora Pró-Governo do Rio Grande do Sul e incorporou-se as forças do General Felipe Portinho, seguindo para a frente de batalha. Ao retornar da região da Campanha encontrou na estação de trem, em sua chegada, um aviso político que proibia qualquer cidadão de transitar pela Rua do Comércio trazendo qualquer símbolo do partido adversário ao governo, inclusive o lenço vermelho ao pescoço. Diante do fato, puxou para fora as pontas do lenço maragato, caminhando até a sua residência.
Mudou-se para Porto Alegre, cidade na qual faleceu, quando seu filho único ingressou no ensino superior.

VERSSIMO DA FONSECA, Sebastio.

Nascido no ano de 1880, na cidade de Cruz Alta. Filho de Franklin Veríssimo e Adriana Pilar de Mello Veríssimo. Casado com Abegahy Lopes e pai do famoso escritor Érico Veríssimo.
Formou-se na 1ª turma da Faculdade de Farmácia de Porto Alegre.
Quando o prefeito Pedro Paulo Scheunemann foi cassado por seus próprios partidários, foi Sebastião Veríssimo seu substituto até ordem superior do governo do Estado. Ao entrar na Prefeitura entregou as credenciais que trazia, sendo agredido por um funcionário que lhe disse: “maragato não entra nesta prefeitura”.
Mudou-se, alguns anos mais tarde, para São Paulo. Na revolução de 1930, quando João Alberto foi nomeado Interventor de São Paulo, Sebastião Veríssimo foi convidado para uma das secretarias do Estado.
Para Cruz Alta, trouxe grandes companhias de óperas, já que era apaixonado pela música.

CORREA WESTPHALEN, Jos.

Foi prefeito de Cruz Alta por três vezes e deputado pelo PPB.

GONALVES DA SILVA, Slon.

Nascido em Santa Maria, a 18 de outubro de 1916. Fez o curso primário no Ginásio Nossa Senhora do Rosário, em Porto Alegre, e o secundário no Ginásio Pelotense, em Pelotas. Diplomou-se em medicina pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre, no ano de 1939, tendo, durante o curso, conquistado os prêmios “D. Amélia Berchon dês Essarts”, “Prêmio de Física Médica”, “Prêmio Raul Leite”, “Prêmio Silva Araujo Roussel”, colocando-se em primeiro lugar entre os de sua turma.
Ainda em 1939, realizou viagens de estudos e observações a São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, visitando diversas organizações hospitalares. Entre seus trabalhos publicados figuram: “A punção ganglionar na linfogranulomatose maligna”; “O mielograma nas anemias”; “Micro-reação para soro-diagnóstico da lues”.
Foi interno da 2ª cadeira de clínica médica no serviço do professor Sarmento Leite; interno da Seção de Microbiologia do Instituto Osvaldo Cruz; técnico do Laboratório do Serviço Anti-venéreo das Fronteiras; assistente do Dr. Fernando Peña.
Exerceu a profissão no município de Ijuí, cidade na qual também desempenhou as funções de médico chefe do Posto de Higiene do Departamento Estadual de Saúde e de diretor do Laboratório de Análises Clínicas do Hospital de Caridade. Também em Ijuí, foi vereador pelo Partido Social Democrático, exercendo o cargo de prefeito da cidade no ano de 1968. Em 1969 o médico assumiu o posto de superintendente da Secretaria dos Serviços Médicos do Estado.
Casou-se com Georgelina Tricot da Silva.

HOLTON, Dr.

RATH, Felizberto Soares.

Formado pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre, em 1912. Atuou como médico da Comissão de Terras; chega à região de Erechim em 1916, onde passa a exercer a profissão. Atuou como médico também na cidade de Porto Alegre.

CARVALHO, Antnio Souza Fernandes.

Médico da Comissão de Terras, por volta do ano de 1918, atuou em Erechim.

MEDAGLIA, Guido Nlson.

Formado pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre, em 1952. Atuou como médico principalmente na cidade de Erechim, também exercendo a profissão na localidade de Marcelino Ramos, onde respondeu como chefe do Posto de Saúde local.

GALLICHIO, Lus Geraldo

SCLIAR, Moacyr Jaime.

 

Moacyr Jaime Scliar nasceu a 23 de março de 1937, no hospital da Beneficência Portuguesa, em Porto Alegre (RS). Em 1943, começou os estudos na Escola de Educação e Cultura, também conhecida como Colégio Iídiche. Em 1948, transferiu-se para o Colégio Rosário.

Em 1955, foi aprovado no vestibular de Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde se formou em 1962. Especialista em Saúde Pública e Doutor em Ciências pela Escola Nacional de Saúde Pública exerceu a profissão junto ao Serviço de Assistência Médica Domiciliar e de Urgência (SAMDU) e no Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre.

Foi professor visitante na Brown University (Department of Portuguese and Brazilian Studies) e na Universidade do Texas (Austin), nos Estados Unidos.

Seu primeiro livro, publicado em 1962, foi Histórias de Médico em Formação, contos baseados em sua experiência como estudante. Em 1968 publica O Carnaval dos Animais, contos, que Scliar considera de fato sua primeira obra.

Ocupava desde 2003 a Cadeira nº 31, da Academia Brasileira de Letras.

Faleceu em 27 de fevereiro de 2011, em Porto Alegre, aos 73 anos.

Principais Prêmios:

Prêmio da Academia Mineira de Letras (1968), Prêmio Joaquim Manuel de Macedo (Governo do Estado do Rio, 1974), Prêmio Cidade de Porto Alegre (1976), Prêmio Érico Veríssimo de romance (1976); Prêmio Brasília (1977), Prêmio Guimarães Rosa (Governo do Estado de Minas Gerais, 1977); Prêmio Associação Paulista de Críticos de Arte (1980); Prêmio Jabuti (1988, 1993,  2000 e 2009); Prêmio Casa de Las Américas (Cuba, 1989) pelo livro A Orelha de Van Gogh; Prêmio PEN Clube do Brasil (1990), Prêmio Açorianos (Prefeitura de Porto Alegre, 1997 e 2002). Seu romance A Majestade do Xingu, que narra a história de Noel Nuttles, também judeu e médico sanitarista, além de renomado indigenista, recebeu o Prêmio José Lins do Rego, da Academia Brasileira de Letras (1998); Prêmio Mário Quintana (1999); Prêmio Jabuti (2009) por "Manual da paixão Solitária".

Com informações do site da Academia Brasileira de Letras em 22 de março de 2011.

CALEFFI, ngelo Luiz.

Nasceu a 5 de junho de 1913 em Guaporé – RS. Fez seus estudos primários em José Bonifácio, Garibaldi e Passo Fundo, e os secundários no Ginásio de Santa Maria. Formou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade de Porto Alegre, em 1937, dedicando-se a clínica médica e especializando-se em cirurgia. Realizou viagens de estudos ao Rio de Janeiro, São Paulo, Montevidéu e Buenos Aires. Freqüentou o curso de aperfeiçoamento do professor Bruno Marsiaj, em Porto Alegre. Desempenhou as funções de interno da Portaria da Santa Casa, e interno  das enfermarias dos professores Bica de Medeiros, Hugo Ribeiro e João Lisboa. Exerceu a clínica médica em José Bonifácio, onde foi cirurgião do Hospital Santa Terezinha.
Em matrimônio com Lila Caleffi, teve um filho de nome Marco Antônio.

FRAGOMENI, Paulo.

Nasceu em São Gabriel, RS, em 24.01.1921. Formou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade do Rio Grande do Sul no ano de 1949. Iniciou suas atividades profissionais em Ciríaco, RS, onde clinicou até o ano de 1954. Transferindo-se para Passo Fundo, RS, onde se estabeleceu, dedicou-se intensamente à cirurgia e à clínica geral. Envolvido por gosto e afinidade com a botânica e o meio-ambiente, chegou a ser professor da disciplina de fisiologia vegetal na Faculdade de Agronomia da UPF entre os anos de 1969 e 1974, sendo, em 1972, patrono da turma de formandos do referido curso. No mesmo ramo de atividade, presidiu a Sociedade Botânica de Passo Fundo.

Biografia elaborada a partir de informações concedidas por Luís Sérgio Fragomeni (filho de Paulo Fragomeni).

FIORIN, Romeu Luiz.

Natural de Porto Alegre, nasceu em 05.07.1917. Formou-se em 26.12.1939, pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre. Especializou-se em ginecologia e obstetrícia. No começo da carreira atuou em Paverama, no Vale do Taquari, por breve período. Trabalhou durante muitos anos no Hospital Beneficência Portuguesa e posteriormente no Hospital Moinhos de Vento. Faleceu em 07.05.2005, devido a problemas circulatórios, em Porto Alegre.

ZANIN, Raimundo Fiorelo.

Nasceu em 20 de maio de 1909, em Alfredo Chaves, RS. Seus primeiros estudos foram nas escolas públicas de Alfredo Chaves e no Colégio São Luís Gonzaga, vindo a concluir os estudos secundários no Ginásio Júlio de Castilhos, em Porto Alegre. Formou-se em 1935 pela Universidade de Porto Alegre, especializando-se em clínica geral e cirurgia. Desempenhou as funções de interno do professores Alfeu Bica de Medeiros, Raul Pila, Difini, Marques Pereira e Frederico Falk. Clinicou no município de José Bonifácio onde foi médico do Instituto dos Industriários, da Viação Férrea do RS e diretor do Hospital São Francisco de Assis.

FAGUNDES, Cmara.

Médico natural de Erechim-RS, mudou-se para Santa Maria onde também clinicou.

MIRANDA E SILVA, Cyro.

Nasceu em 25 de agosto de 1908 no Município de Santa Maria. Iniciou seus estudos primários no Colégio Elementar de Santa Maria, e os secundários no Ginásio Rosário de Porto Alegre, onde concluiu os preparatórios.
Formou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade de Porto Alegre em 1931, vindo a especializar-se em otorrinolaringologia. Realizou viagens de estudos ao Rio de Janeiro, onde foi interno do Serviço de Olhos-ouvidos-Nariz e Garganta da Fundação Gafrée-Guinle e Policlínica de Botafogo, sob a direção do Dr. Raul David Sanson. Desempenhou as funções de interno do serviço de otorrinolaringologia da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. Ocupou o cargo de médico-chefe do Posto de Higiene de José Bonifácio.
Casou-se com Ignácia Melo Miranda, tendo do matrimônio os filhos Carlos Ariel, Flávio Rubens, Paulo Sérgio e Eunice.

BERNARDI, Dr.

Médico italiano que atuou no município de Erechim. Não falava o português.

SILVEIRA, Fernando.

Médico formado pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre, em 1959.

ALMEIDA, Nadal Maciel de.

Médico formado pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre, no ano de 1939.

REICHMANN, Nery Corra.

Médico formado pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre no ano de 1943.

MORAES, Dante Machado.

Médico formado pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre no ano de 1934. Exerceu a profissão no município de Encantado - RS.

MILANO, Jos Carlos Fonseca.

Natural de Santa Maria, diplomou-se pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1933. Atuou na cidade de Erechim, cidade na qual exerceu o cargo de prefeito no período de 19/08/1936 a 22/01/1938, pelo Partido Republicano Liberal. Durante seu mandato como prefeito acompanhou a fundação do Hospital de Caridade José Bonifácio, conseguindo a doação de terra do poder público à sociedade responsável pela criação da instituição; criou uma taxa hospitalar, que deveria ser, juntamente como qualquer outro tributo municipal, destinada à construção do prédio do hospital. Clinicou também na cidade de Porto Alegre, onde foi reitor da Universidade Federal do RS entre os anos de 1964 e 1968.
Faleceu em Porto Alegre em 21/09/1995.

VARGAS, Otacilio.

Médico formado pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre, no ano de 1922.

SCHMIEDT, Otto.

Nascido em Leipzig, na Alemanha, em 1º de novembro de 1868. Fez os estudos primários e secundários no Ginásio S. Tomé. Fez o curso médico nas Universidades de Leipzig e Friburgo, pela qual se doutorou em 1893 defendendo a tese ‘Artério-esclerose da cabeça nos diabéticos’. Especializou-se em cirurgia e ginecologia. Transferiu-se para o Brasil em 1894, iniciando as atividades profissionais em Porto Alegre, passando a exercê-las mais tarde em outros municípios, entre eles Santa Cruz, Lajeado e Novo Hamburgo. No começo do século XX, fixou-se em Não-me-toque, distrito de Carazinho, onde foi médico pioneiro. Ali alugou uma casa de madeira onde instalou seu consultório, uma sala de cirurgia, um laboratório e alguns quartos que serviram de hospital improvisado. Pouco tempo depois organizou um hospital com 16 leitos. Muitas vezes, os doentes operados no consultório, eram transportados de padiola para o outro lado da rua onde se localizava o hospital improvisado. Sua esposa, Maria Schmiedt, auxiliava-o nas cirurgias fazendo as vezes de enfermeira.
Empreendeu viagens de estudos à Europa em 1913, 1924 e 1929, tendo freqüentado nessa oportunidade cursos de cirurgia e ginecologia em Leipzig e Berlim. Desempenhou as funções de assistente da Clínica Cirúrgica dos professores Carlos Thiersch e Trendelenburg, em Leipzig, e a de interno do professor Sanger, em Viena.
Casou-se com Maria Rothe Schmiedt, com quem teve os filhos Ernesto, Irmfried, Irmgard, Ingbert e Diether.

SCHMIEDT, Ingbert Ernesto Guilherme.

Nasceu em 10 de fevereiro de 1914, em Não-me-toque, município de Carazinho. Fez os estudos primários e secundários no Colégio 7 de setembro e no Ginásio Anchieta, respectivamente. Formado pela Escola de Medicina do Rio Grande do Sul, defendeu a tese ‘Contribuição para o tratamento da calculose vesical pela litotripsia’. Especializou-se em cirurgia do estômago e vias biliares. Freqüentou a Clínica Cirúrgica do professor Benedito Montenegro, no Sanatório Santa Catarina, em São Paulo, e de Técnica Cirúrgica do professor Alípio Correa Neto. No Rio de Janeiro, freqüentou a Clínica Cirúrgica do professor Brandão Filho. Ocupou cargo de médico do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem no ano de 1939, em São Sebastião do Caí. Formou-se também em farmácia no ano de 1937.
Casou-se com Ilse Schmiedt, tendo do matrimônio o filho de nome Ivo.

STAHL, Otto.

Nasceu em São Sebastião do Caí. Fez seus estudos primários em sua cidade natal, transferindo depois para a capital do estado, onde fez o curso secundário. Formou-se na última turma da Escola Médico-Cirúrgica de Porto Alegre, em 1925, defendendo tese. Especializou-se em cirurgia e clínica médica. Exerceu a profissão em Não-me-toque, distrito de Carazinho, onde fundou e dirigiu o Hospital Sagrada Família. Mais tarde, funda ainda o Hospital de Caridade Sagrada Família, mantido pela Sociedade Beneficente Sagrada Família.
Casou-se com Wilma Leopoldina Stabel Stahl, de cujo matrimônio teve a filha Brunhilde.

 

MARIANO DA ROCHA, Jos.

MARIANO DA ROCHA, Jos.

Nascido em Taquari - RS, em 21 de dezembro de 1874. Fez os estudos primários em Pelotas, sob a direção de seus pais Mariano Joaquim de Siqueira e Ana Eulina de Siqueira Rocha, professores públicos naquela cidade. Freqüentou depois o curso de humanidades em São Leopoldo, no Ginásio Nossa Senhora da Conceição, dos padres jesuítas.
Entrou na Faculdade de Medicina da Bahia em 1893. Tendo sua tese sobre melancolia sido aprovada com distinção, colou grau em 14 de dezembro de 1898.
Desempenhou as funções de interno da Clínica Psiquiátrica e Moléstias Nervosas, sob direção dos professores Tilemont Fontes e Juliano Moreira e a de interno dos Hospitais de Sangue na Bahia, em 1897, durante a Campanha de Canudos.
Fez viagens de estudos à Europa. A primeira delas, nos anos entre 1904 e 1906, freqüentando as principais clínicas de Viena, Berlim e Paris. Empreendeu, depois, novas viagens à Europa, nos anos de 1919 e 1925, acompanhando cursos de alta cirurgia, especialidade a qual se dedicou.
Exerceu a clínica médica em Santa Maria, onde fixou residência desde sua diplomação. Na mesma cidade ocupou a cadeira de Farmacognosia da Faculdade de Farmácia de Santa Maria, instituição que ajudou a fundar.
Em colaboração com seu irmão Francisco Mariano da Rocha, também médico, instituiu na Sociedade de Medicina de Santa Maria (1935) o prêmio que leva seu nome e que oferece medalha de ouro e diploma.
Casou-se com Maria Clara Marques da Cunha Rocha, tendo de seu matrimônio dez filhos, dos quais 3 são médicos: Maria Clara Mariano da Rocha, Mariano Filho, Edith Mariano da Rocha; e, farmacêutica, Celeste Mariano da Rocha.

 

MARIANO DA ROCHA, Francisco.

Nasceu em 8 de agosto de 1887, em Pelotas. Fez os primeiros estudos no Ginásio Gonzaga, dos padres jesuítas. Concluindo seus estudos em Pelotas, matriculou-se na Faculdade de Medicina de Porto Alegre, onde cursou a primeira série, transferindo-se a seguir para a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Em 1911 defendia tese intitulada “Da viscosidade do sangue, contribuição ao seu estudo na paralisia geral”, que foi aprovada com distinção. Retornou para o Rio Grande do Sul depois de formado, fixando residência em Santa Maria, onde exerceu as atividades profissionais integrando o corpo médico do Hospital de Caridade.
Realizou viagens de estudos a Paris, Berlim e Viena, tendo relações com médicos de renome como Dieulafoy, Vidal, Von Eiselsberg e Willem Schauta, através dos quais aprimorou seus conhecimentos, principalmente nas áreas de neuropsiquiatria e parasitologia.
Sempre buscando se atualizar na ciência médica, o primeiro aparelho de raio x de Santa Maria funcionou em sua residência.
Membro fundador da Sociedade de Medicina de Santa Maria e redator dos Anais da mesma sociedade, onde publicou vários trabalhos. Foi um dos fundadores da Faculdade de Farmácia (1931) e Odontologia de Santa Maria, organizada sob os auspícios da Sociedade de Medicina dessa cidade.
Em colaboração com seu irmão José Mariano da Rocha, também médico, instituiu na Sociedade de Medicina de Santa Maria (1935) o prêmio que leva o nome do irmão e que oferece medalha de ouro e diploma.
Casou-se com Iriema Borges Pires.

PINTO, Paulo Becker.

Médico diplomado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1933. Exerceu a profissão em Santa Maria-RS.

TURI, Nicola.

Nascido em Calabritto, província de Avellino (Itália). Fez os estudos primários e secundários no Liceu Victorio Emanuel, em Nápoles. Concluiu o curso de medicina em 1899 na Faculdade de Medicina da Universidade dessa mesma cidade, especializando-se em medicina geral e cirurgia. Fez viagens de estudos a Roma, onde freqüentou os hospitais e policlínicas. Publicou o trabalho intitulado “Um caso de poliorquídia bilateral”, na Gazeta dos Hospitais de Milano, em dezembro de 1928. Foi interno do Hospital Italiano de Montevidéu, em 1900. Transferiu-se para o Brasil, onde fixou residência em Santa Maria. Nesta cidade foi diretor da Casa de Saúde da Cooperativa da Viação Férrea do Rio Grande do Sul, médico do Hospital de caridade e membro da Sociedade de Medicina local. Participou de várias conferências médicas realizadas pela Sociedade de Medicina de Santa Maria.
Casou-se com Madeleine Philibert Turi com quem teve as filhas Maria Magdalena Turi Cataldi e Maria Genoveva Turi Pinto Barros.

TORRES, Alfredo.

Médico-cirurgião. Formado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.

COSTA, Luiz.

Formado pela Faculdade de Medicina da Bahia. Especialista em moléstias dermatológicas e “syphiligraphicas”.

SCHLENZKA, Rodolfo.

Médico-cirurgião, formado pela Faculdade de Berlim.

LIMA, Fernando Ramos.

Nasceu no ano de 1922, na cidade de São Gabriel - RS. Cursou o Colégio Militar. Formou-se em 1947 na Faculdade de Medicina de Porto Alegre e já diplomado iniciou a atividade profissional na cidade de Jacutinga. Transferiu-se mais tarde para Recife, onde também exerceu a profissão. Retornou a São Gabriel onde fixou residência. Lá, foi chefe do Posto de Saúde da cidade por vários anos, além de trabalhar no SAMDU (Serviço de Atendimento Médico Domiciliar). Criou também o Serviço de Prevenção ao Câncer Ginecológico, referência na região.

PEREIRA, Paulo Mello.

Nasceu em 1° de fevereiro de 1929 em São Gabriel. Iniciou os estudos em sua cidade natal, transferindo-se para Porto Alegre a fim de preparar-se para o vestibular. Formou-se em 1959 na Faculdade de Medicina de Porto Alegre.
Em 1960 o médico retorna a São Gabriel, dedicando-se à pediatria, influenciado, segundo suas palavras, pela professora Maria Clara Mariano da Rocha. A partir de 1970 passa a dedicar-se a anestesia, tendo realizado cursos no Hospital Beneficência Portuguesa, de Porto Alegre, sob orientação do médico Affonso Fortis. Trabalhou com essa especialidade até sua aposentadoria em 2011.

FREITAS, Jovino da Silva.

Nasceu em Passo Fundo em 19 de fevereiro de 1910. Fez seus estudos primários no Instituto Educacional de Passo Fundo e os secundários no Colégio Julio de Castilhos, em Porto Alegre. Ingressou na Faculdade de Medicina de Porto Alegre, concluindo o curso em 1935. Especializou-se em oftalmologia e otorrinolaringologia. Desempenhou as funções de interno dos serviços de otorrinolaringologia e oftalmologia da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre e de assistente da cadeira de otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina de Porto Alegre. Retornou a Passo Fundo em 1939, iniciando suas atividades de clínico e cirurgião. Além de seu consultório particular, trabalhou também no Hospital São Vicente de Paulo e no Hospital de Caridade (hoje Hospital da Cidade). Ocupou o cargo de docente da cadeira de oftalmologia e otorrinolaringologia da Escola de Enfermagem e Parteiras, da qual também foi diretor.
Casou-se com Eloisa Rodrigues de Freitas, tendo do matrimônio a filha Juliana.

SAUTE, David.

Nasceu em 1935, na cidade de Cruz Alta. Formou-se em Química Farmacêutica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e em 1962 formou-se em Medicina pala Universidade Federal do Paraná. Especializou-se em Pediatria no Hospital da Criança do Paraná, realizando também cursos de aperfeiçoamento no México, Rio de Janeiro e Japão. Concluído o curso de medicina, fixou-se em Carazinho, onde exerceu a profissão.

CORREA, Joo Otaclio de Assis.

Nasceu em 12.05.1887 em São Francisco de Assis - RS, filho de Alfredo Joaquim Correa e Adelaide Küster Correa, ambos naturais do RS. Formou-se na Escola Médico Cirúrgica de Porto Alegre em 1933. Exerceu a profissão sempre em sua cidade natal. Faleceu em 07.03.1972, aos 84 anos, de insuficiência cardíaca no Hospital Santo Antonio de São Francisco de Assis.

FRASCA, Ottorino.

Nasceu em 1902 na cidade de Porto Alegre. Formou-se em 1935 pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre, exercendo a profissão na capital. Aposentou-se em 1965, vindo a falecer em 1972.

CAUDURO, Raymundo.

Nasceu em 1904 em Arroio Grande, distrito de Santa Maria, filho de imigrantes italianos vindos de Treviso. Graduou-se em Medicina na Universidade do Rio de Janeiro em 1928, tendo como tese “O coração senil”. Logo depois, realizou curso de 10 meses na Universidade da Sourbone, em Paris, retornando a Santa Maria onde iniciou sua carreira. Atuou no Hospital de Caridade Astrogildo de Azevedo. Em 1945 encerrou as atividades médicas e passou a se dedicar a cultura do arroz, fundando a Cooperativa do Arroz Camobi. Também auxiliou na criação da Faculdade de Farmácia que posteriormente originaria a Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Santa Maria. Faleceu em 1987.

SOUZA, Dorvalino Luciano.

Nascido em Palmeira, em 28 de agosto de 1908. Fez a carreira escolar no Ginásio Santa Maria, da cidade de mesmo nome. Formou-se pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1934.
Foi interno da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, no Serviço do Profº Sarmento Leite Filho; desempenhou as funções de médico da Prefeitura Municipal de Palmeira, cidade onde exerceu a profissão durante boa parte de sua carreira, dedicando-se a clínica geral.
Casou-se com Ema Gomes, com quem teve os filhos Onilto e Fernando.

CASTRO, David.

(1915-1980)

Nascido em Recife, forma-se em medicina em Salvador e cursa homeopatia na Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro. Por recomendação do dr. José E. Galhardo, seu professor, muda-se para Porto Alegre, onde vive seus anos mais produtivos.
Em 1941, funda a Liga Homeopática do Rio Grande do Sul (LHRS), iniciando uma ampla campanha na imprensa com palestras radiofônicas na Rádio Farroupilha, reproduzidas semanalmente no Diário de Notícias sob o título "Pílulas Homeopáticas. Posteriormente,  publica "Gotas Homeopáticas" na Folha da Tarde e "Coluna Homeopática" no Correio do Povo.

Paralelamente, constitui um sólido patrimônio para a homeopatia gaúcha, com a construção de três dispensários homeopáticos, inauguração de monumentos em praças públicas e realização de congressos homeopáticos em Porto Alegre. Entre os quais o IVº Congresso Brasileiro de Homeopatia (CBH), oficializado pelo Governo do Estado do RS com o lançamento do primeiro selo postal mundial com tema homeopático - homenagem ao centenário do nascimento de Licínio Cardoso.

Edita o Boletim de Homeopatia, órgão oficial da LHRS, e publicado regularmente de 1941 a 1963. Dá continuidade à publicação por meio da Revista Similia, até dois meses antes de sua morte.

Em 1955, transfere residência para o Rio de Janeiro, onde torna-se titular da cadeira de homeopatia (facultativa) da Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro e publica crônicas dominicais no Correio da Manhã.

Sempre ligado a efemérides e à história como forma de divulgar a homeopatia, em 1959 apresenta moção da LHRS ao 7º CBH para criação do Dia da Homeopatia no Brasil em 21 de novembro.

Participa de diversos congressos internacionais como representante brasileiro, inclusive do Ministério da Saúde, divulgando a homeopatia brasileira pelo mundo.
 
Em 1961, apesar de residir no Rio de Janeiro, aceita a indicação para a presidência da Associação Paulista de Homeopatia (APH), injetando um novo vigor na instituição. Estimula a implantação de monumentos à homeopatia no Rio e em São Paulo.

Publica diversos livros, entre os quais  "Homeopatia - Terapêutica Positiva" (1944), "Homeopatia por dentro e por fora" (1959) e "Homeopatia e Profilaxia" (1978), além da revisão da tradução da sexta edição alemã do "Organon" de Hahnemann, que o Grupo de Estudos Benoit Mure editou em São Paulo.

Funda a Editorial Homeopática Brasileira (1963), legando um importante patrimônio bibliográfico à homeopatia brasileira.

 

Fonte:

Site da Liga: http://www.ligahomeopaticars.com.br


COSTA GAMA, Jos Carlos.

Nasceu em Porto Alegre em 19 de janeiro de 1922. Formou-se em 1949 pela Faculdade de Medicina da UFRGS. Freqüentou os serviços de Oftalmologia de homens e mulheres da Santa Casa de Misericórdia, à época sob responsabilidade do professor Ivo Correa Meyer.
Foi por duas vezes Presidente da Sociedade Rio-grandense de Oftalmologia e Otorrinolaringologia na década de 1960. Lecionou na Faculdade Católica de Medicina, hoje UFCSPA, na década de 1970.
Foi Diretor Médico e técnico do Hospital Banco de Olhos por vinte anos, organizando durante o período o serviço de Pronto Socorro ainda em funcionamento.

PEREIRA, Oscar Bernardo.

Nasceu em Porto Alegre em 1º de novembro de 1901. Diplomado pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre em 1924. Liderou a construção do Hospital Sanatório Belém, do qual foi diretor de 1944 a 1952 e teve igual importância para a criação do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Trabalhou também como médico-chefe no Instituto Pereira Filho.
Faleceu aos 52 anos.

AYRES, Alberto Jos.

Filho de Francisco José Ayres e de dona Amélia Augusta Ayres nasceu em 16.07.1922 na cidade de Rio Grande – RS. Realizou o ensino fundamental entre o Colégio São Francisco (Rio Grande, RS) e aulas particulares em Portugal (região de Trás dos Montes).

Iniciou o ensino médio no Gynasio Lemos Júnior (Rio Grande, RS) e concluiu no Instituto Lafayette (Rio de Janeiro,RJ).

Formou-se em Medicina pela antiga Faculdade Nacional de Medicina (atual UFRJ), localizada na Praia Vermelha, Rio de Janeiro, em 1946.

Começou a clinicar na sua cidade natal em 1947. Trabalhou em sua clínica particular, exercendo a especialidade de oftalmologia e otorrinolaringologia por 46 anos.

Foi presidente da Sociedade de Medicina do Rio Grande (SOMERIG) nos anos de 1967-1968.

Participou ativamente da fundação da Faculdade de Medicina do Rio Grande e foi responsável pela cadeira de Otorrinolaringologia entre os anos de 1970 a 1973. Trabalhou na mesma clínica particular, na especialidade de oftalmologia, por 32 anos. Recebeu homenagens da Sociedade Médica de Rio Grande, nos anos de 1977 e 1992, pelos serviços prestados a sociedade Riograndina.

Casado com Laura Pó Ayres, teve quatro filhos: Heloisa, Laura Beatriz, Izabel Maria, Luiz Alberto.

Faleceu em 08 de dezembro de 1993, aos 71 anos.

 

MARCZYK, Luiz Roberto Stigler.

Natural de Alegrete-RS, nasceu em 7 de dezembro de 1945. Filho de Carlos Marczyk e Elisa Stigler Marczyk, ambos médicos formados pela Faculdade de Medicina da UFRGS na turma de 1944. O pai atuava como cirurgião geral e a mãe como ginecologista e obstetra.


Luiz Roberto formou-se em medicina no ano de 1969 pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.Realizou residência médica em ortopedia e traumatologia, entre os anos de 1970 e 1974, no Hospital das Clínicas de São Paulo, onde posteriormente, entre os anos de 1975 e 1976 assumiu cargo como chefe de plantão do pronto-socorro de traumatologia. Exerceu cargo de auxiliar de ensino entre 1974 e 1976 na Faculdade de Medicina da USP, instituição pela qual se tornou o 1º mestre em Ortopedia e Traumatologia, em 1976.

Freqüentou curso de especialização em ortopedia e traumatologia na Universidade de Toronto, Canadá, em 1978.

Foi professor titular de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina de Porto Alegre, onde também integrou o conselho diretor da faculdade. Foi chefe do Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre por mais de 15 anos.

Integrou o Conselho Consultivo da Fundação Médica do Rio Grande do Sul. Esteve presente como membro dos corpos editorias da Revista Brasileira de Ortopedia, órgão oficial da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, da Revista da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP), da Revista do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (UFRGS) e da Revista da Faculdade de Medicina de Córdoba (Argentina).

Desempenhou as funções de Diretor Científico do Serviço de Traumatologia do Sistema Hospitalar Mãe de Deus de Porto Alegre. Participou também do Conselho do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

FASSA, Luiz.

Natural de Santos, SP, Dr. Luiz Fassa formou-se no Rio de Janeiro, pela Faculdade de Medicina e Cirurgia, onde colou grau em 21/12/1958. Especializou-se em ginecologia e obstetrícia. Mudou-se para Pelotas em 1961 para trabalhar na Santa Casa de Misericórdia. Lá estabeleceu clínica e também assumiu cargo como professor na Faculdade de Medicina da Universidade Católica de Pelotas e na Universidade Federal de Pelotas. Foi médico do INSS, do Funrural e da Secretaria Municipal de Saúde - onde, na implantação do SUS treinou os médicos que trabalhariam nos primeiros postos de saúde de Pelotas na área de ginecologia e obstetrícia. Em 1985 a família mudou-se para Porto Alegre onde ele assumiu a direção do Hospital Presidente Vargas. Após oficialmente aposentado trabalhou na Secretaria de Saúde de Canoas atendendo no Posto de Saúde Rio Branco e coordenando o Programa de Saúde da Mulher.

LUDWIG, Oswaldo Kessler.

Médico hematologista. Nascido em Canoas em 1914, foi diplomado em 1938 pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre, hoje Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde atuou como professor de Patologia Geral. Também foi docente titular de Hematologia na então Faculdade Federal de Ciências Médicas, onde recebeu o título de Professor Emérito e integrou o Conselho Diretor.

 

Foi presidente da Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia e de outras associações médicas.

 

Idealizou o primeiro laboratório central da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. Tornou-se ainda o primeiro diretor do laboratório e banco de sangue do Hospital de Clínicas da UFRGS.


Participou de estudos de Cibernética, chegando a publicar trabalhos sobre o assunto. Foi ainda fundador dos Laboratórios Especializados Reunidos, onde exerceu Clínica de Hematologia. Ainda organizou o primeiro banco de sangue de Porto Alegre.

 

Fundador do Instituto Sul-Riograndense de História da Medicina, em1946, e da Associação Gaúcha de História da Medicina, em 2008. Faleceu em 2009


(Fonte: Zero Hora – Ano 46 – Obituário – 30/04/09 – Pág; 54)

IRION, Joo Eduardo de Oliveira.

Rosário do Sul, 14 de novembro de 1929. Formou-se em Medicina pela Universidade Federal do Paraná, especializando-se em Radiologia e Medicina Nuclear.

Fundou, em 1972, a Unimed Santa Maria, sendo seu primeiro presidente e ocupando o cargo por 17 anos.

Destacou-se na constituição do Sistema Unimed, auxiliando na criação da Confederação Nacional das Cooperativas Médicas, a Unimed Brasil, em 1975, da qual foi diretor por várias gestões. Também foi um dos responsáveis pela criação da Unimed Seguradora, sendo o seu primeiro presidente, cargo que ocupou em várias gestões.

É professor aposentado de Radiologia da Universidade Federal de Santa Maria e atualmente dedica-se a sua especialidade

 

Fonte:

Memória Unimed

http://memoria.unimed.com.br/memoria/indexProjeto.do?pagina=pessoa.jsp&idPessoa=28

ELY, Jorge Fonseca.

Jorge Fonseca Ely concluiu o curso de medicina da UFRGS, após defesa de tese na área de cirurgia plástica, em 1954. Foi professor titular de Cirurgia Plástica da Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre. Contribuiu fundamentalmente para o desenvolvimento da cirurgia plástica no Brasil, fato expresso no reconhecimento que obteve das comunidades nacional e internacional desta área, através da obtenção de medalhas e títulos de honra e da participação em vários órgãos e sociedades de cirurgia plástica. Trabalhou por mais de 30 anos como diretor e cirurgião na Clínica Sul - Brasileira de Cirurgia Plástica, em Porto Alegre.

BUSNELLO, Ellis Alindo DArrigo.

Dr. Ellis Alindo D’Arrigo Busnello, nasceu em 07/05/1932 na cidade de Bento Gonçalves. Foi Médico psiquiatra e 2° Tenente da Reserva de 2ª Classe do Serviço de Saúde do Exército. Formou-se pela UFRGS nos cursos de História Natural (1950-1953) e Medicina (1950-1955), e, realizou seu Mestrado em Saúde pública (1971-1972) nos Estados Unidos pela John Hopkins University.

Atuou na Divisão de Pronto Socorro da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, em 1956, como médico socorrista, e entre 1957-1959, como neuropsiquiatra. Foi chefe do Serviço de Psiquiatria da Fundação dos Funcionários da Varig, Porto Alegre, 1957-1959. Em 1959 começa a trabalhar como médico psiquiatra no Hospital Psiquiátrico São Pedro, instituição na qual permanece até 1987 e chega a exercer o cargo de Diretor Geral entre os anos de 1983-1987. Também atuou como professor de Psicologia na UFRGS entre os anos de 1961-1985, além de prestar Assessorias e Consultorias entre os anos de 1980 e 1988.

SANTOS, Osvaldo Carlos.

Dr. Osvaldo Carlos dos Santos, nasceu no interior da cidade de Cangussu - RS, em 12.10.1939. Realizou seus primeiros estudos em sua própria residência, que à época funcionava como colégio municipal. Ingressou no Ginásio São João Batista de Camaquã, finalizando seu segundo grau em Pelotas, no Colégio Gonzaga.
Graduou-se em Medicina em 1966, na primeira turma da Faculdade de Ciências Médicas, da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre. Especializou-se em cirurgia pediátrica nos anos de 1967 a 1968, no Hospital Infantil Darcy Vargas de São Paulo. Especialista em cirurgia pediátrica pela AMB e pelo Conselho Federal de Medicina. Foi professor adjunto da Faculdade de Medicina da PUCRS nos anos de 1973 a 1982; cirurgião pediátrico do Ministério da Saúde de 1968 a 2000. Exerceu atividades no Hospital da Criança Santo Antônio da Santa Casa de Porto Alegre. Sócio fundador da UNIMED e UNICRED Porto Alegre, e presidente desta de 1990 até 2006.

BONOW, Germano Mostardeiro.

Nasceu em Porto Alegre em 05.04.1942. Formou-se pela Faculdade Católica de Medicina de Porto Alegre (atual Universidade de Ciências da Saúde de Porto Alegre) em 1968. Realizou pós-graduação na Faculdade de Saúde Pública da Universidade São Paulo, em 1971 e na Escola Interamericana de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, em 1974. Em 1979, concluiu mestrado na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo.
Através de sua intensa carreira política, dedicou-se sobremaneira as causas da saúde pública. Foi eleito por quatro vezes consecutivas deputado estadual entre os anos de 1987 a 2002. Em 2007 foi eleito deputado federal pelo Rio Grande do Sul. Entre suas atividades figuram as de secretário na Secretaria da Saúde e do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul (1979-1986 e 1995-1998); médico do Funrural, da Secretaria da Saúde do Estado do Rio Grande do Sul, do Instituto Nacional de Previdência Social - INPS e da Santa Casa de Porto Alegre; professor de Saúde Pública da Escola de Enfermagem da UNISINOS.
Atualmente, Germano Bonow integra o corpo diretivo do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul e exerce o cargo de Diretor do Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul.

Texto elaborado em 11 de abril de 2012.

CATAN, Farjalla

Nasceu em 25 de novembro de 1931 em Campo Grande. Filho de Elias Catan e Mansora Chacha Catan, ambos naturais da Turquia. Cursou o Primrio e o Ginsio em sua cidade natal. No perodo ginasial, participou ativamente no Grmio Estudantil do Ginsio Estadual Campograndense. Em 1951 mudou-se para a cidade da Guanabara, atual Rio de Janeiro, para terminar o secundrio e cursar o pr-vestibular. Prestou exame vestibular para a ento Faculdade Nacional de Medicina, na Praia Vermelha. No perodo universitrio, foi fundador e protagonista do Teatro Amador do Diretrio Acadmico Carlos Chagas da Faculdade Nacional de Medicina. Ainda como estudante, foi plantonista da Pediatria no Instituto Fernandes Figueira e no Instituto de Pediatria e Puericultura Martago Gesteira, este localizado na Ilha do Fundo. No quinto ano do curso, passou a freqentar tambm a Maternidade Escola. No sexto ano, tornou-se plantonista voluntrio do Pronto Socorro Souza Aguiar (Rio de Janeiro). Formou-se em 1957. Recm-formado candidatou-se Residncia Mdica no Hospital dos Servidores do Estado onde, por dois anos, se dedicou Ginecologia, Obstetrcia e Proctologia. Em 1960 entra para o Exrcito, como tenente mdico R2 e volta para sua terra natal. Em 1962 transferido para o Rio de Janeiro para fazer o curso para formao de Oficial Mdico na Escola de Sade do Exrcito, vinculada ao Ministrio da Guerra. Em 1963, tendo sido bem classificado, escolhe o local onde deveria servir. Escolheu Caxias do Sul. Catan foi membro do Corpo Clnico do Hospital Del Mese; membro efetivo do Hospital Nossa Senhora de Pompia, no qual foi Conselheiro e Auxiliar da Administrao; mdico credenciado pelo IPAM (Instituto de Previdncia e Assistncia Municipal) nas especialidades de Proctologia e Cirurgia Plvica; Coordenador Mdico Regional da Delegacia de Caxias do Sul do Instituto de Previdncia do Estado; mdico credenciado do Instituto Nacional de Assistncia Mdica da Previdncia Social, Gerente Local do Plano Integrado de Previdncia e Assistncia (PIPA), do Grmio Beneficente do Exrcito (GBOEX), membro do Departamento de Ginecologia e Obstetrcia da Associao Mdica de Caxias do Sul, Mdico Examinador da Circunscrio Regional de Trnsito da 8 Regio Policial. Em 1971, passa a fazer parte do corpo docente da Universidade de Caxias do Sul como professor titular da disciplina de Proctologia, Foi Chefe do Departamento de Clnica Cirrgica do Centro de Cincias Biolgicas da Universidade de Caxias do Sul. Faleceu em 1996. Fonte Biografia informada pela esposa, Maria Helena Binelli Catan em 10/06/2012

PEREZ, Marcello Blaya

Nascido em 7 de abril de 1925, So Jos do Rio Preto, SP. Formado pela Faculdade de Medicina, UFRGS, 1954. Estudou tambm no Internship, Michael Reese Hospital, Chicago, 1955. Fez residncia em Psiquiatria Psicanaltica, Menninger School of Psychiatry, Topeka, Kansas, 1956, 1957, 1958 e na North Miami Psychiatric Hospital, 1959. Fundou a Clinica Pinel S.A., em Porto Alegre (28 de maro de 1960). Foi professor Livre Docente de Clnica Psiquiatra na Faculdade de Medicina da UFRGS a partir de 1960. Aposentado das funes clnicas em 2005.

BARCELLOS, Miguel Rodrigues (Baro de Itapitocay)

Nascido em 22/06/1826 na ento vila de So Francisco de Paula, atualmente Pelotas. Filho de Boaventura Rodrigues Barcellos e Ceclia Rodrigues da Silva. Miguel Rodrigues Barcellos comea seus estudos na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1841, graduando-se em 1846 e doutorando-se em 1849. Sua carreira profissional dar-se-a toda na sua terra natal, como principal mdico da Santa Casa de Misericrdia, na qual sua famlia tem papel fundamental na sua fundao, sendo seu tio, capito Jos Rodrigues Barcellos seu primeiro provedor, e na primeira mesa diretora temos Boaventura, pai de Miguel, e Cipriano, irmos do provedor como mordomos. Miguel Rodrigues Barcellos assume a funo de primeiro mdico da Santa Casa em 1852, funo na qual atuou at a sua morte. Em 1882, Barcellos divide a enfermaria com o dr. Antnio Augusto Assumpo, passando assim cada um a coordenar uma equipe diferente, em funo do contnuo aumento das necessidade da populao de Pelotas. Na Santa Casa so criadas novas clnicas de olhos, garganta e nariz em 1890 sob sua iniciativa. Outra novidade vista com simpatia pelo renomado mdico, foi o ingresso na Santa Casa da doutora Antonieta Cesar Dias Mopurgo, pelotense formada na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (Souza, Marcela Reinhart de. O Pioneirismo de uma Mdica Pelotense. TCC. ICH. UFPel. 2010.) Membro do Partido Conservador, foi vereador em sua cidade entre 1853 e 1854, deputado provncial por duas legislaturas. Foi o primeiro Vice-presidente da Provncia em 1884. Exerceu interinamente a presidncia de 20 de setembro 28 de outubro de 1885. Em 1886 foi o Segundo Vice-presidente. Por decreto imperial de 17/09/1888, D.Pedro II o eleva ao baronato, como Baro de Itapitocay. Com o golpe de estado, que imps a repblica aos brasileiros em 15/11/1889, o Baro de Itapitocay se afasta da poltica, dedicando-se apenas a medicina. Faleceu em 01//12/1896. Fonte:http://www.brasilimperial.org.br/imagens/gazeta/Gazeta_Imperial_Dezembro_2011_web.pdf

DIAMANTE, Telmo.

Nascido em 28 de fevereiro de 1946, o filho mais velho de Romeu e Sofia. Fora casado com Eneida Diamante. Concluiu os estudos secundrios no Colgio Estadual Jlio de Castilhos e ingressou na Faculdade Catlica de Medicina, onde se formou em 1970. Especializou-se em Pediatria, sendo scio-fundador da Clnica da Criana. Alm da atividade mdica, envolveu-se na rea de cooperativismo mdico, atuando na Unimed e sendo um dos fundadores da Unicred, em 1990, onde ocupou sucessivos cargos. Atualmente, era diretor administrativo da Unicred Porto Alegre, funo que exerceu at os ltimos dias de sua vida. Faleceu em 04/02/2013.

FARIAS, Veridiano

Nascido em Rio Grande em 1906. Concluiu os estudos secundrios aos 36 anos, prestando vestibular para medicina em seguida. Em 1943 foi aprovado, matriculando-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, conseguindo transferncia para Porto Alegre logo em seguida. Durante os anos de estudo trabalhou como chofer e motoneiro de bonde. Foi tambm msico do grupo de Lupicnio Rodrigues. Formou-se em 1951 e iniciou a vida profissional no Hospital Colnia Itapu. Faleceu pouco tempo depois, em 1952. Mais informaes em http://www.acordacultura.org.br/herois/heroi/veridiano

COUTINHO, Mario Ferreira

Mario Ferreira Coutinho nasceu em Pelotas no dia 15 de maio de 1923, filho do tambm mdico Amarantho Paiva Coutinho e de Josefina Ferreira Coutinho. Fez o curso primrio no Colgio Flix da Cunha e o curso secundrio no Ginsio Pelotense. Dr. Mario casou-se com a mdica Mina Chalfin, com a qual teve quatro filhos: Jos Bernardo Coutinho, Maurcio Chalfin Coutinho, Sonia Chalfin Coutinho e Maria Chalfin Coutinho. Aps a morte de sua primeira mulher, casou-se com Lgia Maria Barbosa Coutinho, mdica, com a qual teve uma filha: Elisa Barbosa Coutinho. Em 1939, transferiu-se para o Rio de Janeiro a fim de estudar Medicina. Entre os anos de 1939 e 1940 fez o Pr-mdico no Colgio Universitrio do Ministrio da Educao, e fazendo o vestibular em 1941, entrando na Faculdade de Medicina da Praia Vermelha da Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro, atual UFRJ. No terceiro ano da Escola de Medicina, comeou a frequentar a Enfermaria do Hospital So Francisco, onde trabalhava o Prof. Dr. Abrao Ackerman que o orientou no aprendizado sobre Neurologia. Formou-se no dia doze de dezembro de 1946, e foi convidado pelo Dr. Ackerman para trabalhar com o Dr. Jos Ribe Portugal, neurocirurgio do Instituto Neurologia da Universidade do Brasil. Em 1947 foi escalado para dar algumas aulas sobre Traumatismo Crnio-Enceflico, no Instituto de Neurologia da Universidade do Brasil, para a nova turma de doutorandos. Em pouco tempo participava de todas as cirurgias como auxiliar do Dr. Portugal, tanto no Instituto de Neurologia como na Beneficncia Portuguesa do Rio de Janeiro. Voltou ao Rio Grande do Sul em 1954 e em Porto Alegre, contou com o apoio de alguns colegas destacados, como o Prof. Csar vila, catedrtico de Clnica Cirrgica Infantil e Ortopdica e Prof. Dcio Martins Costa, catedrtico de Pediatria, idealizador do Hospital da Criana Santo Antnio, que convidou-o para organizar o servio de Neurologia e Neurocirurgia infantil naquele Hospital, onde foi trabalhar em janeiro de 1954. Tambm foi decisivo o apoio do grande amigo Dr. Carlos Gayer Costa, diretor da Enfermaria 15 (Neurologia de Homens) da Santa Casa de Misericrdia de Porto Alegre. Depois de alguns anos, o Prof. Sarmento Barata, ofereceu-lhe as instalaes cirrgicas de sua Enfermaria para que pudesse operar os seus pacientes. No ano de 1956, organizou o Servio de Neurologia e Neurocirurgia do Hospital de Pronto Socorro Municipal (HPS) de Porto Alegre, onde trabalhou por mais de trinta anos. Em 1960, foi convidado para organizar o Servio de Neurologia e Neurocirurgia do Hospital da Beneficncia Portuguesa, transferindo o seu servio da Casa de Sade Independncia. Em 1962, organizou o Servio de Neurocirurgia do Hospital Divina Providncia. Em 1963, foi convidado para reger a ctedra de Neurologia da Faculdade de Medicina de Pelotas, que foi, mais tarde, integrada Universidade Federal de Pelotas. No ano de 1973 participou, como professor convidado, das atividades do Servio de Neurocirurgia do Prof.. Frowein, em Colonia, Alemanha, por um ano. J no ano de 1975, foi escolhido por Concurso Pblico de Ttulos para Professor de Neurocirurgia da Faculdade Catlica de Medicina de Porto Alegre, atual Universidade Federal de Cincias da Sade de Porto Alegre (UFCSPA); e em 1976 defendeu tese de Livre Docncia em Neurocirurgia na Fundao Faculdade Federal de Cincias Mdicas de Porto Alegre (UFCSPA) e, a tese de Livre Docncia em Neurologia na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), tendo obtido mdia final dez. Participou da fundao e de todos os Congressos da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia at o ano de 1982. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Neurocirurgia. Desde 1954, pertence antiga Sociedade de Neurologia e Psiquiatria do Rio Grande do Sul, fundada em 1938. Esta sociedade foi dividida em 1973 formando a: Sociedade de Psiquiatria do Rio Grande do Sul e Sociedade de Neurologia e Neurocirurgia do Rio Grande do Sul. Participou como Tutor dos Estgios de Aperfeioamento dos jovens Neurocirurgies do Brasil (Mtodos Modernos em Neurocirurgia), no Servio do Prof. Dr. Mario Brock, em Berlim, na Alemanha, nos anos de 1985, 1987 e 1989. Foi ainda membro fundador da Academia Sul-riograndense de Medicina, ocupando a cadeira 27, e escolheu como seu patrono o Dr. Frederico Ritter, neurologista formado em Breslau com Ferster. Nesses anos todos, alm da atividade em vrios Hospitais de Porto Alegre, freqentou congressos e publicou mais de 100 trabalhos cientficos em revistas nacionais e internacionais. Em 1990, aposentou-se da Faculdade de Medicina da UFPEL e em 1993, da UFCSPA. Continuou a dar aulas no Curso de ps-graduao de Cirurgia da UFCSPA, tendo mantido suas atividades nos Hospitais de Beneficncia Portuguesa e da Criana Santo Antnio at o incio de sua enfermidade em 2009, tendo falecido em 05 de julho de 2012, devido a um Mieloma Mltiplo. Informaes fornecidas em 15/07/2013 por Lgia Maria Barbosa Coutinho, esposa de Mario Ferreira Coutinho

CASTRO, Ernesto Llopart

SILVEIRA, Fernando Antnio Scalzilli

Formado em Medicina pela UFRGS em 1960, iniciou sua carreira como interno da segunda cadeira clnica mdica, do professor Alvaro Barcello Ferreira, na 37 enfermaria da Santa Casa, durante os anos de 1958, 1959 e 1960. Foi assistente da clnica mdica de mulheres da Santa Casa, em 1963, e mdico do setor de registro grfico do Hospital de Clnicas, em janeiro de 1973. No mesmo ano, atuou como professor assistente do departamento de medicina interna da UFRGS. Silveira recebeu medalha do Sesc Centenrio Santa Casa, em 1976, devido ao seu relevante servio prestado instituio. Realizou especializao em Geriatria e Gerontologia em So Paulo, em maio de 1971, e em Cardiologia, onde recebeu o diploma pela Associao Mdica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, em julho de 1975. Mdico, mestre em Medicina e doutor em cincia da sade, Silveira era scio-efetivo da Associao Mdica do Rio Grande do Sul e da Associao Paulista de Medicina. Alm disto, era membro da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia de So Paulo e da Sociedade Brasileira de Cardiologia, desde 1975. Tendo trabalhado por 33 anos no Hospital de Clnicas, aposentou-se em 2004. Silveira foi casado com Idalina Fronza por mais de 37 anos, aposentado veio a falecer dia 24 de setembro, no Hospital de Clnicas, em Porto Alegre, aos 78 anos.

METSAVAHT, Renato

Natural do Rio de Janeiro, nasceu em 10 de julho de 1927. Filho de estonianos, mudou-se ainda criana para Porto Alegre, onde se formou em Medicina, em 1950, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), aos 23 anos. Foi convidado a assumir o posto de primeiro mdico anestesista do Hospital Pompeia, em Caxias do Sul, em 1951. O trabalho durou seis dcadas, em uma poca em que no existiam cursos e especialidades na rea. Metsavaht construiu o banco de sangue da cidade em 1954. Para dividir o conhecimento adquirido em anos de profisso e ensinar aos novatos o que aprendeu com os antigos mestres, tambm fundou, em 1967, a Faculdade de Medicina da Universidade de Caxias do Sul (UCS), da qual foi professor e diretor. Foi presidente da Sociedade de Anestesiologia do Rio Grande do Sul (Sargs), da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA) e da Federao de Anestesia dos Povos da Lngua Portuguesa, em 1970. Em 1968, envolveu-se com a Associao Mdica de Caxias do Sul (Amecs), instituio que tambm veio a presidir. Ainda foi um dos fundadores da Unimed de Caxias do Sul, em 1979. Seu lado humanitrio se estendia alm da profisso, segundo colegas. Metsavaht trabalhou como presidente regional do Rotary Club Internacional em Caxias do Sul e chegou a receber reconhecimento internacional pelos 50 anos de participao e dedicao. Foi casado com Maria Amlia Cauduro Fossati Metsavaht por mais de 63 anos e teve 4 filhos. O mdico Renato Metsavaht morreu em 8 de outubro, em Caxias do Sul, vtima de um acidente cardiovascular, aos 86 anos.

LVARES, Brulio dos Santos

Dr. Bráulio que era natural da cidade de São Gabriel no Rio Grande do Sul, nasceu no dia em 26/06/1949. No ensino primário estudou na Escola Menna Barreto, o Ginásio no Ginásio São Gabriel, e o científico no Colégio Manuel Ribas, em Santa Maria. Em 1970 ingressou na Faculdade de Medicina da UFSM. Iniciou no sexto ano da faculdade o estágio no Instituto de Neurologia e Neurocirurgia da Santa Casa de Porto Alegre, grande centro de aprendizado desta especialidade no Estado do Rio Grande do Sul até então. Após a Residência Médica retornou a São Gabriel, onde atuou. Foi Diretor da UTI da Santa Casa de São Gabriel, onde também foi Diretor Clínico e Diretor Técnico. Após muitos anos de profissão veio a falecer dia 28/07/2006. Informações fornecidas pelo Dr. Gerson Luis Barreto de Oliveira

 

LVARES, Brulio dos Santos

MARSIAJ, Ennio

Nascido em Santa Maria, no dia 7 de dezembro de 1906. Formou-se nos estudos primrios no Ginsio Anchieta e logo aps estudou no Ginsio Jlio de Castilhos. Formou-se em Medicina na Faculdade de Medicina de Porto Alegre, no ano de 1928. Lecionou Clnica Obsttrica na Faculdade de Porto Alegre e atuou na Santa Casa de Misericrdia de Porto Alegre e no Hospital Beneficncia Portuguesa, onde foi Operador-Parteiro. Fonte: FRANCO, lvaro; RAMOS, Maria (dir.). Panteo mdico riograndense: sntese cultural e histrica. So Paulo: Ramos Franco, 1943. pg. 532.

FLORES, Luiz da Silva (Filho)

Nascido em Porto Alegre em 1843, filho do Dr. Luiz da Silva Flores e Maria da Glria Thompson, filha do Capito de Fragata da esquadra inglesa, Jayme Thompson. Fez seus estudos preparatrios no Colgio de Hilrio Ferrugem, depois foi para o Rio de Janeiro, estudar na Faculdade de Medicina. Em 1864, com o incio da Guerra do Uruguai, abandonou os estudos para prestar seus servios como mdico na guerra. Serviu at a tomada de Paissandu e pelos bons servios foi agraciado com o hbito Ordem da Rosa. Retornou para o Rio de Janeiro, a fim de concluir o curso, tendo retornado a Porto Alegre em 1866. Voltou a servir na guerra pouco tempo depois e novamente foi agraciado com a condecorao do Hbito de Cristo. Antes do final da guerra foi eleito Assembleia Provincial, pelo partido Progressista. Retornou a Porto Alegre, onde continuou a clinicar. Falecido. Fonte: PORTO-ALEGRE, Aquilles. Homens Ilustres do Rio Grande do Sul. Livraria Selbach, Porto Alegre, 1917.pg. 168.

PENA, Manoel Martins Santos

Nasceu em So Cristvo, antiga capital da provncia de Sergipe, no dia 22 de abril de 1831, sendo seus pais Jos Martins Pena e Silvana Firmo dos Santos Pena. Concluiu o curso mdico na Faculdade de Medicina da Bahia, pela qual foi diplomado em 20 de dezembro de 1855. Entrou para o Corpo de Sade do Exrcito em 1861 e nele permaneceu at julho de 1876, quando foi reformado no posto de capito. Participou ativamente da guerra do Paraguai, na qual serviu como cirurgio, inclusive no combate de Curuzu. Depois, prestou relevantes servios no Hospital de Sangue, durante os combates de 24 de maio, 3 e 22 de setembro de 1866, motivo pelo qual foi agraciado com a Hbito da Ordem da Rosa. Serviu, tambm, como Delegado Chefe da Repartio de Sade em Corrientes. Terminada a guerra, assumiu o mesmo posto junto ao Delegado Cirurgio-Mor do Exrcito, no Rio Grande do Sul. Foi distinguido com as honras de major e recebeu as medalhas comemorativas da guerra do Paraguai, institudas pelos governos do Brasil, Uruguai e Argentina. Em 1892, foi nomeado tenente-coronel horrio do exrcito brasileiro. Faleceu no dia 14 de fevereiro de 1905, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Fonte: Dria, Epifnio Efemrides, vol. 1. 2a. edio. Aracaju, 2009.

FAYET, Joo Jorge

Diplomado pela Faculdade de Gienssen (Alemanha), revalidou seu diploma na Faculdade de Medicina de Porto Alegre, onde exerceu a profisso por muitos anos. Fonte: FRANCO, lvaro; RAMOS, Maria (dir.). Panteo mdico riograndense: sntese cultural e histrica. So Paulo: Ramos Franco, 1943. pg. 508.

Espanhol Português  Visiting hours are Tuesdays to Fridays from 11am to 7pm; Saturdays, Sundays and holidays from 2pm to 7pm.

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